O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

DESCONFIANÇA - COMUNIDADES APROVAM UPPs, MAS TEMEM VOLTA DO TRÁFICO


ESTA NOTÍCIA COMPROVA UMA DESCONFIANÇA PARA COM A ESTRATÉGIA DE PACIFICAÇÃO PROMOVIDA PELO ESTADO DO RIO COM APOIO DO GOVERNO FEDERAL.

Pesquisa mostra que 93% dos morados aprovam UPPs, mas 68% temem volta do tráfico - 20/02/2010 às 18h13m; O Globo

RIO - A maioria dos moradores de favelas dominadas por grupos armados gostaria de ver implantada ali uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Segundo a reportagem de Elenice e Vera Araújo do Globo deste domingo, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) com 600 moradores de 44 favelas do Rio que ainda não foram contempladas pelo projeto mostrou que 70% dos entrevistados afirmaram ser muito favoráveis ou favoráveis à implantação de UPPs em suas comunidades. Num outro levantamento, também do IBPS, foram ouvidos mais 600 moradores de favelas onde as unidades já estão funcionando. Para 93%, o lugar onde vivem hoje é muito seguro ou seguro, contra apenas 5% que o consideram inseguro ou muito inseguro. Em compensação, 68% temem a volta do tráfico. Já nas comunidades não ocupadas pela polícia, 48% dos entrevistados consideram o local onde vivem inseguro ou muito inseguro. Os estudos foram realizados entre os dias 21 e 25 de janeiro e a margem de erro é de 4%. A rotina de violência de algumas dessas regiões é suficiente para entender o clamor por UPPs. Na Vila Cruzeiro, na Penha, dominada pela maior facção criminosa do estado, moradores contam que cerca de 300 traficantes desfilam pelas vielas armados com fuzis. A quadra poliesportiva da comunidade, na Praça São Lucas, em frente a uma escola, virou cracolândia.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Este grau de temeridade é justamente a minha preocupação. A estratégia das UPPs são fundamentadas no policiamento comunitário e o sucesso depende de efetiva continuidade para garantir o domínio do território e a confiança das comunidades locais. Não pode ser tratada como um programa partidário ou político, mas técnico. Deveria integrar um sistema amplo de preservação da ordem pública, ter suporte em leis mais fortes e maior aproximação do judiciário para processar com rapidez os criminosos que forem retirados de circulação e dos setores como saúde, educação e social para trtatar as dependências, a exclusão e o analfabetismo, de forma a impedir o retorno ao crime e a submissão pelo poder das facções.