O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PROXIMIDADE - 14ª UPP É IMPLEMENTADA NO RIO


14ª UPP é inaugurada no Engenho Novo - O DIA ONLINE, 31/01/2011

Rio - A Polícia Militar inaugurou na manhã desta segunda-feira a 14ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da cidade, no Morro São João, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio. Com um efetivo de 200 PMs - sendo 35 mulheres -, ela atenderá ainda aos moradores do Morro do Matriz e do Morro do Quieto, beneficiando cerca de seis mil moradores dessas comunidades.

O comando desta unidade ficará a cargo do Capitão Bruno Xavier, 31 anos. Nascido e criado nas proximidades da comunidade, o oficial - que há 11 anos está na corporação - já foi subcomandante do Grupamento de Policiamento em Estádios (GEPE) e atuou nos Batalhões da Tijuca (6ºBPM) e de Rocha Miranda (9ºBPM).

De acordo com Secretaria de Segurança Pública, a pacificação do Engenho Novo atingirá indiretamente 12 mil pessoas, entre moradores e comerciantes, nos bairros da Abolição, Cachambi, Encantado, Engenho de Dentro, Engenho Novo, Jacaré, Lins de Vasconcelos, Riachuelo, Rocha, Sampaio, São Francisco Xavier, Água Santa e Todos os Santos.

A ação no Engenho Novo constitui a segunda etapa da parte final de pacificação da Zona Norte - a primeira foi concluída com a instalação, no dia 30 de novembro, da UPP do Morro do Macacos, em Vila Isabel. A Secretaria de Segurança Pública informou que uma terceira fase será necessária para que o programa chegue nos Morros do Encontro e da Cachoeirinha, já no Lins de Vasconcelos.

De acordo com o coronel Robson Rodrigues, comandante das UPPs, as favelas do Morro de São Carlos, no Estácio, na Zona Norte, serão as próximas a receber uma unidade.

Santa Teresa

Na útima terça-feira, dia 25, o governador Sérgio Cabral anunciou que todas as comunidades da região de Santa Teresa, no Centro, receberão UPPs. Segundo Cabral, nos próximos dias, homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Choque e de outras unidades irão reconquistar o território na área. O objetivo do governo - ressaltou Sérgio cabrsl - é pacificar todas as áreas críticas do Rio até o fim de 2014.

UPPs

O Rio já conta com 13 UPPs instaladas e uma em processo de instação. As unidades já funcionam no Andaraí, Batan, Borel, Chapéu Mangueira/Babilônia, Cidade de Deus, Formiga, Macacos, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, Providência, Salgueiro, Santa Marta, Tabajaras/Cabritos e Turano.

domingo, 30 de janeiro de 2011

PADRINHO DE UPP

Cresce o número de empresas que investem nas UPPs - O GLOBO, 29/01/2011 às 22h35m. Vera Araújo

RIO - O sucesso das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) tem incentivado cada vez mais empresários a apostar suas fichas no projeto implantado pelo governo do estado. Um dos mais entusiasmados com o programa é o dono do Grupo EBX , Eike Batista, que investe R$ 40 milhões ao longo de dois anos, ajuda que pode ser prorrogada até 2014. Foi essa verba que possibilitou a compra dos 40 novos carros, modelo Nissan Frontier, e 60 motocicletas, que serão distribuídos amanhã em 14 comunidades pacificadas.

Empresas como a Souza Cruz e a Rio de Janeiro Refrescos, fabricante dos produtos Coca-Cola, também entraram na corrente que investe no projeto das UPPs.

Secretaria indica onde serão feitos os investimentos

O dinheiro da EBX também está sendo usado para a construção da sede definitiva da UPP da Ladeira do Tabajaras/Cabritos, em Copacabana. De acordo com a Secretaria de Segurança, o objetivo da contribuição é assegurar recursos para a compra de equipamentos, instalação do projeto e aplicação da logística. Mas cabe à secretaria indicar onde serão feitos os investimentos.

- Acredito no projeto das UPPs. Tenho orgulho de poder contribuir com essa solução que se mostrou eficiente no Rio de Janeiro e é referência para o país. Estamos, juntos com outras empresas, ajudando a construir um Brasil grande, seguro, melhor para os nossos filhos. Meu sonho é, um dia, pararmos os carros com as chaves na ignição - afirma Eike Batista.

UPP do Morro do Andaraí é candidata a receber R$ 1,3 milhão de duas empresas - 29/01/2011 às 22h39m - O Globo

RIO - À medida em que o projeto das UPPs se consolida, mais parceiros têm se aliado à Secretaria de Segurança, como a Souza Cruz e a Rio de Janeiro Refrescos, que chegaram a conviver com a violência no passado. A primeira funcionou na Tijuca, aos pés do Morro do Borel, e a outra fechou as portas de sua fábrica, na Estrada do Itararé, principal acesso ao Complexo do Alemão. As duas estão dispostas a doar R$ 400 mil e R$ 900 mil, respectivamente, a alguma UPP. Uma das candidatas é a do Morro do Andaraí. Segundo a assessoria da Souza Cruz, a empresa já investiu R$ 220 mil na creche do Batam, em Realengo. Com a 14 unidade pacificadora sendo inaugurada amanhã - nos morros São João, Matriz, Quieto e Sampaio, no Engenho Novo -, já são 240 mil pessoas beneficiadas pelo projeto.

Também estão na lista de contribuintes a CBF, que constrói a sede da UPP da Cidade de Deus; a Firjan, que oferece aulas de idiomas, informática e formação profissional aos moradores das áreas pacificadas, além da Bradesco Seguros e da Light. A concessionária, na verdade, resolveu um velho problema: a inadimplência. Se, antes das UPPs, 98% das pessoas não pagavam a conta de luz na favela Dona Marta, em Botafogo, hoje o quadro é o oposto. A empresa praticamente acabou com os gatos por lá e está fazendo o mesmo no Chapéu Mangueira e Babilônia, no Leme. Houve a troca da rede elétrica no Dona Marta.

Em sete comunidades, 7,5 mil geladeiras novas

A Light substituiu ainda 7,5 mil geladeiras em sete comunidades e trocou 105 mil lâmpadas, além de modernizar 250 quilômetros de rede elétrica. A Light reformou também a fachada da Creche Tia Percília, na favela da Babilônia, no Leme.

Para o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a grande vantagem da parceria com a iniciativa privada é que o dinheiro vai direto para o projeto das UPPs:

- No serviço público, para se adquirir algo, é preciso obedecer à lei de licitação, que é muito exigente e demora para atender às necessidades do gestor público. Já as empresas privadas não precisam obedecer todo esse caminho e podem fazer obras e adquirir bens mais rápido.

O coordenador de Polícia Pacificadora, coronel Robson Rodrigues da Silva, atribui o apoio da iniciativa privada às UPPs à credibilidade do projeto. Para o ele, os empresários já perceberam o crescimento econômico com a pacificação:

- A polícia está fazendo sua parte na segurança. Agora, todos querem participar da construção de um Rio melhor, viável economicamente. Antes, os moradores de comunidades não eram vistos como cidadãos. Hoje, eles deixaram de ser problema para virar solução. São consumidores e não atuam mais na informalidade.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A filosofia do policiamento comunitário abre portas para padrinhos, amigos, parceiros e colaboradores. Bem intencionados e solidários com a comunidade, eles são importantes para motivar e obter sucesso na prestação de serviços policiais. Ao buscarem o relacionamento com os moradores e comerciantes locais, os policiais interagem, ganham confiança e fomentam uma integração de esforços para a manutenção da paz social no ambiente daquela responsabilidade territorial.

POLICIAMENTO COMUNITÁRIO CONTRA O CRIME

SEGURANÇA REFORÇADA - 5 promessas para deter o crime. Medidas previstas para virar realidade, como a aquisição de um helicóptero para a Polícia Civil e a implantação de mais territórios da paz - JOSÉ LUÍS COSTA, zero hora 30/01/2011

O enfrentamento ao crime no Estado pode ganhar um reforço do governo federal em 2011. Entre as novidades, estão a criação do serviço aéreo da Polícia Civil, a construção de postos avançados para a Brigada Militar e guardas municipais e a oferta de dinheiro para programas sociais como os territórios da paz.

Medidas estão sob análise em Brasília, incluindo verba para presídios, mas outras estão prestes a virar realidade, como a aquisição de um helicóptero para a Polícia Civil, uma reivindicação de três décadas. Mais precisamente desde janeiro de 1981, quando o então governador Amaral de Souza (1979 a 1983) mandou comprar dois desses veículos para a Secretaria da Segurança, mas as aeronaves acabaram ficando com a BM.

A Polícia Civil também terá apoio do Ministério da Justiça para a criação de um departamento estadual de homicídios. E a Brigada Militar poderá ganhar novos postos de policiamento equipados com câmeras e viaturas, projeto também extensivo a prefeituras interessadas em melhorar o trabalho das guardas municipais.

Academia integrada formará policiais, agentes penitenciários e peritos

O governo federal pretende investir pesado em novos territórios da paz, um dos principais projetos sociais para o setor. Detalhes e valores ainda não foram revelados por causa de mudanças nos critérios de distribuição de recursos. O número de territórios no Rio Grande do Sul vai depender de estudos que serão apresentados ao governador Tarso Genro nos próximos dias.

Há expectativa de melhorias também em razão de dois novos empreendimentos, a construção de uma academia integrada, que formará policiais civis, agentes penitenciários e peritos – com inauguração prevista para este semestre – e a nova sede do Instituto-geral de Perícias, cuja obra depende apenas da liberação do dinheiro. Esses dois projetos haviam sido encaminhados pelo governo do Estado em 2007.

– Todos esses investimentos em prevenção, equipamentos e inteligência policial visam a propiciar mais benefícios à sociedade – afirma João Francisco Goulart dos Santos, diretor do Departamento de Planejamento, Projetos e Convênios da Secretaria da Segurança Pública.

1) Território da Paz

- Um dos ícones do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), o projeto Território da Paz ganhará impulso extra a partir deste ano. O governo federal prepara um edital, abrindo a possibilidade de Estados e municípios se candidatarem a receber verbas.

- Serão beneficiadas com recursos as melhores propostas. A ideia é investir pesado em projetos mais concentrados, de maior visibilidade, evitando pulverizar recursos em iniciativas de pequeno porte.

- Até o momento, nove Estados e o Distrito Federal têm territórios. No Rio Grande do Sul, existem em Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Porto Alegre, São Leopoldo e Sapucaia do Sul, mas nem todos funcionam como foram idealizados.

- Canoas é considerado o modelo a ser adotado. O Território da Paz, no bairro Guajuviras, tem um detector de tiros para localizar com rapidez o autor dos disparos e conta com uma série de ações sociais, como as mulheres da paz, que ajudam a evitar o ingresso de jovens na criminalidade, oficinas de teatro, música e programa de mediação de conflitos entre vizinhos. Em 2010, o bairro apresentou queda de 37,5% nos índices de homicídios.

- A Secretaria da Segurança Pública deve apresentar nos próximos dias a relação dos locais onde pretende instalar novos territórios da paz. Caxias do Sul é uma das cidades candidatas a receber o projeto. Em 25 dias de 2010, pelo menos 17 pessoas foram vítimas de homicídio.

2) Postos comunitários

- O governo federal pretende gastar R$ 350 milhões na construção de 780 postos comunitários em todo o país.

- A previsão é de que as regiões mais carentes de policiamento comunitário ganhem o maior número de postos. A escolha dos locais dependerá de estudos do Ministério da Justiça e também dos pedidos encaminhados por Estados e municípios.

- Os postos serão destinados tanto para as polícias militares que fazem o policiamento das ruas quanto para as guardas municipais que vigiam parques e praças públicas.

- A verba destinada a cada posto comunitário compreende a construção do imóvel, 10 câmeras de vigilância para serem instaladas nas imediações do prédio, uma central de monitoramento das imagens, uma viatura e duas motocicletas.

- A ideia do projeto é estreitar relações com a população. No Rio Grande do Sul, há uma carência de postos, em especial, a partir dos anos 2000, quando, por falta de pessoal, a Brigada Militar começou a fechar bases avançadas nas periferias.

- O programa é um segundo estágio do projeto de postos móveis comunitários. No final do ano passado, a BM foi contemplada com micro-ônibus e motocicletas para ampliar a aproximação com a população. Uma das cidades beneficiadas é Novo Hamburgo, onde a unidade móvel é instalada em turno de seis horas, em bairros mais violentos, como o Santo Afonso.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Gostaríamos de assistir a reativação dos postos de policiamento comunitário em contato com o cidadão, do patrulhamento nos bairros, das patrulhas de respostas rápida em pontos estratégicos, do patrulhamento a pé nos locais de aglomeração, do controle operacional por parte das unidades operacionais, da responsabilidade territorial, do compromisso com o local de trabalho, da aproximação e relações interpessoais entre polícia e comunidade e da responsabilidade do comandante local pelos indicadores qualitativos. Postos móveis, patrulhamento esporádico e troca contínua de policiais não compromete e nem interage com o local de trabalho. É preciso que os princípios da responsabilidade territorial, da permanência e da ação de presença real e potencial sejam aplicadas no território sob responsabilidade de uma unidade de policiamento ostensivo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

CUMPRINDO MANDADOS NO TERRITÓRIO DAS UPPs

Polícia sobe favelas da zona sul para cumprir mandados. Operação sinaliza que morros com UPPs não estão livres de incursões da polícia. Orientação foi para não usar fuzis, pois área é mais segura - Veja Online, 28/01/2011

Uma operação policial na manhã desta sexta-feira sinalizou, para a população e para os bandidos, que as favelas consideradas ‘pacificadas’ – como são chamados os morros com Unidades de Polícia Pacificadoda (UPPs) – também podem ser, como qualquer outro bairro da cidade, alvo de uma caçada a traficantes. Mas, para quem vive nesses locais, há pelo menos uma constatação de avanço em relação às demais operações: a Secretaria de Segurança orientou os agentes a não usar fuzis nas operações nas favelas do Pavão-Pavãozinho, Chapéu Mangueira e Babilônia, por considerar que são áreas mais seguras e, portanto, sem necessidade de uso de armamento de guerra.

Ainda assim, as armas longas foram usadas na ação - sem registro de tiroteios. No ano passado, uma ação semelhante foi realizada em outra favela com UPP, a Cidade de Deus, na zona oeste. Na manhã desta sexta-feira, foram presas 16 pessoas que, segundo a Polícia Civil, têm envolvimento com o tráfico de drogas. O objetivo anunciado das ações foi o de cumprir 21 mandados de prisão, mas o sinal que a Secretaria de Segurança emite é ainda mais valioso que o resultado da incursão: o de que áreas com UPPs devem ser seguras para moradores, não para quem tenta se esconder.

Participaram da ação policiais da 13ª DP (Ipanema), 12ª DP (Copacabana) e 14ª DP (Leblon). O site da polícia informa que, de acordo com a delegada Monique VIdal, da delegacia de Ipanema, este foi um desdobramento de uma ação iniciada em março de 2010, na qual foram detidos 29 suspeitos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

PACIFICAÇÃO NA VERSÃO BAIANA

Polícia pacificadora em versão baiana - Bruno Menezes, Redação CORREIO DA BAHIA, 19/01/2011.

Pacificar Salvador e controlar o terremoto que derrubou o antecessor, César Nunes. A missão parece difícil, mas o novo secretário da Segurança Pública, o delegado federal Maurício Telles Barbosa, garante que já tem um novo plano para a segurança da capital, com diretrizes fortes e bem determinadas.

O secretário afirmou que vai implantar na Bahia o projeto de Polícia Pacificadora, que vem devolvendo territórios dominados por traficantes ao povo do Rio de Janeiro. “Esse projeto não é uma invenção carioca. Já tem bons resultados na Colômbia. Temos áreas mapeadas, dominadas por quadrilhas do crime organizado. Mas, ainda faltam detalhes. Por exemplo, como estruturar? Por circunscrição de delegacias ou por regiões? Mas temos esse estudo sobre Salvador e para o resto do estado também”, revela o novo secretário.

O primeiro passo, depois de escolher os novos nomes do primeiro escalão da secretaria (leia-se anunciar quem substituirá o delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo, e o comandante-geral da PM, coronel Nilton Régis Mascarenhas), será ter um projeto de segurança, com definição de metas e avaliações constantes, com definições claras do papel das polícias.

Xerife

Fortalecer as equipes policiais, reaparelhar o grupo e criar mais postos nas polícias civil e militar também estão na pauta do novo xerife da Bahia. “Vamos qualificar nosso pessoal. Afinal, não posso cobrar sem oferecer condições de trabalho para a tropa. Isso vai desde treinamento e aulas teóricas até a aquisição de novas armas e viaturas. Todos serão cobrados”, avisa Barbosa.

Qualidades do delegado federal Maurício Barbosa, foram reforçadas pelo governador

O secretário também anunciou que vai fortalecer a Corregedoria Geral Unificada, que é ligada diretamente à secretaria. “A Polícia Federal (PF) ganhou respeito nacional e credibilidade em suas ações exatamente por ter expulsado de seu quadro maus servidores. Quando a PF começou a investigar seus próprios policiais, passou a ser olhada com novos olhos. E isso vai ser trazido para cá”, diz.

O governador, confiante na escolha do novo titular da Segurança, garante que ele tem carta branca para tocar o projeto com “a sua cara”, desde que esteja dentro do projeto de governo, que estabelece parceria com a população e transparência.

“Os nossos policiais serão constantemente avaliados e por isso precisamos fortalecer essa Corregedoria, que existe, mas ganhará mais força. Assim, poderemos avocar inquéritos e procedimentos que apurem o envolvimento de policiais em ações que resultem em crimes ou aqueles que investigam o envolvimento de policiais com o narcotráfico e o crime organizado”, explicou o delegado.

O novo secretário é carioca, tem 33 anos e foi superintendente de inteligência da SSP, um dos fatores que levaram o governador Jaques Wagner a escolher seu nome para dar uma nova proposta à segurança do estado, tema que eleva os índices de reprovação do governo. “Ele é jovem, mas bastante experiente” disse ontem o governador, na cerimônia de posse de Barbosa.

Mordaça na pauta do secretário

Outro problema que o novo secretário de Segurança, Maurício Barbosa, vai ter logo nos primeiros dias será o de deter a polêmica provocada pela decisão do ex-secretário César Nunes ao bloquear o acesso da imprensa a informações de ações policiais e registros de ocorrência. Há uma semana, a Central de Telecomunicações das Polícias Civil e Militar (Centel), que informava o balanço dos crimes e as ocorrências atendidas ou em andamento, foi proibida de atender jornalistas.

O governador Jaques Wagner garantiu, ontem, ser contra a medida, mas disse que esse não foi o motivo da queda de César. “Como membro e fundador de um partido democrático, sou contra o bloqueio de informações, desde que não sejam segredo de justiça. Mas, no caso dos crimes, uma informação mal interpretada pode colocar toda uma investigação em risco. No combate ao crime, o segredo muitas vezes é a alma do negócio. A saída de Nunes, por exemplo, foi uma grande surpresa em meio a isso tudo, não foi?”, disse o governador.

Para o novo secretário de Segurança, as informações não devem ser bloqueadas, mas um novo sistema de produção de informações para a sociedade e para a imprensa deve ser pensado pelos novos integrantes da secretaria. Ele informou que ontem, no primeiro dia, não poderia chegar fazendo mudanças, mas que elas acontecerão logo nos próximos dias de sua gestão.

“Produtores de informação somos nós, as polícias e a secretaria. Vamos encontrar uma maneira de atender a imprensa, a sociedade e as nossas necessidades. Temos que priorizar o combate ao narcotráfico e ao crime organizado e, muitas vezes, existem informações que não podem ser divulgadas levianamente”, explicou o delegado Maurício Barbosa.

O novo xerife da Bahia disse ainda que pode ser aumentado o efetivo da Centel, para que haja profissionais fazendo atendimento aos policiais que estão em ocorrências e outros fazendo o atendimento à população.

Líderes de bairro pedem qualificação

O aumento do efetivo de policiais e do número de viaturas, aliado à qualificação. Estes são os principais pedidos de diferentes líderes comunitários de bairros de Salvador. “A comunidade precisa de polícia qualificada”, explica Gil de Leon, líder comunitário do Nordeste de Amaralina.

Segundo ele, a qualificação é para evitar ações desastrosas como a que ocorreu no dia 21 de novembro, que vitimou o garoto Joel. A família do garoto e os moradores do bairro alegaram que não houve confronto, como foi dito pelos policiais, e que os PMs ainda se recusaram a dar socorro à vítima. “Já tivemos vários casos assim no bairro. Jovens que não têm nada a ver com o que estava acontecendo e acabaram sendo mortos”, conta.

A abordagem policial é também uma das reclamações. Moradores relatam que a polícia costuma entrar no bairro de forma agressiva e “sem respeitar os pais de família”. “A polícia nunca vai dar certo se não estiver junto com a comunidade”, avalia Gil de Leon. Para uma líder comunitária que pediu para não ser identificada, temendo represálias, a violência cresceu muito em Salvador e não somente em decorrência do tráfico de drogas.

“Minha casa já foi baleada por PMs. Minha sorte é que eu e minha família não estávamos em casa”, conta. Segundo ela, o motivo de os PMs terem atirado na casa foi porque ela prestou depoimento sobre a morte de um porteiro que não era criminoso.

PACIFICAÇÃO - NOVA ESTRUTURA DA UPP DA CIDADE DE DEUS


Secretaria de Segurança apresenta a nova estrutura da UPP da Cidade de Deus. Ana Carolina Torres, EXTRA, Casos de Polícia, 24/01/2011

Por meio de seu perfil no Twitter, a Secretaria de Segurança (Seseg) confirmou qual será a nova estrutura da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus: ela será divida em três partes. A nova divisão tem o objetivo, segundo a Seseg, de melhorar o diálogo com a população e acompanhar mais de perto a evolução do projeto de pacificação.

A sede da UPP ficará sob o comando de um major da PM e será instalada na região das quadras 13 a 15. A área, que também compreende a localidade conhecida como Valão, começa na Rua Edgar Werneck e vai até a Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Morais. As outras subdivisões serão comandadas por dois capitães da PM. A chamada “Cidade de Deus 2” será instalada na região dos Apartamentos e tem seu território entre a Rua Edgar Werneck e a Estrada do Gabinal. A terceira subdivisão, “Cidade de Deus 3”, será responsável pelas áreas conhecidas como Caratê e Rocinha 2 e seus limites são a Estrada dos Bandeirantes e o Valão.

- A Cidade de Deus tem localidades com realidades sociais bastante diferentes. Você tem desde regiões muito pobres, sem condições mínimas de infraestrutura, como o Caratê e a Rocinha 2, até áreas em que o desenvolvimento é maior, como os Apartamentos. Precisávamos separar os comandos, para dar mais atenção a estas diferenças - disse o comandante do Comando de Polícia Pacificadora (CPP), coronel Robson Rodrigues.

De acordo com o oficial, além das diferenças sociais, os novos comandantes estarão atentos às diferenças culturais existentes na Cidade de Deus:

- Você tem regiões em que as festas e outros eventos culturais acontecem em maior quantidade e outras, em menor. Os novos comandantes vão se especializar nas suas áreas, para atender a estas realidades.

Com 135 km2 de área e cerca de 60 mil moradores, de acordo com dados de associações de moradores locais, a UPP na Cidade de Deus conta, atualmente, com 307 policiais. Com a divisão em três, a comunidade receberá mais 35 PMs.

domingo, 23 de janeiro de 2011

AJUDANDO EX-TRAFICANTES A BUSCAR EMPREGO FORMAL

PM ajuda ex-traficantes a buscar emprego formal - 22/01/2011 às 20h52m - O Globo

RIO - O projeto de pacificação de favelas previa a retomada do território que antes era dominado por traficantes armados. O que as Unidades de Polícia Pacificadora não imaginaram é que acabariam também fazendo um trabalho inédito de recursos humanos junto a ex-integrantes do tráfico. Abandonados pelos chefes das facções, esses criminosos sem passagem pela polícia e com idade entre 16 e 25 anos começaram a buscar emprego com a ajuda da PM, que antes era seu principal inimigo, mostra reportagem de Marcelo Dutra, publicada neste domingo pelo O GLOBO. Dezenas desses pequenos traficantes estão conseguindo emprego com carteira assinada, como motoboys, pedreiros, comerciários, porteiros e em estacionamentos privados.

-Ou a gente arruma um emprego ou tomba ou vai em cana. O império acabou. Perdemos, vou fazer o quê? - disse um dos novos trabalhadores ao repórter Marcelo Dutra.

Ex-traficante conta que venda de drogas não garante mais sustento em áreas de UPPs

Num primeiro momento, com o pedido informal de alguns comandantes de UPP, esses ex-soldados do tráfico foram encaminhados a estacionamentos. Como a maior parte não tem carteira de habilitação, trabalha como operador de tráfego. Mas outros foram trabalhar em portarias de prédios, como motoboys, ajudantes de obra e pedreiros. Os nomes dos ex-soldados do tráfico e seus parentes estão mudados nesta reportagem. Contudo, suas histórias, locais de moradia e idades permanecerão inalterados.

Tiago, de 18 anos, um jovem da Tabajaras, até o ano passado exercia a função de "endolador" (embalador) de cocaína. Foram quatro anos a serviço do crime, o que lhe garantia uma renda mensal de não menos de R$ 3 mil. Hoje, ele trabalha numa obra na região, carregando sacos de cimento. Ganha em média R$ 500 por mês.

- Eu queria muito ser bombeiro. Mas acho que agora não dá mais, né?- diz Tiago. - É que bombeiro ajuda os outros. Não quero mais nada com a vida errada. Pedi ajuda aos homens (PMs) e eles me deram uma chance. Estou dentro da lei agora e vou ajudar minha família.

No Andaraí, Pedro, de 17 anos, diz que também vigiava a movimentação da favela, mas evitava pegar em armas. Numa comunidade, corre mais risco de vida quem está armado.

- Sempre que acontecia uma parada errada (tiroteio) aqui, tombava um que estava armado. Eu não dava esse mole. Só ficava na espreita - diz ele, que trabalha carregando caixas numa loja na Tijuca.

Os erros de português e as gírias são comuns aos jovens que trabalhavam para o tráfico. Segundo a PM, a maior parte desse grupo lançado à força no mercado de trabalho não tem sequer o primário completo. Muitos são analfabetos. A faixa etária vai de 16 a 25 anos e eles não têm qualquer qualificação profissional. Há seis meses comandando a UPP da Tabajaras, o capitão Renato Senna diz que todos esses fatores dificultam muito obter um emprego. Mas os que conseguem trabalho têm demonstrado determinação incomum.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

PROXIMIDADE - DELEGACIAS MÓVEIS ESTREIAM NO LITORAL GAÚCHO


POLÍCIA SOBRE RODAS. DP móvel estreia no Litoral Norte. Unidades montadas em micro-ônibus serão usadas em locais assolados pela violência e onde houver concentração popular - JOSÉ LUÍS COSTA, ZERO HORA 21/01/2011

Uma unidade da Polícia Civil sobre rodas estará no Litoral Norte neste fim de semana. Será a estreia de uma das quatro novas delegacias móveis que a corporação recebe hoje em solenidade no Palácio Piratini.

Os esquipamentos foram adquiridos pelo governo federal por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Chegaram ao Estado no final de dezembro e serão entregues oficialmente nesta manhã pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao governador Tarso Genro.

As delegacias são montadas dentro de um micro-ônibus, com balcão de atendimento e cela em caso de prisão em flagrante. Serão usadas como equipamento auxiliar em operações policiais, em locais onde a polícia necessita estar mais próxima da população – como em comunidades assoladas pela violência – e também em eventos como a Expointer, a Festa da Uva e outras atividades de grande concentração popular.

Em caráter experimental, a primeira incursão da nova DP está prevista para Capão da Canoa, onde deverá também dar apoio a blitze nas estradas, abreviando deslocamento de policiais para registro de ocorrências de trânsito.

De acordo com o chefe de Polícia, Ranolfo Vieira Junior, uma outra vantagem da delegacia móvel é que ela sempre estará equipada e pronta para ser instalada, seja qual for o local do Estado. Ao destacar a novidade, Ranolfo lembrou que o projeto foi idealizado em 2007 pelo então chefe de Polícia Pedro Rodrigues, e foi aprovado pelo então ministro Tarso Genro.

Polícia Civil define destino de delegacias móveis. Unidades ficarão em três DPs de Porto Alegre e na divisão de Comunicação Social - José Luís Costa, ZH ONLINE

As quatro delegacias de polícia móveis que começam a funcionar nesta sexta-feira no Estado serão destinadas à 12ª DP (Zona Norte), 17ªDP (Centro), 20ªDP (Zona Sul) e para a divisão de Comunicação Social da Polícia Civil.

As unidades serão usadas durante operações policiais, fiscalização nas estradas e em grandes eventos. Os veículos do tipo motor-home têm capacidade para motorista e quatro passageiros, três guichês para atendimento ao público e registro de ocorrências, ar-condicionado, banheiro e cela, que pode ser usada em caso de prisões flagrante. O veículo deslocado para a divisão de Comunicação Social da Chefia de Polícia será utilizado em eventos em todo o Estado.

Estado renova a adesão ao Pronasci

A entrega de delegacias móveis é uma das etapas da reunião de trabalho que se realiza entre o governador Tarso Genro e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, às 10h de hoje no Palácio Piratini.

No encontro, será renovada a adesão do Estado ao Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que venceu no final do ano passado.

O programa visa a repassar recursos para auxiliar na prevenção e repressão à violência por meio da criação de projetos sociais, compra de equipamentos, reforma de prédios e cursos de capacitação de agentes da segurança, entre outras iniciativas.

Com verbas, ideia é criar os chamados Territórios da Paz

O Rio Grande do Sul é a segundo Estado a ingressar no Pronasci e o vice-campeão em repasse de recursos, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro.

Com verbas federais, o governo pretende criar os chamados Territórios da Paz em áreas conflagradas pela criminalidade, como já acontece no bairro Guajuviras, em Canoas, um dos projetos considerados mais bem-sucedidos. Tarso e Cardozo também devem dar início a negociações para a costura de uma programa conjunto de ações contra o crime organizado.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

POLÍCIA INTERATIVA CAPIXABA


POLÍCIA INTERATIVA É PRIORIDADE NO ES - Jailson Miranda - PolicialBr, 16 janeiro 2011.

O novo comandante geral da Polícia Militar, coronel Anselmo Lima, fez uma visita de cortesia ao prefeito em exercício de Viana Carlos Lopes. O encontro aconteceu na tarde desta quinta-feira, dia 13, no gabinete da prefeitura. O comandante veio acompanhado pelo Tenente coronel Jailson Miranda, coordenador Estadual da Polícia Interativa e Gerente de Integração Comunitária da Secretaria de Segurança Pública. Além da visita eles participaram da primeira reunião do ano do Gabinete de Gestão Integrado Municipal (GGIM).

Segundo o Coronel Anselmo, a visita serviu para que ele se apresentasse como novo comandante e ao mesmo tempo ratificou a parceria que a PM, por meio do 7º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento de Viana, tem com o município.

O novo comandante comentou da necessidade de uma integração maior da PM com a sociedade e outras instituições para enfretamento da criminalidade. Em Viana, citou sobre o resultado positivo na região onde está instalado o programa Território da Paz, implantado na Região da Grande Bethânia, onde os índices de criminalidade diminuíram em 79%. “Não se entende a segurança pública sem a participação efetiva da sociedade. Não se entende segurança sem que passe por esse canal de integração”, afirmou Anselmo Lima.

Ainda, segundo o coronel, existe a possibilidade de implantar o mesmo programa em outros bairros que poderá ser estendido com o aumento do efetivo da PM previsto para este ano. “Quem conhece os problemas do bairro, da rua, é a população. Por isso é importante uma relação mais próxima da comunidade com nosso efetivo para resolver os problemas”, finalizou o comandante.

Durante a reunião, Norlen Apelfeler, Secretário Executivo do GGIM do município, disse que uma das grandes necessidades de Viana está na transformação da 1ª Companhia do 7º Batalhão da PM, instalada no município, em uma Companhia Independente. Isso, segundo ele, daria autonomia às ações necessárias na prevenção da criminalidade, bem como no aumento do efetivo, mais equipamentos e outros benefícios.

Carlos Lopes qualificou a visita como o reconhecimento que o município tem no trabalho de parceria com a Polícia Militar. “Temos um ótimo relacionamento com a PM e todas as ações onde há necessidade de parceria o comando da Polícia Militar sabe que poderá contar com o apoio de Viana.”.

Jailson Miranda Ten Cel PM é Gerente de Integração Comunitária SESP - ES. Coordenador Estadual de Polícia Interativa - " Promover Ambientes Seguros com a Comunidade"

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sábado, 15 de janeiro de 2011

PALHAÇADA CONTRA O CRIME


Palhaçada contra o crime - Antonio Carlos Prado e Juliana Dal Piva - Revista isto É, Edição: 2149, 14.Jan.11

Parece piada, mas não é.

Contratados para visitas educacionais em escolas da cidade mexicana de San Nicolas de Los Garza, policiais fantasiados de palhaços acabaram tendo de assumir suas funções originais: prenderam um casal em flagrante roubando uma residência.

O disfarce involuntário colaborou para a prisão.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

APROXIMAR O POLICIAL E O CIDADÃO


“Nós vamos aproximar o policial e o cidadão” - Coronel Nazareno Marcineiro comandante-geral da PM - Diário Catarinense, 04/01/2011

Diário Catarinense – A falta de policiais está evidentes na ruas. Em Florianópolis é difícil encontrar PMs nas ruas. O que fazer para melhorar essa situação?
Nazareno Marcineiro – O problema de falta de policiais não é um “privilégio” de Florianópolis. Em todo o Estado temos defasagem bastante marcante. O governador já acenou com a possibilidade de fazermos uma antecipação de inclusão daquele pessoal que foi recrutado para os quatro anos. É um processo. Não é algo que se faz da noite para o dia.

DC – Neste ano, quantos policiais virão?
Nazareno – Este ano nós vamos incorporar pelo menos mil policiais. Não é suficiente. Há sim a necessidade de mais.

DC – E esses PMs que estão em repartições públicas. Há uma queixa da sociedade com relação a essa situação.
Nazareno – (interrompe a fala...) E uma insatisfação minha com relação ao excesso de pessoas (PMs) que estejam em outros órgãos públicos que não a PM.

DC – O senhor pretende rever essa situação?
Nazareno – Sim. Eu espero e conto com apoio dos dirigentes de outros órgãos para que não se crie uma crise institucional e que esses policiais voltem, para que possamos colocá-los à serviço da sociedade na linha de frente da sociedade. Pretendo fazer isso de maneira bastante politizada.

DC – O senhor é da área de polícia comunitária. No RJ, estão se aumentando as unidades pacificadoras. Em Florianópolis há postos abandonados. Será meta construir novas áreas comunitárias?
Nazareno – Contribuí com o treinamento dos policiais no Rio de Janeiro nos últimos 10 anos. Da mesma forma tenho trabalhado aqui. O RJ possui características distintas daqui. Mas vamos trabalhar aqui na mesma direção: dando proximidade do policial ao cidadão.

DC – O Maciço do Morro da Cruz (Florianópolis) só tem a base do helicóptero e mais nada.
Nazareno – Sim. No máximo temos a necessidade e a carência de fazer ali um trabalho um pouco diferenciado. É um local muito difícil para lidar e nós vamos investir esforços para tornar fácil a ação de policiar nesses locais.

DC – A criminalidade está aumentando no Estado nos últimos anos. Como combater isso?
Nazareno – Existe a possibilidade de crescer, vai agravar-se nesse momento de afluxo de pessoas para cá que vêm de outros estados, mas depois tende a baixar. Estamos vivendo um novo momento na história da segurança pública do Brasil. Eu espero que isso se reflita bastante em SC.

Mais mil policiais até o final do ano. Novo comandante da PM falou dos principais problemas da corporação - DIOGO VARGAS, Diário Catarinense, 04/01/2011

Mil novos policiais ainda em 2011. Trazer de volta ao policiamento os militares que atuam em outros órgãos do serviço público. Implantar novas bases de polícia comunitária.

As promessas são do novo comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Nazareno Marcineiro, 51 anos. Natural de Criciúma, o oficial assumiu o cargo na manhã de ontem, em Florianópolis. Substitui o coronel Luis Maciel, que foi para a reserva.

Nazareno é conhecido na PM como intelectual e estudioso. Tem livros publicados sobre polícia comunitária, sua principal especialidade e atividade que desenvolve há 15 anos. Atualmente é doutorando em engenharia de produção e sistemas.