O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quarta-feira, 28 de março de 2012

UPP E TRANSIÇÃO MILITAR


Começa no Rio nova etapa de pacificação de favelas. Bope ocupou áreas do Complexo do Alemão, numa ação que prepara a saída do Exército do local - ZERO HORA 28/03/2012

A Polícia Militar do Rio de Janeiro iniciou ontem uma varredura em duas comunidades do Complexo do Alemão, na Zona Norte, para a instalação das primeiras Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no local. A operação representa a preparação para a retirada do Exército da comunidade. Os militares estão na região desde novembro de 2010, mas até junho os cerca de 2 mil homens serão substituídos por PMs, numa transição gradual.

Os 750 homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque vão permanecer nas favelas Nova Brasília e Fazendinha por 10 dias. Nesse intervalo serão instaladas as duas primeiras UPPs no complexo, que compreende 13 favelas. Os PMs não encontraram resistências ao entrar na área. Três homens foram presos, um deles suspeito de ser o atual líder do tráfico na região. Foram apreendidas armas e drogas, além de produtos falsificados.

A transição no Alemão ocorre no momento em que se tenta administrar uma crise na Rocinha, com a volta da disputa pelo tráfico. Ontem, a PM anunciou novo aumento do efetivo responsável pelo policiamento na comunidade, na zona sul da cidade, ocupada desde novembro passado. Mais 40 policiais foram enviados para a favela, que já havia recebido 130 na última sexta-feira. Agora já são 350 os PMs em ação na Rocinha, que ainda não tem data para receber UPP.

A comunidade foi palco de crimes e confrontos nos últimos dias, quando nove pessoas foram assassinadas, entre elas um líder comunitário suspeito de envolvimento com o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem.

O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, defendeu a ocupação:

– Não podemos dizer que em quatro meses vamos trazer a paz total para essa comunidade nem para o Rio de Janeiro. Se tiver que colocar mais policiais, nós vamos colocar. A população pode acreditar que nessas comunidades onde já estamos não vai haver nenhum tipo de recuo, porque a ocupação é absolutamente necessária.

Segundo Beltrame, os crimes na Rocinha foram praticados por criminosos prejudicados pela ocupação policial.

O governador Sérgio Cabral (PMDB) emitiu nota. Segundo ele, a polícia está enfrentando um “tumor que estava matando o Rio de Janeiro”.

SUA SEGURANÇA | Humberto Trezzi. Mais do que na hora

A PM do Rio começou ontem a fazer a varredura final nas favelas Nova Brasília e Fazendinha para implantar as primeiras Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no chamado Complexo do Alemão, composto de 13 comunidades. Já era mais do que hora disso acontecer.

O Alemão, como é chamado pelos moradores, era o maior QG do crime organizado no Rio. As comunidades do complexo eram as que reuniam mais bandidos armados. E isso ficou escancarado após a fuga de centenas de criminosos com fuzis nas mãos, mostrada ao vivo pelas TVs, em novembro de 2010. Tomados aqueles morros, o Exército permaneceu lá, inclusive com tropas gaúchas. Até certa forma, uma decisão controversa, porque as Forças Armadas não conhecem bem os criminosos. É até possível que tenham conseguido se reorganizar, como está acontecendo na Rocinha, que já tem uma UPP e, apesar disso, enfrenta uma guerra de quadrilhas pelo controle do tráfico.

terça-feira, 27 de março de 2012

GOVERNO IMPLANTA PROJETO DE POLÍCIA COMUNITÁRIA EM BENTO GONÇALVES


Secretário Michels e o prefeito Roberto Lunelli celebram integração entre Estado e Município - Texto e foto: Antônio Candido. GOVERNO RS.http://www.rs.gov.br/26/03/12, às 13:59.

Bento Gonçalves, na Serra, também vai receber o projeto de Polícia Comunitária, desenvolvido pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), em parceria com o município. O anúncio foi feito pelo secretário Airton Michels, na manhã desta segunda-feira (26), em solenidade na prefeitura de Bento. O projeto segue o mesmo modelo do já instalado em Caxias do Sul, em que o município é o responsável pelo pagamento do aluguel das casas dos policiais, que passarão a morar nos bairros onde atuarão.

Airton Michels afirmou que a implantação do Polícia Comunitária é mais uma parceria que a Prefeitura de Bento Gonçalves está construindo com o Governo do Estado, por intermédio da SSP. Michels valorizou a participação dos municípios na iniciativa, como Caxias do Sul, Passo Fundo, Vacaria e Canoas, além de Bento Gonçalves. Acrescentou que, além da ação policial, o importante é a intermediação de conflitos pelos policiais, evitando que eles se transformem em crimes maiores. O secretário ressaltou ainda a participação da Polícia Civil no Polícia Comunitária em Bento Gonçalves, algo inédito nos demais projetos já implantados no Rio Grande do Sul.

O prefeito, Roberto Lunelli, assinalou a necessidade de integração nas atividades de segurança pública. "O município, sozinho, não faz nada. Da mesma forma o Estado, sozinho, não faz nada também. É preciso que todos trabalhem em conjunto". Durante a solenidade, Lunelli também apresentou o Plano Integrado de Segurança Pública integrada do Município e entregou uma cópia ao secretário Michels. O prefeito destacou a necessidade da implantação de políticas alternativas para a segurança pública, "pois o sistema tradicional já está esgotado".

Polícia Comunitária em Bento Gonçalves

O Polícia Comunitária contará com seis núcleos e 18 policiais militares, além de oito policiais civis. A SSP está finalizando um estudo para definir os bairros que serão contemplados, tendo como base dados técnicos, especialmente os índices de violência, como roubo e furto. Para o reforço no policiamento em Bento Gonçalves, a Secretaria está investindo R$ 350 mil para a aquisição de viaturas e equipamentos, como coletes e pistolas. Os policiais selecionados participarão do curso de capacitação que terá 40 horas/aula.

Esse projeto, a exemplo do de Caxias do Sul, tem como base o conceito de policiamento comunitário denominado de "Chuzaishoo" (originário do Japão) e traz para o perímetro urbano o conceito japonês que coloca o policial a morar em pequenas comunidades da zona rural.


COMENTÁRIO DO CEL ALBERTO AFONSO LANDA CAMARGO - Parece que o "inédito" projeto de polícia comunitária se está alastrando. Agora tem a té nome: é o "chuzaishoo", que deve ser como os japoneses pronunciam "churrasco", o que se aplica perfeitamente aos gaúchos.

A primeira novidade é que a polícia civil vai participar do projeto de Bento Gonçalves, embora a notícia não informe se a prefeitura vai alugar casas para os policiais civis morarem também na comunidade. O pagamento de aluguéis deve ser para que os policiais não reivindiquem melhores salários, pois até casas de graça para morarem eles vão ter. Desta forma, o governo se livra de reivindicações, pois vai sempre alegar que até casa de graça os policiais têm.

A segunda novidade é que o prefeito da cidade entregou para a secretaria de segurança o "PLANO INTEGRADO DE SEGURANÇA PÚBLICA", o que pode indicar que nem planejamento para a área fazemos mais, ficando isto sob a batuta da prefeitura.

A terceira novidade é que o prefeito acabou de descobrir e ensinar às autoridades estaduais que "há necessidade de integração nas atividades de segurança pública", coisa que, aliás, ninguém desconfiava e os técnicos na área nunca disseram, nem discutiram.

A quarta novidade é que o prefeito acabou, também, de descobrir que "há necessidade de implantação de políticas alternativas para a segurança", coisa, da mesma forma, que ninguém desconfiava que devesse ser feito, assim como nunca foi isto estudado nos nossos cursos de formação e de aperfeiçoamento.

Pode ser que, daqui a pouco, o prefeito descubra, também, que segurança pública é um sistema e, como tal, precisa da integração de outros órgãos, como MP e poder judiciário, e pague aluguel de casas para promotores e juízes também morarem nas comunidades e, assim, nos ensine que segurança pública depende também destes órgãos dentre outros.

INSTALAÇÃO DE UPP NO COMPLEXO DO ALEMÃO

Bope apreende grande quantidade de drogas no Complexo do Alemão. Cerca de 750 PMs participam da implantação de UPPs em Nova Brasília e Fazendinha. Ana Claudia Costa E Athos Moura - O GLOBO, 27/03/12 - 12h11

RIO - Policiais do Bope que participam da operação de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Complexo do Alemão, apreenderam, na manhã desta terça-feira, grande quantidade de cocaína, maconha e crack, na localidade conhecida como Aurora, na Favela Nova Brasília. O volume ainda não foi divulgado pela polícia. Cerca de 750 agentes participam da operação, que ocorre também na comunidade Fazendinha. Além do Bope, estão presentes o Batalhão de Choque, a Companhia de Cães e o Grupamento Aéreo Marítmo (GAM), além de 300 policiais recém-formados que já vão compor as novas UPPS. Os policiais substituem os militares do Exército nessas localidades.

Mais cedo, durante a ação de varredura em Nova Brasília e Fazendinha, equipes do Bope prenderam um homem foragido da Justiça. Simultaneamente, policiais do 12º BPM prenderam em Niterói um homem com uma metralhadora, uma pistola e quantidade de maconha. Segundo informações da PM, ele atuava no Alemão e fugiu para o Morro do Palácio, no Centro de Niterói. O comandante geral da PM, o coronel Erir Costa Filho, disse que as equipes dos outros batalhões da PM estão de prontidão para atuar em favelas cujos bandidos são da mesma facção dos traficantes do Alemão.

Segundo Costa Filho, assim que houver informação de movimentação de bandidos, esses batalhões atuarão em suas áreas. As bases das UPPs já estão sendo construídas ao lado das estações Fazendinha e Itararé, em Nova Brasília. Enquanto não ficam prontas, elas vão funcionar temporariamente em contêineres nesses locais.

Dois centros de controle instalados

A PM já instalou dois centros de controle nas duas comunidades. As novas unidades vão funcionar provisoriamente dentro de contêineres posicionados ao lado das estações dos teleférico e já foram vistoriadas pelo comandante da PM. As unidades fazem parte do processo de instalação da UPP. As sedes permanentes ainda estão em obra. O coronel apresentou também o comandante da UPP da Nova Brasília, o major Edson Raimundo dos Santos. Falta ainda nomear o capitão da UPP da Fazendinha.

Desde as 4h, o Bope está na favela Nova Brasília, enquanto o Choque ocupa o Morro da Fazendinha. A ação policial, segundo a PM, é o protocolo a ser cumprido conforme o decreto para implantação da UPP. Simultaneamente, os policiais que farão parte destas UPPs participam também desde as 4h do patrulhamento no entorno dessas comunidades. A ação do Bope na região deve durar uma semana. Em seguida, os policiais vão ocupar aos poucos as outras favelas do Complexo do Alemão para implantação de novas UPPs.

Rumores nas comunidades dão conta que as escolas estão fechadas, mas os professores estão nas salas de aulas aguardando os alunos. O comércio funciona normalmente, e os moradores saem para trabalhar com tranquilidade. Os moradores são revistados, e a documentação de motoqueiros é cobrada. Três helicópteros da Polícia Militar fazem uma ronda. A PM divulgou uma nota informando que a ouvidoria das polícias e a corregedoria da corporação acompanham a operação. A Defensoria Pública também está na comunidade.

A Polícia Militar pede que moradores façam denúncias através do Disque Denúncia para que traficantes e armas sejam localizados. A intenção é encontrar os que que ainda estejam atuando na área. Segundo o serviço de inteligência da PM, traficantes do segundo e terceiro escalões que ficaram nas duas comunidades são hoje os responsáveis pela venda de drogas na região.

Clima de expectativa ontem

Na segunda-feira já era possível notar a retirada gradativa dos militares da Força de Pacificação do Alemão. No interior das favelas, só eram vistos homens do Exército perto das estações do teleférico. Nas ruas, o clima era de expectativa entre moradores. Muitos temem a saída do Exército.

— Tenho medo de que isso aqui fique como era antes. Hoje existe tráfico, sim, mas de forma mais velada, sem armas nas ruas — disse uma comerciante.

Segundo dados levantados pelo serviço de inteligência da PM, até armas grandes já entraram na região, principalmente no Complexo da Penha. No Alemão, há pistolas, e o tráfico atende basicamente ao consumo interno.

Segundo o relações-públicas da Força de Pacificação, tenente-coronel Fernando Fantazzini, toda a tropa que está ocupando o Complexo do Alemão sairá para dar lugar aos homens do Bope. Ele informou que os 900 militares do Exército, que ocupam a região em sistema de escala, serão distribuídos entre a Serra da Misericórdia e favelas do Complexo da Penha, principalmente a Vila Cruzeiro.

quinta-feira, 22 de março de 2012

POLICIAMENTO COMUNITÁRIO EM CRUZ ALTA

HISTÓRICO DO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO EM CRUZ ALTA/RS


1.DATA DO INÍCIO:
01 de outubro de 1997

2.LOCAL :
Cruz Alta/RSPopulação : 71.132 habitantesÁrea : 2.436 km2Efetivo existente para o policiamento : 279 policiais militares

3. RECURSOS UTILIZADOS :

a. Para o policiamento comunitário : Um Oficial, dois (02) Sargentos específicos, mais efetivos fixos em postos comunitários de bairros e vilas;
b. Para o policiamento escolar: Uma patrulha motorizada, onze (11) Policiais Militares residentes, e seis (06) do policiais militares da patrulha escolar pertencentes ao CVMI (Corpo de Voluntários Militares Inativos)
c. Para o policiamento motorizado (resposta rápida) : três (03) viaturas com guarnições.
d. Para o Tático (contenção): um pelotão (Pel Chq do 16 BPM).
e. Para a Ouvidoria: um oficial e um sargento específicos.
f. Para ensino: Um grupo de apresentações educacionais e artísticas.

4. INTRODUÇÃO

Acompanhando a evolução da sociedade, o 16º Batalhão de Policia Militar, sediado em Cruz Alta - RS, apostou numa estratégia de policiamento que busca um melhor entrosamento entre o policial militar e o cidadão: o Policiamento Comunitário. Esta forma de policiamento prioriza a atuação integrada da Brigada Militar e da comunidade possibilitou a participação da comunidade e do público interno no planejamento das atividades de polícia com a finalidade de solucionar os problemas de segurança existentes nos bairros da cidade na busca de uma melhor qualidade de vida para todos.Outro ponto fundamental a ser destacado foi a preocupação em mudar a mentalidade do próprio policial transformando-o em um homem preparado para solucionar os problemas com os quais se depara na execução do serviço de policiamento ostensivo.Não se admite mais, no atual estágio de evolução da sociedade, um policial militar que somente cumpra ordens. Este deve desenvolver sua capacidade de decidir e de tomar atitudes. Deve ser um mediador de conflitos na comunidade onde trabalha.

5. APRESENTAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS

A estratégia do Policiamento Comunitário implantada em Cruz Alta foram baseada nas idéias de Lee P. Brow da Polícia de Nova Iorque, emitidas no seu relatório em 1991 e traduzidas pelo Major Bengochea em 1997, sendo adaptadas à realidade brasileira e aos recursos disponíveis pela Unidade.No dia 01 de outubro de 1997 em uma reunião na Câmara de Vereadores de Cruz Alta foi lançado o policiamento comunitário na cidade. A cerimônia contou com a presença de Vereadores e da presidência da União de Bairros e dos líderes dos 58 bairros do município. Na oportunidade o Comandante do 16º BPM expôs aos presentes o projeto deste novo modelo de policiamento, explicando as distintas fases de sua implantação. Após esta apresentação inicial o Comandante do 16° BPM proferiu as seguintes palestras para divulgar as estratégias para o policiamento comunitário que seriam adotas pela Unidade:

- 03 de outubro os líderes das Associação Comercial e Industrial (ACICA), o Clube dos Diretores Lojistas (CDL) e o Sindilojas, todos de Cruz Alta
- 08 e 14 de outubro para os policiais militares integrantes da 1° Cia do 16° BPM com sede em Cruz Alta;
- Dia 20 de outubro foi realiza palestra para a 2° Cia do 16° BPM com sede em Ibirubá
- Dia 21 de outubro, para os associados do CDL, Sindilojas e ACICA
- Dia 22 de outubro, para os integrantes da 3° Cia com sede em Panambi
- Dia 30 de outubro , divulgada pela RBS-TV Cruz Alta.

6. TREINAMENTO

Com relação ao treinamento do efetivo realizou-se, em 1997, o Programa de Avaliação Profissional o qual atingiu a totalidade do efetivo da sede do Batalhão e 80% do efetivo destacado, já com conteúdo sobre a doutrina do policiamento comunitário. No período que o Tenente Marco era Ouvidor, foi realizada uma pesquisa com o público interno que constatou que ainda havia muita desinformação a cerca da implantação do policiamento comunitária, nascendo a idéia de uma instrução mais detalhada aos Oficiais e Sargentos do 16º BPM, a qual ocorreu em 16 de Abril de 1998, sendo debatido aspectos do Relatório Lee Brow e a estratégia do policiamento comunitário em Cruz Alta. Sendo, ainda, constatado a necessidade de um estágio para os Cabos e Soldados, o que foi providenciado um Estágio de Policiamento Comunitário . Este estágio foi estruturado em 90 horas/aula com 10 matérias fundamentais para o treinamento do efetivo empregado. Estas matérias são: Policiamento Comunitário, Direito Penal, Direito Ambiental, Higiene e Socorros de Urgência, Técnica de Policiamento Ostensivo, Ética, Criminologia, Prevenção e Segurança Domiciliar, Direitos Humanos e Relações Públicas. A primeira turma, que contou com 21 alunos, realizou o estágio no período de 18 à 29 de maio e a segunda turma, composta por 18 alunos, realizou o estágio no período de 15 à 26 de junho e sua formatura foi realizada na Escola Estadual Maria Bandarra Westphalen no Bairro de Fátima. A solenidade de formatura desta turma ocorreu na Escola Estadual Eliza Brum de Lima, no bairro Abegai, e contou com a presença de autoridades municipais, imprensa e todos os comandantes de fração destacada do 16º BPM. Esta formatura dos policiais em um bairro também faz parte da estratégia de implantação do policiamento comunitário pois retira a tropa de dentro do quartel e a leva para o bairro, aproximando o policial cada vez mais da comunidade.

7. CRIAÇÃO DA OUVIDORIA

Em 07 de Outubro de 1997, foi criada a Ouvidoria Militar. Esta surgiu com objetivos bem definidos, sendo estes o preparo do policial militar e do cidadão para o diálogo constante; incentivar a interação da Brigada Militar com a comunidade; valorizar a atuação do PM e da comunidade visando a melhor qualidade de vida; incentivar a prestação de informações dos cidadãos para melhorar a atuação da Brigada Militar e, por fim, conscientizar a todos de que a segurança é responsabilidade de todos. Dentro do planejamento do Ouvidor Militar estavam previstas reuniões periódicas com as associações de Bairro e vilas da cidade. O Ouvidor também participou de encontros com a Associação Comercial e Industrial e a Câmara dos Dirigentes Lojistas. Nestes encontros o Ouvidor recebeu as reclamações e sugestões da comunidade quanto aos problemas de segurança daquele bairro, bem como orientou as pessoas da comunidade quanto as melhores formas de participar e colaborar com o trabalho dos policiais militares que trabalham no bairro e quais os procedimentos de segurança para se proteger dos delinqüentes. Vários assuntos foram tratados nestas reuniões, até mesmo os que não dizem respeito imediato a ação de delinqüentes, tais como iluminação e telefonia pública. Estes problemas são catalogados e remetidos aos órgãos competentes. O Capitão Sérgio Omar Chisté Colvero, juntamente com o Sargento Adelmo Nene Caetano na função de secretário, foi o primeiro oficial a desempenhar a função de ouvidor.No dia 7 de Outubro de 1997 realizou-se a primeira reunião comunitária do Ouvidor, sendo esta com moradores da Vila Brás Caino, onde compareceram 28 pessoas da comunidade. A esta seguiram-se mais 10 reuniões no último trimestre de 1997. Em Novembro do mesmo ano o 1º Tenente João José Correa assumiu a função de Ouvidor, desempenhando-a até o mês de dezembro. Nestas reuniões foram abrangidas 12 comunidades, com o presença de 195 pessoas e, em muitas delas compareceu da imprensa Cruzaltense. No mês de janeiro de 1998 assumiu a função de Ouvidor o 2º Tenente Marco Antonio dos Santos Morais, desempenhando-a até o início de março.A partir do mês de março a figura do Ouvidor Militar passou a ser desempenhada pelos comandantes de pelotão em seus respectivos setores de responsabilidade territorial. De janeiro à junho de 1998 foram realizadas 15 reuniões comunitárias, sendo 11 do Ouvidor e 04 do Policiamento Escolar.

8. INSTALAÇÃO DA POLICIA COMUNITÁRIA DE BAIRROS

A cidade de Cruz Alta possuía 08 módulos policiais distribuídos na área central e pontos estratégicos da cidade. Este fator foi de fundamental importância para a implantação do policiamento comunitário pois os policiais possuem um ponto base para a execução de seu serviço que passou a ser de 24 horas no bairro. No início apenas três módulos apresentavam o modelo de policiamento comunitário, sendo estes localizados no bairro Boa Parada, Vila Abegai e no Bairro Petrópolis, pois apenas policiais voluntários poderiam executar este tipo de policiamento. Em novembro de 1997 realizou-se uma reunião no gabinete do comando do 16º BPM onde o Comandante, Major Bengochea, falou a um grupo de voluntários, composto por um Cabo e oito soldados, sobre a importância do policiamento comunitário e sobre o trabalho que passariam a desenvolver a partir de então em seus bairros. Os resultados começaram a aparecer de imediato pois reduziu-se o número de ocorrências bem como aumentou-se a sensação de segurança da comunidade, sendo estes dados confirmados em reuniões realizadas nestes bairros após o início do projeto. Já no primeiro mês, a própria comunidade, participando da fiscalização, flagrou dois policiais militares em conduta inconveniente e informou ao comando, que após apurar os fatos, imediatamente substituiu os estes policiais. Desta forma o comando demonstrou à comunidade que esta está participante do planejamento e implantação do policiamento comunitário. No mês de maio o comando ameaçou fechar os módulos que não estavam sendo valorizados e nem obtendo o apoio das comunidades onde prestam serviços, possibilitando que o comando reunisse as lideranças e mostrasse a elas a importância deste apoio e da participação da comunidade na solução de problemas. Nesta reunião também constatou-se a satisfação das comunidades abrangidas pelo policial de bairro.O sucesso deste modelo de policiamento aos poucos foi contagiando o efetivo, seja pela escala de serviço ou pelo fato de poder trabalhar próximo à sua residência e ganhar autonomia para gerenciar aos problemas do seu bairro. A partir de março todos os módulos policiais da cidade passaram a trabalhar com equipes fixas em escalas de 24 horas e em determinados módulos com um reforço noturno. Com o efetivo já nos bairros, participando de reuniões com a comunidade, obtendo informações sobre a ação de delinquentes e atuando sempre em um mesmo bairro idealizou-se, então, o estágio de Policiamento Comunitário. Logo em vista à instalação do policial nos bairros, instalou-se o policial de quarteirão, no centro de Cruz Alta, também com policiais selecionados e voluntários, aos moldes do policial empregados nos bairro. Este policial percorre a pé o calçadão, onde está instalada a maioria dos Estabelecimentos Comerciais promovendo o relacionamento com lojistas e clientes. No dia 29 de maio de 1998, a Câmara Municipal de Cruz Alta homenageou os policiais destaques comunitários na Segurança Pública, sendo agraciados 4 policiais militares do 16º BPM os quais foram escolhidos pelos representantes dos bairros onde trabalham no modelo de policiamento comunitário.

9. IMPLEMENTAÇÃO DA POLICIA ESCOLAR

Nos meses de janeiro e fevereiro foram preparadas as doutrinas que disciplinaram o policiamento escolar, sendo instituído o Programa de Segurança Escolar. O início do policiamento escolar propriamente dito, deu-se no mês de março através da realização de um questionário aplicado aos estabelecimentos de ensino público e particular da cidade de Cruz Alta. Após a análise dos dados coletados foram realizadas reuniões com os diretores das escolas municipais e estaduais onde foram apresentados os projetos para o policiamento escolar propostas pelo 16º BPM para o ano de 1998. Houve um compromisso firmado pelo Cmt do 16º BPM no qual os policiais militares residentes que não estavam prestando seu serviço na escola onde moravam passariam a fazei-lo. Foi encaminhado, no mês de abril, ao legislativo municipal, através do Senhor Prefeito Municipal, o projeto de lei que institui o Conselho Municipal de Segurança Escolar, sendo votado e aprovado no mês de maio e atualmente aguarda a sanção do Prefeito Municipal de Cruz Alta, bem como sua regulamentação. Nos meses de abril e maio foram desenvolvidos junto as escolas Maria Bandarra Westphalen e Margarida Pardelhas o Projeto Brigadinha Estudantil de Trânsito a qual atingiu repercussão estadual em reportagem exibida no jornal Correio do Povo do dia 29 de junho de 1998. Até o final de junho de 1998, o policiamento escolar contava com 11 policiais militares residentes atuando diretamente nos estabelecimentos escolares onde residiam, bem como 06 policiais militares na guarda escolar, sendo estes militares da reserva que através de convênio firmado com a Secretaria Estadual de Educação e Secretaria da Justiça e da segurança do Estado, o qual possibilita o retorno destes servidores militares para prestarem serviços junto aos estabelecimentos escolares previamente a eles destinados. No dia 26 de junho de 1998 foi lançado o Projeto “Escola para a Vida – Um Mundo sem Drogas”, o qual tem a finalidade de desenvolver atividades voltadas para a conscientização das crianças e adolescentes da necessidade de uma vida saudável longe das drogas, levando ao público jovem uma mensagem de paz, amor, fraternidade e camaradagem, através da arte( teatro, dança e música) mostrando-lhes que isso é possível sem o uso de drogas. O projeto se desenvolverá com Shows em estabelecimentos escolares Estaduais, Municipais e particulares, em auditórios ou ao ar livre, conforme o número de participantes e disponibilidade do local, agendados pela Delegacia de Educação, Secretaria municipal de Educação e Coordenadores do Programa. A meta proposta pelos organizadores é atingir até o final do ano de 1998, o total de 90% dos alunos da rede do 1º e 2º grau de Cruz Alta, e de 50% na região de circunscrição do 16º BPM.

10. CONSTITUIÇÃO DAS PATRULHA DE RESPOSTA RÁPIDA (PRR)

As patrulhas de resposta rápida são patrulhas destinadas a atividade de policia ostensiva no processo motorizado que visam o atendimento rápido e eficiente de ocorrências que necessitem de atuação enérgica com tropa mais especializada. No mês de abril o 2º Tenente Rogério Araújo de Souza foi nomeado para fazer um estudo no relatório Lee Brow e apresentar uma proposta para este tipo de patrulhamento na cidade de Cruz Alta. Na época Cruz Alta contava apenas com três viaturas, o que prejudicou as estratégias constantes nesta fase , que inclusive teve a viatura de Comando, a qual ficava a disposição do Comandante da Unidade, de ser deslocada para a utilização no policiamento, justamente pela falta destes meios. Estas viaturas foram empregadas com efetivo reforçado e atuando nos setores dos 4 pelotões existentes na cidade. A jornada de trabalho foi estabelecida de 12 horas por 36 de folga , atuando cada Guarnição num mesmo ritmo , à noite ou durante o dia, de modo a habituar-se biológicamente ao horário e circunstâncias do período. A refeição é efetuada no local do posto em restaurante escolhido pela GU e comunicado à Sala de Operações.

11. ORGANIZAÇÃO DA COMUNIDADE

Não foi atingida esta fase

12. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO (FEEDBACK)

Não foi atingida esta fase

CENTRAL DE POLÍCIA MODELO NO RS


CASA NOVA NO SINOS. Central de Polícia modelo será aberta. ÁLISSON COELHO | CASA ZERO HORA/NOVO HAMBURGO, ZERO HORA 22/03/2012

Resultado de um projeto que uniu Estado e a comunidade de Novo Hamburgo, será inaugurada hoje a nova Central de Polícia do município do Vale do Sinos. Considerada pela cúpula da Polícia Civil como modelo para outras cidades do Estado, a estrutura irá abrigar quatro delegacias em um prédio de 1,4 mil metros quadrados no Centro.

Com móveis e equipamentos novos, a central foi projetada de forma a melhorar o trabalho dos agentes e trazer mais conforto aos moradores.

Uma das principais vantagens do novo endereço dos policiais é a localização. O prédio usado nos últimos 17 anos ficava em local afastado do centro da cidade, no bairro Ideal. Uma dificuldade extra para moradores de bairros distantes, e principalmente, um prejuízo na agilidade da polícia no momento de atender ocorrências.

– Além disso, o local antigo gerava um custo de R$ 9 mil mensais com aluguel – diz o comissário Jorge Luz dos Santos, que liderou o projeto.

Cedido pela prefeitura de Novo Hamburgo por 20 anos, com possibilidade de renovação por igual período, o prédio foi reformado ao custo de R$ 1 milhão. A central ganhou rampas de acesso e banheiros adaptados para uso de portadores de deficiências.

Apoio da comunidade para equipar o prédio

Todas as 51 salas têm ar-condicionado, computadores e móveis novos. Outra melhora em relação à antiga estrutura são as entradas da delegacia. A partir de agora, vítimas e testemunhas não terão mais contato com suspeitos.

– Antes havia a questão da intimidação, comum quando o suspeito vê as testemunhas. Na nova central, além de acesso separados, teremos salas para interrogatório e de reconhecimento que preservam as vítimas – afirma Luz.

Terminada a reforma, faltou dinheiro para a compra de aparelhos de climatização de ambiente e móveis. Os bancos usados na recepção da antiga central estavam tomados pelos cupins, e o mesmo acontecia com as mesas de trabalho de delegados e investigadores. A solução do poder público foi buscar apoio na comunidade.

– Tivemos doações de R$ 20 mil, mas outras bem pequenas. Um senhor nos procurou perguntando se podia doar R$ 100. Disse que queria muito ajudar mas não tinha mais. Foi a doação que significou mais para todos – ressalta o comissário.

Exemplos como o da arquiteta Fátima Schaeffer também ajudaram a impulsionar a obra. Voluntariamente, ela fez o projeto de paisagismo do entorno do prédio. Quando faltou dinheiro para material e mão de obra, tirou do próprio bolso e chamou sua equipe para executar o projeto.

– Eu me prontifiquei na mesma hora. Se cada um fizer a sua parte toda a comunidade ganha – diz a arquiteta.

sexta-feira, 16 de março de 2012

PREVENÇÃO DE DELITOS: TERRITÓRIO DA PAZ DE CANOAS GANHA CONCURSO INTERNACIONAL


PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA - ZERO HORA, 16/03/2012

MIRANTE

Com o projeto Territórios da Paz, no bairro Guajuviras, a prefeitura de Canoas ganhou o 1º lugar no concurso de boas práticas em prevenção de delitos, do Instituto de Assuntos Públicos da Universidade do Chile.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Cumprimento ao Comando, oficiais e praças envolvidos, bem como seu maior multiplicador Alberto Kopittke, Diretor do Consórcio Metropolitano da Associação dos Municípios da RMPA/Granpal, que participa ativamente do projeto para unir os municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre na busca de soluções conjuntas para sanar os problemas que causam insegurança pública. Parabéns a todos pelo prêmio merecido.

quinta-feira, 15 de março de 2012

PMs INICIAM NOVO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO



SEGURANÇA PÚBLICA. PMs iniciam novo policiamento comunitário. Projeto envolve 10 núcleos, abrangendo 18 bairros de Caxias do Sul - O PIONEIRO, 15/03/2012

Caxias do Sul – Desde ontem, 33 brigadianos atuam no policiamento comunitário em 10 núcleos, que englobam 18 bairros da cidade. O programa é um novo modelo de ação da Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), chamado de Polícia Comunitária, dentro do RS na Paz – Programa Estadual de Segurança Pública com Cidadania.

O lançamento oficial do programa ocorreu ontem pela manhã, na sede do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM). Foram apresentadas as viaturas e os equipamentos que serão utilizados pelos brigadianos nos 18 bairros.

– Nós, que andamos pelos bairros, sabemos da grande necessidade de segurança. Com essa forma de policiamento, não perdemos em nada, só temos a ganhar – comemorou o presidente da União das Associações de Bairros (UAB), Valdir Fernandes Walter.

Para o secretário estadual da Segurança Pública, Airton Michels, que também participou da solenidade, a insegurança pública é uma das maiores aflições do governo.

– O que queremos espalhar no Rio Grande do Sul é esse modelo de policiamento, com possibilidade de dialogar com a comunidade. Essa é a política preferencial do governo do Estado – destacou Michels.

Após o pronunciamento de autoridades, o padre capelão do Comando Regional de Polícia Ostensiva da Serra (CRPO-Serra), Elói Antonio Sandi, abençoou viaturas e equipamentos.

A cerimônia ocorreria na Praça Dante Alighieri, no Centro, mas foi transferida para o 12º BPM por causa da chuva.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Sugiro aos gestores deste tipo de policiamento ostensivo repintarem as viaturas de branco para melhor visibilidade. As viaturas em bege ficam camufladas e não dão visibilidade ao patrulhamento da Brigada Militar. A cor bege deveria ficar restrita às patrulhas de contenção realizadas pelos grupos especiais.

CONSTRUINDO TERRITÓRIOS DA PAZ

Alberto Kopittke, Diretor do Consórcio Metropolitano da Associação dos Municípios da RMPA/Granpal - JORNAL DO COMÉRCIO, 15/03/2012

Unidos geograficamente, os municípios da megacidade que é a Região Metropolitana de Porto Alegre enfrentam problemas comuns.

Por isso, 11 cidades se uniram para buscar soluções conjuntas e criaram o Consórcio Metropolitano da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), em agosto de 2011. Queremos ampliar a discussão sobre o papel do município na segurança pública.

Por isso, o consórcio se integrou ao projeto RS na Paz, do governo do Estado, que adota a mesma visão do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), de que segurança vai muito além de polícia.

Daí se originam os territórios da paz, com a intervenção do Estado em territórios conflagrados. É uma ação complexa, porque requer a integração entre diversas secretarias das três esferas de governo – União, Estado e municípios – e entre os diferentes órgãos de segurança, que historicamente atuam desintegrados.

Para discutir essa ideia, será realizado o seminário Construindo Territórios da Paz, em 29 de março, que abordará a experiência de Guajuviras, considerada pela Unesco um dos melhores exemplos de prevenção à violência.

O bairro de Canoas teve uma redução de 80% nos índices de homicídio, através de uma operação inteligente das polícias, políticas sociais de segurança, grandes obras de urbanização e o uso de tecnologia. Os participantes conhecerão ainda as experiências de Bogotá e Medelín, na Colômbia, e das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), no Rio de Janeiro.

Não faz sentido continuarmos insistindo no modelo antigo de segurança pública, que não tem planejamento, é reativo e não cria vínculo com a comunidade. Precisamos construir uma nova alternativa, com inteligência, valorização da polícia, programas para a juventude e integração entre polícia e comunidade.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Diante da vontade do Governo e dos municípios, está na hora do Comandante Geral da Brigada Militar institucionalizar e aprovar um manual para este tipo de policiamento ostensivo. Diretrizes, manuais e experiências práticas já existem na corporação e podem ser aperfeiçoadas.

OS INCRÍVEIS JAPONESES

WANDERLEY SOARES, O SUL
Porto Alegre, Quinta-feira, 15 de Março de 2012.


Dia e noite, a qualquer hora, o policial militar poderá ser chamado pelo vizindário.

Em minha torre, conversava com meus conselheiros, quando revelei que o Japão é um dos países que, na condição de um humilde marquês, sem posses, não conheço. No entanto, tenho três amigos japoneses que jamais se queixaram do sistema de segurança de seu país.

Por isso, fiquei feliz ao tomar conhecimento de que o governo do RS, como mais um segmento da política da transversalidade na área de segurança pública, montou um plano piloto japonês de policiamento em Caxias do Sul.

A estruturação de tal plano não teve a precisão do pensamento nipônico, mas o importante é que a montagem está pronta com um núcleo de 33 profissionais da Brigada Militar.

Isso contemplará áreas de comércio e bancos de Caxias, onde tais policiais passarão a morar com uma espécie de auxílio-moradia saído dos cofres da prefeitura do município. Acredito que o projeto se estenderá em todo o Estado.

Estaremos todos com policiais à disposição nas 24 por dia, pois o PM que morar no bairro em que trabalha poderá ser chamado a qualquer hora pelo vizindário. Esses japoneses são incríveis.

quarta-feira, 14 de março de 2012

VIZINHANÇA FARDADA


PMs de Caxias moram nos bairros em que trabalham - SUELLEN MAPELLI | CAXIAS DO SUL - ZERO HORA 14/03/2012

A partir de hoje, 33 policiais militares trabalharão mais próximos dos moradores de Caxias do Sul. O projeto piloto da Secretaria da Segurança Pública, batizado de Polícia Comunitária dentro do RS na Paz, prevê que os PMs vivam nas comunidades em que atuam.

– Esse é um projeto inédito no Brasil e que só existe no Japão, mas em áreas rurais. A proposta é trabalhar na prevenção de crimes, mas de uma maneira que o policial se relacione harmonicamente com a comunidade – explica o secretário estadual da Segurança, Airton Michels.

Anunciado para o início de janeiro, e adiado por duas vezes, o policiamento será instalado, inicialmente em 10 núcleos que atendem as principais áreas de comércio e bancos de Caxias do Sul. Cada núcleo terá três soldados e uma viatura à disposição.

De acordo com o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar, major Jorge Emerson Ribas, os servidores estavam lotados nas três companhias do batalhão (Cruzeiro, Cinquentenário e Macaquinhos) e foram voluntários da Polícia Comunitária. O plano era que todos se encaixassem nos seguintes pré-requisitos: ser casado, não ter casa própria e não desenvolver outra atividade profissional. Mas houve exceções.

– Como não tivemos acréscimo no efetivo, tivemos de aceitar policiais que não são solteiros – explica o major.

Os PMs receberem auxílio moradia mensal de R$ 594 para alugar um imóvel na comunidade em que trabalhará, verba repassada pela prefeitura, que firmou convênio com o Estado.

O atraso na entrega de 11 viaturas novas – modelo Prisma – pelo governo estadual adiou a implantação do novo policiamento. Hoje, às 10h, na Praça Dante Alighieri, uma cerimônia de entrega dos veículos e de outros equipamentos (pistola .40, algemas e colete à prova de balas) marca o início do programa.

As viaturas ficarão estacionadas no pátio ou na garagem do policial que assumirá seu turno, ou seja, não precisam ser devolvidas ao batalhão no final de cada expediente de trabalho.

– O PM já está de serviço assim que sai de casa – explica Ribas.


COMO FUNCIONA

- Um PM ficará nas ruas do bairro das 8h às 16h. Os outros dois assumem das 16h à meia-noite. Conforme a realidade que for apresentada em cada núcleo, os horários poderão mudar.

- Os PMs que integram o projeto trabalharão prioritariamente no policiamento dos seus bairros.

- Cada policial tem direito a um dia de folga por semana, conforme escala feita pela coordenação.

- As chamadas devem continuar sendo feitas pelo 190 para que haja um controle das ocorrências e também porque os policiais podem prestar apoio a outros bairros.

- Os policiais não terão telefones funcionais. O presidente da Associação de Moradores de Bairros local possuiu o endereço e o telefone particular dos PMs. Demandas da comunidade, que não sejam de urgência, devem ser repassadas ao presidente, que as encaminha aos policiais.

Casal representa perfil padrão do projeto
Casados há três anos, o soldado Tel Fabiano de Souza Siqueira, 33 anos, e a soldado Simone dos Santos Hoisler Siqueira, 28, representam o perfil dos PMs do novo policiamento comunitário: idades entre 25 a 35 anos e, na maioria, jovens casais. Por já residirem no Rio Branco, eles optaram por participar do projeto no bairro. Agora, terão ajuda de custo para pagarem o aluguel da casa onde moram com a pequena Valentina, dois anos. Na verdade, eles já faziam o policiamento do bairro, informalmente.

– Uma vez, por exemplo, vi uma mulher ser assaltada na rua e consegui deter o bandido. Eu estava saindo de casa. Chamei uma viatura e o homem foi preso – recorda o soldado Siqueira.

Já Simone está ansiosa para voltar ao trabalho nas ruas, porque desde que ficou grávida de Valentina vinha fazendo serviço interno.

– Essa é a primeira vez que nós dois vamos trabalhar juntos – comenta.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Tática corretíssima: proximidade, comprometimento, confiança e permanência. Espero que não sofra interrupção e que os gestores e executores permaneçam longo tempo tendo apoio dos superiores lideranças comunitárias, suporte de políticas públicas e continuidade no Judiciário. Parabéns e sucesso.

ENGAVETADA META DE 2.800 UPPs


Dilma engaveta projeto que previa 2.800 UPPs pelo Brasil - Thiago Guimarães e Estelita Hass Carazzai, FOLHA DE SÃO PAULO, 14/03/2012 - 08h11

O governo federal engavetou o projeto que previa a instalação 2.883 UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) pelo Brasil. Segundo o Ministério da Justiça, técnicos avaliaram a principal promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff como "superdimensionada".

Os técnicos apontaram inclusive que não haveria sequer efetivo policial suficiente em algumas cidades para instalar as UPPs. Com isso, os recursos inicialmente previstos para construção das unidades pacificadoras, que chegam a cerca de R$ 1,6 bilhão, irão para outras ações, como combate ao uso do crack.

Implantado em 2008 no Rio de Janeiro, com recursos estaduais, o modelo das UPPs é um sistema de policiamento comunitário adaptado para áreas de risco. O eixo é a construção de bases de segurança que funcionam 24 horas por dia.

NOTA: Matéria indicada pelo Cel José Macedo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

RELATÓRIO LEE BROWN


POLICIANDO NOVA YORK NOS ANOS 90 - Relatório Lee Brown. Tradução Jorge Bengochea.

O policial de patrulha está voltando para a Cidade de Nova Iorque. É sobre isto que este relatório explica . Esboça como ela será policiada durante a década de 90, que passos o Departamento adotará para o policiamento e que estilo de policia dominará para manter a ordem ao longo dos bairros da cidade. É uma mudança radical.

Depois de sofrer uma revisão completa, inclusive histórica, o Departamento fez um compromisso organizacional para, de forma radical, alterar seu modo tradicional de policiar a cidade e administrar suas operações. Esta nova estratégia é o policiamento comunitário que é mais duro com crime e integrará a rica história do Departamento, de criatividade e experimentação.

A estratégia de policiamento comunitário, através de trabalho policial em cada distrito da cidade, é a prioridade mais alta do Departamento. Com o policiamento comunitário , todo bairro terá um ou mais policiais nomeados e responsável para ajudar os residentes da comunidade na prevenção ao crime, desenvolver sua própria capacidade na manutenção de ordem e melhorar a qualidade de vida.

Deste modo, o Departamento pode aumentar sua significativa contribuição para controlar crime e melhorar a qualidade de vida ao longo da cidade. Esta nova orientação assume a missão seguinte para o Departamento:

• O Departamento Policial da Cidade de Nova Iorque existe para proteger a vida e a propriedade dentro da lei, manter a ordem na comunidade, reduzir o crime e o medo de crime nos bairros, com grande respeito à dignidade humana e de acordo com os padrões mais altos de habilidade profissional, integridade e responsabilidade.

Os componentes chaves da transformação para o policiamento comunitário são:

• A presença do policiamento comunitário será providenciada para todos os bairros da cidade.

• A solução de problemas se tornará o caminho padrão em qual os integrantes do Departamento respondem a situações atendidas, quando em patrulha ou administrativo, nas investigações ou em tarefas de apoio. O Departamento administrará suas operações até certo ponto e estimula os policiais baseado em compromisso a um jogo escrito de valores que guiam suas ações.

• Para policiar os bairros da cidade, a patrulha ostensiva terá a estrutura, o apoio e recompensas necessárias para fazer disto uma atividade desejável para próprio policial fazer carreira como em qualquer outra tarefa no Departamento.

• A criatividade policial será reconhecida formalmente e será usada para resolver o problema. Igualmente, haverá policiais responsáveis pelas suas ações, dentro do contexto da missão do Departamento, valores, objetivos, políticas e procedimentos.

• Novas medidas de desempenho departamental serão desenvolvidas para manter os integrantes do Departamento em constante feeedback com pesquisas na comunidade e no Departamento para verificar se ele está alcançando seu objetivos.

• Serão controladas as demandas de trabalho do fone 911. O sistema será aprimorado para classificar e identificar a chamada e projetar procedimentos. Todos os policiais serão nomeados para um determinado bairro no qual ajudarão na respostas a chamadas de ocorrências que vem do seu bairro.

• O Sistema de Despacho de Patrulha, que mandava o pessoal para o atendimento das várias ocorrências, será revisto para refletir a integração de todo o pessoal na estratégia do policiamento comunitário.

• A base do serviço para o qual são recrutados será alargado. As pessoas aceitarão o compromisso do departamento como uma organização policial que representa a comunidade, a qual vê o trabalho policial como um serviço para comunidade, em lugar de buscar o indivíduo será identificado e será procurado.

• O processo de seleção será modernizado. A seleção desenvolverá investigações profundas e a prova psicológica será revisada para um recrutamento orientado ao policiamento comunitário.

• Os policiais a civis e pessoal de uniforme se tornarão membros iguais na transição para o policiamento comunitário.

• O Departamento de treinamento terá aumentada as suas responsabilidades e, em algumas instâncias, totalmente, revisada. Eles ensinarão as novas habilidades requeridas para o policiamento comunitário, ensinando como resolver problemas, prevenir o crime e organizar a comunidade.

• Os mecanismos de avaliação de desempenho serão revisados e desenvolvidos para proporcionar aos policiais o feedback no seu desempenho e lhes ajudar fortalecer a sua efetividade.

• Novos sistemas de recompensa serão desenvolvidas para reforçar à comunidade que a policia tem valores e assegurar que este reconhecimento é para os que se superarem na atividade policial levando a cabo a filosofia do policiamento comunitário.

• Os mecanismos de controle de integridade serão completamente revistos para assegurar a manutenção do nível mais alto de integridade ao longo do Departamento, encorajando e apoiando o exercício da discrição por pessoas de princípios que trabalham para rechaçar os problemas

Estas ações constituem a estratégia do policiamento para os anos 90. Este relatório explica: 1) de onde somos; 2) onde vamos e 3) o que deve ser feito para chegar lá.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Esta introdução mostra que o então Comissário de polícia de NYPD, Lee Brown estava indignado com a forma de atuação impessoal da polícia e precisava resgatar estratégias antigas de aproximação dos policiais junto às comunidades, juntando a novas estratégias de ocupação, permanência, metas e recompensas. Este relatório tem valor e importância para os gestores, pois as mazelas enfrentadas por Lee Brown naquela época são bem semelhantes às atuais dificuldades das polícias estaduais no Brasil, em especial a polícia militar que exerce o policiamento ostensivo preventivo.

VALORES DO NYPD

VALORES DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA DA CIDADE DE NEW YORK

Em sociedade com a comunidade nós nos empenharemos a:

- Proteger as vidas e a propriedade de nossos concidadãos e com imparcialidade fazer cumprir a lei;

- Combater o crime prevenindo o crime e impedindo a ação dos violadores da lei;

- Manter um alto padrão de integridade que geralmente é esperado dos outros, tanto quanto é esperado de nós;

- Valorizar a vida humana, respeitar a dignidade de cada indivíduo e fazer os nossos serviços com cortesia e civilidade.

Fonte: Relatório Lee Brown, 1990

sábado, 10 de março de 2012

PENSAMENTO ESTRATÉGICO DO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO


POLICIAMENTO COMUNITÁRIO, CONQUISTANDO A CONFIANÇA DA COMUNIDADE - JORGE BENGOCHEA, CEL RR BRIGADA MILITAR


Uma conduta estratégica bem definida dentro do tempo possibilita aos líderes conduzir pessoas, empregar meios adequados e econômicos e controlar situações para obter resultados determinados e esta tem sido parte de uma busca do homem desde a Antigüidade.

Planejar é construir um trilho para seguir uma direção determinada na busca de uma meta julgada possível de ser atingida. Focar para frente e para trás coletando as informações necessárias para determinar as ações que serão realizadas para atingir as metas propostas. Nenhuma organização sobreviverá se conduzir suas ações sem planejamento. Na doutrina militar os planos e as ordens bem definidas possibilitam coordenar esforços, empregar os recursos da forma certa e tomar as melhores decisões para alcançar as vitórias.

Sun Tzú, Napoleão, Clausewitz, Cardeal de Richelieu, Zhou Yu, Zhuge Liang, Sima Yi, Lü Meng, Lu Xun, Jiang Wei, Sima Yan, Vo Nguyen Giape outros grandes políticos, generais, chefes, articuladores e manipuladores escreveram seus nomes na história, graças a estratégias, ações continuadas e estratagemas bem formulados. Foram com planos bem elaborados que as decisões se mostraram corretas e as ações bem executadas, atingindo os objetivos, dominando territórios e conquistando corações e lealdade de pessoas e povos. O pensamento destes estrategistas ultrapassaram o tempo e hoje são utilizados no mundo contemporâneo para conquistar objetivos, dominar e ampliar espaços, atingir o desenvolvimento organizacional, firmar uma imagem de confiança e garantir a sobrevivência.

Não se pode adotar medidas ou ações sem que se tenha bom um estudo da situação, pleno conhecimento do cenário, evolução e perspectivas, para elaborar um plano de trabalho, adequado e dentro da realidade em que se insere esta organização ou empresa, para então se estruturar, capacitar e iniciar as ações na direção dos objetivos pretendidos.

Um dos grandes erros é aplicar políticas e executar as funções pertinentes sem conhecer a sí próprio (pontos fortes e fracos), conhecer o inimigo (ameaças) e conhecer o ambiente (terreno, local, oportunidades), que são conhecimentos utilizados na construção do plano que servirá de referência e alicerce para apontar os melhores caminhos para trilhar dentre as inúmeras variáveis encontradas, aliada à inteligência e perspicácia do estrategista.

Pesquisa e Estatística Policial

Pesquisas científicas são importantes para desenvolver o conhecimento da situação existente ou possível, dando base à uma análise que fundamentará a construção do planejamento da gestão policial. A pesquisa é uma ferramenta de apoio para a identificação dos problemas que serão tratados, com técnicas apuradas e métodos padronizados.

Uma das técnicas que deve ser implementada é a da entrevista pessoal que, além de possibilitar a aproximação e um melhor relacionamento entre superiores e subordinados ou com as lideranças e pessoas da comunidade, avalia as emoções e os sentimentos que envolvem o ambiente de trabalho, o estado de segurança pública e a solidez das informações, críticas e sugestões recebidas. Lembre da "anamnese" realizada pelo médicos no tratamento de seus pacientes. Com ela, eles podem verificar o local onde existe a dor, o estado do paciente e determinar os exemplos complementares (pesquisa) para detectar a doença e assim proceder o tratamento para a cura. É uma postura que se assemelha ao do gestor do policiamento comunitário onde os pacientes são a comunidade (insegurança pública) e a doença é o crime a ser debelado.

A outra é a pesquisa de campo (diagnóstico, exames complementares), através de questionários previamente elaborados, para levantar, baseado nas questões norteadoras, a opinião sobre ponto relevantes tal como a satisfação da comunidade em relação ao crime e às atividades policiais desenvolvidas.

O levantamento pode levar às seguintes informações:

- a situação e o movimento dos indicadores de ocorrências;
- a capacidade da presença policial e o tempo de resposta nos atendimentos;
- o grau de motivação e treinamento dos gestores e executores policiais;
- Os níveis de satisfação da comunidade para com a atividade policial;
- O nível de confiança do cidadão na Instituição policial;
- Os problemas que causam a insegurança da comunidade;
- As causas de violência na comunidade;
- Os níveis das relações e do clima organizacional da Instituição.

NÍVEIS DE PLANEJAMENTO

ESTRATÉGICO

Ambientado em cenários, compete o nível estratégico à Instituição como um todo, estabelecendo a visão de futuro, os objetivos e a vida da Instituição. É o mais importante, pois estabelece as aspirações de querer coisas ou pessoas para satisfazer necessidades condicionadas pela filosofia que será implementada. A Instituição levanta as preocupações e as suas necessidades, verifica as questões internas que ameaçam a sua estrutura e estabelece para todos os seus órgãos e departamentos subordinados as coordenadas que serão implementadas, com metas específicas. O plano estratégico determina etapas a curto, médio e longo prazo para a realização das ações devendo no decurso de cada prazo, sofrer as alterações necessárias de acordo com a situação do momento.

É o planejamento mais amplo e abrangente cujas principais características são:

- é projetado a longo prazo;
- é baseado em prospectivas futuras, tendo seus efeitos e conseqüências estendidos a vários anos pela frente;
- envolve a Instituição como um todo, preocupando-se em atingir os objetivos a nível institucional.

TÁTICO

Relaciona-se a objetivos de médio prazo e com métodos e ações que influenciam somente uma parte da Instituição. São estabelecidos em nível regional ou departamental, e compatibilizados com os objetivos estratégicos fornecem o rumo a ser tomado pelos planos operacionais. Suas principais características são:

- projetado para o médio prazo, geralmente para o exercício anual;
- envolve cada departamento;
- preocupa-se em atingir objetivos departamentais.

OPERACIONAL

Compete o planejamento operacional à linha de execução das atividades de prestação de serviços (órgãos de execução), feito para cada tarefa ou atividade. Os planos operacionais definem as ações a serem realizadas nas diversas situações enfrentadas pela organização na sua rotina normal e nas especiais. Suas principais características são:

- é projetado para o curto prazo e para o imediato;
- envolve cada tarefa ou atividade isoladamente.






Arte Bengochea/Odiomar

quarta-feira, 7 de março de 2012

PRIMEIRA MULHER A COMANDAR UPP GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL


Primeira mulher a comandar uma UPP é uma das dez a ganhar prêmio internacional nos EUA. Pricilla de Oliveira Azevedo contou a Beltrame que foi uma das vencedoras do Prêmio Internacional Mulheres de Coragem 2012. CARLA ROCHA, O GLOBO, 6/03/12 - 23h21

RIO - Ela é negra, corpo seco e musculoso, cabelos sempre presos num coque bem apertado e, de enfeites, apenas gloss e discretos brincos nas orelhas. Tem 1,65 metro e não deve pesar muito mais do que 60 quilos. Não fosse por uma certa dureza, logo notada, a major da Polícia Militar Pricilla, de 34 anos, poderia até ser descrita como uma mulher de aparência frágil. Engano. Depois de expulsar o tráfico do Morro Dona Marta, em Botafogo, como primeira comandante de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Rio, ela ligou na terça-feira dos EUA, na hora do almoço, para contar ao secretário de Segurança, José Beltrame, outro feito. Meio sem jeito, disse que era uma das dez vencedoras do Prêmio Internacional Mulheres de Coragem 2012.
— Você é uma guerreira! — explodiu Beltrame ao telefone.

Não era para menos. Em 2008, ele colocara nas mãos de uma oficial da PM, ignorando resquícios machistas, o mais importante programa de segurança do governo.

Beltrame não esconde de ninguém a admiração que tem pela história de Pricilla de Oliveira Azevedo, de origem humilde, parecida com a dos moradores da comunidade que protegeu por três anos. No início, chegou a andar de fuzil pelas vielas. Depois da pacificação, adotou a pistola. Mas a arma da major sempre foi mesmo a conversa. Junto com a repreensão no olhar, era imbatível. Pode parecer politicamente correta, mas, dizem, que se transformava em operações policiais. Com a adrenalina, sobravam até palavrões.

Mulher coragem. O título faz sentido. Em 2007, ela sofreu um sequestro-relâmpago. Foi levada com uma arma enfiada na boca até uma favela em Niterói. Quando a identificaram como policial, ela apanhou. Na cara. E muito. Ficou cheia de hematomas. Mas conseguiu fugir. Catou um por um seus detratores; só falta um. Um dia chega o dia dele.

Estudante de direito, a major — que deixou até afilhados na favela; e quantas Pricillas sem S não nasceram depois de sua passagem por lá? — só saiu do Dona Marta para assumir o desafio de cuidar de todos os projetos estratégicos da pasta. Claro que o foco principal são as UPPs.

O prêmio é um luxo para Pricilla, evangélica da Assembleia de Deus, criada no subúrbio. Será entregue na quinta-feira, Dia Internacional da Mulher, pela secretária de estado americana, Hillary Clinton, em Washington. E terá como convidada especial ninguém menos que a primeira-dama Michelle Obama. Pricilla também deverá ser cumprimentada por Leymah Gbowee e Tawakkol Karman, que ganharam o Prêmio Nobel da Paz de 2011. O evento será no Auditório Dean Acheson do Departamento de Estado dos EUA. Em comum entre as premiadas, ações na área de direitos humanos, caso de Samar Badawi, ativista política da Arábia Saudita, ou de Hawa Abdallah Mohammed Salih, do Sudão.

Prova que Pricilla entrou na vida do Dona Marta definitivamente foi a reação do presidente da associação de moradores, José Mário, ao saber na terça-feira que ela ganhara o prêmio.

— Vou mandar um e-mail para ela agora mesmo — adiantou-se. — A Pricilla era durona, mas ganhou a gente se interessando de verdade pelos problemas das pessoas, conversando com pais para resgatar jovens do crime. Quando foi homenageada na quadra da favela, ela não segurou as lágrimas. Guardo até hoje, e acho que todo mundo do morro também, a imagem das crianças secando o rosto dela.

sexta-feira, 2 de março de 2012

AGENTES DE JUSTIÇA COMUNITÁRIA PARA TERRITÓRIO DA PAZ GAÚCHO


Abertas inscrições para agentes de justiça comunitária no Território de Paz - http://www.esteio.rs.gov.br, 29/02/2012

Começou nesta quarta-feira (29) o prazo para inscrições para seleção de Agentes de Justiça Comunitária no Território de Paz, em Esteio (RS). Vinte vagas foram abertas para o projeto, que tem como objetivo capacitar lideranças da comunidade para buscar alternativas na solução de conflitos na sua região. A ação integra o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, e é realizado pela Prefeitura Municipal.

Os selecionados receberão capacitação sobre como atender à comunidade e uma bolsa auxílio mensal no valor de R$ 190,00 como ajuda de custo para transporte e alimentação. O Núcleo de Justiça Comunitária será formado na escola Maria Sirley Vargas Ferraz (CAIC), localizada na Rua Orestes Pianta, 207, e abrangerá as comunidades do Parque Primavera, Parque Votorantim, Jardim das Figueiras, Hípica, Barreira, Nazareno, São Jorge e Três Marias.

Para concorrer a uma das vagas, é preciso ter mais de 18 anos, ensino fundamental completo, residir no bairro há pelo menos um ano, entre outros requisitos que podem ser conferidos no edital de abertura das inscrições. É necessário ter um dia na semana disponível para atendimento à população e avaliação dos trabalhos e atendimentos pessoais. A seleção será feita com análise do formulário de inscrição, dinâmica de grupo e entrevista.

As inscrições serão realizadas até as 19h o dia 15 de março, no Centro de Convivência do Território de Paz (Rua Orestes Pianta, 210). O resultado está previsto para ser divulgado no dia 30 de março. Outras informações pelo telefone 3459-2323.

EDITAL: http://www.esteio.rs.gov.br/images/files/edital_justica_comunitaria2012.pdf


CRAS e Núcleo de Justiça Comunitária promovem oficinas sobre cidadania - Jesiel B. Saldanha, PREFEITURA MUNICIPAL DE CANOAS, 30/01/2012, 14:45

O Núcleo de Justiça Comunitária do Território de Paz bairro Guajuviras em parceria como CRAS da região, realizará oficinas sobre o trabalho do NJC junto aos participantes das Frentes Emergenciais de Trabalho, programa operado pela Secretaria de Desenvolvimento Social. Serão quatro capacitações, que acontecerão entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro, na sede do CRAS, bairro Guajuviras, pela manhã e tarde.

Conforme Cristiane Pires, do NJC, o objetivo das oficinas é contribuir para a democratização do acesso à justiça, por meio de mobilização e capacitação não apenas dos agentes comunitários, mas também da comunidade que reside no Guajuviras. "Com isso, a atuação em mediações de conflitos também poderá ser fortalecida com divulgação e sensibilização comunitária sobre o trabalho do Núcleo. Assim, temos o estabelecimento de parcerias com as instituições diversas para efetivar a construção de soluções para os conflitos de forma colaborativa", avaliou.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Como o projeto pertence ao Poder Executivo, a denominação "agente de justiça" só serve para confundir o cidadão e as comunidades, levando a crer que estão recebendo serviços de "agentes de justiça" pertencentes ao Poder Judiciário. O melhor deveria ser "AGENTES COMUNITÁRIOS".

quinta-feira, 1 de março de 2012

CURITIBA - POLÍCIA COMUNITÁRIA EM ÁREA DE RISCO

Polícia comunitária será implantada em área de risco de Curitiba. Agência Brasil - CORREIO BRAZILIENSE, 01/03/2012 10:15


Curitiba – Cerca de 450 policiais civis, militares e da Guarda Municipal de Curitiba ocuparam na madrugada desta quinta-feira (1º/3) uma das áreas consideradas vulneráveis ao tráfico de drogas na capital. Às 6h, toda a região do bairro Uberaba já estava ocupada. O objetivo é encontrar pontos do tráfico. Não há prazo para o fim da operação, que terá prosseguimento com a implantação, no local, da polícia comunitária. Nesta quinta-feira estão sendo cumpridos 34 mandados de busca e apreensão.

A operação ocorre na área escolhida para a implantação da primeira Unidade do Paraná Seguro (UPS), que além de reforço policial, vai contar com outros serviços públicos, em parceria com as prefeituras. As unidades, que deverão ser implantadas em todo o estado, são semelhantes às de Polícia Pacificadora (UPPs), instaladas nas favelas do Rio de Janeiro, a diferença é que não terão a participação do Exército.

Segundo o secretário de Segurança Pública do estado, Reinaldo de Almeida César, o critério utilizado para a escolha da região onde está sendo implantada a primeira unidade da UPS foi técnico. Ele disse que o Paraná vai devolver uma vida comunitária regular aos moradores dessas regiões.

O conceito da unidade, conforme o secretário, não é o de intervenção, de constrangimento aos moradores. Serão identificados os pontos de tráfico e, em um segundo momento, realizadas ações saneadoras, com a prisão dos envolvidos. “Vamos continuar o que foi iniciado hoje, que pode ser chamado de congelamento da área. O governador Beto Richa quer um trabalho forte da polícia comunitária, próxima e amiga do cidadão. Ao lado disso, a implantação de políticas públicas pelo governo e prefeituras, com ações fortes para mudar a realidade local”, acrescentou Almeida César.

De acordo com o secretário, as unidades marcam nova época para a segurança pública no estado, com investimentos em torno de R$ 500 milhões. A meta para este ano é a implantação de dez unidades do Paraná Seguro em Curitiba, e o governo já está mapeando áreas de risco nos maiores municípios do estado, que também passarão a contar com o serviço.