O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

NOVA FASE DE POLICIAMENTO COMUNITÁRIO NO RS

ZERO HORA 22 de agosto de 2012 | N° 17169


TERRITÓRIO DA PAZ

Nova fase de policiamento comunitário na Zona Norte. Com abertura de posto da BM no Rubem Berta, projeto focará ações sociais

CAROLINA ROCHA 


O bairro Rubem Berta, na zona norte de Porto Alegre, foi escolhido para inaugurar uma nova fase do projeto RS na Paz. Ontem, após uma reforma, foi reinaugurado o posto da Brigada Militar do bairro, um dos quatro que integram o programa do governo estadual.

Oposto é a sede da 3ª Companhia do 20º Batalhão de Polícia Militar, a Companhia do Território de Paz.

– Os atendimentos que eram feitos no ônibus da Praça México passarão a ser feitos aqui. E no lugar do ônibus receberemos um micro-ônibus, que vai nos possibilitar levar o RS na Paz para dentro das comunidades – explicou o comandante do 20º BPM, tenente-coronel Jefferson de Barros Jacques.

Nessa nova etapa, os PMs que trabalhavam no ônibus agora passam a atuar no posto com o mesmo tipo de atendimento e registros de ocorrências. A mudança deve chegar em setembro ao Santa Tereza e em outubro à Restinga, bairros onde o serviço ainda é feito nos ônibus. Na Lomba do Pinheiro, no entanto, ainda não está definido local e data para que os PMs passem do ônibus para uma sede. Em setembro de 2011, quando o projeto foi instituído, esses quatro bairros eram responsáveis por 37% dos homicídios da Capital.

Com a implementação da 3ª Cia, o 20º BPM recebeu coletes à prova de balas, radiocomunicadores e dois tablets, que possibilitarão às equipes a consulta de placas e antecedentes policiais de suspeitos. Para o governador Tarso Genro, o trabalho desenvolvido pela BM foi mais difícil do que o feito pela polícia nos morros cariocas:

– Lá foi preciso ocupar militarmente os território antes. Então o nosso trabalho é ao mesmo tempo mais fácil e mais difícil. Mais fácil porque podemos entrar no território e ocupar. Com policiamento comunitário, com os programas sociais e esportivos. E é mais difícil porque ele começa num patamar superior, de nova relação das nossas polícias com a comunidade e uma nova cultura da comunidade em relação à segurança pública.

Com a nova fase do RS na Paz, devem enfim entrar em funcionamento os programas sociais. A ideia é que nos próximos meses seja possível fazer carteira de identidade e de trabalho, entre outros serviços.

Meta é reduzir pela metade homicídios

Presente ao anúncio do projeto na manhã de ontem, o secretário-adjunto da Segurança Pública, Juarez Pinheiro, afirmou que a meta do governo é reduzir os índices de homicídios em 50% nos quatro bairros.

Pinheiro promete uma ação prática para terminar com a sensação de impunidade: a criação de quatro novas Delegacias de Homicídios na Capital. O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) passaria a contar com seis delegacias especializadas em assassinatos.

– Nossa intenção é transformar delegacias distritais em delegacias de homicídios, sob coordenação do Deic – explicou Pinheiro.


O programa - O RS na Paz foi implantado em 2011 nos bairros Restinga, Lomba do Pinheiro, Santa Tereza e Rubem Berta, em Porto Alegre. Depois, chegou ao Guajuviras e Mathias Velho, em Canoas, e a Passo Fundo e Vacaria. Foram definidas as áreas para mapear os Territórios da Paz e instalados os postos móveis da BM. Além dos ônibus, a Polícia Civil fez operações para capturar foragidos e identificar criminosos.

Próximos passos:
- Instalação de dois novos Territórios da Paz este ano: Caxias do Sul (inauguração prevista para novembro), Santa Cruz do Sul (deve ser implantado em outubro)
- Mais sete Territórios de Paz, ainda sem data definida: Alvorada, Cachoeirinha, Esteio, Guaíba, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul
- Instalação em outras quatro cidades estão em estudo

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Pela primeira vez no RS, o policiamento comunitário é política de governo tendo apoio pessoal do Governador do Estado. Só não entendi por que a BM ainda não adotou a estratégia como institucional. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

VISÃO SISTÊMICA DE SEGURANÇA PÚBLICA

RP - Polícia Comunitária - Visão Sistêmica de Segurança Pública.




 GELSON VINADÉ

Aborda questão da SEGURANÇA PÚBLICA de forma sistêmica onde, além da polícia, existem outros atores co-responsáveis.

POR QUE SOMENTE A POLÍCIA é cobrada pela sociedade? Porque no imaginário popular é somente ela a responsável pela busca de uma solução para os problemas enfrentados? Qual o caminho a ser trilhado? Por que os servidores da área da segurança ao invés de incentivos são cada vez mais desvalorizados e com condições de trabalho muito aquém do mínimo necessário? Por que os que estão afastados da atividade-fim recebem melhores salários e são os primeiros a serem promovidos, além de outros benefícios? Por que os efetivos policiais estão cada vez mais reduzidos? Seus funcionários desmotivados? Seus equipamentos obsoletos e sucateados? Por que as autoridades não buscam soluções efetivas e duradouras ao invés de paliativos e ações de marketing? Até que ponto os escândalos de corrupção e falcatruas (que normalmente viram "pizza") envolvendo pessoas e autoridades que deveriam dar o exemplo incentivam para o mal?

São vários os pontos de reflexão para as lideranças comunitárias trabalharem junto às sua bases e, com o tempo, atuarem como co-gestores desse processo, seja contribuindo para a busca de soluções mesmo que locais, cobrança junto às autoridades, exigindo o que lhes é de direito, etc.

O vídeo apresenta reportagens e pesquisas de uma triste realidade para reflexão.

Os questionamentos e os fatos apresentados são antigos, mas parecem recentes, mudando os personagens. Os erros são os mesmos. As desculpas idem. E as promessas....

ASSISTA o vídeo. CONHEÇA ESSA REALIDADE que vem à tona sempre que algo comove a opinião pública mas, infelizmente, LOGO É ESQUECIDA.

COMPARTILHE! Dê sua opinião! Participe da busca de soluções para sua comunidade! EXIJA das autoridades atitude! .....


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

POL COM AMPLIADO EM CAXIAS DO SUL

PORTAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
01.08.12-17:36

Policiamento comunitário será ampliado em Caxias do Sul



Mais sete bairros de Caxias do Sul terão policiamento comunitário ainda neste semestre. Universitário, Jardim América, Madureira, Cruzeiro, Cinquentenário I, Cinquentenário II e Marechal Floriano serão divididos em quatro núcleos (confira o mapa), e cada um desses núcleos receberá três policiais militares. O anúncio da ampliação foi feito nesta quarta-feira (1) pelo secretário da Segurança Pública, Airton Michels, durante o seminário de avaliação dos quatro meses de implantação do projeto em Caxias do Sul.

Mesmo em sua fase inicial, o programa já apresenta resultados positivos. Os indicadores que apresentaram maior redução foram furto de veículo (24%), arrombamento à residência (36%), roubo a posto de gasolina (57%), roubo a pedestre (18%).

Na avaliação de Michels, a redução nos indicadores de criminalidade é satisfatória, mas não é a única meta do programa. "Um dos pontos mais importantes do policiamento comunitário é a mudança de conceito de policiamento que o programa traz. Uma das principais conquistas é a construção de uma relação de respeito e parceria entre os policiais e a comunidade".

Essa mudança no conceito de policiamento já teve reflexos. Segundo o presidente da União das Associações de Bairro de Caxias do Sul, Valdir Walter, a comunidade aprovou o projeto e está satisfeita com os resultados. O coordenador de Polícia Comunitária, coronel Júlio César Marobin, afirmou que na primeira etapa foi "priorizada a área central da cidade, onde estão localizados os maiores indicadores de furto e roubo. A presença dos policiais inibe esse tipo de crime".

Os policiais moram nos bairros onde atuam e o aluguel das casas é pago pela prefeitura por meio de uma bolsa-auxílio no valor de R$ 600. Todos frequentaram o curso de Promotor de Polícia Comunitária, desenvolvido pelo Departamento de Ensino e Treinamento (DET), da SSP.

Michels entregou coletes a prova de balas para os policiais militares que irão atuar no policiamento comunitário. O Estado investiu R$ 200 mil para aquisição de equipamentos que serão utilizados pelos policiais. Estão sendo adquiridos armamentos, viaturas, rádios comunicadores portáteis, bicicletas, uma viatura, material de proteção para ciclismo e coletes a prova de balas. Também devem receber o programa de policiamento comunitário as cidades de Bento Gonçalves, Canoas, Sapucaia, Campo Bom e Cruz Alta.

Texto: Alexandra Saraiva
Foto: Camila Domingues
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305