O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo de ligação entre cidadão e policial. O Comprometimento é a energia. O sucesso desta estratégia de segurança depende da eficácia, comprometimento e celeridade do SISTEMA DE JUSTIÇA CRIMINAL envolvendo segmentos reativos, periciais e discretos do aparato policial, da vigilância permanente do MP, da ação coativa e supervisora do Judiciário, de leis sérias e fortes, da presença proativa das Defensorias e de uma execução penal digna e recuperativa, complementado por políticas educacionais, sociais e de saúde capazes de manter a continuidade, salvaguardar e garantir o sucesso dos esforços de todos contra o crime, rumo à paz social.

terça-feira, 3 de março de 2015

POLÍCIA DE PROXIMIDADE REDUZ ROUBOS

JORNAL EXTRA, CASOS DE POLÍCIA, 03/03/2015


Pedro Zuazo


Comandante diz que CIPP já dá resultados: em uma semana, menos de um roubo por dia


Capitão Matheus diz que a companhia deu um “plus” no policiamento normal feito pelo 6º BPM. Foto: Pedro Zuazo


Inaugurada no último dia 24, no Grajaú, a 1ª CIPP (Companhia Integrada de Polícia de Proximidade) mostra seus primeiros resultados. Segundo o capitão Gustavo Matheus, de terça a sexta-feira foram registrados apenas três roubos contra pedestres na 20ª DP (Vila Isabel), o que dá menos de um roubo por dia. Em janeiro, de acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), houve 81 registros da mesma natureza, uma média de 2,61 roubos por dia. Significa que em quatro dias, na semana passada, a região teve o mesmo número de registros que costumava ter num único dia.

— Acredito que a redução nos índices de criminalidade seja resultado da CIPP, que deu um “plus” no policiamento normal, que continua a ser feito pelo 6º BPM (Tijuca) — diz o capitão Matheus, de 30 anos, comandante da 1ª CIPP.

Na semana passada, a Polícia de Proximidade também recuperou um carro roubado e prendeu dois usuários de drogas em flagrante. De acordo com o capitão Matheus, o maior desafio é coibir as tentativas de roubos praticadas por ladrões em bicicletas.

— Em grande parte das vezes, eles não portam armas de fogo ou brancas, então, mesmo se houver suspeita, às vezes não temos provas para detê-los, a não ser em flagrante — diz o comandante, que vai se reunir com moradores e comerciantes do Grajaú nesta quarta-feira, à noite: — A intenção é fazer um policiamento voltado para o problema real deles.

Os prometidos cartões de visita que serão distribuídos pelos policiais com telefones para contato ainda não ficaram prontos. Enquanto isso, os moradores podem ligar para o número 96971-4334.

— Nesse início, eu mesmo estou atendendo algumas ligações — garante Matheus.

Opiniões divididas

Na última quinta-feira, o jornaleiro Marcelo Lucas, de 53 anos, teve sua banca assaltada numa esquina movimentada do Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel, ao meio-dia. O roubo, que não foi registrado, não foi o primeiro.

— Aqui tem assalto toda hora. Ontem mesmo teve numa farmácia aqui perto. Nos pontos de ônibus da Rua Teodoro da Silva, ninguém pode nem ficar esperando — diz ele, que tem visto os policiais da CIPP fazendo ronda: — Até anotei o telefone. Mas acho que a situação na região está muito ruim.


O jornaleiro Marcelo Lucas, de 53 anos, teve a banca assaltada na última quinta-feira, em Vila Isabel Foto: Pedro Zuazo

Essa também é a opinião de Antonio Gonzalez, de 50 anos, comerciante no Grajaú:

— Acho que só a presença física dos policiais não está fazendo diferença nenhuma.

Já a aposentada Isa Negrão, de 68 anos, que mora no Largo do Verdun, comemora:

— Estou achando ótimo, formidável o aumento do policiamento nas ruas.




Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/comandante-diz-que-cipp-ja-da-resultados-em-uma-semana-menos-de-um-roubo-por-dia-15483666.html#ixzz3TKl0VrRo

sábado, 23 de agosto de 2014

QUESTIONAMENTOS DO NYPD EM 1990



RELATÓRIO LEE BROWN, 1990

Um Grupo de Funcionamento  e Análise identificou uma série de assuntos críticos que se tornaram a base mudanças.



· Do que precisamos para fazer do policiamento comunitário o estilo para toda a polícia em operações? 

· Como podemos melhorar a função de patrulha?

· Como uniremos a patrulha motorizada com o policiamento comunitário?

· O que deveria ser feito para envolver as unidades de patrulha no policiamento comunitário?

· Como a informação das necessidades da comunidade tornaria a policia mais eficiente? 

· Que tipo de apoio tecnológico requer o policiamento comunitário?

· De que tipo de pesquisa interna e de capacidade de desenvolvimento precisamos para dar suporte ao policiamento comunitário?

· Como possamos melhor a comunicação interna e assim possibilitar o feedback no Departamento?

· Que novas estratégias contra o crime são sugeridas no policiamento comunitário?

· O que o Departamento precisa para ativar mais 911 para as demandas de trabalho?

· Como podemos fazer da nossa imagem , motivação pessoal e orgulho de todos os integrantes do Departamento, com consistência para o policiamento comunitário ?

· Como fazer para reduzirmos a velocidade de atrito entre os cidadãos e os policiais uniformizados para manter o nível necessário para dar suporte à experiência do policiamento comunitário?

· Como podemos aumentar participação dos cidadãos no policiamento comunitário ?

· Como podemos melhorar a inter-relação do cidadão em relação aos policiais uniformizados?

· Como o Departamento deveria ser reorganizado para reunir como funções?

· Como podemos promover o policiamento comunitário no Departamento e na Cidade?


Muitos destes assuntos são contínuos e o Departamento já os antecipou. Nós não temos nenhum interesse reinventando as coisas que foram bem feitas no passado. Então, nós pedimos para nossos consultores que produzissem uma revisão histórica das iniciativas principais, tendências e assuntos dos últimos vinte anos.

Esta revisão deu para o Estudo um bom fundamento na recente história do Departamento e estabelecido o contexto para que, por que e como alcançou sua condição no presente. Entre os assuntos que ajudou classificar como era como o Departamento veio ser os setores especializados , centralizado , e dependente em prover de pessoal uniformizado.

Ficou óbvio aquelas muitos funções especializadas tinham surgido em resposta para uma crise particular. Como tal, cada desenvolveu seu próprio distrito eleitoral, comando, estrutura e uma vida que às vezes excederam sua utilidade.

Estas observações - junto com as declarações de missão e padrões provendo de pessoal identificados na revisão da unidade - se tornaram o resultado do Estudo de Distribuição de Recursos e Provimento de pessoal submetida ao Prefeito em outubro, 1990. Os resultados daquele estudo estão sendo presentemente usados e delineiam as exigências de provimento de pessoal que requer o futuro estratégico da polícia comunitária da Cidade de Nova Iorque. 

O estudo concluiu isso:

· O Departamento está altamente especializado, com muitas unidades pequenas e funções, projetado para lidar com problemas particulares;

· O pessoal uniformizado é usado para executar tarefas pelas que poderiam ser executadas por civis porque historicamente o Departamento esteve impossibilitado de ter funções para civis;

· Não há padrão consistente para determinar se uma função deveria ser executado por uma unidade de sede centralizada ou descentralizada a nível de município ou de distrito policial;

· Os Distritos Policiais sofreram mais quanto às sues necessidades pessoal porque centralizaram as unidades especializadas, as quais tendem a tirar mais pessoal.


A tarefa do Estudo e Distribuição de Recurso de pessoal era identificar a quantidade de pessoal que alcançou a nossa meta principal:

· A meta do Departamento é ter toda seção da cidade, todo bairro e toda rua, mantida a ordem por policiais que trabalham dentro da filosofia do policiamento comunitário.


A filosofia do policiamento comunitário que reafirma a prevenção do crime e que responde não somente para prestar serviço de atendimento, é a missão básica da polícia. 

A prevenção de crime é realizada tendo uma presença policial visível em bairros , empreendendo atividades para resolver os problemas que produzem crimes, prender os violadores de lei, manter a ordem e para solucionar as disputas antes de eles resultem em violência. No policiamento comunitário se compreende que a polícia e os cidadãos são os sócios na manutenção de bairros organizados e calmos. A polícia traz na relação os seus valores constitucionais e legais e o seu conhecimento profissional e a sua habilidade. Os cidadãos trazem, nesta relação, o seu conhecimento íntimo das condições de seu bairro, o seu compromisso para a civilidade e da boa cidadania, e a sua vontade em participar no controle do crime e na manutenção da ordem nas suas comunidades.

Para alcançar isto, nós estabelecemos os princípios seguintes para guiar nossas decisões do pessoal executivo:

· A atividade de polícia será descentralizada a nível de cada Distrito Policial a menos que haja um bom argumento para lidar com problemas em um município ou numa base da cidade.

· O Sistema 911 será integrado com as tarefas do policiamento comunitário. As chamadas de não emergência serão dirigidas aos Policiais da comunidade que tem um conhecimento íntimo das pessoas, problemas e assuntos do seu bairro.

· A carga em 911 será reduzida usando outros meios para responder a chamadas de não emergência. A polícia enfocará a solução de problemas ao invés de apenas responder a incidentes. As preocupações do público receberão mais atenção e as situações de emergência adquirirão uma resposta mais rápida.

· O cidadão do Bairro será encorajado pelos policiais - e treinado - a agir como informante e colaborador da comunidade onde vive e ainda a ajudar na solução dos problemas.

· Os policiais serão altamente visíveis e passarão o tempo conhecendo os residentes de bairro, os comerciantes e os jovens.

· Os Servidores Civis executarão todas as funções que não requerem treinamento ou força policial. Serão contratados civis qualificados em todos os níveis e eles se tornarão uma parte integrante do Departamento.


Todas as fases serão processadas e administradas interiormente. Como uma firma externa, o processo teria alto preço para a cidade, de centenas de milhares de dólares. Entretanto, nós faremos uso das habilidades consideráveis dos nossos próprios membros e da direção de três consultores providenciados pela Fundação Policial da Cidade de Nova Iorque. Os consultores trabalharão com o pessoal executivo em parâmetros de indicadores e processos na Distribuição de Recurso e Estudo de dotação de pessoal e retirada. Eles agirão como facilitadores durante as apresentações de Grupo de Funcionamento e de pessoal Executivo e Retirada. Finalmente, ajudarão a reunir o vasto arsenal de informações compiladas neste plano inclusive para o futuro. 
 


Fonte: Policing New York City in the 1990's by Lee P. Brown, Police Commissioner. New York. January 4, 1991
 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PAZ EM PELOTAS

O SUL Porto Alegre, Sexta-feira, 22 de Agosto de 2014.


WANDERLEY SOARES



Site da Segurança Pública divulga a mais plena paz nos dois bairros pelotenses tidos como os mais violentos. A expectativa é a de que Porto Alegre também possa chegar lá


Há mais de 50 dias, os bairros Navegantes e Balsa, dois dos mais violentos de Pelotas, na Região Sul do Estado, foram contemplados com duplas da Brigada Militar que fazem rondas pelas duas regiões no desempenho de um papel semelhante ao que há algumas décadas marcou época em Porto Alegre o chamado Batalhão "Pedro e Paulo" que, por sua vez, seguia o exemplo do "Cosme e Damião", dispositivo, então, adotado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. Tanto "Cosme e Damião" como "Pedro e Paulo" se perderam com o tempo e ninguém sabe que fim levaram. 

Espera-se que as duplas de Pelotas tenham melhor sorte, até porque, segundo o site da Secretaria da Segurança, nos bairros Navegantes e Balsa tudo está na mais plena paz. Talvez, até em Porto Alegre, com o reforço recebido de mais 200 PMs (policiais militares) no policiamento ostensivo, o governo possa instituir o mesmo dispositivo, pois não se pode entender que em cada pedaço do Rio Grande haja uma política diferente na segurança pública.

sábado, 2 de agosto de 2014

POLÍCIA CIDADÃO EM SANTO ÂNGELO

JORNAL A TRIBUNA - SANTO ÂNGELO, Quinta, 31 Julho 2014 17:3

Rogério Sartori/AT

BM realiza projeto Polícia Cidadão no bairro Aguiar Geral





Mais uma edição do projeto polícia cidadã, que é executado pela Brigada Militar, ocorreu durante a tarde desta quarta-feira, 30, no bairro Aguiar. No local, os policiais militares percorreram o bairro a pé e de viatura, onde realizaram abordagens de veículos pessoas e conversaram com os moradores sobre os problemas relacionados a segurança pública, naquela localidade.

De acordo com o cadete Cristiano Silva Brilhante, que está cursando o curso superior de Polícia Militar em Porto Alegre e está executando o estágio operacional, o projeto já vem sendo desempenhado pela Brigada Militar e desta vez a organização e execução do projeto foi no bairro Aguiar ficou sob sua coordenação e planejamento, que foi acompanhada pelo capitão Regis Copetti.

Segundo Brilhante, em Santo Ângelo, estão registrados 89 bairros e o projeto pretende atingir 24 bairros por ano. O projeto é desempenhado em duas etapas. A primeira etapa é uma reunião com a comunidade, onde os policiais vão até o local e ouvem a população para saber quais são os anseios com relação a segurança pública. Anotam as sugestões e a partir daí o projeto é planejado e posto em prática.

“A intenção do projeto é fazer um trabalho em conjunto com a comunidade para as informações, serem repassadas a Brigada, que a partir disso, realiza um trabalho em cima daquelas informações”, frisa Brilhante. Durante a tarde ocorreram blitze, abordagem de pessoas e também mais pessoas da comunidade foram ouvidas.



segunda-feira, 28 de julho de 2014

COMUNIDADE VIGILANTE



Cesar Bayard Moura Castilhos


O que é a comunidade vigilante?

 Comunidade vigilante é um programa de prevenção ao crime que recruta a participação ativa de cidadãos, para fazer o crime reduzir em suas comunidades.

   Isto envolve:
 # Vizinhos conhecendo-se uns aos outros, procurando a assistência mútua.
 # Cidadãos tornando-se treinados para informar atitudes suspeitas em suas vizinhanças.
 # Estratégias de prevenção ao crime tal como segurança de casas, operações de identificação .
 Você pode chamar a “Comunidade Vigilante” ou Vigilantes contra o crime ou Bairro Vigilante, etc. O nome difere, mas a idéia é a mesma.


Vizinhos cuidando uns aos outros.”

Por que da “comunidade vigilante” ?

Não podemos ter um policial em cada esquina, então o envolvimento dos cidadãos e essencial para o combate ao crime.

Você e seus vizinhos são as pessoas que realmente sabem o que acontece na sua comunidade.

Com a cooperação dos cidadãos e da polícia, podemos facilitar o combate ao crime em suas comunidades num caminho bastante eficaz.

Os membros da “vizinhança vigiada colocam adesivos em suas janelas e sinais em suas ruas. Avisando criminosos que eles estão em atividade contra o crime.
   
 Como eu posso começar com o programa “comunidade vigilante”?

 Contate a sua unidade policial do bairro

  # Diga que gostaria de começar um grupo e peça por assistência.
  # Procure por  ajuda dos órgãos de prevenção ao crime.
  # Muitos órgãos tem um oficial de prevenção ao crime ou especialistas que podem ajudar você a organizar seu grupo inicial.
# Pergunte sobre os crimes em sua vizinhança.
 # Saiba como conseguir um oficial (patrulheiro comunitário) de prevenção ao crime em seu primeiro encontro com o grupo.


 Falando com seus vizinhos

 # Investigue sobre os interesses de sua vizinhança.
 Discuta os problemas de seu bairro, usando informação da OPM.
 # Explique o valor do programa, “comunidade vigilante”.
 # Pergunte sobre os melhores horários para fazer os encontros com a comunidade.

Deixe claro, desde o início:

- Vizinhança vigiada não requer encontros freqüentes.
# Ninguém corre riscos.
# Vocês podem sinalizar sua rua.
# Um oficial (patrulheiro) irá ao encontro para responder as questões sobre os crimes em seu bairro e o  trabalho que está sendo desenvolvido para o combate.
 # Arrume uma data, hora e lugar para o primeiro encontro.
# Marque uma data com antecedência.
# Selecione um horário que seja conveniente para todos.
# Distribua um comunicado anunciando o encontro.
# Se possível marque o encontro na associação do bairro ou na escola, num ambiente descontraído, informal e confortável.
# Lembre os vizinhos do encontro dois ou três dias antes.
# Não fique desapontado se algumas pessoas não forem. Não é necessário 100 % da vizinhança para fazer o programa funcionar.


O que fazer no primeiro encontro?

# Distribua etiquetas com o nome dos participantes.
# Faça uma abertura para observações.
# Tenha café, água, salgadinhos, bolos... Isto vai ocasionar uma atmosfera mais relaxante e encorajar as pessoas a “saber uma das outras”.
# Vá ao encontro sabendo de todos  os programas de prevenção ao crime, técnicas de prevenção , outros programas de prevenção ao crime disponíveis nos outros órgãos (federais, estaduais e municipais e de ONGs).

Comente  sobre os crimes de seu bairro.
# Explique o que é este programa de “comunidade vigilante”.
 # Como ajudar a polícia.
 #Como descrever um crime (elaborar formulário).
# Saber como descrever a pessoa, carro, ou a atividade... Que ajudarão a resolver o crime.
 
Selecionar um representante (Ou patrulheiro)

 O Papel do representante é:
# Tornar-se o porta-voz do grupo, junto a OPM.
# Servir como ligação entre a vizinhança e a polícia e organizar os encontros.
# Recrutar vizinhos para receber os encontros.
# Manter a lista de membros.
# Nomear assistentes para vigiar a casa nas férias, patrulhar a vizinhança, serviço de secretariado.
# Novos membros.
# Levantar fundos.
# Desenvolvimento e manutenção do mapa do bairro.
#  O representante tem o papel de ajudar a vigiar, mas não de resolver problemas.
# Para não sobrecarregar uma só pessoa, o cargo de representante deve ser rotativo.
# Lembre-se: Se o  representante  passar adiante suas responsabilidade, deve notificar a sua OPM.


Desenvolvendo e distribuindo mapas

Um mapa ajuda membros a ter uma precisa informação. Observando facilmente quando há uma atividade suspeita em sua vizinhança.

  Seu mapa precisa ter:
# Identificação do representante.
# Identificação clara das ruas, cruzamentos e uma bússola desenhada.
# Mostrar o nome, endereço, e-mail e telefone de cada casa com a identificação de cada habitante.
# Identificação dos idosos e vizinhos com problemas de saúde que precisam de atenção especial.
# Lista de modelo, número e placas dos carros de cada casa.
# Incluir números de emergência da polícia, bombeiros e ambulância.
# Ter os telefones dos serviços de ( Água, esgoto, luz..)
# Atualizar os mapas quando alguma informação mudar.

Coletar informações importantes:

 Sabendo mais sobre seus vizinhos, seus carros e suas rotinas diárias, ajudará para reconhecer atividades suspeitas.

Importantes trocas de informações com seus vizinhos:
# Telefone da casa e trabalho
# Número, idade e nome dos familiares ou residentes.
# Horário de trabalho.
# Quem possui cachorro de guarda.
# Planejamento de férias.
# Programa de entregas e reformas.
 
Mantendo o programa:

Agora que a sua rede de vizinhança vigiada está estabelecida, tenha certeza de que todos entenderam e observe o cumprimento destes parágrafos:

# Ser alerta quando observar um estranho com comportamento suspeito na sua vizinhança. Chamar a policia.
 # Escreva a descrição da pessoa (formulário) e as características e placa do carro (formulário).
# Fale com seu vizinho de confiança, se sua casa vai ficar desocupada por um longo período. Diga como falar com você em caso de emergência. Veja se ele pode recolher os jornais e cartas para você. 

Não deixe sinais que dizem “ninguém em casa”.
# Ir aos encontros da vizinhança vigiada com freqüência.
# Inove. Este é o mais eficiente caminho para reduzir ou prevenir crimes e fazer o seu bairro mais seguro.
# Seu trabalho é descrever o crime e alertar. A responsabilidade da prisão é da polícia.

Atividades do programa

A Chave para manter o programa em atividade é todos estarem envolvidos. Todos têm que estar envolvidos com um sentimento de orgulho e uma atmosfera de participação.

 “Comunidade vigilante” pode facilmente se adaptar as suas necessidades. Muitas “polícias” criaram algum programa de vigilância.

 As atividades da “comunidade vigilante” podem sugerir algumas mudanças, tal como iluminação de ruas, rondas de policiais, etc.

 Faça o programa tornar-se agradável. Lembre-se de que pessoas irão gostar mais se o programa for divertido e bem significativo. Use sua imaginação. Programe jantares, festas, jogos na escola, na associação...

Segurança de casas

# Oriente para o participante do programa para ajudar com “aparatos de segurança” para residências individuais, tais como cercas elétricas, câmeras, alarmes, etc.
# Convide um profissional para falar ao grupo sobre os sistemas de segurança em casas.
# Saiba como deixar sua casa mais segura;
      Porta resistente e fechaduras para janelas.
      Iluminação externa adequada.
      Hábitos de segurança.
     
Operação de identificação.

O programa de identificação encoraja proprietários de casas a marcar suas propriedades para facilitar a identificação, em caso de roubo.
# Fazer uma lista de suas armas de fogo, computadores e outros equipamentos eletrônicos com seus números de série. Manter a lista em um lugar seguro.
# Fotografe itens que não podem ser marcados, como jóias. Para itens grandes, filme-os.
 
Pais do quarteirão.

# Identifica casas onde as crianças podem ir quando precisarem de assistência e seus pais não estiverem em casa.
# Deve-se colocar sinais nas janelas para que as crianças possam achar mais facilmente estas casas.

 
Segurança de bicicletas.

Faça um evento com bicicletas dentro de sua vizinhança. Concluir o evento com uma conversa sobre segurança das bicicletas.
Incentive todos para licenciar suas bicicletas na “comunidade

Observador silencioso.

Em muitas comunidades são orientados idosos, pessoas que trabalham em casa ou outros que desenvolvem atividade na vizinhança que possam relatar eventos suspeitos.

Alguns programas são projetados de modo a que os observadores possam relatar através de umo número melhor que pelo nome, para proteger suas identidades.

 Chame sua “comunidade” para encontrar fora quem estiver participando nos programas, mas desejar ser identificado, tais como a testemunha silenciosa, a testemunha secreta ou no relato de algum crime. Muitas comunidades oferecem recompensas em dinheiro para a informação que conduz a prisão.

Área rural

 As áreas rurais trabalham com o programa para estabelecer a “Fazenda Vigilante” para obter segurança para produtos pesados de maquinaria, dos animais domésticos e da fazenda.  Desenvolve redes de comunicação com vizinhos e órgãos policiais. Usando rádios de faixa e telefones celulares para uma comunicação de emergência com os vizinhos e/ou os “agentes do programa”. Relatando as informações de roubos de equipamento,  abigeato ou  animais domésticos, as colheitas e os outros produtos agrícolas ou outro vandalismo.

A consciência do crime

Convidar os Policiais Militares e líderes da comunidade para participar em reuniões ou em oficinas da vizinhança, em uma variedade de tópicos. Isto inclui:
 #A adoção do programa visa a segurança pessoal e auxilia na prevenção de estupro, dos assaltos ou  roubo de bicicletas e automóvel.
 # Abuso de crianças - grupos de reconhecimento e prevenção.
 # Álcool e drogas – prevenção.
 # Locais de distribuição de droga e laboratórios clandestinos.
 # Educa cidadãos sênior para cuidados com a segurança.
 # Segurança da criança
 # Segurança de escolas
 #  Sistema de justiça criminal

A aliança da “comunidade vigilante

 Em muitas comunidades, grupos individuais do programa “comunidade vigilante” unem-se para dar forma a uma aliança. Coordenando seus esforços, os grupos individuais conseguem aumentar o impacto de seus interesses com a cidade e os responsáveis pelas decisões. Geralmente, os agentes do programa representam sua vizinhança .
 Alguns grupos conseguem ate levantar dinheiro para programas da prevenção do crime, dentro de sua comunidade .


Se um crime ocorrer – relate-o a Policia Militar!

É fácil!! Infelizmente, somente a metade de todos os crimes são denunciados. Isto é muito ruim, porque a polícia não pode fazer  qualquer coisa se não souberem o que aconteceu. A informação de uma testemunha é a chave para resolver muitos crimes. Recorde estes pontos ao relatar um crime a um policial militar.
Chame a polícia. Um atraso de cinco minutos, sempre vai reduzir a possibilidade de prender o criminoso.
 Diga ao policial tanto quanto você pode. Nenhum fato é demasiado trivial. Em muitos casos é o que as vitimas e as testemunhas dizem à polícia que levam a uma prisão do criminoso. A polícia pode usar detalhes que podem levar à solução do crime. Relate somente o que tiver certeza, informação errada do fato é pior do que nenhuma informação.
Perguntas básicas:
O que ocorreu?
Quando ocorreu?
Onde ocorreu?
Quantas pessoas suspeitas havia?
Que fizeram?
Que disseram?
De que maneira foram embora?
Quais seus nomes, endereços, número de telefone?
 Se há qualquer outra informação que julgues importante?
Outras testemunhas?

Às vezes, devido a problemas de recursos limitados e de pessoal, as polícias não podem responder imediatamente. Têm que dar prioridade a seus atendimentos baseados no perigo iminente à vida humana. Não desanime. Seja rápido. Mesmo um ponto anônimo é melhor do que nada. Não hesite! Siga esta regra: Se você observar algo suspeito,  chame a polícia rapidamente, assim eles poderão agir. Mas, quanto mais esperar para agir, mais difícil será de prender o criminoso.

 Uma vez que você relatou o crime, fixe com isto que:
- 70% dos criminosos são presos pelos crimes;
- ser uma testemunha na corte não é tanto problema como você pensa.
 - a polícia oferece serviço de proteção às vítimas e às testemunhas.



Sozinho você é um, acompanhado você é parte de um grupo que se ajuda.




quarta-feira, 16 de julho de 2014

POLICIAIS COMUNITÁRIOS



Alberto Afonso Landa Camargo*


Estou compartilhando não pelo fato em si, porque socorros de emergência e outros atos de humanidade sempre foram comuns à BRIGADA MILITAR fazer, mas porque agora estes atos que dão destaque e colocam em evidência qualquer instituição estão sendo feitos por uns tais "policiais comunitários" e não mais pela BRIGADA MILITAR.

Pelo que estou vendo, a BRIGADA MILITAR ainda não acabou porque a constituição dá somente à polícia militar a atribuição de polícia ostensiva. Portanto, só esta tal de carta maior ainda nos sustenta, significando que basta a desconstitucionalização pretendida e que está em evidência para que, tal como ocorreu com os bombeiros, "polícia comunitária", "polícia ambiental" e outras excrescências também se separem.

Desculpem, mas a impressão que se tem é que ninguém mais tem orgulho em falar da BRIGADA MILITAR...


* compartilhou a publicação de Batalhão Cel Claudino.


Batalhão Cel Claudino - Policiais comunitários prestam auxilio na condução de recém-nascido ao hospital. Na manhã desta segunda-feira (14/7), por volta das 9h15, na Avenida Jóquei Club, em Rio Grande, próximo ao Shopping, policiais comunitários do 6º BPM, avistaram o condutor de um veículo particular que se deslocava com o pisca alerta ligado. De imediato os policiais encostaram e um cidadão se identificou como médico informando que estava com um bebê entrando em óbito e que havia dificuldades no deslocamento devido ao trânsito. Foram removidos para a viatura BM, o bebê de apenas 33 dias com sua acompanhante e com emprego de sirene e giro flash, a guarnição deslocou em direção ao hospital da Santa Casa. No percurso o bebê apresentou duas paradas respiratórias/cardíacas que foram revertida com reanimação cardiopulmonar realizada pela guarnição. Durante o percurso foi solicitado para a Sala de Operações da unidade que repassasse ao hospital a situação a fim de que estivessem prontos aguardando a chegada da viatura. O bebê foi entregue aos médicos com vida. Até o momento o recém nascido se encontra hospitalizado.


Gelson Vinadé



Concordo com a preocupação do Alberto Afonso Landa Camargo. Estão confundindo as coisas e, principalmente as pessoas da comunidade, já que não são obrigadas a entender esse contexto. No meu entendimento, é mais uma preocupação mediática para difundir o feudo do que contribuir com o todo corporativo. 

O marketing institucional deve existir e as ações de comunicação social mais ainda, pois são ferramentas utilizadas por todas as instituições que buscam o crescimento e o fortalecimento de sua posição no mercado. Qualquer entidade corporativa com filiais no próprio país ou no exterior possui a sua filosofia e políticas na área, justamente para criarem uma unidade de pensamento e ações para a sua fortificação. Policiamento Comunitário, pelo que estudei e aprendi com o mestre Jorge Bengochea, numa definição mais ampla, é uma filosofia e uma estratégia policial na busca de uma nova parceria entre a população e a polícia, baseada na premissa de que tanto uma como a outra devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver os problemas existentes na comunidade com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas. A questão midiática deve ser uma consequência natural de um trabalho que deve iniciar primeiro dentro da Corporação com o reposicionamento de idéias e concepções e uma maior autonomia para quem está na linha de frente. 

Em outro momento investir na própria comunidade na mesma direção com o objetivo de formar parcerias e auxiliar na organização de ações para o atendimento das necessidades de determinada comunidade. Também deve estar muito claro a diferença conceitual entre POLÍCIA COMUNITÁRIA e POLICIAMENTO COMUNITÁRIO. É um tema apaixonante e, que no meu entender, já podia estar efetivamente implantado em nossa Corporação a muito tempo. Muitos esforços e bons trabalhos foram realizado nesse sentido. Penso que cabe uma reflexão a respeito! Abrçs a todos os guerreiros do bem que, mesmo afastados da serviço ativo, continuam no bom combate!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

POLÍCIA COMUNITÁRIA JÁ BENEFICIA 12 CIDADES DO RS

PORTAL DA SSP-RS, 21 de Janeiro de 2014 às 14h21min



Caxias do Sul foi a cidade pioneira, onde o projeto existe há mais de um ano


O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), vem implantando o projeto de Polícia Comunitária em diversas regiões do Estado. O projeto começou em 2012 e hoje são 12 municípios beneficiados. O investimento é de R$ 11 milhões nesta etapa.

O modelo de polícia comunitária traz um conceito inédito no Brasil, ao aproximar os policiais da população, alimentando a sensação de segurança pública a partir dessa convivência. Combina o policiamento comunitário denominado de "Chuzaisho" (do Japão) e o de policial de quarteirão. Traz para o perímetro urbano o conceito japonês que coloca o policial a morar em pequenas comunidades da zona rural.

É operado a partir de núcleos, formados por bairros, que são atendidos por PMs que moram nos locais onde farão o policiamento. Uma parceria entre a SSP e as prefeituras garante uma bolsa-auxílio para o pagamento do aluguel das casas para os policiais. Na implantação do projeto, o Estado entrega uma viatura nova para cada núcleo e equipamentos de uso individual para cada policial. A secretaria, por meio de seu Departamento de Ensino e Treinamento, capacita policiais e líderes comunitários

O secretário da Segurança Pública, Airton Michels, diz que o projeto é uma forma de aproximar ainda mais o Estado da população, garantindo a sensação de segurança. “Policiais e moradores se conhecem pelo nome. "Muitas vezes os PMs chegavam após o crime para registrá-lo. Com a polícia comunitária eles estão nos bairros o tempo todo coibindo qualquer violência e contando com a colaboração da comunidade”".

Caxias do Sul foi a cidade pioneira, onde o projeto existe há mais de um ano. Após a implantação, os homicídios nos bairros com policiamento comunitário diminuíram mais de 50%. Até junho de 2014, 23 municípios do Rio Grande do Sul terão Polícia Comunitária, somando 147 núcleos no Estado.

Hoje, 12 cidades (68 núcleos) têm o projeto: Caxias do Sul, Bagé, Bento Gonçalves, Campo Bom, Canoas, Cruz Alta, Esteio, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Santa Cruz do Sul, Sapucaia do Sul e Rio Grande.

Assista ao vídeo da Polícia Comunitária: http://www.youtube.com/watch?v=EVTL_JOtllM

Texto: Patrícia Lemos

Foto: Camila Domingues

Edição: Redação Secom (51)3210-4305