O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quinta-feira, 15 de março de 2012

CONSTRUINDO TERRITÓRIOS DA PAZ

Alberto Kopittke, Diretor do Consórcio Metropolitano da Associação dos Municípios da RMPA/Granpal - JORNAL DO COMÉRCIO, 15/03/2012

Unidos geograficamente, os municípios da megacidade que é a Região Metropolitana de Porto Alegre enfrentam problemas comuns.

Por isso, 11 cidades se uniram para buscar soluções conjuntas e criaram o Consórcio Metropolitano da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), em agosto de 2011. Queremos ampliar a discussão sobre o papel do município na segurança pública.

Por isso, o consórcio se integrou ao projeto RS na Paz, do governo do Estado, que adota a mesma visão do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), de que segurança vai muito além de polícia.

Daí se originam os territórios da paz, com a intervenção do Estado em territórios conflagrados. É uma ação complexa, porque requer a integração entre diversas secretarias das três esferas de governo – União, Estado e municípios – e entre os diferentes órgãos de segurança, que historicamente atuam desintegrados.

Para discutir essa ideia, será realizado o seminário Construindo Territórios da Paz, em 29 de março, que abordará a experiência de Guajuviras, considerada pela Unesco um dos melhores exemplos de prevenção à violência.

O bairro de Canoas teve uma redução de 80% nos índices de homicídio, através de uma operação inteligente das polícias, políticas sociais de segurança, grandes obras de urbanização e o uso de tecnologia. Os participantes conhecerão ainda as experiências de Bogotá e Medelín, na Colômbia, e das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), no Rio de Janeiro.

Não faz sentido continuarmos insistindo no modelo antigo de segurança pública, que não tem planejamento, é reativo e não cria vínculo com a comunidade. Precisamos construir uma nova alternativa, com inteligência, valorização da polícia, programas para a juventude e integração entre polícia e comunidade.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Diante da vontade do Governo e dos municípios, está na hora do Comandante Geral da Brigada Militar institucionalizar e aprovar um manual para este tipo de policiamento ostensivo. Diretrizes, manuais e experiências práticas já existem na corporação e podem ser aperfeiçoadas.

Nenhum comentário: