O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

domingo, 20 de março de 2011

PM DE SP AGORA REGISTRA BOLETIM DE OCORRÊNCIA


PM agora registra boletim de ocorrência. A partir de quarta-feira, a população de São Paulo terá uma opção a mais para registrar boletim de ocorrência. Trata-se do Registro Digital de Ocorrência (RDO), que começará a ser implantado em quartéis da PM em todo o estado. Os delegados ficarão livres para prender bandidos - Cristina Christiano, DIÁRIO SP - 18/03/2011

Quem mora em São Paulo vai encontrar mais facilidade e rapidez para registrar um boletim de ocorrência, a partir de quarta-feira, quando começa a ser implantado o Registro Digital de Ocorrências (RDO) nos quartéis da PM. O novo modelo, que vem sendo testado desde 17 de fevereiro na a 2 Companhia do 2 Batalhão, Parque Boturussu, na Zona Leste, será uma opção a mais para a população. Os BOs feitos em delegacias ou pela internet continuarão valendo.

O comandante-geral da PM, coronel Álvaro Camilo, aponta entre as vantagens do sistema a rapidez de atendimento e a liberação da viatura para o patrulhamento nas ruas. Agora, nem a pessoa que precisa fazer um BO nem policiais terão de ficar horas e horas esperando para serem atendidos na delegacia. No quartel, o boletim é feito, em média, em 8 minutos.

Outra vantagem, diz o coronel Camilo, é que mesmo quando o sistema informatizado cair, a pessoa não sai sem o BO. "Se estiver fora do ar, o policial preenche os dados à mão e entrega uma cópia à vítima. E quando o sistema voltar a operar, digita e transmite", explica.

As informações vão diretamente para o sistema da Polícia Civil, para o delegado decidir o que será feito da ocorrência. Com isso, os policiais civis ganharão tempo para investigar crimes e prender criminosos.

Segundo o major Demarcio Arantes Teles, subcomandante do 2 Batalhão, por enquanto a PM faz BOs de furto de veículos, extravio de documentos, furto e perda de celular e desaparecimentos. Casos de homicídio, roubo e flagrante ficam com a Polícia Civil. Quatro equipes atendem 24 horas. Elas foram selecionados entre PMs que trabalhavam no quartel.

SEM SAIR DE CASA

Segundo o coronel Camilo, a proposta é a cada dia implantar o projeto em um batalhão. Pelo cronograma, a instalação começa agora pela Zona Leste, se estende em abril para as zonas Sul e Norte e o Centro. A partir de maio vai para a Zona Oeste e Grande São Paulo e, em julho, chega ao interior e ao litoral. A previsão é concluir o trabalho até agosto.

"Quando terminar a implantação nos batalhões será a vez das bases móveis e viaturas, que serão equipadas com computador de bordo", diz o coronel. Isso permitirá à vítima fazer o BO do local da ocorrência.

Especialistas em segurança aprovam o projeto. "A PM tem maior contigente e mais unidades. Além disso, pesquisas mostram que, em média, cerca de 80% dos BOs não se transformam em inquérito por não terem natureza criminal ou ser de ação condicionada", diz o coronel José Vicente, ex-secretário nacional de segurança pública.

Ele fez um estudo mostrando que, somada toda a tropa, a policial militar perde por ano em delegacias esperando o BO o equivalente 1 milhão de horas. É como se um PM passasse um dia inteiro por ano na delegacia. "Com o novo sistema, esse tempo será gasto na policiamento."

O sociólogo Guaracy Mingardi explica que a figura do BO não consta do Código Penal e também não é documento, mas apenas o registro de um queixa. Por isso não há necessidade de ser elaborado por um delegado de polícia.

Como era antes...

A pessoa que ia à delegacia fazer BO passava horas e horas esperando para ser atendida se houvesse um flagrante na sua frente. Os PMs que apresentavam a ocorrência também ficavam ali e deixavam de patrulhar as ruas.

Como vai ficar...

A população pode optar entre fazer BO com a PM, em delegacias ou pela internet. Os policiais que levarem à vítima ao quartel são liberados na hora para o patrulhamento. Além disso, se o sistema informatizado cair, ninguém sai sem BO.

Outras vantagens

O comandante da PM explica que com o novo sistema a viatura estará sempre no bairro. Com o RDO, Polícia Civil fica livre para melhorar a qualidade do inquérito e investigar. O PM se sentirá mais valorizado porque seu trabalho vai ajudar a vítima.

Nenhum comentário: