O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

BM CONTRA TRÁFICO PERTO DE ESCOLAS

ZERO HORA 26 de julho de 2012 | N° 17142

PLANOS DA SEGURANÇA. Brigada Militar atacará tráfico perto de escolas. Combate ao crime receberá atenção especial do novo comandante de policiamento da Capital

CARLOS WAGNER 


O novo comandante do Policiamento da Capital (CPC), coronel Alfeu Freitas Moreira, 47 anos, reuniu-se com os seus comandados, ontem, no 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM). Em poucas palavras, definiu a linha de atuação da sua gestão. O combate aos homicídios, ao tráfico de drogas, ao roubo em postos de combustíveis e àqueles pequenos delitos que incomodam a população, como a atuação dos flanelinhas, está entre os objetivos.

Um crime em especial vai merecer atenção do coronel Freitas: os traficantes que agem ao redor das escolas. Segundo o novo comandante, muito mais do que reforçar o policiamento ostensivo é necessário entrar na escola para contar aos alunos que os heróis são os policiais militares e não os bandidos. Alerta que as carências da corporação não podem ser desculpa para não prestar um bom serviço à população.

Freitas, nascido em família de PMs, afirma que é preciso trabalhar com os recursos à disposição de maneira eficiente. Uma das medidas será orientar a ação do policiamento ostensivo com informações conseguidas na análise das ocorrências policiais.

No currículo do coronel, consta o comando do 9º BPM e o Serviço de Inteligência da BM, conhecido como P2. Na unidade, cultivou o trabalho em conjunto com a Polícia Civil e a Polícia Federal (PF), um prática que pretende manter no novo posto.


ENTREVISTA.

 “Somos pagos para desconfiar”. Coronel Alfeu Freitas Moreira comandante do CPC


Zero Hora – Como será sua gestão?

Alfeu Freitas Moreira – Todos os brigadianos envolvidos no patrulhamento, a pé ou motorizado, têm de trabalhar visando a obter resultado. O bandido não muda de profissão. Muda de área de atuação sempre que é acossado pela polícia. O comandante da unidade precisa acompanhar essa movimentação pelas ocorrências e direcionar o policial militar para o foco do problema.

ZH – No passado, os PMs andavam em duplas. Eram conhecidos como Pedro & Paulo. O senhor vai ressuscitá-los?

Freitas – Eles não precisam andar em duplas, como antigamente. Há locais na cidade em que a presença do policial a pé é fundamental, como nas grandes avenidas onde há comércio e aglomeração de pessoas. Mas o brigadiano não pode estar ali por estar. Mas estar atento ao que acontece ao seu redor e agir nas situações que considera suspeitas. Sempre digo uma coisa: nós somos pagos para desconfiar. E sempre que desconfiamos, nós devemos fazer abordagem, dentro da técnica. Não podemos esperar que algo de ruim aconteça para agir.

ZH – Qual é o maior problema de segurança na cidade?

Freitas – É o homicídio. Há pessoas equivocadas que falam que é bandido matando bandido. Para nós não interessa. Trata-se de um crime violento que espalha ao seu redor uma sensação de insegurança muito grande.Grande parte das mortes é de dívida de drogas. Somos policiais ostensivos e devemos agir preventivamente, desarmando os bandidos e estando presente nos locais conflituados.

ZH – Esta ação contra os traficantes vai ser em parceria com a Polícia Civil?

Freitas – A parceria com a Civil é fundamental. Todos os subsídios que nós recolhemos nesses locais conflituados são passados para eles.

ZH – Entre os grandes problemas da cidade estão os roubos de veículos, a postos de combustíveis e pequenos mercados. Como vocês vão agir?

Freitas – Esses crimes estão sendo monitorados. Todos os dias, a ação dos nossos policiais deverá estar focada naquele crime que está em alta. Agora, por exemplo, temos o roubo a posto de combustível (os ataques cresceram 76% nos cinco primeiros meses de 2012 no Estado). Já temos uma estratégia em prática para resolver o problema. Resolvido o problema, os bandidos vão migrar para outro tipo de ação. Eles vão nos encontrar lá.

ZH – São de conhecimento público as carências da corporação. Elas podem comprometer o seu plano?

Freitas – Ouço isso há anos. Temos que nos organizar com os recursos que temos à disposição e usá-los de maneira eficiente a serviço da população. A eficiência tem como coluna mestre o comandante da unidade, que deve orientar os seus homens. E não deixá-los sair do quartel sem rumo.

ZH – Como será feita a repressão aos traficantes que ficam nas portas das escolas?

Freitas – É um problema complexo, para o qual a nossa abordagem não será apenas no policiamento ostensivo. Nós precisamos ir à escola contar aos jovens que nós somos os heróis. Não podemos deixar que a cabeça do estudante seja ocupada pela conversa do traficante.

ZH – E os flanelinhas?

Freitas – Os flanelinhas abusados viraram um incômodo. Vamos agir.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

POLICIANDO DE BICICLETA A ORLA DE COPACABANA, FLAMENGO E LAPA


PMs começam a patrulhar de bicicleta orla de Copacabana, Parque do Flamengo e Lapa. Modelo foi planejado pelo Estado-Maior da PM para que os policiais tenham acesso a lugares aonde carros e motos não chegam


O Globo 17/07/12 - 23h08



Um policial faz o reconhecimento de onde vai trabalhar, em Copacabana Pedro Kirilos / O Globo


RIO - Três pontos turísticos da cidade ganham, a partir desta quarta-feira, um novo modelo de policiamento. De blusas verdes fluorescentes e capacetes com as cores da bandeira do Brasil, PMs vão patrulhar, de bicicleta, a orla de Copacabana, a Lapa e o Parque do Flamengo. O novo modelo de policiamento, segundo o comandante do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), tenente-coronel Joseli Cândido da Silva, foi planejado pelo Estado-Maior da PM para que os policiais tenham acesso a lugares aonde carros e motos não chegam.

Ao todo participam do projeto-piloto 20 policiais (15 homens e cinco mulheres) que vão trabalhar sempre em duplas. Todos são bilíngues, têm entre 24 e 30 anos e praticam esportes. Eles estarão armados de pistola e Taser (arma de eletrochoque, não letal, usada para imobilizar pessoas), além de usarem radiotrasmissores. O novo patrulhamento vai ser feito todos os dias, das 9h às 17h.

Para treinar a equipe, três oficiais foram a Minas Gerais conhecer esse modelo de policiamento, que já é feito naquele estado. O tenente Isaac Ferreira, de 27 anos, que esteve em Minas, viaja ainda este ano para Miami, nos EUA, onde também já existe o patrulhamento de bicicleta.

— Vou trazer uma boa experiência, porque Miami se assemelha um pouco com o Rio. Lá, como aqui, há muitos turistas e uma grande orla — disse Ferreira.

O tenente-coronel Joseli disse que o projeto poderá ser levado a outros pontos da cidade:

— Temos a intenção de ampliar o projeto e até mesmo que fazer com que ele funcione à noite. Até o verão, teremos tempo para avaliar a eficácia dessa nova modalidade de patrulhamento, que tem tudo para dar certo.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Há muitos anos, a Polícia Metropolitana de Miami realiza o policiamento de bicicleta na orla da praia com muito sucesso e eficácia, empregando um bom número de policiais neste processo.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

COMANDO REGIONAL DO ALTO JACUÍ RESGATA O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO

http://www.bmcruzalta.com.br/site/wp-content/themes/twentyten%20-%20c2t/img/banner.jpg 

O COMANDO REGIONAL DE POLICIAMENTO OSTENSIVO ALTO JACUÍ está implementando na sua região as estratégias de policiamento comunitário, tendo reservado na sua página oficial um espaço para divulgar o nosso conceito e detalhar as ações desenvolvidas pelas suas unidades operacionais.


Policiamento Comunitário

O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. AConfiança Mútua é o elo de ligação entre cidadão e policial. O Comprometimento é a energia. O sucesso desta estratégia de segurança depende da eficácia, comprometimento e celeridade do SISTEMA DE JUSTIÇA CRIMINAL envolvendo segmentos reativos, periciais e discretos do aparato policial, da vigilância permanente do MP, da ação coativa e supervisora do Judiciário, de leis sérias e fortes, da presença proativa das Defensorias e de uma execução penal digna e recuperativa, complementado por políticas educacionais, sociais e de saúde capazes de manter a continuidade, salvaguardar e garantir o sucesso dos esforços de todos contra o crime, rumo à paz social. (Blog do Policiamento Comunitário)


Operação Bairro de Fátima

Na manhã de sexta-feira (01/06/2012), no Complexo Habitacional Santa Bárbara, foi realizada a Operação Retomada, que contou com um total de 110 Policiais Militares e 50 Policiais Civis sendo o principal foco a Instalação do Policiamento Comunitário, onde foram cumpridos Mandados de Busca e Apreensão em apartamentos do Bairro, levantamento de pontos de tráfico de drogas e receptação, bem como captura de foragidos.

Foram efetuadas durante a Operação:
  • Uma prisão por Tráfico de Drogas, sendo 19,0 Gramas de Crack (em torno de 80 pedras).
  • Uma prisão por Posse de munição (04 cartuchos calibre 38).
  • Uma prisão por posse de arma (uma Espingarda cal 36 com 03 munições), 52 pacotes de cigarro marcas diversas, 53 maços de cigarro, 48 CD’s 424 DVD’s, 49 Chips de celulares das operadoras Claro e Vivo e 10 Munições calibre 38 intactas e uma deflagrada.
  • Uma prisão por Tráfico de Drogas, sendo apreendidos 05 invólucros de Crack. Uma recaptura foragido.
A ação marca a reinauguração de um módulo de policiamento comunitário da Brigada Militar, que estava desativado há mais de oito anos e foi reformado pela prefeitura nos últimos meses. A partir de agora, pelo menos dois PMs por turno e uma viatura permanecerão no local.

AÇÕES SOCIAIS

Natal Solidário e Arraiá BM

Várias fotos sobre o evento mostradas no site

FONTE: http://www.bmcruzalta.com.br/site/?page_id=952

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É com extrema felicidade que vejo o Comando Regional, através do Cel Paulo Roberto da Rosa Duarte, resgatar a filosofia de policiamento implementada em 01 de outubro de 1997 no 10º BPM de Cruz Alta  que aproximou os policiais das comunidades com abertura de postos nos bairros, instalação de ouvidoria, criação de patrulhas rápidas, ativação do policiamento escolar e mais o programa "Escola para a Vida- um mundo sem drogas" apresentado em palestras e de forma teatral por um grupo de abnegados, criativos e vocacionados policiais masculinos e femininos. Estão em boas mãos, a BM e as comunidades do Alto Jacuí.

Em tempo: Sugiro, SMJ, que se coloque a foto e o nome dos comandantes de OPM no Blog e forma de contato para que o público conheça os gestores do policiamento do Alto Jacuí e saiba como buscar ajuda ou relacionamento. Outra sugestão é a criação de um ouvidoria do Comando Regional.






quinta-feira, 12 de julho de 2012

METADE DOS POLICIAIS DE UPP SE ACHA MAL PREPARADO

ANCELO.COM - O GLOBO. 12.07.2012. pesquisa

Jorge Antonio Barros


Os policiais militares lotados em Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) se consideram mais bem preparados para atirar do que para fazer policiamento comunitário, que em tese é a principal atribuição deles. Eles afirmam ter consciência de que a mediação de conflito entre moradores é uma missão da UPP (93,8%, o maior índice), mas 79,4% deles afirmam que a atividade realizada com maior frequência pelos policiais de UPP é a abordagem e revista de suspeitos, assim como atua a polícia que não está nas favelas pacificadas. Entre 2010 e este ano, caiu de 63,1% para 49,1% a avaliação daqueles policiais sobre acham que foram mal treinados para trabalhar adequadamente nesse tipo de serviço -- ou seja a cada dez, cinco policiais de UPP criticam a própria formação para o trabalho, recebida da PM. Sobre as condições de trabalho houve melhora em alguns itens, como as instalações da sede, sanitários e escalas de trabalho, e piora em outros, como pontualidade na gratificação e auxílios para transporte e alimentação. Apesar disso, houve ligeiro aumento no nível de satisfação dos policiais -- de 41% em 2010 para 46% na pesquisa atual. A maioria desses policiais considera importante continuar portando fuzil (92%), arma que não combina com policiamento comunitário.


Esses são alguns dos resultados de uma nova pesquisa sobre o que pensam os policiais de UPP, feita pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CeSec), com apoio da Fundação Ford e apoio operacional da Secretaria de Segurança e da PM. A primeira pesquisa, feita em 2010, abordou apenas nove UPPs e agora mais 12. Na amostragem foram ouvidos 865 policiais -- 94,8% são soldados e 5,2% cabos. Existe um total de 24 Unidades de Polícia Pacificadora com cerca de cinco mil policiais militares.

-- As UPPs não são algo definitivo e acabado . Estão sujeitas a mudanças e correções de rota. Os resultados da pesquisa, portanto, não são um retrato estático, mas buscam justamente captar a evolução desse processo. O sucesso das UPPs depende particularmente dos policiais ali lotados. Daí a importância de conhecer suas percepções e avaliações e sobre o próprio trabalho que realizam -- afirma Julita Lemgruber, diretor do CesEc, e uma das coordenadoras da pesquisa, assim como as pesquisadoras Bárbara Soares e Leonarda Musumeci.

A pesquisa deste ano contou com o trabalho de 19 pesquisadores em campo. Foi um trabalho de profundidade que contou também com a colaboração dos próprios policiais que responderam com a garantia do anonimato e foram escolhidos por sorteio a partir de lista enviada pelo comando de suas unidades. Eles se dividem na percepção que têm dos moradores em relação ao trabalho feito pela UPP -- 46% acham que a maioria dos moradores tem sentimentos negativos (como medo, desconfiança ou raiva) e 44% consideram que a população local tem sentimentos positivos (simpatia, admiração, aceitação), enquanto que 10,3% acham que a indiferença é o sentimento predominante. A percepção de sentimentos positivos era maior na pesquisa anterior -- 66,5% -- enquanto que a de negativos era menor (28,5%).

Sem esse objetivo, a pesquisa comprova que o policiamento comunitário ainda não é totalmente explorado pelas UPPS. A maioria dos policiais diz que realiza com frequência abordagem e revista de suspeitos e recebe queixas da população (52,9%). Apenas 37,4% deles afirmam reunir-se frequentemente com os superiores e só 5% dizem reunir-se com frequência com moradores. São poucos também os que mantêm contato com instituições da comunidade, como associações de moradores, igrejas e ONGs, entre outras. Parecem confirmar o mito de "Tropa de Elite", de que PM detesta ONG.

Na avaliação da formação, os policiais consideram que agora estão mais bem preparados para atirar (passou de 52,5% para 64,9%), enquanto que para o policiamento comunitário caiu a percepção, de 81,5% para 64,2% -- uma queda de 21%. Para eles, o preparo para a mediação de conflitos entre os moradores cresceu de 45,8% para 50,1%. No quesito armamento menos letal, que costuma ser útil no policiamento comunitário, caiu de 37,7% para 33,6%.

No patrulhamento da área, aumentou a movimentação dos policiais -- a ronda a pé na comunidade subiu de 29,8% para 37,6% na resposta da atividade que realizam na maior parte do tempo. Abordagem e revistas de suspeitos (74,5%) e registro de ocorrências em delegacias (49,3%) são outras atividades que tomam o tempo dos policiais lotados em UPPs.

Apenas dois itens relativos a condições de trabalho listados no questionário foram avaliados como bons pela maioria dos policiais: relacionamento com os policiais dos batalhões (64%) e escala de trabalho (52%).

A pesquisa descobriu que caiu de 69% para 59% o percentual de PMs que não gostariam de trabalhar em UPP. Ou seja: a maioria ainda está ali contrariada. Do total de ouvidos, 33,2% estão parcial ou totalmente identificados com o projeto de pacificação,enquanto que 51,3% são neutros e 15,5% são parcial ou totalmente resistentes.

O perfil dos policiais lotados em UPPs é basicamente o seguinte:

- Mulheres são 11%, mais do que o índice verificado na tropa da PM, que é de 7%.
- Faixa etária: de 25 a 33 anos
- Escolaridade: 52% têm ensino médio completo e 28,9% superior incompleto
- Renda pessoal: 63% têm de 3 a 5 salários mínimos
- Renda familiar: 52%, de 5 a 10 salários mínimos
- Tempo na PM: 47,2% têm de dois a cinco anos
- Tempo de formação: 83%, de 7 a 9 meses
- Casados: 52%
- Têm pelo menos um filho: 48.3%