O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

terça-feira, 27 de março de 2012

GOVERNO IMPLANTA PROJETO DE POLÍCIA COMUNITÁRIA EM BENTO GONÇALVES


Secretário Michels e o prefeito Roberto Lunelli celebram integração entre Estado e Município - Texto e foto: Antônio Candido. GOVERNO RS.http://www.rs.gov.br/26/03/12, às 13:59.

Bento Gonçalves, na Serra, também vai receber o projeto de Polícia Comunitária, desenvolvido pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), em parceria com o município. O anúncio foi feito pelo secretário Airton Michels, na manhã desta segunda-feira (26), em solenidade na prefeitura de Bento. O projeto segue o mesmo modelo do já instalado em Caxias do Sul, em que o município é o responsável pelo pagamento do aluguel das casas dos policiais, que passarão a morar nos bairros onde atuarão.

Airton Michels afirmou que a implantação do Polícia Comunitária é mais uma parceria que a Prefeitura de Bento Gonçalves está construindo com o Governo do Estado, por intermédio da SSP. Michels valorizou a participação dos municípios na iniciativa, como Caxias do Sul, Passo Fundo, Vacaria e Canoas, além de Bento Gonçalves. Acrescentou que, além da ação policial, o importante é a intermediação de conflitos pelos policiais, evitando que eles se transformem em crimes maiores. O secretário ressaltou ainda a participação da Polícia Civil no Polícia Comunitária em Bento Gonçalves, algo inédito nos demais projetos já implantados no Rio Grande do Sul.

O prefeito, Roberto Lunelli, assinalou a necessidade de integração nas atividades de segurança pública. "O município, sozinho, não faz nada. Da mesma forma o Estado, sozinho, não faz nada também. É preciso que todos trabalhem em conjunto". Durante a solenidade, Lunelli também apresentou o Plano Integrado de Segurança Pública integrada do Município e entregou uma cópia ao secretário Michels. O prefeito destacou a necessidade da implantação de políticas alternativas para a segurança pública, "pois o sistema tradicional já está esgotado".

Polícia Comunitária em Bento Gonçalves

O Polícia Comunitária contará com seis núcleos e 18 policiais militares, além de oito policiais civis. A SSP está finalizando um estudo para definir os bairros que serão contemplados, tendo como base dados técnicos, especialmente os índices de violência, como roubo e furto. Para o reforço no policiamento em Bento Gonçalves, a Secretaria está investindo R$ 350 mil para a aquisição de viaturas e equipamentos, como coletes e pistolas. Os policiais selecionados participarão do curso de capacitação que terá 40 horas/aula.

Esse projeto, a exemplo do de Caxias do Sul, tem como base o conceito de policiamento comunitário denominado de "Chuzaishoo" (originário do Japão) e traz para o perímetro urbano o conceito japonês que coloca o policial a morar em pequenas comunidades da zona rural.


COMENTÁRIO DO CEL ALBERTO AFONSO LANDA CAMARGO - Parece que o "inédito" projeto de polícia comunitária se está alastrando. Agora tem a té nome: é o "chuzaishoo", que deve ser como os japoneses pronunciam "churrasco", o que se aplica perfeitamente aos gaúchos.

A primeira novidade é que a polícia civil vai participar do projeto de Bento Gonçalves, embora a notícia não informe se a prefeitura vai alugar casas para os policiais civis morarem também na comunidade. O pagamento de aluguéis deve ser para que os policiais não reivindiquem melhores salários, pois até casas de graça para morarem eles vão ter. Desta forma, o governo se livra de reivindicações, pois vai sempre alegar que até casa de graça os policiais têm.

A segunda novidade é que o prefeito da cidade entregou para a secretaria de segurança o "PLANO INTEGRADO DE SEGURANÇA PÚBLICA", o que pode indicar que nem planejamento para a área fazemos mais, ficando isto sob a batuta da prefeitura.

A terceira novidade é que o prefeito acabou de descobrir e ensinar às autoridades estaduais que "há necessidade de integração nas atividades de segurança pública", coisa que, aliás, ninguém desconfiava e os técnicos na área nunca disseram, nem discutiram.

A quarta novidade é que o prefeito acabou, também, de descobrir que "há necessidade de implantação de políticas alternativas para a segurança", coisa, da mesma forma, que ninguém desconfiava que devesse ser feito, assim como nunca foi isto estudado nos nossos cursos de formação e de aperfeiçoamento.

Pode ser que, daqui a pouco, o prefeito descubra, também, que segurança pública é um sistema e, como tal, precisa da integração de outros órgãos, como MP e poder judiciário, e pague aluguel de casas para promotores e juízes também morarem nas comunidades e, assim, nos ensine que segurança pública depende também destes órgãos dentre outros.

Nenhum comentário: