O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quinta-feira, 1 de março de 2012

CURITIBA - POLÍCIA COMUNITÁRIA EM ÁREA DE RISCO

Polícia comunitária será implantada em área de risco de Curitiba. Agência Brasil - CORREIO BRAZILIENSE, 01/03/2012 10:15


Curitiba – Cerca de 450 policiais civis, militares e da Guarda Municipal de Curitiba ocuparam na madrugada desta quinta-feira (1º/3) uma das áreas consideradas vulneráveis ao tráfico de drogas na capital. Às 6h, toda a região do bairro Uberaba já estava ocupada. O objetivo é encontrar pontos do tráfico. Não há prazo para o fim da operação, que terá prosseguimento com a implantação, no local, da polícia comunitária. Nesta quinta-feira estão sendo cumpridos 34 mandados de busca e apreensão.

A operação ocorre na área escolhida para a implantação da primeira Unidade do Paraná Seguro (UPS), que além de reforço policial, vai contar com outros serviços públicos, em parceria com as prefeituras. As unidades, que deverão ser implantadas em todo o estado, são semelhantes às de Polícia Pacificadora (UPPs), instaladas nas favelas do Rio de Janeiro, a diferença é que não terão a participação do Exército.

Segundo o secretário de Segurança Pública do estado, Reinaldo de Almeida César, o critério utilizado para a escolha da região onde está sendo implantada a primeira unidade da UPS foi técnico. Ele disse que o Paraná vai devolver uma vida comunitária regular aos moradores dessas regiões.

O conceito da unidade, conforme o secretário, não é o de intervenção, de constrangimento aos moradores. Serão identificados os pontos de tráfico e, em um segundo momento, realizadas ações saneadoras, com a prisão dos envolvidos. “Vamos continuar o que foi iniciado hoje, que pode ser chamado de congelamento da área. O governador Beto Richa quer um trabalho forte da polícia comunitária, próxima e amiga do cidadão. Ao lado disso, a implantação de políticas públicas pelo governo e prefeituras, com ações fortes para mudar a realidade local”, acrescentou Almeida César.

De acordo com o secretário, as unidades marcam nova época para a segurança pública no estado, com investimentos em torno de R$ 500 milhões. A meta para este ano é a implantação de dez unidades do Paraná Seguro em Curitiba, e o governo já está mapeando áreas de risco nos maiores municípios do estado, que também passarão a contar com o serviço.

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