O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

COMUNIDADE VIGILANTE



Cesar Bayard Moura Castilhos


O que é a comunidade vigilante?

 Comunidade vigilante é um programa de prevenção ao crime que recruta a participação ativa de cidadãos, para fazer o crime reduzir em suas comunidades.

   Isto envolve:
 # Vizinhos conhecendo-se uns aos outros, procurando a assistência mútua.
 # Cidadãos tornando-se treinados para informar atitudes suspeitas em suas vizinhanças.
 # Estratégias de prevenção ao crime tal como segurança de casas, operações de identificação .
 Você pode chamar a “Comunidade Vigilante” ou Vigilantes contra o crime ou Bairro Vigilante, etc. O nome difere, mas a idéia é a mesma.


Vizinhos cuidando uns aos outros.”

Por que da “comunidade vigilante” ?

Não podemos ter um policial em cada esquina, então o envolvimento dos cidadãos e essencial para o combate ao crime.

Você e seus vizinhos são as pessoas que realmente sabem o que acontece na sua comunidade.

Com a cooperação dos cidadãos e da polícia, podemos facilitar o combate ao crime em suas comunidades num caminho bastante eficaz.

Os membros da “vizinhança vigiada colocam adesivos em suas janelas e sinais em suas ruas. Avisando criminosos que eles estão em atividade contra o crime.
   
 Como eu posso começar com o programa “comunidade vigilante”?

 Contate a sua unidade policial do bairro

  # Diga que gostaria de começar um grupo e peça por assistência.
  # Procure por  ajuda dos órgãos de prevenção ao crime.
  # Muitos órgãos tem um oficial de prevenção ao crime ou especialistas que podem ajudar você a organizar seu grupo inicial.
# Pergunte sobre os crimes em sua vizinhança.
 # Saiba como conseguir um oficial (patrulheiro comunitário) de prevenção ao crime em seu primeiro encontro com o grupo.


 Falando com seus vizinhos

 # Investigue sobre os interesses de sua vizinhança.
 Discuta os problemas de seu bairro, usando informação da OPM.
 # Explique o valor do programa, “comunidade vigilante”.
 # Pergunte sobre os melhores horários para fazer os encontros com a comunidade.

Deixe claro, desde o início:

- Vizinhança vigiada não requer encontros freqüentes.
# Ninguém corre riscos.
# Vocês podem sinalizar sua rua.
# Um oficial (patrulheiro) irá ao encontro para responder as questões sobre os crimes em seu bairro e o  trabalho que está sendo desenvolvido para o combate.
 # Arrume uma data, hora e lugar para o primeiro encontro.
# Marque uma data com antecedência.
# Selecione um horário que seja conveniente para todos.
# Distribua um comunicado anunciando o encontro.
# Se possível marque o encontro na associação do bairro ou na escola, num ambiente descontraído, informal e confortável.
# Lembre os vizinhos do encontro dois ou três dias antes.
# Não fique desapontado se algumas pessoas não forem. Não é necessário 100 % da vizinhança para fazer o programa funcionar.


O que fazer no primeiro encontro?

# Distribua etiquetas com o nome dos participantes.
# Faça uma abertura para observações.
# Tenha café, água, salgadinhos, bolos... Isto vai ocasionar uma atmosfera mais relaxante e encorajar as pessoas a “saber uma das outras”.
# Vá ao encontro sabendo de todos  os programas de prevenção ao crime, técnicas de prevenção , outros programas de prevenção ao crime disponíveis nos outros órgãos (federais, estaduais e municipais e de ONGs).

Comente  sobre os crimes de seu bairro.
# Explique o que é este programa de “comunidade vigilante”.
 # Como ajudar a polícia.
 #Como descrever um crime (elaborar formulário).
# Saber como descrever a pessoa, carro, ou a atividade... Que ajudarão a resolver o crime.
 
Selecionar um representante (Ou patrulheiro)

 O Papel do representante é:
# Tornar-se o porta-voz do grupo, junto a OPM.
# Servir como ligação entre a vizinhança e a polícia e organizar os encontros.
# Recrutar vizinhos para receber os encontros.
# Manter a lista de membros.
# Nomear assistentes para vigiar a casa nas férias, patrulhar a vizinhança, serviço de secretariado.
# Novos membros.
# Levantar fundos.
# Desenvolvimento e manutenção do mapa do bairro.
#  O representante tem o papel de ajudar a vigiar, mas não de resolver problemas.
# Para não sobrecarregar uma só pessoa, o cargo de representante deve ser rotativo.
# Lembre-se: Se o  representante  passar adiante suas responsabilidade, deve notificar a sua OPM.


Desenvolvendo e distribuindo mapas

Um mapa ajuda membros a ter uma precisa informação. Observando facilmente quando há uma atividade suspeita em sua vizinhança.

  Seu mapa precisa ter:
# Identificação do representante.
# Identificação clara das ruas, cruzamentos e uma bússola desenhada.
# Mostrar o nome, endereço, e-mail e telefone de cada casa com a identificação de cada habitante.
# Identificação dos idosos e vizinhos com problemas de saúde que precisam de atenção especial.
# Lista de modelo, número e placas dos carros de cada casa.
# Incluir números de emergência da polícia, bombeiros e ambulância.
# Ter os telefones dos serviços de ( Água, esgoto, luz..)
# Atualizar os mapas quando alguma informação mudar.

Coletar informações importantes:

 Sabendo mais sobre seus vizinhos, seus carros e suas rotinas diárias, ajudará para reconhecer atividades suspeitas.

Importantes trocas de informações com seus vizinhos:
# Telefone da casa e trabalho
# Número, idade e nome dos familiares ou residentes.
# Horário de trabalho.
# Quem possui cachorro de guarda.
# Planejamento de férias.
# Programa de entregas e reformas.
 
Mantendo o programa:

Agora que a sua rede de vizinhança vigiada está estabelecida, tenha certeza de que todos entenderam e observe o cumprimento destes parágrafos:

# Ser alerta quando observar um estranho com comportamento suspeito na sua vizinhança. Chamar a policia.
 # Escreva a descrição da pessoa (formulário) e as características e placa do carro (formulário).
# Fale com seu vizinho de confiança, se sua casa vai ficar desocupada por um longo período. Diga como falar com você em caso de emergência. Veja se ele pode recolher os jornais e cartas para você. 

Não deixe sinais que dizem “ninguém em casa”.
# Ir aos encontros da vizinhança vigiada com freqüência.
# Inove. Este é o mais eficiente caminho para reduzir ou prevenir crimes e fazer o seu bairro mais seguro.
# Seu trabalho é descrever o crime e alertar. A responsabilidade da prisão é da polícia.

Atividades do programa

A Chave para manter o programa em atividade é todos estarem envolvidos. Todos têm que estar envolvidos com um sentimento de orgulho e uma atmosfera de participação.

 “Comunidade vigilante” pode facilmente se adaptar as suas necessidades. Muitas “polícias” criaram algum programa de vigilância.

 As atividades da “comunidade vigilante” podem sugerir algumas mudanças, tal como iluminação de ruas, rondas de policiais, etc.

 Faça o programa tornar-se agradável. Lembre-se de que pessoas irão gostar mais se o programa for divertido e bem significativo. Use sua imaginação. Programe jantares, festas, jogos na escola, na associação...

Segurança de casas

# Oriente para o participante do programa para ajudar com “aparatos de segurança” para residências individuais, tais como cercas elétricas, câmeras, alarmes, etc.
# Convide um profissional para falar ao grupo sobre os sistemas de segurança em casas.
# Saiba como deixar sua casa mais segura;
      Porta resistente e fechaduras para janelas.
      Iluminação externa adequada.
      Hábitos de segurança.
     
Operação de identificação.

O programa de identificação encoraja proprietários de casas a marcar suas propriedades para facilitar a identificação, em caso de roubo.
# Fazer uma lista de suas armas de fogo, computadores e outros equipamentos eletrônicos com seus números de série. Manter a lista em um lugar seguro.
# Fotografe itens que não podem ser marcados, como jóias. Para itens grandes, filme-os.
 
Pais do quarteirão.

# Identifica casas onde as crianças podem ir quando precisarem de assistência e seus pais não estiverem em casa.
# Deve-se colocar sinais nas janelas para que as crianças possam achar mais facilmente estas casas.

 
Segurança de bicicletas.

Faça um evento com bicicletas dentro de sua vizinhança. Concluir o evento com uma conversa sobre segurança das bicicletas.
Incentive todos para licenciar suas bicicletas na “comunidade

Observador silencioso.

Em muitas comunidades são orientados idosos, pessoas que trabalham em casa ou outros que desenvolvem atividade na vizinhança que possam relatar eventos suspeitos.

Alguns programas são projetados de modo a que os observadores possam relatar através de umo número melhor que pelo nome, para proteger suas identidades.

 Chame sua “comunidade” para encontrar fora quem estiver participando nos programas, mas desejar ser identificado, tais como a testemunha silenciosa, a testemunha secreta ou no relato de algum crime. Muitas comunidades oferecem recompensas em dinheiro para a informação que conduz a prisão.

Área rural

 As áreas rurais trabalham com o programa para estabelecer a “Fazenda Vigilante” para obter segurança para produtos pesados de maquinaria, dos animais domésticos e da fazenda.  Desenvolve redes de comunicação com vizinhos e órgãos policiais. Usando rádios de faixa e telefones celulares para uma comunicação de emergência com os vizinhos e/ou os “agentes do programa”. Relatando as informações de roubos de equipamento,  abigeato ou  animais domésticos, as colheitas e os outros produtos agrícolas ou outro vandalismo.

A consciência do crime

Convidar os Policiais Militares e líderes da comunidade para participar em reuniões ou em oficinas da vizinhança, em uma variedade de tópicos. Isto inclui:
 #A adoção do programa visa a segurança pessoal e auxilia na prevenção de estupro, dos assaltos ou  roubo de bicicletas e automóvel.
 # Abuso de crianças - grupos de reconhecimento e prevenção.
 # Álcool e drogas – prevenção.
 # Locais de distribuição de droga e laboratórios clandestinos.
 # Educa cidadãos sênior para cuidados com a segurança.
 # Segurança da criança
 # Segurança de escolas
 #  Sistema de justiça criminal

A aliança da “comunidade vigilante

 Em muitas comunidades, grupos individuais do programa “comunidade vigilante” unem-se para dar forma a uma aliança. Coordenando seus esforços, os grupos individuais conseguem aumentar o impacto de seus interesses com a cidade e os responsáveis pelas decisões. Geralmente, os agentes do programa representam sua vizinhança .
 Alguns grupos conseguem ate levantar dinheiro para programas da prevenção do crime, dentro de sua comunidade .


Se um crime ocorrer – relate-o a Policia Militar!

É fácil!! Infelizmente, somente a metade de todos os crimes são denunciados. Isto é muito ruim, porque a polícia não pode fazer  qualquer coisa se não souberem o que aconteceu. A informação de uma testemunha é a chave para resolver muitos crimes. Recorde estes pontos ao relatar um crime a um policial militar.
Chame a polícia. Um atraso de cinco minutos, sempre vai reduzir a possibilidade de prender o criminoso.
 Diga ao policial tanto quanto você pode. Nenhum fato é demasiado trivial. Em muitos casos é o que as vitimas e as testemunhas dizem à polícia que levam a uma prisão do criminoso. A polícia pode usar detalhes que podem levar à solução do crime. Relate somente o que tiver certeza, informação errada do fato é pior do que nenhuma informação.
Perguntas básicas:
O que ocorreu?
Quando ocorreu?
Onde ocorreu?
Quantas pessoas suspeitas havia?
Que fizeram?
Que disseram?
De que maneira foram embora?
Quais seus nomes, endereços, número de telefone?
 Se há qualquer outra informação que julgues importante?
Outras testemunhas?

Às vezes, devido a problemas de recursos limitados e de pessoal, as polícias não podem responder imediatamente. Têm que dar prioridade a seus atendimentos baseados no perigo iminente à vida humana. Não desanime. Seja rápido. Mesmo um ponto anônimo é melhor do que nada. Não hesite! Siga esta regra: Se você observar algo suspeito,  chame a polícia rapidamente, assim eles poderão agir. Mas, quanto mais esperar para agir, mais difícil será de prender o criminoso.

 Uma vez que você relatou o crime, fixe com isto que:
- 70% dos criminosos são presos pelos crimes;
- ser uma testemunha na corte não é tanto problema como você pensa.
 - a polícia oferece serviço de proteção às vítimas e às testemunhas.



Sozinho você é um, acompanhado você é parte de um grupo que se ajuda.




quarta-feira, 16 de julho de 2014

POLICIAIS COMUNITÁRIOS



Alberto Afonso Landa Camargo*


Estou compartilhando não pelo fato em si, porque socorros de emergência e outros atos de humanidade sempre foram comuns à BRIGADA MILITAR fazer, mas porque agora estes atos que dão destaque e colocam em evidência qualquer instituição estão sendo feitos por uns tais "policiais comunitários" e não mais pela BRIGADA MILITAR.

Pelo que estou vendo, a BRIGADA MILITAR ainda não acabou porque a constituição dá somente à polícia militar a atribuição de polícia ostensiva. Portanto, só esta tal de carta maior ainda nos sustenta, significando que basta a desconstitucionalização pretendida e que está em evidência para que, tal como ocorreu com os bombeiros, "polícia comunitária", "polícia ambiental" e outras excrescências também se separem.

Desculpem, mas a impressão que se tem é que ninguém mais tem orgulho em falar da BRIGADA MILITAR...


* compartilhou a publicação de Batalhão Cel Claudino.


Batalhão Cel Claudino - Policiais comunitários prestam auxilio na condução de recém-nascido ao hospital. Na manhã desta segunda-feira (14/7), por volta das 9h15, na Avenida Jóquei Club, em Rio Grande, próximo ao Shopping, policiais comunitários do 6º BPM, avistaram o condutor de um veículo particular que se deslocava com o pisca alerta ligado. De imediato os policiais encostaram e um cidadão se identificou como médico informando que estava com um bebê entrando em óbito e que havia dificuldades no deslocamento devido ao trânsito. Foram removidos para a viatura BM, o bebê de apenas 33 dias com sua acompanhante e com emprego de sirene e giro flash, a guarnição deslocou em direção ao hospital da Santa Casa. No percurso o bebê apresentou duas paradas respiratórias/cardíacas que foram revertida com reanimação cardiopulmonar realizada pela guarnição. Durante o percurso foi solicitado para a Sala de Operações da unidade que repassasse ao hospital a situação a fim de que estivessem prontos aguardando a chegada da viatura. O bebê foi entregue aos médicos com vida. Até o momento o recém nascido se encontra hospitalizado.


Gelson Vinadé



Concordo com a preocupação do Alberto Afonso Landa Camargo. Estão confundindo as coisas e, principalmente as pessoas da comunidade, já que não são obrigadas a entender esse contexto. No meu entendimento, é mais uma preocupação mediática para difundir o feudo do que contribuir com o todo corporativo. 

O marketing institucional deve existir e as ações de comunicação social mais ainda, pois são ferramentas utilizadas por todas as instituições que buscam o crescimento e o fortalecimento de sua posição no mercado. Qualquer entidade corporativa com filiais no próprio país ou no exterior possui a sua filosofia e políticas na área, justamente para criarem uma unidade de pensamento e ações para a sua fortificação. Policiamento Comunitário, pelo que estudei e aprendi com o mestre Jorge Bengochea, numa definição mais ampla, é uma filosofia e uma estratégia policial na busca de uma nova parceria entre a população e a polícia, baseada na premissa de que tanto uma como a outra devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver os problemas existentes na comunidade com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas. A questão midiática deve ser uma consequência natural de um trabalho que deve iniciar primeiro dentro da Corporação com o reposicionamento de idéias e concepções e uma maior autonomia para quem está na linha de frente. 

Em outro momento investir na própria comunidade na mesma direção com o objetivo de formar parcerias e auxiliar na organização de ações para o atendimento das necessidades de determinada comunidade. Também deve estar muito claro a diferença conceitual entre POLÍCIA COMUNITÁRIA e POLICIAMENTO COMUNITÁRIO. É um tema apaixonante e, que no meu entender, já podia estar efetivamente implantado em nossa Corporação a muito tempo. Muitos esforços e bons trabalhos foram realizado nesse sentido. Penso que cabe uma reflexão a respeito! Abrçs a todos os guerreiros do bem que, mesmo afastados da serviço ativo, continuam no bom combate!