O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

UPP PRECISA TER A CONFIANÇA DA POPULAÇÃO PARA OBTER RESULTADOS


Especialista: UPPs precisam ter a confiança da população para obter resultados. Para Alba Zaluar, traficantes tentam retomar pontos de tráfico após desmoralização da PM durante protestos

CARLA ROCHA
SÉRGIO RAMALHO
O GLOBO
Publicado:12/12/13 - 5h00


RIO - Uma pergunta que está na cabeça dos idealizadores da programa de pacificação e de especialistas em segurança é o que faz uma UPP funcionar bem numa comunidade e enfrentar resistências mais ou menos graves em outras. Responder a essa questão é o primeiro passo para que sejam feitos os ajustes necessários no projeto, que tem 36 unidades em funcionamento. Casos como o da Rocinha, onde aconteceu o assassinato do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, ou de Manguinhos, ainda palco de confrontos, acendem um sinal de alerta máximo.

Falta de policias qualificados para ocupar favelas, serviços e projetos sociais complementares à ação policial e fundamentalmente a confiança da população. O projeto das UPPs precisa de credibilidade para ter sucesso. Além do caso Amarildo, que remete a velhas práticas, a onda de protestos que teve início em junho deslocou PMs do policiamento e provocou um desgaste na imagem da Polícia Militar e do próprio governo. Para especialistas, o fenômeno tem impacto no processo de pacificação, que lida também com o imaginário coletivo.

— A Polícia Militar ficou desmoralizada nessas manifestações, foi agredida, xingada e se excedeu, criando uma animosidade. Ao mesmo tempo, o comandante da UPP da Rocinha, que era do Bope, fez aquilo. O Amarildo morreu. Os traficantes disseram: a UPP acabou, vamos retomar as bocas. As pessoas que são contra o projeto, que têm interesses eleitoreiros, se aproveitam — diz a antropóloga Alba Zaluar.

O tamanho da favela, a importância do tráfico na geração de renda na comunidade e a relação dos bandidos com moradores são outros aspectos importantes. O professor Cláudio Ferraz, do Departamento de Economia da PUC-RJ, diz que a resistência do tráfico é proporcional à lucratividade do mercado de drogas:

— A briga para manter o controle do território vai ser maior onde a lucratividade do negócio é maior. É o caso da Rocinha.

Para o sociólogo Ignácio Cano, a entrada dos investimentos sociais é muito desigual.

— Na Cidade de Deus, tem sido intensa. Mas é frágil no São Carlos e no Fallet, por exemplo — conclui, lembrando que a corrupção, quase sempre, está por trás de episódios de violência.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - FINALMENTE UM "ESPECIALISTA" ENXERGA O ÓBVIO. Um dos pilares do policiamento comunitário é a relação de confiança entre policiais e comunidade. E tem sido o maior erro dos governantes e gestores policiais que tentam impor esta estratégia com política partidária, subsídios e decisão de comando, desprezando o perfil comunitário, o comprometimento, a qualificação, a preparação e o relacionamento interpessoal.

domingo, 8 de dezembro de 2013

VOZ SEM MEDO DOS QUE NÃO TINHAM VEZ É OUVIDA


Com UPPs, a voz sem medo dos que não tinham vez é ouvida. Moradores de comunidades pacificadas confirmam que houve mudanças, mas dizem que ainda é possível melhorar

CARLA ROCHA, SELMA SCHMIDT E SÉRGIO RAMALHO
O GLOBO
Atualizado:8/12/13 - 9h32


Márcia Jacintho teve o filho Hanry assassinado por policiais Guito Moreto / Agência O Globo


RIO - Com um tom fatalista e indignado, Dalva Silva conta a história dos piores anos da sua vida no Borel. Estes começaram em 2003, quando o filho mais velho, Thiago, de 19 anos, foi morto por policiais.

— Naquele dia, a polícia subiu o morro para matar...

No beco onde tudo aconteceu, ela revive emoções que resistem a abandoná-la, mesmo passados dez anos, e chora ao lembrar que, ao cair, baleado cinco vezes à queima-roupa por tiros de fuzil, o seu menino quebrou os dentes da frente, desfazendo o sorriso impecável depois de anos de uso de aparelho. Dalva ainda mora na mesma casa, mas num morro, sob certo aspecto, muito diferente: no ano passado só foram registrados dois assassinatos, metade da chacina que, num único dia, levou a vida de Thiago e as de outras três pessoas.

Conhecido como chacina do Borel, o episódio mobilizou a opinião pública na época e os próprios moradores do morro, o que permitiu que o crime fosse desvendado. Dalva não conseguiu a justiça que esperava — depois de serem condenados e recorrerem, os executores de seu primogênito já podem estar soltos —, mas cumpriu uma missão que se impôs: o filho não entraria para o noticiário como traficante morto em confronto com a polícia (“O que mais me doía era ver o meu filho tratado como bandido”). A UPP do Borel foi inaugurada em 7 de junho de 2010. Desde então, Dalva nunca mais ouviu tiros. Atualmente, trabalha numa creche da Casa Branca, o que seria impossível há algum tempo, já que as facções criminosas das duas comunidades eram rivais.

— Não posso dizer que não houve melhoria. Antes, não havia hora para os tiroteios. Nunca imaginei ver crianças brincando pelas ruas do morro, indo e voltando da escola sozinhas. Mas precisamos desmilitarizar a polícia. Hoje os policiais ainda são executores. Matam nossos filhos usando farda, armas e balas que pagamos com o dinheiro dos nossos impostos.

Desde a implantação da UPP, os moradores do Borel não escutam mais relatos de mães que perderam filhos, vítimas de abusos praticados por PMs. Nos dois últimos anos, não houve na comunidade nenhum registro de auto de resistência, como eram classificadas as mortes de civis ocorridas em supostos confrontos com policiais. As execuções, geralmente mascaradas como trocas de tiros, também não são rotina para quem vive nas outras 28 comunidades pesquisadas. Nelas, no ano passado, foram registradas cinco mortes em confrontos, uma a menos do que em 2011.

Antes das UPPs, as estatísticas de assassinatos — que por muitos anos imprimiram a marca da violência em favelas e morros do Rio — cresciam a reboque de tiroteios quase diários. A pesquisadora Joana Monteiro, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas, acaba de concluir um estudo sobre conflitos entre facções de traficantes no Rio de 2003 a 2012 para analisar os efeitos da política de pacificação sobre a frequência dos confrontos. O levantamento, que será apresentado a partir de amanhã em um seminário na FGV, mostra que houve tiroteio em pelo menos uma favela do Rio em 65% dos dias no período analisado. O universo considerado foram cerca de 5.600 comunicações de confronto feitas ao Disque-Denúncia.

— É como se tivéssemos uma guerra ininterrupta de seis anos e meio — observa Joana, chamando a atenção para dois aspectos da pesquisa. — De forma geral, a quantidade de conflitos não caiu após a política de pacificação. E uma das explicações pode ser que eles tenham aumentado em áreas não ocupadas ou sido realocados para novas favelas. Por outro lado, houve uma redução considerável nas áreas com UPPs. A política está indo para onde deveria ir, mas a Zona Norte ainda está esquecida. Precisamos ir para Muquiço, Urubu e Juramento, que são regiões extremamente violentas e estão esquecidas.

Como a segurança não se resume a uma equação matemática, uma UPP, para ser bem-sucedida, depende de recursos materiais, policiais bem treinados e, ao mesmo tempo, de ações de estado em serviços e projetos de alcance social. Mas também de aspectos intangíveis, como a confiança da população local, que fica abalada com acontecimentos como a recente morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, na Rocinha, da qual são acusados PMs da própria unidade da favela.

Moradora do Morro do Gambá, no Complexo do Lins, Márcia Jacintho ainda vê com incredulidade a instalação de uma UPP. Em 2002, seu filho, Hanry, de 16 anos, saiu para visitar um amigo e não voltou. Ele foi abordado por policiais quando descia o morro. Márcia é uma das muitas mães que se engajaram na cruzada por justiça em comunidades, onde homens jovens e negros sempre foram a maior parte das vítimas de homicídios. No tribunal, ela denunciou que o filho fora vítima da ira de policiais corruptos. Apesar de dizer que não se arrepende da luta, que lhe custou um infarto em 2008, Márcia costuma responder sempre da mesma forma quando lhe perguntam se os PMs foram presos: “Sou a única presa dessa tragédia. Presa ao sofrimento todo Natal, todo Ano Novo, todo aniversário dele, toda vez que vejo um rapaz de 27 anos, que seria a idade do meu filho agora”.

— Assim como foi ele, poderia ter sido qualquer outro. Os policiais só queriam vingança porque não tinham recebido o arrego do tráfico. Pegaram meu filho e o levaram para um matagal. Ele foi morto com uma bala no coração. Espero que as coisas melhorem, mas não tenho muita esperança. Nós não precisamos de tráfico, nem do policial que não respeita ninguém. Já não vemos mais bandido circulando de fuzil. Quanto tempo isso vai durar e se a polícia vai mudar, só o tempo poderá responder.

UPP RIO - TAXA DE HOMICÍDIOS É QUASE 1/3 DA MÉDIA NACIONAL


Taxa de homicídios em UPPs é quase 1/3 da média nacional. Índice nas favelas pacificadas é de 8,7 mortes por 100 mil habitantes, enquanto a taxa média de assassinatos do país é de 24,3 por 100 mil. Dona Marta, em Botafogo, que recebeu a 1ª Unidade de Polícia Pacificadora, não tem assassinatos há 5 anos. Chances de um assassinato são maiores em Washington e Medellín do que nas comunidades pacificadas

CARLA ROCHA, SELMA SCHMIDT E SÉRGIO RAMALHO
O GLOBO
Atualizado:8/12/13 - 9h32

Crianças brincam em uma praça do Morro Dona Marta. A situação de tranquilidade vista hoje contrasta com os tempos em que a comunidade vivia com medo, sob o domínio de traficantes de drogas Guito Moreto / Guito Moreto


RIO - Sol a pino e sensação térmica de mais de 40 graus. Para aliviar o calor, meninos tomam banho de mangueira no largo de acesso ao Morro Dona Marta. Alheios à algazarra, moradores e turistas circulam entre vielas, que lembram um labirinto. Anos atrás, a imagem seria diferente. No local onde os garotos hoje se banham havia um ponto de venda de drogas, traficantes ditavam as regras, e a lei era a do fuzil. Com a implantação da primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio, a comunidade de seis mil habitantes, em Botafogo, viu a rotina de guerra mudar e há cinco anos não conta um assassinato. Nesse período, o programa de pacificação retomou territórios, onde os homicídios caíram drasticamente. Atualmente, em 29 favelas pacificadas na cidade, onde vivem 252,5 mil pessoas, há 8,7 mortes por 100 mil habitantes. O número representa menos da metade da taxa média de assassinatos do país, que é de 24,3.

Levantamento inédito feito a partir de estatísticas do Instituto de Segurança Pública (ISP) revela que em sete — Dona Marta, Chapéu Mangueira, Babilônia, Ladeira dos Tabajaras, Morro dos Cabritos, Formiga e Salgueiro — das 29 comunidades analisadas não foi registrado sequer um assassinato no ano passado. Nas outras 22 favelas, houve 22 mortes, e a tendência é de queda: foram seis a menos que em 2011. Para dar uma ideia, porque do ponto de vista estritamente técnico as comparações precisam ser entre universos semelhantes, significa dizer que hoje a chance de acontecer um assassinato nas comunidades pacificadas da cidade é menos da metade da de Washington D.C., capital dos EUA, atualmente com taxa de 19 mortes por 100 mil. Se comparada à de Medellín, é quatro vezes menor. A cidade colombiana, que foi reduto do traficante Pablo Escobar, passou por transformações, mas ainda tem taxa de 38 assassinatos por 100 mil habitantes.

— Acima de dez por 100 mil habitantes, é considerada endêmica. Até dez, a situação não é normal, mas está muito próxima da normalidade. Apenas para ilustrar, porque não são coisas semelhantes, não há no Brasil qualquer estado ou capital com taxa abaixo de 10. Estou fazendo um análise técnica, sem entrar no mérito de como foi feito o levantamento, porque não conheço a metodologia — diz o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, responsável pelo Mapa da Violência, que pesquisa a violência no país há mais de uma década.

Apesar de já terem sido implantadas 36 UPPs, que beneficiam diretamente 540,5 mil pessoas, os dados levantados pela reportagem do GLOBO junto ao ISP levam em conta apenas os registros de 18 UPPs, que abrangem 29 comunidades. Trata-se de unidades com pelo menos dois anos de existência, o que dá mais consistência à análise dos resultados. Com isso, comunidades como Rocinha, Nova Brasília, Adeus, Baiana e Alemão, além das do Complexo do Lins, recentemente ocupadas, ficaram de fora. O diretor-presidente do ISP, Paulo Augusto Souza Teixeira, garante que há uma tendência de queda nas taxas de homicídios. Para ilustrar, ele diz que no primeiro semestre deste ano só houve sete homicídios, contra 14 no mesmo período de 2012. Esses números já incluem as quatro novas áreas pacificadas: Adeus, Alemão, Baiana e Nova Brasília, totalizando 33 comunidades atendidas por UPPs.

Maria dos Anjos, de 40 anos, não entende de taxas ou estatísticas. A diarista, mãe de três filhos, cresceu no Dona Marta em pleno período de guerra entre quadrilhas. Para ela, o mais importante é poder sair de casa pela manhã sabendo que o imóvel não será invadido por bandidos enquanto estiver fora:

— Meus filhos já estão encaminhados, trabalham e cuidam de suas famílias, mas tenho um casal de netos que nunca ouviu um tiro. No passado, perdi as contas das vezes em que pedi para dormir na patroa, por não poder voltar para casa por causa dos tiros.

Para José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio, os números provam que a política de segurança está no caminho certo. O governador Sérgio Cabral acrescenta que o projeto representa o rompimento com a inércia, que por 40 anos abandonou parte do Rio.

FALTA DE INFRAESTRUTURA


Apesar de UPPs, favelas ainda sofrem com falta de infraestrutura. Comunidades têm problemas como ausência de rede de esgoto e recolhimento de lixo, além de iluminação precária

CARLA ROCHA
SELMA SCHMIDT
SÉRGIO RAMALHO
O GLOBO
Atualizado:8/12/13 - 9h53

Moradores do Dona Marta usam lanterna em viela da favela Guito Moreto / O Globo


RIO — Se por um lado a UPP abriu caminho para que o Morro Dona Marta, em Botafogo, se consolide como ponto turístico, também deixou à mostra as carências típicas das favelas. Algumas delas, contudo, só podem ser vistas à noite, com auxílio de lanternas. É assim, iluminando o próprio caminho, que Antônia de Oliveira, de 52 anos, chega em casa, ironicamente, na Rua da Luz. Apesar de os R$ 7 da taxa pelo serviço constar mensalmente da conta de luz, o breu toma conta de becos e vielas, obrigando moradores a andarem com lanternas para escapar da escuridão.

— A gente anda igual a vagalume, iluminando o caminho para não cair — lamenta outra moradora, Regina da Silva.

A Rioluz se defende. Diz que atua em todas as favelas pacificadas. No Dona Marta, garante que implantou 500 pontos de luz e fez a manutenção de outros 437. E transfere a responsabilidade àqueles que fazem “gatos”, alegando que, sempre que a carga ultrapassa o estipulado como padrão, a energia é desligada, só sendo restabelecida pela Light após o furto ser coibido.

Esgoto a céu aberto é mais um problema que extrapola a pacificação. Que o diga o presidente da Associação de Moradores do Dona Marta, Jose Mario Hilário dos Santos:

— Temos 80% das casas ligadas à rede de esgoto oficial e cinco valas negras.

Já a UPP Social, coordenada pelo Instituto Pereira Passos (IPP), contabiliza investimentos da prefeitura de R$ 1,5 bilhão nas comunidades pacificadas. Do total, R$ 1 bilhão são para o programa Morar Carioca, de urbanização e habitação. Quanto à saúde, as áreas com UPPs são prioridade. Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, atualmente o Programa Saúde da Família atende 75% das áreas pacificadas contra 41% da cidade. Até 2016, diz ele, a cobertura do Saúde da Família será de 100% nas favelas pacificadas e 70% em todo o município.

Bons resultados à parte, Pedro Paulo e a presidente do IPP, Eduarda La Rocque, consideram como um desafio a melhoria da limpeza urbana nas áreas com UPPs. Mas há luz no fim do túnel: a Comlurb está estudando uma nova forma de trabalhar nas favelas e pretende começar a implantá-la em janeiro pela Rocinha.

— Temos que transformar essas áreas e integrá-las aos bairros. Os serviços públicos do asfalto precisam estar nas favelas. O gari que limpa o asfalto, por exemplo, tem de limpar a favela — afirma Eduarda.

O presidente da Comlurb, Vinícius de Sá Roriz, conta que, uma a uma, cada favela pacificada está sendo analisada. É o projeto Comunidade Limpa.

— Temos de levar em consideração que, nas comunidades, os imóveis são pequenos e as pessoas não conseguem estocar lixo em casa — ressalta Vinícius.

Uma das mudanças será tornar rotina o serviço do gari alpinista. Esse é hoje um trabalho eventual, em encostas que viraram lixões, como a do Pavão-Pavãozinho, nos fundos do Edifício Líbano, em Copacabana: lá o problema só se agrava desde 1990, revela o síndico Enrico Alvarenga.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

AS MORADAS SOB TENSÃO

O SUL Porto Alegre, Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013.



WANDERLEY SOARES


Estranha a proposta de moradia para PMs que coloca suas famílias de prontidão


Discretamente, quase sem ruídos, fracassou, em Porto Alegre, o projeto de moradias para policiais com aluguéis pagos pela prefeitura, que anunciou a impossibilidade de arcar com tais despesas devido à corte no orçamento. Caso o projeto funcionasse, em 44 núcleos dos chamados Territórios da Paz, que são áreas consideradas violentas, quatro brigadianos residiriam em cada um deles com seus familiares e, dentro das possibilidades da pasta da Segurança do Estado, com viatura disponível. Assim, os policiais estariam ao alcance da mão das comunidades 24 horas por dia. Pareceu-me, numa visão primeira, uma ideia de primeiro mundo, embora, sem as muletas da prefeitura, seja irrealizável. De outra banda, este penduricalho que a política transversal da segurança está implantando no RS - as prefeituras do interior estão sendo chamadas para compor o projeto - apresenta aspectos aos quais os PMs só se submeterão por absoluta necessidade de morar e conservar seus empregos. Sigam-me


Prontidão


Os PMs que residirem nos chamados Territórios da Paz estarão de serviço 24 horas por dia, o que me parece ser uma condição de trabalho não amparada pela lei. Mais ainda: os PMs que dormem no quartel, mesmo de folga (a casa alugada nada mais será do que um posto da Brigada, que é um segmento do quartel), podem ser chamados a qualquer momento, pois não deixam de estar de prontidão, segundo os costumes da caserna. E a prefeitura que pagar o aluguel contará sempre com a prontidão desses policiais. Paralelamente, as famílias desses brigadianos também estarão permanentemente sob tensão e não há aluguel que compense isso. Aliás, chego a crer que, sobre esta moldura, já foram consultados os profissionais da saúde que operam na Brigada Militar. Portanto, o projeto fracassado, por ora, em Porto Alegre, tem questões um pouco mais profundas do que o orçamento da prefeitura.


Mistério


No posto do chamado Território da Paz, localizado na avenida Tronco, houve um episódio misterioso sábado último, à noite. Um colchão estendido na parte dos fundos da guarnição repentinamente pegou fogo. Os brigadianos estavam atentos e impediram que as chamas se alastrassem. Rapidamente, tudo foi colocado em ordem. Não havia fumantes no local.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

PREFEITURA ADIA PARCERIA PARA MORADIA DE POLICIAIS COMUNITARIOS


ZERO HORA 25 de novembro de 2013 | N° 17625

TERRITÓRIOS DE PAZ

Eliminado projeto de moradia para policiais. Corte no orçamento deste ano leva prefeitura da Capital a adiar parceria


O corte no orçamento, anunciado em agosto pela prefeitura da Capital, deixou para trás um projeto de segurança pública que poderia ser implantado neste ano. Proposto pelo Estado, o policiamento comunitário, em que policiais militares residiriam nos bairros do Territórios de Paz, emperrou na necessidade de o município arcar com os aluguéis.

Conforme o secretário estadual da Segurança Pública, Airton Michels, a prefeitura da Capital foi procurada no começo deste ano por ele para que a ideia de policiamento comunitário nos quatro Territórios de Paz – Restinga, Lomba do Pinheiro, Santa Tereza e Rubem Berta – tivesse a parceria do município.

– Dependemos da prefeitura para o auxílio moradia, pois arcamos com os policiais, viaturas e equipamentos – explica Michels.

A proposta do governo estadual segue modelos já existentes em cidades como Caxias do Sul e Esteio. Policiais militares residiriam nos bairros considerados violentos. Na Capital, seriam 44 núcleos comunitários, com cerca de quatro PMs cada.

O vice-prefeito Sebastião Melo disse que o município tem interesse no projeto, mas que não terá como arcar com os custos dos aluguéis neste ano, que seriam em torno de R$ 600 cada.

– Esta parceria é bem-vinda, mas para este ano não sai. Em razão do orçamento, não tem como implementar – diz o vice-prefeito.

Melo afirma que a ideia não foi descartada pela prefeitura, que tentará encaixar a contrapartida em 2014.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

ADAPTACIÓN DE CARABINEROS DE CHILE A LAS NUEVAS DEMANDAS DE SEGURIDAD PÚBLICA

ADAPTACIÓN DE CARABINEROS DE CHILE A LAS NUEVAS DEMANDAS DE SEGURIDAD PÚBLICA 
                
Al iniciarse este mes de abril, en el que la Institución cumple su Septuagésimo Quinto Aniversario, he creído necesario como, General Director de Carabineros, fijar mi posición en relación  con el desafío que impone la adaptación de Carabineros de Chile a las nuevas demandas por Seguridad que plantea una sociedad, como la nuestra, que son las mismas de otras regiones  del mundo, entre ellas Europa Central, Asia y Latinoamérica.

Hoy estamos frente a un doble desafío para nuestra institución:

Atender simultáneamente las crecientes demandas o requerimientos de seguridad pública del ciudadano y enfrentar nuevas exigencias derivadas  de un mundo globalizado, en lo referido a materias que son de competencia policial.

La globalización no es un proceso que afecte sólo la competencia económica mundial, sino que se trata de un cambio en nuestra forma de vida. Todos estamos aprendiendo a adaptarnos a una nueva sociedad caracterizada por comunicaciones instantáneas, rápidos medios de transporte, permanente desarrollo tecnológico y, en lo que nos afecta como Institución, nuevas formas de delitos e incremento de la criminalidad.

Así, la criminalidad, al igual que la economía, se ha tornado global. Los carteles de la droga que operan en conexión cada vez más estrecha con los emergentes grupos delictuales, la rapidez de la información, el delito cibernético, la apertura de fronteras, la libre circulación de personas y otras aperturas que ha desarrollado el libre mercado, han estrechado los vínculos entre los delincuentes internacionales, traficantes de armas, terroristas y otros delincuentes.

 Nuestro país no está  ajeno a este flagelo  y  Carabineros de Chile requiere estar preparado para enfrentar los nuevos y los futuros desafíos de la criminalidad nacional e internacional. Precisamente, la complejidad del sistema global y sus problemas, el ascenso de deformaciones sociales (como el racismo, la drogadicción, la marginalidad social, la pérdida de ciertos valores), obligan a que las respuestas sean cada vez más autoexigentes, informadas, profesionales y técnicas.

Estos hechos, ligados a acelerados avances tecnológicos y de redes de comunicación, imponen al Carabinero de hoy la indispensable necesidad de información en todas las actividades; pero, paradójicamente, la cantidad de información supera con mucho la capacidad humana para procesarla, lo cual obliga a poner énfasis en los métodos, procedimientos e instrumentos para clasificarla bajo criterios de calidad (veracidad, importancia, oportunidad,  etc.)   y eficiencia  para gestionar policialmente en forma efectiva y eficaz.

Lo anterior impone que el Carabinero sea un auténtico profesional de la seguridad, lo que hoy obliga a desarrollar una estrategia de coordinación e integración  con la comunidad, uso de la tecnología,  análisis de las estadísticas criminales y una actitud de fuerte compromiso en sus intervenciones policiales. Además, se le exige entregar respuestas y soluciones concretas, un adecuado nivel de conocimientos, acciones de mediación y de búsqueda de alternativas de solución a los problemas sociopoliciales. En  definitiva, hoy se espera de él la prestación de un servicio público de calidad. Más aún, de la mejor calidad. Y esta exigencia sólo puede satisfacerse con Carabineros profesionales.  Es decir, instruidos, capacitados y perfeccionados en la especializada  función policial.  Además, con buena disposición y actitud amable, sobrios, probos e intachables.


NUEVAS DEMANDAS DE LA SOCIEDAD RESPECTO DE LA SEGURIDAD.

Resultado de los cambios que ha experimentado la sociedad, se han generado nuevas y mayores demandas en el ámbito de la seguridad de las personas, del  ciudadano y de la comunidad. Se exige a las autoridades y a los órganos de la administración del Estado un tratamiento integral, coordinado y eficiente a sus requerimientos de protección individual y  de sus bienes, en los espacios y en el entorno social en que ellos viven, permanecen y se desarrollan.

Estas demandas  han generado nuevos conceptos referidos a la seguridad, tales como Seguridad Humana, Seguridad Social y Seguridad Ciudadana, usados habitualmente por los medios de comunicación social en contextos generales y sin definir su real sentido y alcance,  lo cual lleva a confusión y a distorsionar la misión específica que compete a Carabineros de Chile, conforme a la Constitución Política de la República y demás normas que rigen sus funciones. Así, entonces, también resulta necesario actualizar algunos conceptos.

En este orden  de ideas es conveniente precisar el  concepto de  Seguridad Ciudadana, toda vez que sus límites aparecen difusos y confundidos, a menudo, con la seguridad pública, orden público o  tranquilidad pública.

 La Seguridad Ciudadana dice relación con un concepto general, pues alude al desarrollo, a la protección de la vida, la integridad física y los bienes de las personas, frente a los riesgos que implica el vivir en sociedad, de tal forma que puede ser entendida como el conjunto de condiciones jurídicas, sociales, políticas, económicas, culturales, ecológicas y de policía, que garantizan el adecuado y normal funcionamiento de la comunidad y la convivencia ciudadana, frente a las amenazas a su desarrollo, a su integridad física y a sus bienes.

Conforme con esta visión, distintos órganos del Estado, entre ellos Carabineros de Chile, cada uno dentro de sus competencias, debe contribuir a los ya  señalados fines.

Así, la Seguridad Ciudadana en su conjunto se encarga de la PREVENCIÓN SOCIAL,  con acciones que tienen por finalidad que las personas internalicen y practiquen los principios, valores y acciones necesarios para contribuir a una convivencia más pacífica de la sociedad, según las normas que ella misma se ha fijado; además de propender a un medio ambiente más seguro, reduciendo, al máximo posible, las condiciones que faciliten o incentiven el accionar delictual.

Entonces, la Prevención Social está orientada a la educación de las personas, a la satisfacción de algunas necesidades, incluso a la positiva ocupación del tiempo libre de la juventud y a la disminución de las condiciones que fomentan la inseguridad de las personas, tales como falta de alumbrado público, sitios eriazos y abandonados, inmuebles arruinados y desocupados, calles y veredas en mal estado. Como también al desarrollo de innumerables programas de prevención  y rehabilitación de conductas no deseadas.

Luego, este campo de acción no es exclusivo de la función de Carabineros de Chile, sino que es  responsabilidad de varios órganos de la administración del Estado, entre ellos establecimientos educacionales públicos, Ministerios, Policía de Investigaciones de Chile y otros Servicios Públicos.


Funciones análogas igualmente competen a los Municipios, como también a  organizaciones sociales y  privadas, Juntas de Vecinos, Centros Juveniles y Culturales, Fundación Paz Ciudadana, entre otros.

Tanto es así, que, conjuntamente con autoridades de Gobierno, se ha definido la participación de la Institución, a través de Oficiales Superiores y Jefes,  en los Consejos Comunales de Seguridad Ciudadana, conforme con el desarrollo del  Programa “Comuna Segura: Compromiso Cien”, considerando la experticia de Carabineros  en el orden público y la seguridad pública, participación que  permite a la Institución  poner a disposición de dicho órgano información que recoge en el entorno  ciudadano,  para los objetivos de prevención social.

Técnicamente, la prevención social se sitúa en la atención de las causas generadoras del delito, objetivo que la diferencia de lo que denominamos prevención policial, referida a impedir la ocurrencia de ilícitos, a disminuir las oportunidades de cometerlos y a reducir el temor asociado a la delincuencia, por medio de la vigilancia policial en las calles y espacios públicos.

Nuestra función principal, donde deben estar orientados todos nuestros -esfuerzos operativo- policiales, es, precisamente,  la prevención policial, pues dice relación con la misión constitucional de garantizar el Orden Público y la Seguridad Pública Interior,  mediante la materialización de los diversos servicios policiales, a través de los diferentes órganos institucionales.

Como ya lo he manifestado, la gran función preventiva se realiza con miras a evitar  -hasta donde sea razonablemente  posible- la comisión de delitos y la alteración del orden público, lo que tiene por objetivo garantizar el normal desarrollo y desenvolvimiento de las actividades de los individuos.

Entonces, las personas requieren de sus Carabineros aquel servicio público que les garantice su protección  y  la seguridad de que no van a ser víctimas de un hecho delictual. 

ESTIMADOS CARABINEROS,  el  Servicio Público en general significa  “estar dedicado a resolver las necesidades de los demás, que competen al Estado, responder al interés común y no al particular; tratar a todos como ciudadanos con iguales derechos, sin hacer discriminaciones”. Ello es lo que nos exige la comunidad.

Hoy se nos pide ser actores principales en la “Seguridad”. La ciudadanía, en general, confía en los Carabineros. Así lo demuestran las encuestas de opinión, pero debemos mejorar y optimizar de manera potente y sostenida nuestra gestión policial, e integrarnos y relacionarnos activamente con la comunidad, conforme con los cargos y jerarquías que se ostentan, en el ejercicio de nuestras funciones y en la creación de novedosas estrategias para la prevención del delito. Recuerden que el delincuente evoluciona y perfecciona su capacidad para delinquir.


En resumen, se nos reclama GESTIÓN POLICIAL, entendida  como “las acciones efectivas para lograr una asociación entre profesionales del orden y la Seguridad Pública, a fin de materializar y evaluar las planificaciones operativas y administrativas  en forma eficiente y eficaz, en un escenario social complejo,  con el objetivo de brindar protección a las personas y sus bienes, de acuerdo con el ordenamiento jurídico y el bien común” y, de paso, aumentar la confianza, aceptación y credibilidad de Carabineros de Chile por la comunidad nacional.


EVOLUCIÓN DE CARABINEROS PARA ENFRENTAR LAS NUEVAS DEMANDAS.

Las personas nos identifican, sin duda, como servidores públicos por excelencia. Sienten y exigen de cada uno de nosotros un servicio que garantice su integral protección. En verdad, lo que quieren es poder transitar en forma segura por cualquier lugar del país, sin el temor de ser víctimas de un delito.

Lo he dicho y lo repito: “la gente quiere tocar al Carabinero”,  ve en nosotros la solución a su inseguridad, a su desamparo, a su debilidad. Es por ello que debemos profundizar nuestros esfuerzos y continuar mejorando nuestra GESTIÓN POLICIAL, y para ello resulta indispensable MEDIR EL DESEMPEÑO PROFESIONAL de cada Carabinero. Se trata, entonces, de una tarea común que nos involucra a todos.

Ejercer el Mando estratégico –directivo- demanda exigencias profesionales permanentes para conocer, orientar, controlar, evaluar, corregir e introducir los cambios  en el capital humano, en el uso de los recursos tecnológicos y materiales, como asimismo en los procesos de gestión. La materialización de estas acciones permitirá cumplir en forma más eficiente  con la misión institucional de brindar protección  a las personas y sus bienes, evaluando siempre el costo del empleo de los recursos entregados por el Estado.
Lo anterior determina que los mandos deben estar presentes, en forma continua, en terreno, lo que les permitirá detectar deficiencias e introducir las correcciones de inmediato.

El resultado de este esfuerzo personal de todos los miembros de la Institución, debe materializarse a través de la presencia de la mayor cantidad de Carabineros en la población, profundizando el rol esencial asignado a la Institución como protector de las personas y que, necesariamente, debe traducirse en la prevención del delito. Entonces, si de conceptos actualizados y de producción hablamos, “nuestro negocio está en la calle”. Hoy,  todo Carabinero, aun el que cumple funciones administrativas y de apoyo, debe estar presente, al menos algunos días al mes, en el servicio policial en la población. Para ello fuimos formados.

GESTIÓN POLICIAL.

Por otra parte, cierto parece que los factores sociales y económicos tienen influencia en los comportamientos delictivos. Sin embargo, de diferentes estudios se puede deducir que un pequeño número de  delincuentes son los responsables de los delitos de mayor connotación social. Fundado en lo anterior, también puede afirmarse que las personas, en términos generales, respetan el ordenamiento jurídico y buscan la convivencia y su desarrollo en forma armónica dentro del entorno social.

De tal forma, y en este aspecto deseo ser categórico, debemos establecer las alianzas estratégicas necesarias con la comunidad, representada en todas sus organizaciones, tales como juntas de vecinos, clubes deportivos y establecimientos educacionales, con el objetivo de determinar con certeza cuáles son los servicios policiales preventivos demandados por la comunidad y disponer, entonces, los cursos de acción efectivos para controlar los fenómenos sociopoliciales. Esta comunicación con las personas nos permite, además, contar con información real de quienes están siendo afectados en su seguridad o son víctimas de delitos o conductas antisociales, y que necesitan la oportuna intervención policial para prevenir o evitar su repetición, según sea el caso.

Mejorar la Gestión Profesional requiere que cada Carabinero, mujer u hombre de los diferentes escalafones, uniformados o civiles, actualice permanentemente sus competencias y ofrezca un servicio de mayor calidad, con los mismos recursos asignados. Este debe ser el compromiso individual que cada uno de nosotros debe entender y asumir sin vacilaciones. Sólo así seremos vistos como auténticos profesionales.

 En cuanto a los elementos que permiten otorgar servicios policiales actualizados a los tiempos que se viven, el General Director que les habla enfatiza los siguientes lineamientos:

Capital Humano.

Instruir, capacitar, perfeccionar y especializar son partes del proceso de formación del Carabinero profesional, que constituye el más valioso capital de la institución. Por ello, las funciones de Educación y Personal deben ser conducidas en forma muy eficiente, considerando, formación, distribución y asignación de funciones, de acuerdo con las especialidades, competencias y habilidades de cada uno de los integrantes de nuestra organización.


Luego, si el capital humano es administrado sin tales consideraciones técnicas, se afecta y puede desmotivarse, al punto de desaprovechar o disminuir sus capacidades, en perjuicio de la eficiencia de las funciones policiales y, por consiguiente, de la calidad de los servicios que debe otorgar Carabineros de Chile.

El servicio policial requiere necesariamente de personal motivado, debidamente entrenado,  actualizado, con espíritu de superación, consciente de sus deberes profesionales. Así, la administración de personal debe constituir una actividad preponderante de los mandos, en orden a definir, expresamente, qué funciones y tareas se deben cumplir conforme a criterios objetivos y técnicos que permitan controlar, hacer un seguimiento y evaluar el cumplimiento de las misiones y tareas asignadas.


Desde esta perspectiva, el Carabinero profesional tendrá claridad en  qué se espera de él y así podrá  cumplir sus funciones informadamente, comprendiendo que los indispensables controles jerárquicos se efectúan para corregir y perfeccionar el debido desempeño personal, con miras al superior fin de otorgar un servicio público oportuno, efectivo y de la mayor calidad posible.

Integración con la Comunidad.
                   Hoy más que esperar pasivamente la cooperación ciudadana, debemos salir a su encuentro, con iniciativa e ingenio, para ocupar los espacios naturales de encuentro entre Carabineros y la comunidad. Esto implica entender que la función policial no sólo se limita a la actividad de control y persecución del delito, es decir la de hacer cumplir la ley, sino, además, se manifiesta en toda su potencia como un factor más de integración social

                   Por su parte, las demandas de servicio policial deben ser analizadas conforme con las circunstancias actuales  (realidad) y, principalmente, con una permanente e imprescindible interacción con los usuarios (personas demandantes). Ello permitirá sintonizar y satisfacer en mejor forma los procesos  y servicios que nos corresponde entregar.

No deben existir dudas al respecto: la prevención policial requiere de un trabajo coordinado, en el que se escuchen los requerimientos de la población, para racionalizar y focalizar el esfuerzo institucional, con el definido propósito de satisfacer concientemente tales requerimientos.
  
En esta materia, los estudios y experiencias adquiridas, determinaron adoptar la modalidad de servicio de Vigilancia por Cuadrante que en la actualidad debe incrementar el acercamiento y la comunicación del Carabinero con las personas, y requiere de la comprensión del sentido de integración. Luego, cada Carabinero debe conocer, sentir y asumir como propios los particulares hechos, relativos al Orden y la Seguridad Públicos, que afectan al cuadrante asignado; y buscar efectivas soluciones a los problemas sociopoliciales que se  plantean, coordinándose  con los diversos actores sociales comprometidos en la alianza estratégica de prevención social de los delitos y conductas antisociales.

La integración con la comunidad ofrece ventajas, tales como:
  
·         Determinar la demanda de los servicios policiales (atendida con  la presencia de Carabineros).
·         Colaborar al sistema de información de inteligencia policial, para usar los recursos donde sea necesario. Ello permite al Carabinero adelantarse a la actuación de delincuentes habituales, reduciendo la victimización.
·         Posibilitar el diseño de estrategias y tácticas para el control de la criminalidad, considerando variables sociales, económicas, educacionales  y otras de los respectivos cuadrantes.

Planes como instrumentos de acción. 

Constituye una exigencia para asegurar el éxito de las acciones policiales, formular en forma previa a ellas un plan o programa. Este indispensable instrumento debe contar con el aporte real  y activo de quienes deberán ejecutarlo. Ello permite una actitud de compromiso y convencimiento de la necesidad de su materialización, que influye positivamente en el logro de los objetivos previstos en el respectivo plan.
Flexibilidad. 
Las nuevas necesidades y requerimientos de la sociedad  en materias propias de la seguridad pública, imponen mantener estructuras de servicios policiales flexibles, que permitan su adaptación en el menor tiempo posible a los cambiantes escenarios sociales. Ello aconseja trabajo en equipos multidisciplinarios (especialistas), que deben actuar con actitud proactiva y contar con una conducción inteligente que permita la eficiencia y eficacia en la resolución de las diversas y variadas contingencias.


Análisis criminal.

También resulta indispensable que todo el personal conozca los índices delictuales del sector sobre el cual le corresponde mantener vigilancia policial. Especialmente deberá conocer el modo de actuar y los perfiles de los delincuentes, delitos de mayor frecuencia, ámbitos territoriales donde se cometen, tipos de víctimas y, en fin, todo antecedente que permita un análisis criminal oportuno, para definir cursos de acción policial inmediatos que conduzcan al mayor control de la delincuencia.

Evaluación de procedimientos.

Los procedimientos y estrategias policiales deben ser evaluados en forma permanente, para detectar aquellos que resulten obsoletos, insuficientes, deficientes o inútiles. Esta actividad debe materializarse incluso para  comprobar lo realizado en las etapas de planificación, de coordinación, de información y de control. Esto, asociado al conocimiento de la información aportada por la comunidad y aquella recogida por la Institución por otros medios, posibilita las estrategias o modalidades más efectivas para mantener un servicio policial eficaz y eficiente.

  
Control de gestión.

Para los fines institucionales este concepto debe entenderse como el conjunto de actividades de información, acciones y decisiones que se dan permanentemente en la organización para medir y orientar las conductas hacia el cumplimiento de los objetivos declarados por el Alto Mando, por el propio General  Director y por los diferentes Mandos Institucionales, hoy conocidos también  por la comunidad.


Con este control, se logra valiosa información que permite a los Mandos Institucionales obtener conocimiento acerca del grado de efectividad, eficacia, eficiencia y calidad  alcanzado por los distintos órganos institucionales, y la forma cómo se están  empleando los recursos humanos, materiales y financieros, permitiendo evaluar los costos.

Al respecto, y sólo como un ejemplo, debo advertir respecto al ausentismo laboral en Carabineros. Uno de los importantes factores lo constituyen las licencias médicas. Deberá existir un estricto control respecto a su justificación en cada caso.

Así, el Control de Gestión no debe ser entendido como un fin de la organización,  sino como un medio que permite obtener información de las áreas críticas de la gestión policial. De ahí su importancia,  pues a través de esta herramienta administrativa se monitorean los diferentes procesos institucionales   y se califica la gestión, de acuerdo con la información obtenida,  confrontándolos con los estándares establecidos.

Importante es anunciar que he determinado encargar encuestas periódicas de opinión pública, para conocer el grado de satisfacción de la población con el servicio policial que presta Carabineros.

Cuenta pública

                   Por su parte, la Cuenta pública constituye un proceso en la nueva cultura de la Gerencia Pública, basado en el derecho que asiste a la sociedad para tomar conocimiento de la forma como determinados órganos del Estado ejercen las funciones que se les han confiado. Se trata, entonces, de “deberes de transparencia en la gestión pública”, que se  materializan en la obligación impuesta a los funcionarios públicos de rendir informe ante una autoridad superior y ante la ciudadanía, por los fondos y bienes del Estado puestos a su cargo para el debido cumplimiento de las funciones asignadas y los resultados obtenidos. En todo caso, esta Cuenta Pública ya la realizan policías de otros países.

                   Carabineros de Chile inició este proceso de transparencia en su gestión a partir del año 2001, donde cada Comisario  informó a la comunidad, a las autoridades locales y a los organismos intermedios, acerca de su gestión policial y las acciones realizadas en el periodo anual  anterior.


                   Hoy, conjuntamente con las autoridades de Gobierno, por  disposición de S.E. el Presidente de la República se está estudiando la modalidad de cuentas públicas  trimestrales.  

                   Este nuevo proceso necesariamente conduce a reforzar las acciones de coordinación, integración y asociación  con la comunidad. Por cierto, sólo trabajando en conjunto y atendiendo los requerimientos de la gente, se podrán fijar metas y soluciones prácticas a los problemas y variables que inciden en la prevención policial, entendiendo que ella se complementa con la denominada prevención social, donde, como ya lo mencioné, Carabineros debe participar entregando experiencia y conocimiento de la realidad sociopolicial  del sector que corresponde a cada Comisaría. 
                       
                   Este desafió ha de asumirse teniendo siempre presente que Carabineros de Chile no puede luchar solo contra el delito, pues también necesita de la participación ciudadana, para conocer las circunstancias y factores que amenazan y provocan temor en la sociedad, como también, el contacto y atención de las víctimas para darles protección  y conseguir el importante objetivo de realizar estudios de victimización  y así estar al día en la evolución del comportamiento criminal.
                       

CONDUCTA PROFESIONAL.

Para quienes ejercen el mando y la administración de personal, se hace indispensable que asuman responsabilidades efectivas de LIDERAZGO, de protagonismo profesional positivo, favorable y provechoso para los intereses institucionales.

                    Hoy se requiere con urgencia el ejercicio de un liderazgo profesional agresivo.
                   

Los principios del liderazgo son tan simples, que quizás por ello suelen olvidarse.

Confundimos, en ocasiones,  la autoridad con el poder y el respeto con el miedo. Esta lamentable apreciación conduce a relaciones tensas y recelosas entre jefes y subordinados, y también motiva una pregunta que parece obvia: cuándo un equipo trabaja para contentar al jefe, ¿quién se ocupa realmente del trabajo, en beneficio de los objetivos de la organización?


Entonces, es oportuno recordar aquí que “dirigir” consiste, paradójicamente, en servir a los demás, pues un buen líder siempre permanece pendiente de sus subordinados para atender  sus previsibles necesidades, ayudarlos a cumplir sus aspiraciones y reconocer sus capacidades para emplearlas en toda su magnitud.

Igualmente, la ocasión es propicia para reiterar otro concepto:

El respeto entre nosotros –los Carabineros– no es impedimento para mantener una rigurosa disciplina, característica que constituye una de nuestras fortalezas institucionales. No obstante, el mantenimiento de esa disciplina no puede significar un impedimento para practicar la debida consideración y trato que todos nos merecemos. Por los mismos fundamentos, y con mayor razón, estamos obligados a respetar a la comunidad que servimos, y así recibir también de ella recíproca consideración para el Carabinero. 

La CONDUCTA PROFESIONAL debe ser el reflejo de una actitud de compromiso con el servicio público, fundado en la legitimidad, la prudencia y la probidad de nuestras acciones, principios rectores que han de guiar el trabajo de toda mujer y hombre Carabinero, uniformado o civil, de cualesquier escalafón, especialidad o sistema de contrato.


La permanente preocupación y mejoramiento de nuestra conducta profesional contribuirá, ciertamente, a elevar el nivel del servicio policial que se nos ha confiado y a estrechar las relaciones con la comunidad. Así, se legitima el accionar policial y se obtiene un deseable grado de comprensión y apoyo a las funciones preventivas y de control, más allá de conformarnos con actuar respaldados por las facultades legales.


Tan deseables propósitos determinan que en el accionar de todo Carabinero siempre han de estar presentes los principios de legalidad, legitimidad, equidad y probidad que a continuación, someramente,  voy a explicitar:

Legalidad.

                        Es nuestra obligación reconocer que nuestras acciones policiales siempre deben estar facultadas y limitadas por  la legislación  y el ordenamiento jurídico vigentes.

Legitimidad.

Acerca de este concepto, corresponde precisar que la legitimidad institucional no sólo encuentra fundamento en las normas jurídicas antes mencionadas, que asignan competencias a Carabineros de Chile y habilitan la acción de su personal. Sin dejar de lado este esencial fundamento, la gestión también es fuente de legitimidad, que surge del reconocimiento social al oportuno y debido ejercicio de las funciones institucionales, lo que significa acciones profesionales íntegras y revestidas de incuestionable probidad, con especial énfasis en un trato educado y respetuoso con el público, de cualquier condición. Así,  se logrará mayor colaboración, adhesión y comprensión de las personas, que acatarán las decisiones, instrucciones o recomendaciones de Carabineros más por convencimiento que por obligación o temor, y de este modo lograremos menos resistencia a nuestras actuaciones para  hacer cumplir la ley. 

Equidad.
  
El servicio policial, sin duda alguna,  debe estar orientado a privilegiar el interés común y no el particular; otorgando a todas las personas un servicio igualitario y digno, sin hacer discriminaciones de ninguna especie.


Así, la calidad de la acción policial dispuesta o planificada debe ser común e igual en todo el país. Para ello, el  capital humano y los recursos con que cuenta la Institución deben ser distribuidos técnicamente, en forma equitativa y conforme con la particular realidad sociopolicial.


La seguridad pública es un derecho al cual tienen acceso, en forma gratuita, todas las personas, y es obligación del Estado garantizarla por medio de las instituciones legalmente establecidas, entre las cuales se destaca Carabineros de Chile, dotado de especiales competencias al respecto.

Probidad.

El interés general exige de las instituciones estatales el empleo de medios idóneos de diagnóstico, control y decisión, para materializar, dentro del orden jurídico, una gestión eficiente y eficaz, con miras a colaborar al bien común, en el marco de sus respectivas competencias.



De tal forma, los agentes públicos deben observar una conducta fundada en irrenunciables principios, entre ellos el de probidad, que se expresa en el recto y transparente ejercicio de las funciones públicas confiadas, en nuestro caso, a cada Carabinero. Lo anterior exige decisiones razonables e imparciales; rectitud en la aplicación de normas, planes, programas y acciones; integridad   profesional y ética en la administración de los recursos que se gestionan; expedición en el cumplimiento de las funciones legales y transparencia en el accionar.
   
CARABINEROS :

                        Vuestra función profesional determina un tratamiento especial a las personas en general y a las víctimas de delitos, en particular, que debe traducirse en respeto a su dignidad; efectivo servicio de protección, de apoyo, de comprensión y de orientación para el ejercicio de la acción penal en su favor. En cada víctima debemos hacer material la frase del Himno Institucional “somos del débil el protector...”.

                        Por su parte, el control de la delincuencia exige conductas valerosas, enérgicas y firmes, respetando, siempre,  la legalidad y la dignidad de las personas.

HOMBRES Y MUJERES CARABINEROS, UNIFORMADOS Y  CIVILES, DE LOS DIVERSOS ESCALAFONES, ESPECIALIDADES Y CONTRATADOS EN DISTINTAS MODALIDADES.

                          Reclamo de ustedes un compromiso profesional en el ámbito de sus respectivas competencias y funciones. Todos, sin distinción, prestamos servicios a personas,  a las cuales debemos respeto y un trato adecuado, cuando requieran nuestra atención y esperan una respuesta eficiente.

                        En el plano externo nuestro “cliente” es toda persona que requiere protección y seguridad; es la víctima de un delito. Y en otro ámbito, debemos considerar también al delincuente bajo nuestra custodia,   como poseedor de derechos básicos y de dignidad.

En el plano interno nuestro “cliente” es el subalterno, que requiere apoyo,  orientación,  ser escuchado,  recibir la atención médica u odontológica,  asesoría legal o  asistencia social,  y otros beneficios de  bienestar, de la mejor forma, sin distinción jerárquica, y, por lo tanto, se debe actuar con equidad, entrega profesional y personal,  otorgando la mejor respuesta, con apego a nuestras obligaciones y con un sentido  ético y espíritu de cuerpo, principio que nos  caracteriza como institución admirada por la fortaleza de sus integrantes.
  
Este es mi llamado, mi reclamo, mi exigencia  a cada uno de ustedes.  Debemos ser cada día mejores y adaptarnos a las nuevas demandas y requerimientos de nuestros “clientes”, que son el público y nuestros carabineros. 


NUEVO SISTEMA EDUCACIONAL DE CARABINEROS 

Ya  había afirmado que las personas son el capital más valioso de la Institución. Por tanto, su formación, perfeccionamiento, especialización y capacitación constituyen instancias de relevante preocupación para el General Director que les habla, puesto que,  a través de las mujeres y hombres  Carabineros, uniformados y civiles, de los diferentes escalafones, es que se cumple la  misión que nos asigna la Constitución Política de la República, nuestra  Ley Orgánica y las diversas leyes especiales.


Ante el  explosivo aumento del conocimiento y de los instrumentos y posibilidades para acceder a él y a las nuevas tecnologías, se requiere revisar y redefinir nuestro Sistema Educacional, para optar por una formación basada en la educación continua e integral.  Ello permitirá contar, en un corto plazo, con el Capital Humano que responda en forma eficiente a los nuevos procesos, sistemas, metodologías y procedimientos propios de la función policial o de apoyo a ésta.

La información y formación constituyen un binomio clave en todo proceso de educación. No hay educación completa si falta alguna de ellas. Recibir información es acumular una serie de datos, observaciones y manifestaciones específicas. La formación va más allá: ofrece criterios para regir el comportamiento, de acuerdo con determinada orientación, y  pretende obtener el mejor partido posible de los conocimientos recibidos,  favoreciendo el desarrollo de una mujer u hombre más maduro, más sólido y firme; pero también más humano, que cultiva su  espíritu y es  dueño de sí mismo.

Podríamos decir, entonces, que educar es hacer que alguien aprenda a trabajar y vivir con alegría.

Nuestro objetivo pretende formar Carabineros que aprendan a vivir en  diferentes facetas, con alegría, que tengan las competencias necesarias para cumplir con las nuevas demandas de la comunidad y también sean fieles depositarios del “SER”donde se encuentra la doctrina y tradiciones institucionales, pero  capaces de innovar en el “HACER”, conforme con las nuevas técnicas, procedimientos y  metodologías, para lograr servicios más eficientes y actualizados a  los variados y nuevos requerimientos de las personas.     

Entonces, nuestro Sistema Educativo debe propender a:

·      Internalizar conductas que armonicen con el conjunto de conceptos éticos y morales, representativos de un servidor público, profesionalmente formado y entrenado.
·       Desarrollar habilidades y competencias actualizadas para el ejercicio en el ámbito del Orden Público y la Seguridad Pública.
·      Asegurar un elevado nivel de desarrollo en la formación, especialización, perfeccionamiento y capacitación,  durante toda  la  trayectoria  de la mujer y hombre Carabinero, conforme con las necesidades renovadas de la Institución.
·      Facilitar a todos los miembros de la organización una capacidad profesional para comunicarse afectivamente y continuar aprendiendo durante toda su carrera profesional.

En este proceso, la Dirección de Educación deberá velar por la unidad de doctrina y la adecuada formación de Oficiales y Personal. Para ello resulta indispensable que efectúe permanentemente una minuciosa revisión de la concordancia o discordancia que existe entre los lineamientos fijados por el General Director de Carabineros, conforme con sus atribuciones establecidas en la Ley Orgánica Constitucional, y los dichos y expresiones de quienes imparten lecciones en los planteles de formación de la Institución
En consecuencia, la Dirección de Educación debe resguardar celosamente la observancia de tan indispensable armonía de doctrina y rigor académico, otorgando responsabilidades docentes sólo a quienes reúnan los requisitos de excelencia académica, de lealtad y minuciosa aceptación  de las directrices señaladas por el Alto Mando, responsable de la conducción institucional, en todos aquellos ámbitos de su competencia.

PROYECTOS Y PROGRAMAS

           El desarrollo de la Institución y  el mejoramiento de la gestión está directamente relacionado con el capital humano, ya explicitado, y con programas o proyectos de infraestructura, de recursos tecnológicos y de aumento de la Planta de Personal.
  
Al respecto, se trabajará, coordinadamente, con  autoridades de gobierno en los siguientes  proyectos y programas para determinar posibilidades presupuestarias y prioridades, en un horizonte plurianual:

·         Aumento de la Planta Institucional: En análisis preliminar, se ha estimado un déficit aproximado de 8.000 plazas, derivado de 5.500 operativas, 1.000  especializadas y 1.500 de apoyo.

·         Contratación de Personal, en modalidad C.P.R. u otra para reemplazar al PNI de Orden y Seguridad que desempeña tareas administrativas y de apoyo: Aumentar los niveles de vigilancia policial, al recuperar a este personal para la función de Orden y Seguridad en las calles y reemplazarlo por Personal recontratado, alternativa de menor costo, especialmente en remuneraciones.

·         Construcción de 650 casas fiscales:  Que corresponde sólo al déficit  de viviendas para el personal de Nombramiento Institucional en la Región Metropolitana, sin considerar las carencias en regiones.

·         Construcción de 115 casas para el personal de la Prefectura de Carabineros “El Loa”: Solucionar un problema  habitacional, generado por el cierre y traslado del campamento minero de Chuquicamata a  Calama.

·         Adquisición de helicópteros  y construcción de hangares: Ampliar  la cobertura para operaciones aeropoliciales a desarrollar por la Institución, renovando el parque aéreo (helicópteros) que se encuentra con su vida útil cumplida (7 helicópteros nuevos y 4 helicópteros para reposición).

·         Reposición e incremento del parque vehicular para el transporte de personal (73 buses): Renovar el parque vehicular (buses) para el traslado de personal de Unidades  Operativas que no cuentan con estos vehículos, considerando, además, que el 60% de los buses existentes se encuentra con su vida útil cumplida.
·         Adquisición de vehículos policiales de mayor envergadura y costo para Unidades Especializadas y Unidades Fronterizas y de sectores rurales.
·      Ampliación de infraestructura para la formación de Carabineros alumnos. Ante la eventualidad de aumentar la planta Institucional y tener que formar una cantidad mayor de alumnos que en la actualidad. 
·      Continuación de las  etapas pendientes  del nuevo edificio de la Escuela de Carabineros: Inconclusa desde hace varios años y cuyas etapas siguientes comprenden construcción de gimnasio (data de 1929), auditórium, piscina olímpica, sala de clases para cursos de postítulos, dependencias de apoyo logístico, casino de oficiales.
·         Construcción de edificio anexo a la Dirección General: Racionalizar el uso de los recursos humanos, económicos y materiales, mediante la concentración en un solo punto  de todas la Direcciones de la Institución, lo que permitirá, además, contar con un casino para todos los Oficiales y Personal, que en la actualidad no existe.


·         Reposición del  cuartel  de  la 51ª Comisaría Montada: Reponer el cuartel de la 51ª Comisaría Montada por haber cumplido su vida útil y de esa forma contar con una infraestructura moderna que permita entregar un mejor servicio policial montado. Además de recuperar, a futuro, el nivel del deporte Ecuestre en Carabineros de Chile.
·         Construcción de una Comisaría en Santiago Centro, fusionando las actuales 1ª y 3ª Comisarías: Aumentar los niveles de Vigilancia, al fusionar 2 cuarteles policiales, reduciendo costos y mejorando la gestión.
·         Reposición de diversos Cuarteles en Santiago (FF.EE., RR.PP. y otros) y en regiones.
·         Complejo policial Talcahuano (efectuar la terminación): Que comprende la Prefectura y Comisaría.
·      Construcción de un edificio  para Servicios Especializados de Investigación Policial y Pericias (O.S. 7, D.I.P., D.E.B.V., LABOCAR  y eventual Sección de Registro y Búsqueda de Personas Perdidas).
·      Extensión del Sistema Aupol a todas las Unidades y Destacamentos del despliegue operativo Institucional.

Enorme importancia debe tener el programa de adquisición de equipamiento moderno y de primer nivel para órganos institucionales especializados, como por ejemplo el GOPE, dada su función y las amenazas crecientes en el campo de intervención de este Grupo.


Conclusiones:


El Personal uniformado de Carabineros, de todos los escalafones y jerarquías, debe asumir el compromiso que los llama a ser cada día más eficientes y confiables en su misión de hacer cumplir la ley y, por sobre todo, brindar una efectiva protección a todos los habitantes de nuestro país.
  
Por su parte, quienes no visten el verde uniforme, pero son integrantes de esta gran Institución, llamada Carabineros de Chile, les reclamo y les exijo un fuerte compromiso profesional:  son ustedes quienes con su accionar contribuyen a  hacer más o menos eficiente y eficaz el servicio policial.

En consecuencia de ustedes y de todos los Carabineros que en este instante están cumpliendo con su servicio a lo largo y ancho de nuestra Patria, depende el éxito presente y futuro de nuestra Institución. Estoy confiado que entenderán mi mensaje: “Servicio Policial Preventivo, fundado en el principio de legalidad y al amparo de actuaciones legítimas y oportunas; con Carabineros siempre integrados a la comunidad que deben servir”, sobrios en su estilo de vida, honestos y probos en su vida profesional y privada, amables con todos los ciudadanos,  entendiendo, cabalmente, que todos los Carabineros de Orden y Seguridad son profesionales formados para cumplir servicios de prevención policial en las calles y lugares públicos de nuestro extenso territorio nacional.

Por mi parte,  sientan que estoy dedicado a engrandecer, aún más, a Carabineros de Chile, tarea que lograré con el esfuerzo de todos. Me siento orgulloso de ser su máximo conductor, misión que estoy cumpliendo con gran esfuerzo, con serenidad y firmeza inclaudicables.

En consecuencia, es un deber ineludible la “Adaptación de Carabineros de Chile, a las nuevas demandas de Seguridad Pública”.