O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

APROXIMAR O POLICIAL E O CIDADÃO


“Nós vamos aproximar o policial e o cidadão” - Coronel Nazareno Marcineiro comandante-geral da PM - Diário Catarinense, 04/01/2011

Diário Catarinense – A falta de policiais está evidentes na ruas. Em Florianópolis é difícil encontrar PMs nas ruas. O que fazer para melhorar essa situação?
Nazareno Marcineiro – O problema de falta de policiais não é um “privilégio” de Florianópolis. Em todo o Estado temos defasagem bastante marcante. O governador já acenou com a possibilidade de fazermos uma antecipação de inclusão daquele pessoal que foi recrutado para os quatro anos. É um processo. Não é algo que se faz da noite para o dia.

DC – Neste ano, quantos policiais virão?
Nazareno – Este ano nós vamos incorporar pelo menos mil policiais. Não é suficiente. Há sim a necessidade de mais.

DC – E esses PMs que estão em repartições públicas. Há uma queixa da sociedade com relação a essa situação.
Nazareno – (interrompe a fala...) E uma insatisfação minha com relação ao excesso de pessoas (PMs) que estejam em outros órgãos públicos que não a PM.

DC – O senhor pretende rever essa situação?
Nazareno – Sim. Eu espero e conto com apoio dos dirigentes de outros órgãos para que não se crie uma crise institucional e que esses policiais voltem, para que possamos colocá-los à serviço da sociedade na linha de frente da sociedade. Pretendo fazer isso de maneira bastante politizada.

DC – O senhor é da área de polícia comunitária. No RJ, estão se aumentando as unidades pacificadoras. Em Florianópolis há postos abandonados. Será meta construir novas áreas comunitárias?
Nazareno – Contribuí com o treinamento dos policiais no Rio de Janeiro nos últimos 10 anos. Da mesma forma tenho trabalhado aqui. O RJ possui características distintas daqui. Mas vamos trabalhar aqui na mesma direção: dando proximidade do policial ao cidadão.

DC – O Maciço do Morro da Cruz (Florianópolis) só tem a base do helicóptero e mais nada.
Nazareno – Sim. No máximo temos a necessidade e a carência de fazer ali um trabalho um pouco diferenciado. É um local muito difícil para lidar e nós vamos investir esforços para tornar fácil a ação de policiar nesses locais.

DC – A criminalidade está aumentando no Estado nos últimos anos. Como combater isso?
Nazareno – Existe a possibilidade de crescer, vai agravar-se nesse momento de afluxo de pessoas para cá que vêm de outros estados, mas depois tende a baixar. Estamos vivendo um novo momento na história da segurança pública do Brasil. Eu espero que isso se reflita bastante em SC.

Mais mil policiais até o final do ano. Novo comandante da PM falou dos principais problemas da corporação - DIOGO VARGAS, Diário Catarinense, 04/01/2011

Mil novos policiais ainda em 2011. Trazer de volta ao policiamento os militares que atuam em outros órgãos do serviço público. Implantar novas bases de polícia comunitária.

As promessas são do novo comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Nazareno Marcineiro, 51 anos. Natural de Criciúma, o oficial assumiu o cargo na manhã de ontem, em Florianópolis. Substitui o coronel Luis Maciel, que foi para a reserva.

Nazareno é conhecido na PM como intelectual e estudioso. Tem livros publicados sobre polícia comunitária, sua principal especialidade e atividade que desenvolve há 15 anos. Atualmente é doutorando em engenharia de produção e sistemas.

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