O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

CIDADE DÁ EXEMPLO DE INTEGRAÇÃO POLICIAL


Farroupilha dá exemplo de integração. Polícia Civil e Brigada Militar formam parceria que acelera apurações e amplia número de capturas - ANDREI ANDRADE, ZERO HORA 06/04/2011

A Polícia Civil e a Brigada Militar superam a rivalidade e servem de modelo de integração em Farroupilha, na Serra. Com as ações conjuntas, os dois órgãos poupam esforços, aceleram investigações e põem mais criminosos atrás das grades. Só em 2010, o município registrou um aumento de 25% no número de prisões de foragidos.

Afórmula é simples. Diariamente, policiais militares e civis se reúnem na sede da delegacia ou do batalhão, para compartilhar e cruzar informações obtidas em investigações. A troca permite o direcionamento de ações preventivas e cumprimento de mandados de forma mais ágil.

– Uma corporação não faz o trabalho da outra. Enquanto o setor de inteligência da BM atua na busca de informações, o trabalho da Polícia Civil é procurar provas. Acaba acontecendo que, muitas vezes, a apuração de um é a peça-chave para concluir a investigação do outro – observa a delegada Roberta Bertoldo da Silva.

Desde o início da parceria, em maio, já foram solucionados casos de roubos de veículo, apreensões de carga e tráfico que, segundo o coronel Leonel Bueno, teriam sido muito mais lentas se não fosse a integração.

– Ao mesmo tempo em que toda a investigação da Brigada tem seu fim nas ações da Polícia Civil, o trabalho da Civil depende muito da busca de informações que fazemos – diz Bueno.

Delegada propôs parceria

As atividades conjuntas entre Brigada Militar e Polícia Civil tiveram início em maio do ano passado, quando Roberta da Silva assumiu a Delegacia da Polícia Civil do município de 63 mil habitantes. Egressa de um curso de formação de escrivãs que reuniu agentes civis e militares na mesma sala de aula, Roberta observou a possibilidade de unir esforços. Propôs então a ideia ao comandante do 36º Batalhão da Polícia Militar, o coronel Leonel Bueno, que mostrou compartilhar da mesma convicção. Em duas semanas, as unidades já trabalhavam em sintonia.

A delegada acredita que um dos principais obstáculos a ser superado para expandir o exemplo a outros municípios é a vaidade na Brigada Militar e na Polícia Civil.

– É preciso consciência de que somos todos servidores públicos, e que o público não quer saber se o caso foi resolvido por A ou B. Quer a solução. E os comandantes, em cada cidade, precisam estar cientes de que o trabalho conjunto é mais eficiente e produtivo para a sociedade – afirma a delegada.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Nada como um bom exemplo destes para acreditar em integração policial entre forças estaduais tão diferentes, rivais e distantes. Nada como uma mesa para colocar problemas gerais e próprios de cada instituição num ambiente localizado onde as instituições são responsáveis pela preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Pena que não existe um sistema para definir objetivos, estratégias, tarefas, condutas e ações comuns entre as polícias.

É uma pena os representantes do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria não se envolverem nestas reuniões integradas, pois são eles que dão continuidade ao trabalho policial.

Infelizmente, as secretarias de segurança mais estimulam os conflitos e o partidarismo do que a integração e valorização policial num sistema otimizado. Valeu o exemplo dado pelos policiais de Farroupilha-RS.

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