O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

sábado, 10 de outubro de 2015

POLICIAIS DE UPP SOFREM ÓDIO DE MORADORES EM FAVELAS

 



Policiais de UPPs dizem sofrer “ódio” de moradores em favelas . Pesquisa da Universidade Candido Mendes detalha a situação dos PMs empregados nas Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro

HUDSON CORRÊA
REVISTA ÉPOCA 10/10/2015 - 01h09 -


 

A maioria dos policiais militares das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), instaladas nas favelas do Rio de Janeiro, acha que os moradores sentem “ódio, desconfiança e medo” deles. Grande parte afirma que fica insegura e também insatisfeita durante o trabalho de policiamento nos morros cariocas. Mas, como última esperança, eles ainda conservam uma opinião positiva sobre as unidades pacificadoras. Esses dados são da pesquisa UPPs: o que pensam os policiais, feita pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes, divulgada deste sábado (10). As pesquisadoras Silvia Ramos, Barbara Musumeci Mourão e Leonarda Musumeci entrevistaram 2002 policiais de 36 UPPs, entre 30 de julho e 19 de novembro de 2014. A amostra representa 21% do total de PMs nas unidades.



As UPPs em 2008 e ainda estão em expansão. Segundo o governo do Rio, as unidades pacificadoras têm a missão de retomar territórios dominados por traficantes de drogas e milicianos que agem armados com fuzis, metralhadoras e até granadas. O Cesec está na terceira rodada de pesquisas sobre o projeto. Atualmente, as unidades enfrentam uma onda de violência com mortes de policiais militares e de moradores, incluindo duas crianças de 11 anos neste ano.

Em 2010, na primeira sondagem, 66,5% dos entrevistados disseram que a maioria dos moradores tinha um “sentimento positivo” em relação a eles, policiais. Na segunda pesquisa, em 2012, a percepção de apoio caiu para 43,7%. Agora, no trabalho de 2014, apenas 25,1% acham que a população das comunidades os aprova. Para 60,1%, existe um “sentimento negativo” que, segundo eles, são “raiva, ódio, hostilidade, rejeição e aversão, desconfiança, resistência e medo”.

O Cesec perguntou se, nós últimos três meses, algum morador fez qualquer tipo de ofensa, pelo menos uma vez. Os números são surpreendentes: 65,8% relataram xingamentos, 63% reportaram desrespeito e 55,8% disseram terem sido alvos de arremesso de algum objeto. A Secretaria de Segurança Pública diz que essa última agressão vai da simples cusparada a um incrível caso do lançamento de um vaso sanitário sobre policiais militares, mas não deu detalhes sobre onde isso ocorreu.

“Como você se sente na maior parte do tempo, sendo policial de UPP”, perguntaram os pesquisadores. No questionário de 2012, 46,2% responderam que estavam satisfeitos, 26,4% insatisfeitos e 27,4% indiferentes. Em 2014, os índices passaram a apenas 28,3% de satisfeitos e 35,5% de descontentes. A pesquisa também perguntou se o policial se sentia seguro durante o trabalho na unidade pacificadora; 42,4% disseram que estão inseguros. O percentual aumenta em áreas mais violentas, que o Comando da PM define como áreas vermelhas.

Duas coisas importantes aconteceram entre as pesquisas de 2012 e 2014. As UPPs chegaram às áreas controladas pelos mais poderosos traficantes do Rio, como a Rocinha – na Zona Sul, a maior favela do Brasil com 69 mil habitantes – e o Complexo do Alemão, na Zona Norte, de onde partiam ordens para bandidos incendiarem carros e ônibus na cidade. Num segundo momento, os criminosos expulsos tentaram reocupar o território, usando táticas de guerrilha que causaram mortes de policiais militares. Em algumas favelas dos complexos do Alemão e da Vila Cruzeiro, percorridos por ÉPOCA, policiais militares visivelmente assustados patrulham becos estreitos sabendo que podem dar de cara com traficantes armados.

Algumas ações desastradas da PM alimentam o rancor dos moradores. Em julho de 2013, uma equipe da UPP da Rocinha torturou, matou e sumiu com o corpo do pedreiro Amarildo de Souza. Soldados com pouco preparo se envolvem em tiroteios que resultam na morte de inocentes, como a de uma criança de 11 anos no Alemão, em abril, e de outra da mesma idade no Complexo do Caju, em outubro. São cada vez mais frequentes os protestos em que moradores descem do morro até o asfalto com placas de "fora UPPs". O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, diz que a polícia está isolada nas favelas sem ajuda de outros órgãos responsáveis pela assistência social.

A primeira vítima dessa guerra foi a policial Fabiana Aparecida de Souza, assassinada na favela de Nova Brasília, no Alemão, em julho de 2012. O crime acendeu a luz amarela na segurança das UPPs porque, conforme a pesquisa do Cesec, as policiais mantêm menos contato com suspeitos de crimes e, por isso, possuem chances menores de ficar no meio de um tiroteio. Desde 2012 até agora, 23 policiais militares morreram em serviço nas UPPs. O caso mais recente foi o do soldado Caio Cesar de Melo, morto no começo do mês no Complexo do Alemão. Além de policial, Melo trabalhava com a dublagem de personagens de cinema. Era dele a voz de Harry Potter na versão brasileira.

O pessoal das UPPs representa 20% do efetivo total da Polícia Militar, porém 8 dos 18 policiais militares mortos em serviço em 2014 pertenciam às unidades pacificadoras. Isso quer dizer que um soldado de UPP tem atualmente maiores chances de ser assassinado em relação aos que trabalham nos batalhões convencionais da PM.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o aumento da violência provocou mudanças na estratégia de patrulhamento nas favelas. A pesquisa do Cesec mostrou que os grupos táticos, mais preparados para um conflito armado, empregavam 7,2% dos policiais em 2010. Agora o índice passou a 22,2%, enquanto a ronda a pé diminuiu.

A Secretaria de Segurança afirma que desde janeiro já treinou mais de 3 mil policiais, tanto para eles se protegerem melhor em eventuais confrontos, como para melhorar o relacionamento com moradores das favelas. Nem tudo está perdido. O Cesec mostra que 41% dos policiais ainda têm uma “opinião geral positiva” das UPPs contra 35,9% que a veem de modo negativo.

sábado, 26 de setembro de 2015

TERRITÓRIO DA PAZ NAUFRAGOU NO RS




ZERO HORA 26 de setembro de 2015 | N° 18306


LEANDRO RODRIGUES

TENTATIVA DE CHACINA NA CAPITAL. Guerra do tráfico chega a posto de saúde

HOMEM MORREU E SETE PESSOAS ficaram feridas após ataque no bairro Santa Tereza, em imediações de local que atende pelo SUS


Os tiros foram ouvidos no Pronto-Atendimento da Vila Cruzeiro (Postão) no começo da tarde de ontem. O som era de rajadas de submetralhadora. A torcida dos servidores para que fossem disparos para o alto terminou em minutos: uma multidão com feridos ensanguentados nos braços invadiu o local clamando por socorro.

O tumulto foi a sequência de uma tentativa de chacina na zona sul da Capital. As rajadas, por volta das 14h, deixaram um morto e sete feridos na Rua Nossa Senhora do Brasil, via atrás do Postão, no bairro Santa Tereza. Ademir Rodrigo Carpes, 34 anos, conhecido como Biquinha, não resistiu. Segundo a BM, quatro homens em um carro usavam uma submetralhadora contra o grupo. O setor de emergência foi invadido por uma horda de familiares e vizinhos exigindo, aos gritos, atendimento para todos.

– Trabalho há 25 anos aqui. Nunca tinha visto nada parecido. Ficamos todos apavorados. Demos conta o melhor possível – disse o médico Eduardo Osório, chefe do Serviço de Pediatria.

Conforme os funcionários, era para Carpes que mais exigiam atenção. O pavor foi tanto, que ele acabou atendido mesmo morto. Chegou a ser levado de ambulância para o HPS.

– Eles diziam que ele estava respirando. O que podíamos dizer? Tratamos como vivo – afirmou uma atendente.

Os sobreviventes foram encaminhados para o HPS e para o Hospital Cristo Redentor. Até a noite de ontem, recebiam atendimento.

TERRITÓRIO DA PAZ NAUFRAGOU

O tiroteio que deixou um morto e sete feridos no bairro Santa Tereza reacende uma discussão sobre a desativação da base dos Territórios da Paz no local. A unidade funcionava na Rua Nossa Senhora do Brasil, justamente onde começou a confusão, com uma tentativa de chacina na tarde de ontem.

O programa foi implantado pela Secretaria da Segurança Pública, em 2011, para conter o avanço da criminalidade em bairros violentos da Capital. Entre outras medidas, o projeto estabelecia a instalação de bases policiais e a realização de ações sociais nas áreas atendidas.

No Santa Tereza, em junho, o programa foi praticamente desativado. Móveis foram recolhidos, e a partir de então, apenas um policial militar passou a ficar no local.

terça-feira, 3 de março de 2015

POLÍCIA DE PROXIMIDADE REDUZ ROUBOS

JORNAL EXTRA, CASOS DE POLÍCIA, 03/03/2015


Pedro Zuazo


Comandante diz que CIPP já dá resultados: em uma semana, menos de um roubo por dia


Capitão Matheus diz que a companhia deu um “plus” no policiamento normal feito pelo 6º BPM. Foto: Pedro Zuazo


Inaugurada no último dia 24, no Grajaú, a 1ª CIPP (Companhia Integrada de Polícia de Proximidade) mostra seus primeiros resultados. Segundo o capitão Gustavo Matheus, de terça a sexta-feira foram registrados apenas três roubos contra pedestres na 20ª DP (Vila Isabel), o que dá menos de um roubo por dia. Em janeiro, de acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), houve 81 registros da mesma natureza, uma média de 2,61 roubos por dia. Significa que em quatro dias, na semana passada, a região teve o mesmo número de registros que costumava ter num único dia.

— Acredito que a redução nos índices de criminalidade seja resultado da CIPP, que deu um “plus” no policiamento normal, que continua a ser feito pelo 6º BPM (Tijuca) — diz o capitão Matheus, de 30 anos, comandante da 1ª CIPP.

Na semana passada, a Polícia de Proximidade também recuperou um carro roubado e prendeu dois usuários de drogas em flagrante. De acordo com o capitão Matheus, o maior desafio é coibir as tentativas de roubos praticadas por ladrões em bicicletas.

— Em grande parte das vezes, eles não portam armas de fogo ou brancas, então, mesmo se houver suspeita, às vezes não temos provas para detê-los, a não ser em flagrante — diz o comandante, que vai se reunir com moradores e comerciantes do Grajaú nesta quarta-feira, à noite: — A intenção é fazer um policiamento voltado para o problema real deles.

Os prometidos cartões de visita que serão distribuídos pelos policiais com telefones para contato ainda não ficaram prontos. Enquanto isso, os moradores podem ligar para o número 96971-4334.

— Nesse início, eu mesmo estou atendendo algumas ligações — garante Matheus.

Opiniões divididas

Na última quinta-feira, o jornaleiro Marcelo Lucas, de 53 anos, teve sua banca assaltada numa esquina movimentada do Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel, ao meio-dia. O roubo, que não foi registrado, não foi o primeiro.

— Aqui tem assalto toda hora. Ontem mesmo teve numa farmácia aqui perto. Nos pontos de ônibus da Rua Teodoro da Silva, ninguém pode nem ficar esperando — diz ele, que tem visto os policiais da CIPP fazendo ronda: — Até anotei o telefone. Mas acho que a situação na região está muito ruim.


O jornaleiro Marcelo Lucas, de 53 anos, teve a banca assaltada na última quinta-feira, em Vila Isabel Foto: Pedro Zuazo

Essa também é a opinião de Antonio Gonzalez, de 50 anos, comerciante no Grajaú:

— Acho que só a presença física dos policiais não está fazendo diferença nenhuma.

Já a aposentada Isa Negrão, de 68 anos, que mora no Largo do Verdun, comemora:

— Estou achando ótimo, formidável o aumento do policiamento nas ruas.




Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/comandante-diz-que-cipp-ja-da-resultados-em-uma-semana-menos-de-um-roubo-por-dia-15483666.html#ixzz3TKl0VrRo

sábado, 23 de agosto de 2014

QUESTIONAMENTOS DO NYPD EM 1990



RELATÓRIO LEE BROWN, 1990

Um Grupo de Funcionamento  e Análise identificou uma série de assuntos críticos que se tornaram a base mudanças.



· Do que precisamos para fazer do policiamento comunitário o estilo para toda a polícia em operações? 

· Como podemos melhorar a função de patrulha?

· Como uniremos a patrulha motorizada com o policiamento comunitário?

· O que deveria ser feito para envolver as unidades de patrulha no policiamento comunitário?

· Como a informação das necessidades da comunidade tornaria a policia mais eficiente? 

· Que tipo de apoio tecnológico requer o policiamento comunitário?

· De que tipo de pesquisa interna e de capacidade de desenvolvimento precisamos para dar suporte ao policiamento comunitário?

· Como possamos melhor a comunicação interna e assim possibilitar o feedback no Departamento?

· Que novas estratégias contra o crime são sugeridas no policiamento comunitário?

· O que o Departamento precisa para ativar mais 911 para as demandas de trabalho?

· Como podemos fazer da nossa imagem , motivação pessoal e orgulho de todos os integrantes do Departamento, com consistência para o policiamento comunitário ?

· Como fazer para reduzirmos a velocidade de atrito entre os cidadãos e os policiais uniformizados para manter o nível necessário para dar suporte à experiência do policiamento comunitário?

· Como podemos aumentar participação dos cidadãos no policiamento comunitário ?

· Como podemos melhorar a inter-relação do cidadão em relação aos policiais uniformizados?

· Como o Departamento deveria ser reorganizado para reunir como funções?

· Como podemos promover o policiamento comunitário no Departamento e na Cidade?


Muitos destes assuntos são contínuos e o Departamento já os antecipou. Nós não temos nenhum interesse reinventando as coisas que foram bem feitas no passado. Então, nós pedimos para nossos consultores que produzissem uma revisão histórica das iniciativas principais, tendências e assuntos dos últimos vinte anos.

Esta revisão deu para o Estudo um bom fundamento na recente história do Departamento e estabelecido o contexto para que, por que e como alcançou sua condição no presente. Entre os assuntos que ajudou classificar como era como o Departamento veio ser os setores especializados , centralizado , e dependente em prover de pessoal uniformizado.

Ficou óbvio aquelas muitos funções especializadas tinham surgido em resposta para uma crise particular. Como tal, cada desenvolveu seu próprio distrito eleitoral, comando, estrutura e uma vida que às vezes excederam sua utilidade.

Estas observações - junto com as declarações de missão e padrões provendo de pessoal identificados na revisão da unidade - se tornaram o resultado do Estudo de Distribuição de Recursos e Provimento de pessoal submetida ao Prefeito em outubro, 1990. Os resultados daquele estudo estão sendo presentemente usados e delineiam as exigências de provimento de pessoal que requer o futuro estratégico da polícia comunitária da Cidade de Nova Iorque. 

O estudo concluiu isso:

· O Departamento está altamente especializado, com muitas unidades pequenas e funções, projetado para lidar com problemas particulares;

· O pessoal uniformizado é usado para executar tarefas pelas que poderiam ser executadas por civis porque historicamente o Departamento esteve impossibilitado de ter funções para civis;

· Não há padrão consistente para determinar se uma função deveria ser executado por uma unidade de sede centralizada ou descentralizada a nível de município ou de distrito policial;

· Os Distritos Policiais sofreram mais quanto às sues necessidades pessoal porque centralizaram as unidades especializadas, as quais tendem a tirar mais pessoal.


A tarefa do Estudo e Distribuição de Recurso de pessoal era identificar a quantidade de pessoal que alcançou a nossa meta principal:

· A meta do Departamento é ter toda seção da cidade, todo bairro e toda rua, mantida a ordem por policiais que trabalham dentro da filosofia do policiamento comunitário.


A filosofia do policiamento comunitário que reafirma a prevenção do crime e que responde não somente para prestar serviço de atendimento, é a missão básica da polícia. 

A prevenção de crime é realizada tendo uma presença policial visível em bairros , empreendendo atividades para resolver os problemas que produzem crimes, prender os violadores de lei, manter a ordem e para solucionar as disputas antes de eles resultem em violência. No policiamento comunitário se compreende que a polícia e os cidadãos são os sócios na manutenção de bairros organizados e calmos. A polícia traz na relação os seus valores constitucionais e legais e o seu conhecimento profissional e a sua habilidade. Os cidadãos trazem, nesta relação, o seu conhecimento íntimo das condições de seu bairro, o seu compromisso para a civilidade e da boa cidadania, e a sua vontade em participar no controle do crime e na manutenção da ordem nas suas comunidades.

Para alcançar isto, nós estabelecemos os princípios seguintes para guiar nossas decisões do pessoal executivo:

· A atividade de polícia será descentralizada a nível de cada Distrito Policial a menos que haja um bom argumento para lidar com problemas em um município ou numa base da cidade.

· O Sistema 911 será integrado com as tarefas do policiamento comunitário. As chamadas de não emergência serão dirigidas aos Policiais da comunidade que tem um conhecimento íntimo das pessoas, problemas e assuntos do seu bairro.

· A carga em 911 será reduzida usando outros meios para responder a chamadas de não emergência. A polícia enfocará a solução de problemas ao invés de apenas responder a incidentes. As preocupações do público receberão mais atenção e as situações de emergência adquirirão uma resposta mais rápida.

· O cidadão do Bairro será encorajado pelos policiais - e treinado - a agir como informante e colaborador da comunidade onde vive e ainda a ajudar na solução dos problemas.

· Os policiais serão altamente visíveis e passarão o tempo conhecendo os residentes de bairro, os comerciantes e os jovens.

· Os Servidores Civis executarão todas as funções que não requerem treinamento ou força policial. Serão contratados civis qualificados em todos os níveis e eles se tornarão uma parte integrante do Departamento.


Todas as fases serão processadas e administradas interiormente. Como uma firma externa, o processo teria alto preço para a cidade, de centenas de milhares de dólares. Entretanto, nós faremos uso das habilidades consideráveis dos nossos próprios membros e da direção de três consultores providenciados pela Fundação Policial da Cidade de Nova Iorque. Os consultores trabalharão com o pessoal executivo em parâmetros de indicadores e processos na Distribuição de Recurso e Estudo de dotação de pessoal e retirada. Eles agirão como facilitadores durante as apresentações de Grupo de Funcionamento e de pessoal Executivo e Retirada. Finalmente, ajudarão a reunir o vasto arsenal de informações compiladas neste plano inclusive para o futuro. 
 


Fonte: Policing New York City in the 1990's by Lee P. Brown, Police Commissioner. New York. January 4, 1991
 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PAZ EM PELOTAS

O SUL Porto Alegre, Sexta-feira, 22 de Agosto de 2014.


WANDERLEY SOARES



Site da Segurança Pública divulga a mais plena paz nos dois bairros pelotenses tidos como os mais violentos. A expectativa é a de que Porto Alegre também possa chegar lá


Há mais de 50 dias, os bairros Navegantes e Balsa, dois dos mais violentos de Pelotas, na Região Sul do Estado, foram contemplados com duplas da Brigada Militar que fazem rondas pelas duas regiões no desempenho de um papel semelhante ao que há algumas décadas marcou época em Porto Alegre o chamado Batalhão "Pedro e Paulo" que, por sua vez, seguia o exemplo do "Cosme e Damião", dispositivo, então, adotado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. Tanto "Cosme e Damião" como "Pedro e Paulo" se perderam com o tempo e ninguém sabe que fim levaram. 

Espera-se que as duplas de Pelotas tenham melhor sorte, até porque, segundo o site da Secretaria da Segurança, nos bairros Navegantes e Balsa tudo está na mais plena paz. Talvez, até em Porto Alegre, com o reforço recebido de mais 200 PMs (policiais militares) no policiamento ostensivo, o governo possa instituir o mesmo dispositivo, pois não se pode entender que em cada pedaço do Rio Grande haja uma política diferente na segurança pública.

sábado, 2 de agosto de 2014

POLÍCIA CIDADÃO EM SANTO ÂNGELO

JORNAL A TRIBUNA - SANTO ÂNGELO, Quinta, 31 Julho 2014 17:3

Rogério Sartori/AT

BM realiza projeto Polícia Cidadão no bairro Aguiar Geral





Mais uma edição do projeto polícia cidadã, que é executado pela Brigada Militar, ocorreu durante a tarde desta quarta-feira, 30, no bairro Aguiar. No local, os policiais militares percorreram o bairro a pé e de viatura, onde realizaram abordagens de veículos pessoas e conversaram com os moradores sobre os problemas relacionados a segurança pública, naquela localidade.

De acordo com o cadete Cristiano Silva Brilhante, que está cursando o curso superior de Polícia Militar em Porto Alegre e está executando o estágio operacional, o projeto já vem sendo desempenhado pela Brigada Militar e desta vez a organização e execução do projeto foi no bairro Aguiar ficou sob sua coordenação e planejamento, que foi acompanhada pelo capitão Regis Copetti.

Segundo Brilhante, em Santo Ângelo, estão registrados 89 bairros e o projeto pretende atingir 24 bairros por ano. O projeto é desempenhado em duas etapas. A primeira etapa é uma reunião com a comunidade, onde os policiais vão até o local e ouvem a população para saber quais são os anseios com relação a segurança pública. Anotam as sugestões e a partir daí o projeto é planejado e posto em prática.

“A intenção do projeto é fazer um trabalho em conjunto com a comunidade para as informações, serem repassadas a Brigada, que a partir disso, realiza um trabalho em cima daquelas informações”, frisa Brilhante. Durante a tarde ocorreram blitze, abordagem de pessoas e também mais pessoas da comunidade foram ouvidas.



segunda-feira, 28 de julho de 2014

COMUNIDADE VIGILANTE



Cesar Bayard Moura Castilhos


O que é a comunidade vigilante?

 Comunidade vigilante é um programa de prevenção ao crime que recruta a participação ativa de cidadãos, para fazer o crime reduzir em suas comunidades.

   Isto envolve:
 # Vizinhos conhecendo-se uns aos outros, procurando a assistência mútua.
 # Cidadãos tornando-se treinados para informar atitudes suspeitas em suas vizinhanças.
 # Estratégias de prevenção ao crime tal como segurança de casas, operações de identificação .
 Você pode chamar a “Comunidade Vigilante” ou Vigilantes contra o crime ou Bairro Vigilante, etc. O nome difere, mas a idéia é a mesma.


Vizinhos cuidando uns aos outros.”

Por que da “comunidade vigilante” ?

Não podemos ter um policial em cada esquina, então o envolvimento dos cidadãos e essencial para o combate ao crime.

Você e seus vizinhos são as pessoas que realmente sabem o que acontece na sua comunidade.

Com a cooperação dos cidadãos e da polícia, podemos facilitar o combate ao crime em suas comunidades num caminho bastante eficaz.

Os membros da “vizinhança vigiada colocam adesivos em suas janelas e sinais em suas ruas. Avisando criminosos que eles estão em atividade contra o crime.
   
 Como eu posso começar com o programa “comunidade vigilante”?

 Contate a sua unidade policial do bairro

  # Diga que gostaria de começar um grupo e peça por assistência.
  # Procure por  ajuda dos órgãos de prevenção ao crime.
  # Muitos órgãos tem um oficial de prevenção ao crime ou especialistas que podem ajudar você a organizar seu grupo inicial.
# Pergunte sobre os crimes em sua vizinhança.
 # Saiba como conseguir um oficial (patrulheiro comunitário) de prevenção ao crime em seu primeiro encontro com o grupo.


 Falando com seus vizinhos

 # Investigue sobre os interesses de sua vizinhança.
 Discuta os problemas de seu bairro, usando informação da OPM.
 # Explique o valor do programa, “comunidade vigilante”.
 # Pergunte sobre os melhores horários para fazer os encontros com a comunidade.

Deixe claro, desde o início:

- Vizinhança vigiada não requer encontros freqüentes.
# Ninguém corre riscos.
# Vocês podem sinalizar sua rua.
# Um oficial (patrulheiro) irá ao encontro para responder as questões sobre os crimes em seu bairro e o  trabalho que está sendo desenvolvido para o combate.
 # Arrume uma data, hora e lugar para o primeiro encontro.
# Marque uma data com antecedência.
# Selecione um horário que seja conveniente para todos.
# Distribua um comunicado anunciando o encontro.
# Se possível marque o encontro na associação do bairro ou na escola, num ambiente descontraído, informal e confortável.
# Lembre os vizinhos do encontro dois ou três dias antes.
# Não fique desapontado se algumas pessoas não forem. Não é necessário 100 % da vizinhança para fazer o programa funcionar.


O que fazer no primeiro encontro?

# Distribua etiquetas com o nome dos participantes.
# Faça uma abertura para observações.
# Tenha café, água, salgadinhos, bolos... Isto vai ocasionar uma atmosfera mais relaxante e encorajar as pessoas a “saber uma das outras”.
# Vá ao encontro sabendo de todos  os programas de prevenção ao crime, técnicas de prevenção , outros programas de prevenção ao crime disponíveis nos outros órgãos (federais, estaduais e municipais e de ONGs).

Comente  sobre os crimes de seu bairro.
# Explique o que é este programa de “comunidade vigilante”.
 # Como ajudar a polícia.
 #Como descrever um crime (elaborar formulário).
# Saber como descrever a pessoa, carro, ou a atividade... Que ajudarão a resolver o crime.
 
Selecionar um representante (Ou patrulheiro)

 O Papel do representante é:
# Tornar-se o porta-voz do grupo, junto a OPM.
# Servir como ligação entre a vizinhança e a polícia e organizar os encontros.
# Recrutar vizinhos para receber os encontros.
# Manter a lista de membros.
# Nomear assistentes para vigiar a casa nas férias, patrulhar a vizinhança, serviço de secretariado.
# Novos membros.
# Levantar fundos.
# Desenvolvimento e manutenção do mapa do bairro.
#  O representante tem o papel de ajudar a vigiar, mas não de resolver problemas.
# Para não sobrecarregar uma só pessoa, o cargo de representante deve ser rotativo.
# Lembre-se: Se o  representante  passar adiante suas responsabilidade, deve notificar a sua OPM.


Desenvolvendo e distribuindo mapas

Um mapa ajuda membros a ter uma precisa informação. Observando facilmente quando há uma atividade suspeita em sua vizinhança.

  Seu mapa precisa ter:
# Identificação do representante.
# Identificação clara das ruas, cruzamentos e uma bússola desenhada.
# Mostrar o nome, endereço, e-mail e telefone de cada casa com a identificação de cada habitante.
# Identificação dos idosos e vizinhos com problemas de saúde que precisam de atenção especial.
# Lista de modelo, número e placas dos carros de cada casa.
# Incluir números de emergência da polícia, bombeiros e ambulância.
# Ter os telefones dos serviços de ( Água, esgoto, luz..)
# Atualizar os mapas quando alguma informação mudar.

Coletar informações importantes:

 Sabendo mais sobre seus vizinhos, seus carros e suas rotinas diárias, ajudará para reconhecer atividades suspeitas.

Importantes trocas de informações com seus vizinhos:
# Telefone da casa e trabalho
# Número, idade e nome dos familiares ou residentes.
# Horário de trabalho.
# Quem possui cachorro de guarda.
# Planejamento de férias.
# Programa de entregas e reformas.
 
Mantendo o programa:

Agora que a sua rede de vizinhança vigiada está estabelecida, tenha certeza de que todos entenderam e observe o cumprimento destes parágrafos:

# Ser alerta quando observar um estranho com comportamento suspeito na sua vizinhança. Chamar a policia.
 # Escreva a descrição da pessoa (formulário) e as características e placa do carro (formulário).
# Fale com seu vizinho de confiança, se sua casa vai ficar desocupada por um longo período. Diga como falar com você em caso de emergência. Veja se ele pode recolher os jornais e cartas para você. 

Não deixe sinais que dizem “ninguém em casa”.
# Ir aos encontros da vizinhança vigiada com freqüência.
# Inove. Este é o mais eficiente caminho para reduzir ou prevenir crimes e fazer o seu bairro mais seguro.
# Seu trabalho é descrever o crime e alertar. A responsabilidade da prisão é da polícia.

Atividades do programa

A Chave para manter o programa em atividade é todos estarem envolvidos. Todos têm que estar envolvidos com um sentimento de orgulho e uma atmosfera de participação.

 “Comunidade vigilante” pode facilmente se adaptar as suas necessidades. Muitas “polícias” criaram algum programa de vigilância.

 As atividades da “comunidade vigilante” podem sugerir algumas mudanças, tal como iluminação de ruas, rondas de policiais, etc.

 Faça o programa tornar-se agradável. Lembre-se de que pessoas irão gostar mais se o programa for divertido e bem significativo. Use sua imaginação. Programe jantares, festas, jogos na escola, na associação...

Segurança de casas

# Oriente para o participante do programa para ajudar com “aparatos de segurança” para residências individuais, tais como cercas elétricas, câmeras, alarmes, etc.
# Convide um profissional para falar ao grupo sobre os sistemas de segurança em casas.
# Saiba como deixar sua casa mais segura;
      Porta resistente e fechaduras para janelas.
      Iluminação externa adequada.
      Hábitos de segurança.
     
Operação de identificação.

O programa de identificação encoraja proprietários de casas a marcar suas propriedades para facilitar a identificação, em caso de roubo.
# Fazer uma lista de suas armas de fogo, computadores e outros equipamentos eletrônicos com seus números de série. Manter a lista em um lugar seguro.
# Fotografe itens que não podem ser marcados, como jóias. Para itens grandes, filme-os.
 
Pais do quarteirão.

# Identifica casas onde as crianças podem ir quando precisarem de assistência e seus pais não estiverem em casa.
# Deve-se colocar sinais nas janelas para que as crianças possam achar mais facilmente estas casas.

 
Segurança de bicicletas.

Faça um evento com bicicletas dentro de sua vizinhança. Concluir o evento com uma conversa sobre segurança das bicicletas.
Incentive todos para licenciar suas bicicletas na “comunidade

Observador silencioso.

Em muitas comunidades são orientados idosos, pessoas que trabalham em casa ou outros que desenvolvem atividade na vizinhança que possam relatar eventos suspeitos.

Alguns programas são projetados de modo a que os observadores possam relatar através de umo número melhor que pelo nome, para proteger suas identidades.

 Chame sua “comunidade” para encontrar fora quem estiver participando nos programas, mas desejar ser identificado, tais como a testemunha silenciosa, a testemunha secreta ou no relato de algum crime. Muitas comunidades oferecem recompensas em dinheiro para a informação que conduz a prisão.

Área rural

 As áreas rurais trabalham com o programa para estabelecer a “Fazenda Vigilante” para obter segurança para produtos pesados de maquinaria, dos animais domésticos e da fazenda.  Desenvolve redes de comunicação com vizinhos e órgãos policiais. Usando rádios de faixa e telefones celulares para uma comunicação de emergência com os vizinhos e/ou os “agentes do programa”. Relatando as informações de roubos de equipamento,  abigeato ou  animais domésticos, as colheitas e os outros produtos agrícolas ou outro vandalismo.

A consciência do crime

Convidar os Policiais Militares e líderes da comunidade para participar em reuniões ou em oficinas da vizinhança, em uma variedade de tópicos. Isto inclui:
 #A adoção do programa visa a segurança pessoal e auxilia na prevenção de estupro, dos assaltos ou  roubo de bicicletas e automóvel.
 # Abuso de crianças - grupos de reconhecimento e prevenção.
 # Álcool e drogas – prevenção.
 # Locais de distribuição de droga e laboratórios clandestinos.
 # Educa cidadãos sênior para cuidados com a segurança.
 # Segurança da criança
 # Segurança de escolas
 #  Sistema de justiça criminal

A aliança da “comunidade vigilante

 Em muitas comunidades, grupos individuais do programa “comunidade vigilante” unem-se para dar forma a uma aliança. Coordenando seus esforços, os grupos individuais conseguem aumentar o impacto de seus interesses com a cidade e os responsáveis pelas decisões. Geralmente, os agentes do programa representam sua vizinhança .
 Alguns grupos conseguem ate levantar dinheiro para programas da prevenção do crime, dentro de sua comunidade .


Se um crime ocorrer – relate-o a Policia Militar!

É fácil!! Infelizmente, somente a metade de todos os crimes são denunciados. Isto é muito ruim, porque a polícia não pode fazer  qualquer coisa se não souberem o que aconteceu. A informação de uma testemunha é a chave para resolver muitos crimes. Recorde estes pontos ao relatar um crime a um policial militar.
Chame a polícia. Um atraso de cinco minutos, sempre vai reduzir a possibilidade de prender o criminoso.
 Diga ao policial tanto quanto você pode. Nenhum fato é demasiado trivial. Em muitos casos é o que as vitimas e as testemunhas dizem à polícia que levam a uma prisão do criminoso. A polícia pode usar detalhes que podem levar à solução do crime. Relate somente o que tiver certeza, informação errada do fato é pior do que nenhuma informação.
Perguntas básicas:
O que ocorreu?
Quando ocorreu?
Onde ocorreu?
Quantas pessoas suspeitas havia?
Que fizeram?
Que disseram?
De que maneira foram embora?
Quais seus nomes, endereços, número de telefone?
 Se há qualquer outra informação que julgues importante?
Outras testemunhas?

Às vezes, devido a problemas de recursos limitados e de pessoal, as polícias não podem responder imediatamente. Têm que dar prioridade a seus atendimentos baseados no perigo iminente à vida humana. Não desanime. Seja rápido. Mesmo um ponto anônimo é melhor do que nada. Não hesite! Siga esta regra: Se você observar algo suspeito,  chame a polícia rapidamente, assim eles poderão agir. Mas, quanto mais esperar para agir, mais difícil será de prender o criminoso.

 Uma vez que você relatou o crime, fixe com isto que:
- 70% dos criminosos são presos pelos crimes;
- ser uma testemunha na corte não é tanto problema como você pensa.
 - a polícia oferece serviço de proteção às vítimas e às testemunhas.



Sozinho você é um, acompanhado você é parte de um grupo que se ajuda.