O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo de ligação entre cidadão e policial. O Comprometimento é a energia. O sucesso desta estratégia de segurança depende da eficácia, comprometimento e celeridade do SISTEMA DE JUSTIÇA CRIMINAL envolvendo segmentos reativos, periciais e discretos do aparato policial, da vigilância permanente do MP, da ação coativa e supervisora do Judiciário, de leis sérias e fortes, da presença proativa das Defensorias e de uma execução penal digna e recuperativa, complementado por políticas educacionais, sociais e de saúde capazes de manter a continuidade, salvaguardar e garantir o sucesso dos esforços de todos contra o crime, rumo à paz social.

sábado, 2 de junho de 2012

TERRITÓRIO DA PAZ GAÚCHO: VIATURAS PARA PASSO FUNDO

sexta-feira, 30 de março de 2012 - Passo Fundo

Viaturas são entregues para Polícia Comunitária do Território de Paz



O Governo do Estado, por intermédio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), entregou duas viaturas e oito motocicletas para Passo Fundo nesta sexta-feira (30). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os veículos serão utilizados pelos Núcleos de Polícia Comunitária do Território de Paz instalado no município, e as motos irão para o policiamento ostensivo. Foram aplicados R$ 300 mil pelo Estado na aquisição dos veículos. 
 
Durante a solenidade, o secretário da Segurança Pública, Airton Michels, anunciou, ainda, investimentos de R$ 2 milhões para a retomada das obras da Central de Polícia Civil. Durante a cerimônia, na sede do 3º Regimento da Polícia Montada, o secretário e o prefeito, Airton Dipp, também inauguraram a ampliação do sistema de vídeomonitoramento da cidade, que recebeu um reforço de 20 câmeras, totalizando, agora, 28. 
 
O investimento é fruto de parceria entre a SSP, por intermédio da BM, Prefeitura Municipal e Ministério da Justiça, com recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Airton Michels destacou que o Governo do Estado, em parceria com os municípios, entre eles Passo Fundo, está implantando um novo modelo para a segurança pública: "políticas que são perenes, pensadas, refletidas, e que, a médio e longo prazo, trarão resultados efetivos na preservação da vida da nossa população". 
 
Michels enfatizou, ainda, que o RS na Paz, a versão gaúcha do Pronasci, vai muito além do combate à criminalidade, pois abre novos horizontes para os jovens com a oferta de ações nas áreas de educação, lazer e esporte, evitando o ingresso no crime. Já o prefeito de Passo Fundo, Airton Dipp, ressaltou a importância da presença do Estado nos municípios, com investimentos em policiamento e em ações sociais e atuando na prevenção da violência. "E isso é o resultado da integração das três esferas de governo: União, Estado e Município". 
 
Território de Paz de Passo Fundo 
 
O Território de Paz de Passo Fundo, que abrange os bairros Zacchia e Integração, foi inaugurado pelo governador Tarso Genro em novembro de 2011 e beneficia cerca de 20 mil moradores. Na cidade, está sendo aplicado um modelo de policiamento comunitário pioneiro no país, em que PMs residem nos bairros onde trabalham. Através de uma parceria com o Estado, a Prefeitura de Passo Fundo é a responsável pelo pagamento do aluguel das casas dos policiais militares. 
 
Cruz Alta 
 
Após a solenidade em Passo Fundo, o secretário Airton Michels deslocou-se a Cruz Alta, onde, junto com o prefeito, Vilson Roberto Bastos dos Santos, assinou o Termo de Cessão de Uso e Cooperação de uma área da Brigada Militar para o município. Com investimentos de R$ 3 milhões do Governo Federal, no local serão construídos um ginásio poliesportivo, uma área externa com campo de futebol, pista de caminhada e academia ao ar livre. A estrutura, que permitirá a qualificação e aperfeiçoamento do treinamento de policiais militares, poderá ser usada também pela comunidade, em uso compartilhado.


FONTES: http://sofusquetas.blogspot.com.br/2012/03/viaturas-sao-entregues-para-policia.html
e Governo do Estado

POLICIAMENTO COMUNITÁRIO RETORNA À CRUZ ALTA

ZERO HORA, 02 de junho de 2012 | N° 17088

À MODA UPP - ROBERTO WITTER | Cruz Alta/Correspondente

 

Cruz Alta adota polícia comunitária


A prisão de cinco pessoas por porte de armas, munição ou entorpecentes inaugurou ontem o módulo de polícia comunitária do Núcleo Habitacional Santa Bárbara, em Cruz Alta.

Eles foram encontrados durante a operação Retomada, que marcou o retorno da polícia a um dos bairros de maior criminalidade na Região Noroeste.

Construídos no início da década de 80, alguns dos apartamentos passarão por uma reforma geral, e a reativação do módulo policial virou ponto chave no projeto. O local tem um dos maiores índices de criminalidade da região. De janeiro a abril deste ano, somente a Brigada Militar registrou 61 ocorrências no bairro, que tem cerca de 1,3 mil habitantes. O número em grande parte se deve à desativação do posto, que ocorreu há oito anos por causa da falta de efetivo.


Cruz Alta deve receber investimento de mais de um milhão de reais com a Polícia Comunitária - 28/06/2011


 Fonte: http://grupopilau.com.br/noticias/vis/?v=1676


Projeto de Polícia Comunitária deve ser implantado em Cruz Alta. A partir da verba cinda do PAC II, o Rio Grande do Sul vai beneficiar 95 cidades, entre as localizadas na região metropolitana e as que possuem mais de 50 mil habitantes.





A reunião realizada ontem no Quartel da Brigada militar reuniu autoridades do poder executivo, legislativo e militar de Cruz Alta e comandantes das cidades de Ijuí, Santa Rosa, Santa Maria e Santo Ângelo. O Prefeito Vilson Roberto explica que existem os programas de segurança nacional e estadual. A Região de abrangência do posto envolve 6 bairros. O Presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Marino Marangon também estava presente. O Vereador garante articulação e cobrança, pois são 60 dias para apresentar o projeto ao Estado. O Comandante do Comando Regional de Polícia Extensiva do alto Jacui, Tenente Coronel Duarte comenta que esta ação só vai beneficiar a comunidade, até com o aumento de efetivo na patrulha. O Coronel Marobim, interlocutor do projeto comentou que o investimento no posto em Cruz Alta, vai ser de aproximadamente 1 milhão e 500 mil reais. O Prefeito Vilson Roberto afirma que de 8 a 10 mil pessoas vão ser beneficiados.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Parabenizo o Governo do Estado, a Brigada Militar e a comunidade de Cruz Alta pela iniciativa de implementarem o policiamento comunitário em Cruz Alta a partir de um local onde o clamor popular pedia uma intervenção mais permanente e compromissada. Saúdo o Comandante Regional e o Comandante do 16 BPM, oficiais proativos e dedicados, bem como o policiais militares das frações e as lideranças envolvidas.



PARA LEMBRAR:

 


http://policiamentocomunitario.blogspot.com.br/2012/03/policiamento-comunitario-em-cruz-alta.html

domingo, 27 de maio de 2012

PRÁTICAS DE POLICIAMENTO COMUNITÁRIO





Nos dias 09 e 10 de maio, estivemos em Santa Maria assistindo o SEMINÁRIO DO CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA PÚBLICA 2012, voltado às práticas de polícia comunitária, promovido pela ESCOLA DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS, em comemoração aos seus 42 anos, com apoio do Departamento de Ensino da Brigada Militar. O evento envolveu gestores da Secretaria de Segurança, Comandantes Regionais, Comandantes, Oficiais e Praças de OPM e Alunos do Curso Técnico de Segurança Pública (os futuros Sargentos da Brigada Militar) sendo realizado no confortável Salão de Eventos Park Hotel Morotin – RS 287, Km 6,2 – Camobi – Santa Maria.

Foi um evento grandioso pelo brilhantismo dos trabalhos apresentados pelos futuros Sargentos da Brigada Militar que demonstravam extrema qualidade e de aplicação imediata nas estratégias de aproximação do policiamento nas relações e confiança da população na Brigada Militar.

A abertura contou com a apresentação do Cel Júlio César Marobin que delineou sobre a visão, o apoio governamental e as estratégias desenvolvidas, hoje contando com investimentos da União e do Governo Tarso, apontando como referências positivas os projetos pilotos desenvolvidas em Caxias do Sul e nos Territórios da Paz gaúchos.

Assistimos esta explanação com muito otimismo e alegria já que, pela primeira vez, temos a oportunidade de ter apoio direto e explícito do Governo do Estado às práticas de policiamento comunitário em todo o RS que deverão ser estendidas como filosofia de atuação da Brigada Militar.

Depois, ocorreu a apresentação do Projeto de Mediação Policial pela Al Sgt  Jaqueline Ferreira e Al Sgt Jobim. Ambos mostraram a importância de mediação em condomínios e atritos pessoais na solução de conflitos muitas vezes agravados pela falta de diálogo e entendimento.

Após um apetitoso coffee-breack, foi a vez da apresentação dos Alunos Sargentos Dalla Costa e Juliano com o Projeto Pequeno Cidadão onde os protagonistas são os alunos de escolas na melhoria da ambientação e das relações pessoais.

Em seguida, o Al Sgt Buss e o Al Sgt Lairton apresentaram o Projeto “A Praça é Nossa” em que destacaram um dos locais mais importantes de promover relações pessoais, sentimentos de solidariedade e consciência ambiental, com os cuidados que devemos ter com as praças para que estas se transformem num local de convivência em sociedade, apresentação de novos amigos e de referência comunitária.

Em seguida a platéia foi convidada para extravasar o ambiente de estudos e dar um pouco de alegria a todos, apesar do tema ser muito sério, pois a peça de teatro pelo Grupo Brigada em Cena intitulada  “Ser Polícia não é Fácil” trata de procedimentos policiais errados, da violência e das violações de direitos humanos. Representado por artista brigadianos levantaram o público tanto nas emoções como nas reflexões sobre a conduta policial.

No dia seguinte, foi a vez da apresentação do Projeto de Polícia Ambiental desenvolvido pelos Alunos Sargentos Dorzelaine, Cassol e Freitas. Neste trabalho foi evidenciado a necessidade de conscientizar os moradores ribeirinhos para o cuidados e preservação de fontes d`água, rios e riachos, sendo comum o desmatamento e o depósito de lixo e material tóxico. 

Ainda pela manhã, o Ten Cel Antonio Scussel expôs o plano estratégico de policiamento em desenvolvimento no Comando Regional do Vale do Taquari, muito bem concebido nos conceitos preventivos, de reação e de contenção dos delitos com apoio da população e práticas e resultados eficazes. Será tema de um artigo neste mesmo blog. Parabenizo os brigadianos do Vale do Taquari e as comunidades envolvidas pela aproximação, comprometimento e construção de idéias valiosas para a segurança pública.

Depois, o Al Sgt Márcia Ruchel e Elisete apresentaram o Projeto “Vizinho Vigilante” onde os vizinhos se organizam numa rede de vigilância solidária em torno do quarteirão e do bairro para prevenir os ilícitos e socorrer os vizinhos, com apoio do policiamento ostensivo.

À tarde foi a vez do Ten Cel RR Pedro Joel Silva da Silva apresentar suas experiências de policiamento comunitário, dos Alunos Sargentos Montag e Dias em mostrar o projeto “Cão Amigo”, e dos Alunos Sargentos Toazza e Gonçalves com o Projeto “Bike Patrulha” .

O Grupo Teatral Brigada em Cena do 4º BPAF de Santa Rosa encerrou o seminário com a peça “Em briga de marido e mulher se der penha a BM mete a colher”.

Honrado com o convite do Ten Cel WORNEY DELLANI MENDONÇA, tive em Santa Maria a grata satisfação de conhecer projetos aplicáveis e objetivos para a construção de estratégias de policiamento comunitário que foram propostos pelos futuros Sargentos da Brigada Militar, além das políticas de governo na área e de um projeto consolidado no Vale do Taquari. O aprendizado recebido valeu o custo de viagem. Estão de parabéns a ESFAS, o comando, instrutores e alunos pelos trabalhos apresentados e não apresentados, e pela demonstração de uma visão de proximidade, relações e confiança mútua entre policiais e cidadãos em prol da paz social, da vida e do patrimônio das pessoas.  Quem, como eu, seguiu uma carreira contaminada pela filosofia do policiamento comunitário, que estudou e escreveu sobre esta estratégia e que até hoje na reserva mantém sua atenção e estudo para este tema, só pode agradecer o tempo ganho com apresentações de alto nível e de conteúdo prático, Valeu! 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

IMAGEM E APROXIMAÇÃO DA POLÍCIA

EDITORIAL ZERO HORA 17/05/2012

A IMAGEM DA POLÍCIA

É preocupante e precisa sensibilizar as autoridades de segurança pública o resultado de pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em seis Estados, entre os quais o Rio Grande do Sul, indicando um elevado índice de desconfiança por parte da população gaúcha em relação à polícia. Como a falta de confiança está ligada diretamente à insatisfação com os serviços prestados por organismos policiais, é importante que as providências sejam definidas em conjunto com as comunidades. Uma situação como a atual, que se repete de maneira geral no restante do país, só pode interessar aos próprios criminosos.

Entre as conclusões do estudo, destaca-se o fato de 53,9% dos que se manifestaram em nome dos gaúchos considerarem a polícia nada ou pouco confiável. Não por acaso, a maioria dos descrentes na corporação tem pouca renda, mora mal e percebe a violência como uma deformação incorporada ao seu cotidiano. Nesse ambiente, no qual muitas vezes o próprio crime organizado passa a assumir papéis típicos do Estado, agentes da lei e criminosos tendem a se confundir nas suas ações. Em consequência, os policiais costumam ser encarados como uma ameaça, não como proteção.

O primeiro movimento que precisa ser feito para atenuar esse quadro é o de aproximação entre a autoridade policial e líderes das comunidades, pois é possível potencializar os avanços nessa área com uma atuação em conjunto. Mas é imprescindível que os organismos de segurança também façam sua parte nesse processo. Isso implica a necessidade de maior qualidade nos serviços e o reconhecimento de que é possível, sim, melhorar alguns indicadores, como o tempo de atendimento às vítimas e a taxa de esclarecimento de homicídios.

Polícia e sociedade precisam se encarar mutuamente como aliados, não como adversários. Quando esse estágio for alcançado, o Estado estará finalmente mais próximo de melhorar as estatísticas relacionadas à segurança pública.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Sim, é extremamente preocupante o crescimento da desconfiança nas forças policiais brasileiras, em especial as estaduais que vêm sendo sucateadas, desvalorizadas, discriminadas nas políticas salariais, fragmentadas no ciclo policial, alijadas do Sistema de Justiça Criminal e enfraquecidas pela burocracia, pelas leis benevolentes, pela falência prisional, por ingerências políticas, pela concorrência do MP e por uma justiça morosa e indiferente às questões de ordem pública. Todas estas mazelas contribuem para o insucesso dos planos dos gestores, para a desmotivação dos agentes e para a inutilidade dos esforços policiais, já que estes esforços não têm continuidade na justiça e soluções na execução penal.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

FIM DOS POSTOS COMUNITÁRIOS?

COMBATENTE DA CASERNA PAPA MIKE
http://www.casernapapamike.com.br/?p=983 - 06/04/2012


Os Postos Comunitários de Segurança instalados em Samambaia amanheceram lacrados com cadeados nesta sexta-feira (6). A cidade conta com 10 unidades que tem o objetivo de manter um canal direto com as lideranças comunitárias, os comerciantes e os moradores para assim poderem atender com mais rapidez as ocorrências locais.

O comando da Polícia Militar na cidade confirmou o incidente e se justificou informando que a iniciativa foi necessária para que os policiais pudessem atender ocorrências repassadas pelo 190.

Algo que há muito tempo já deveria ter sido feito começa agora a ocorrer: O FECHAMENTO DESTES POSTOS COMUNITÁRIOS DE SEGURANÇA. Policiais totalmente subutilizados em suas funções, amarrados a postos policiais, impedidos de realizar o que realmente importa, o radio patrulhamento.

A ideia pode até ser boa, mas devido às condições do efetivo da PMDF é inoperável. Os postos que quando inaugurados começam com três e as vezes quatro policiais, acabam com um policial somente. E a pergunta: um policial resolve o quê com segurança?

Desde os primórdios da PMDF temos pensantes que defendem este tipo de policiamento, com postos policiais, e desde sempre nós da tropa sabemos que nunca funcionou e não irá funcionar. Retira-se um efetivo enorme das ruas para deixá-los enfurnados em posto. E aí o que o combatente faz? Começa a se desvencilhar do serviço de rua, e se adapta a sua nova realidade, policial de expediente. Uma pena que a própria policia consiga atrapalhar a efetividade do policiamento combativo de rua.

Mas quem sabe essa iniciativa do 11º BPM seja o início do fim deste tosco plano de segurança implantado pelo governador passado. Tomara.


NOTA: matéria indicada pelo Cel Afonso.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Não concordo com o fechamento dos postos. O posto policial é uma referência física da presença policial na área. Não é necessário manter um policial de permanencia, fixo dentro do posto para cuidar do prédio. O posto serve de base e de contato com os moradores locais. Por isto sou defensor dos postos comunitários e busquei manter todos eles abertos na minha gestão. As relações com a comunidade e a presença real e potencial do policiamento partia dos postos, e mesmo estando a guarnição em patrulhamento, a comunidade sabia que a BM estava por perto, bastando telefonar para o 190. Quando o cmt do grupo ou o oficial se fazia presente era ali os encontros com os pms e com moradores. Sem um ponto de referência, não há comprometimento com o local de trabalho. Sei que muitos foram construídos em locais inadequados, mas as intenções dos comandantes foram relevantes e obedeciam princípios, características e variáveis do policiamento ostensivo preventivo, já esquecido por muitos. O grande erro é construir prédios e instalar policiais preventivos para fazer guarda do prédio, instalando equipamentos e outros petrechos. O posto deve ser simples com banheiro, local para armário, mesa e cadeiras. A guarnição não precisa ficar amarrada ao posto mantendo a guarda do prédio. É uma referência física e simbolo do comprometimento da polícia preventiva com o local, o que não ocorre com as viaturas móveis.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

TERRITÓRIO DA PAZ É TEMA PARA DELEGADOS PC-RS

Território da Paz é tema de encontro - CORREIO DO POVO, 30/04/2012

Com objetivo de ampliar a influência dos Territórios da Paz, a Polícia Civil realizou seminário para delegados na sexta e no sábado, em Porto Alegre. O evento serviu para construir uma melhor compreensão do papel da Polícia Judiciária em áreas com altos índices de criminalidade.

A titular da Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher da Capital, Nadine Anflor, disse que, desde janeiro, o Centro de Referência Estadual da Mulher e a Coordenadoria das Delegacias Especializadas realizam projeto nos bairros Lomba do Pinheiro, Santa Tereza e Rubem Berta para identificar a rede de atendimento e fazer palestras nas comunidades. "Mostramos os direitos das mulheres e levamos uma delegacia móvel para os locais", explicou. A meta é reduzir o índice de violência e, especialmente, o número de homicídios de mulheres.

De acordo com Nadine, 84 mulheres foram mortas pelos companheiros no RS em 2010. No ano seguinte foram 45, e nos primeiros meses deste ano, 28. "O índice preocupa", enfatizou.

As ações nos Territórios da Paz objetivam a repressão qualificada, melhor atendimento nas delegacias e participação da Polícia na comunidade, disse o chefe de Polícia Civil, Ranolfo Vieira Júnior. Os bairros Rubem Berta, Restinga, Lomba do Pinheiro e Santa Tereza, na Capital, já contam com territórios, assim como Guajuviras e Mathias Velho, em Canoas.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

MAIS DUAS UPP NO ALEMÃO

Bope inicia instalação de mais duas UPPs no Alemão. Novas unidades devem ser inauguradas em um mês. Uma ficará no alto do complexo e a outra nos arredores dos morros do Adeus e da Baiana - Ana Claudia Costa, Athos Moura - EXTRA, O GLOBO, 26/04/12 - 11h46

RIO - Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estão instalando na manhã desta quinta-feira o contêiner que servirá como base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no alto do Morro do Alemão. De acordo com o relações públicas da Polícia Militar, as ações do Bope nos morros do Alemão, da Baiana e do Adeus fazem parte da primeira fase para a implantação de mais duas UPPs na região. Uma ficará nas comunidade do Adeus e Baiana e a outra no alto do complexo de favelas. A previsão de inauguração dessas novas unidades é de um mês.

Enquanto o Bope ocupa as favelas do Alemão, a PM realiza operações em 14 favelas da região metropolitana, cuja os criminosos são da mesma facção do complexo de favelas da Zona Norte. Duas pessoas já foram presas na Favela de Antares, em Santa Cruz; e outras duas em Caxias, na Baixada Fluminense. As ações estão sendo realizadas em favelas das zonas Norte, Oeste, Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo.

A substituição dos militares do Exército nos morros do Adeus e da Baiana, no Complexo do Alemão, comunidades que se preparam para receber as Unidades de Polícia Pacificadora, tiveram início por volta das 23h desta quarta-feira. Durante a madrugada eles contaram com o apoio do Batalhão de Choque (BPChoque), revistando suspeitos e patrulhando as entradas de ambos os morros. Na manhã desta quinta-feira, juntaram-se a eles policiais do Batalhão de Ações com Cães (BAC), do Batalhão de Campanha, do Grupamento Aero-Marítimo (GAM) e do 22º BPM (Maré). Agentes da Coordenadoria de Inteligência (CI) da PM vão cumprir mandados de prisão nas duas localidades. A expectativa é de que até o fim de junho, a Polícia Militar já tenha substituído o Exército em todo o complexo de favelas.

O morro do Adeus atraiu a atenção da polícia durante essa semana. Na noite desta terça-feira, policiais do 16º BPM trocaram tiros com bandidos nas proximidades da escola Tim Lopes, na subida da grota do Morro do Adeus. Segundo a assessoria da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, um morador que não quis se identificar afirmou ter visto homens armados descerem de uma van minutos antes do início do confronto. No Twitter, outros moradores relataram que ouviram tiros de fuzil entre o Morro do Adeus e o Morro da Baiana. As duas áreas ainda não foram pacificadas. O autor do perfil @Rene_Silva_RJ disse: “Voltou… tiros e mais tiros são ouvidos aqui no alemão… clima tenso, ninguém na rua, comércios fechados”.

Também na madrugada de terça-feira, policiais militares e bandidos trocaram tiros na região. O confronto ocorreu na comunidade Nova Brasília, uma das favelas que recebeu uma das duas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) instaladas no Complexo do Alemão, há uma semana. De acordo com a polícia, os PMs receberam denúncia sobre um ponto de venda de drogas em um local conhecido como Coqueirinho. Três pessoas envolvidas no tiroteio conseguiram fugir e deixaram para trás uma granada com a inscrição "morte UPP". Os policiais também encontraram munições para fuzil e cocaína.

As primeiras UPPs do Complexo do Alemão começaram a ser instaladas na quarta-feira da semana passada. A unidade na localidade da Fazendinha atenderá também as subcomunidades Relicário, Palmeirinha, Morro das Palmeiras, Vila Matinha, Parque Alvorada e Casinhas. Já a UPP Nova Brasília também será responsável pelo policiamento das localidades Ipê Itararé, Mourão Filho, Largo Gamboa, Cabão, Joaquim de Queiroz, Loteamento, Prédios, Aterro I e Aterro II. Ao todo, 660 policiais passaram a fazer parte do cotidiano de aproximadamente 40 mil moradores das 16 primeiras comunidades do Complexo do Alemão contempladas pelo programa de pacificação da Secretaria de Estado de Segurança.

O processo para a instalação das duras UPPs no Alemão, ocupado pelo Exército desde 2010, começou em março. A ação contou com 750 homens, que substituíram os militares do Exército nas favelas de Nova Brasília e da Fazendinha. As outras dez comunidades do complexo, onde o Exército mantém 1.800 militares, serão ocupadas pela PM gradativamente. Segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, todo o processo de implantação das oito UPPs será concluído em 27 junho.

Assim que o processo de implantação das UPPs nos complexos do Alemão e da Penha for concluído, a base da Força de Pacificação, montada na antiga fábrica da Coca-Cola, na Avenida Itaoca, será transformada em sede do Comando de Polícia Pacificadora (CPP). Quando a sede do Bope for instalada na Maré, o CPP ocupará o atual quartel do batalhão, em Laranjeiras.

Ainda na noite de terça-feira, por volta das 20h30m, em outra área pacificada, um homem foi morto na porta de casa no Morro da Mineira, no Catumbi. O crime ocorreu em uma localidade conhecida como Beco do Gabriel. De acordo com a polícia, a vítima foi executada com três tiros. A Divisão de Homicídios (DH) assumiu a investigação. Nenhuma arma foi encontrada com o morto.

Dificuldade do processo de pacificação das comunidades

Com objetivo de conhecer de perto as dificuldades e experiências vividas pelos policiais no processo de pacificação, no dia 16 deste mês, o secretário Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, visitou as Unidades de Policia Pacificadora (UPP) da Mangueira e da Cidade de Deus. Na ocasião, Beltrame conversou com o capitão Leonardo Nogueira, comandante da UPP da Mangueira, e reafirmou que o processo de pacificação não é apenas uma questão de Segurança, mas de presença do Estado com serviços que resgatem a cidadania dos moradores. Na Cidade de Deus, o secretário caminhou pela comunidade com o major Felipe Romeu, comandante da UPP da área e conversou com alguns moradores.