O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quarta-feira, 16 de março de 2011

UPPs - ARGENTINOS VISITAM O RIO PARA CONHECER PROGRAMA


Delegação argentina visita o Rio para conhecer o programa das UPPs - O DIA,15/03/2011

Rio - Uma delegação de 30 autoridades argentinas ligadas à área de segurança pública desembarcou no Rio para conhecer detalhadamente o projeto de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e visitar unidades já instaladas. Recepcionados pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, os argentinos assistiram, na manhã desta terça-feira, no anexo do Palácio Guanabara, a uma palestra do comandante-geral das UPPs, coronel Robson Rodrigues, sobre o programa.

A delegação argentina, composta por prefeitos, parlamentares e funcionários públicos, ouviu atentamente a apresentação, ilustradas com vídeos. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, em suas boas vindas, disse que o êxito da política de segurança de pacificação do Rio de Janeiro é baseada na adoção pelo Governo do Estado de dois eixos de atuação: a implantação de UPPs e o programa de cumprimento de metas pelas forças policiais.

"Por muitos anos, o Rio ficou caracterizada como uma cidade partida, porque tem de um lado as favelas e de outro o asfalto. Esses dois projetos de segurança atende a essas duas faces. Na medida em que se estabelecem os dois projetos, acabamos com a cidade partida porque misturamos favelas e asfalto", conceituou Beltrame.

Na parte da tarde, os argentinos vão à sede da Secretaria de Segurança, na Central do Brasil, para conhecer a área de inteligência e de organização da pasta. Na quarta-feira, a delegação vai vistar as UPPs do Borel, na Tijuca, e de Chapeéu Mangueira, no Leme. Segundo informou o cônsul geral da Argentina, Eduardo Mallea, a visita é organizada pela Federação Argentina de Prefeituras.

"No ano passado, a federação organizou um seminário sobre segurança pública em Buenos Aires e a conclusão decidiu pela visita ao Rio de Janeiro para conhecer de perto o projeto das UPPs", afirmou o cônsul.

Plano é implantar 40 UPPs até 2014

O programa das UPPs começou a ser instalado no Rio em 2008, no Morro Dona Marta, em Botafogo, e hoje já conta com 16 unidades. O plano é de implantação de 40 unidades até 2014 em 170 comunidades e benefício direto a um milhão de pessoas.

A corporação empregada nas unidades será de 12 mil policiais militares, formados especificamente em policiamento comunitário pela Academia de Formação de Praças, em Sulacap. No momento, o programa tem 2.876 policiais e está presente em 54 comunidades, beneficiando 256 mil pessoas.

Este é o segundo projeto do governo Cabral que chama a atenção das autoridades argentinas. Ano passado, o governador participou da inauturação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Buenos Aires.

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