O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

sábado, 5 de março de 2011

CONTROLE DIGITAL PARA MONITORAR VIATURAS


CONTROLE DIGITAL. Brigada estuda usar GPS para monitorar viaturas. Já adotada em regiões como o Vale do Taquari, medida ajudou a acelerar atendimento a ocorrências - FRANCISCO AMORIM E THIAGO STÜMER, ZERO HORA 02/03/2011

Ao reduzir o tempo de atendimento a ocorrências, o consumo de combustível e o número de acidentes, o rastreamento por GPS da frota da Brigada Militar no Vale do Taquari promete servir como uma das referências para implantar o monitoramento de todas as viaturas do Estado. Somada a experiências semelhantes, no Litoral Norte e em Canoas, o acompanhamento online do deslocamento dos 6 mil carros da corporação está em estudo pelo comando da Brigada Militar.

Oitem integra o plano do comandante-geral, Sérgio de Abreu, para reforçar o uso de tecnologias contra o crime, que será apresentado ao governador Tarso Genro nos próximos meses. O governo ainda avalia custos e formas de implantação da medida.

– Estamos analisando o que está sendo feito e estudando novas tecnologias, como câmeras que transmitem online imagens das viaturas – diz.

Em Lajeado, o comandante regional, tenente-coronel Antônio Scussel, controla o policiamento de seu smartphone. Pelo aparelho, ele sabe onde estão as 68 viaturas que patrulham a região, sua velocidade e a rota percorrida. O sistema implantado em novembro do ano passado custou R$ 35 mil – pagos por meio de uma parceria que envolveu Justiça, empresários, prefeituras e conselhos comunitários de segurança dos municípios da região. O custo mensal é de R$ 17 por viatura.

Parte do valor já retornou: o consumo de gasolina diminuiu 30%, e os gastos com a manutenção das viaturas ficaram menores, segundo Scussel.

– Podemos saber se o planejamento estabelecido no quartel é executado na rua. Isso garante uma melhor gestão.

Para o oficial, o equipamento se tornou indispensável no policiamento ostensivo. Ele cita o exemplo da captura de um foragido do presídio de Lajeado nesta semana. Usando o GPS, os PMs planejaram como seriam realizadas as buscas – alterando o perímetro a ser vigiado com o passar do tempo, simulando o deslocamento do fugitivo – e conseguiram capturá-lo.

O sistema também facilita o planejamento de ações de emergência. Pelo equipamento, o policial sabe no quartel qual a viatura mais próxima do local e a rota mais rápida.

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