O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quarta-feira, 28 de março de 2012

UPP E TRANSIÇÃO MILITAR


Começa no Rio nova etapa de pacificação de favelas. Bope ocupou áreas do Complexo do Alemão, numa ação que prepara a saída do Exército do local - ZERO HORA 28/03/2012

A Polícia Militar do Rio de Janeiro iniciou ontem uma varredura em duas comunidades do Complexo do Alemão, na Zona Norte, para a instalação das primeiras Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no local. A operação representa a preparação para a retirada do Exército da comunidade. Os militares estão na região desde novembro de 2010, mas até junho os cerca de 2 mil homens serão substituídos por PMs, numa transição gradual.

Os 750 homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque vão permanecer nas favelas Nova Brasília e Fazendinha por 10 dias. Nesse intervalo serão instaladas as duas primeiras UPPs no complexo, que compreende 13 favelas. Os PMs não encontraram resistências ao entrar na área. Três homens foram presos, um deles suspeito de ser o atual líder do tráfico na região. Foram apreendidas armas e drogas, além de produtos falsificados.

A transição no Alemão ocorre no momento em que se tenta administrar uma crise na Rocinha, com a volta da disputa pelo tráfico. Ontem, a PM anunciou novo aumento do efetivo responsável pelo policiamento na comunidade, na zona sul da cidade, ocupada desde novembro passado. Mais 40 policiais foram enviados para a favela, que já havia recebido 130 na última sexta-feira. Agora já são 350 os PMs em ação na Rocinha, que ainda não tem data para receber UPP.

A comunidade foi palco de crimes e confrontos nos últimos dias, quando nove pessoas foram assassinadas, entre elas um líder comunitário suspeito de envolvimento com o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem.

O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, defendeu a ocupação:

– Não podemos dizer que em quatro meses vamos trazer a paz total para essa comunidade nem para o Rio de Janeiro. Se tiver que colocar mais policiais, nós vamos colocar. A população pode acreditar que nessas comunidades onde já estamos não vai haver nenhum tipo de recuo, porque a ocupação é absolutamente necessária.

Segundo Beltrame, os crimes na Rocinha foram praticados por criminosos prejudicados pela ocupação policial.

O governador Sérgio Cabral (PMDB) emitiu nota. Segundo ele, a polícia está enfrentando um “tumor que estava matando o Rio de Janeiro”.

SUA SEGURANÇA | Humberto Trezzi. Mais do que na hora

A PM do Rio começou ontem a fazer a varredura final nas favelas Nova Brasília e Fazendinha para implantar as primeiras Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no chamado Complexo do Alemão, composto de 13 comunidades. Já era mais do que hora disso acontecer.

O Alemão, como é chamado pelos moradores, era o maior QG do crime organizado no Rio. As comunidades do complexo eram as que reuniam mais bandidos armados. E isso ficou escancarado após a fuga de centenas de criminosos com fuzis nas mãos, mostrada ao vivo pelas TVs, em novembro de 2010. Tomados aqueles morros, o Exército permaneceu lá, inclusive com tropas gaúchas. Até certa forma, uma decisão controversa, porque as Forças Armadas não conhecem bem os criminosos. É até possível que tenham conseguido se reorganizar, como está acontecendo na Rocinha, que já tem uma UPP e, apesar disso, enfrenta uma guerra de quadrilhas pelo controle do tráfico.

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