O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

UPP COM RODÍZIO DE POLICIAIS???

Upps - Rodízio pode reduzir corrupção policial. Amadeu Epifanio - Rio de Janeiro(RJ) - 13/09/2011 - PORTAL DO FORUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA

Nesse começo de ocupação das UPP's nas comunidades pacificadas(...), tanto os moradores quanto os policiais das UPP's ainda sofrem certa pressão do crime organizado, em razão da perda do seu território estratégico para venda de drogas e é tanto o desespero dos traficantes em querer retornar "ao lar" que chegam à subornar os policiais instalados nessas comunidades pacificadas.

Como o salário destes policiais é motivo de orgulho para o governo do estado do Rio do Janeiro, mais o atendimento do nosso sistema de saúde pública, extensivo aos familiares, com padrão de atendimento de primeiro mundo (numa esca inversa), além das condições de moradia destes policiais, cujo os quais nossos governantes até invejam para si, nossos heróis (mais por sobreviver aos salários do que pelas mãos de traficantes) cabam por aceitar a propina para reforçar o orçamento, desde que não seja para atirar contra os próprios colegas que está lá embaixo. Não estou à defender aqui essa prática, assim como não defendo também o desleixo para com a categoria.

Para evitar este dilema de remorço, que vive os policiais, melhor seria então fazer um rodízio de policiais nestas UPP's, à fim de inibir esta prática que acaba por sujar a moral e a ética, não só de policiais, mas de toda coorporação, visto que esta prática não deve ser dar apenas num determinada comunidade, mas na maioria das UPP's. É fácil criticar policiais por aceitar proprina, em rãzão de suas condições de vida desfavorável.

E quanto aos nossos políticos que ganham muito bem obrigado e ainda vivem recebendo proprinas gordas de empreteiras e sabe-se lá de quem mais ? "A mão que segura o berço" não está mais limpa que a mão daqueles que tentam segurar o rojão de ser valente com espada fraca. Vamos ser mais coerentes quando o assunto é com policiais e com robocop's, como acreditam que sejam nossos governantes.

Vamos fazer um rodízio, à princípio mais constante e sem data certa, para que nem os traficantes ou mesmo os policiais possam se programar em cumprir uma agenda diferente do que seria o certo e o ideal.

Acho que vale fazer a mesma afirmação porém, direcionado à todos os envolvidos, principalmente aos moradores em avisar da presença silenciosa de traficantes em sua comunidade: SOMOS PELO O QUE SOMOS.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É estapafúrdia esta proposta de fazer rodízio dos policiais. Um dos pilares da filosofia do policiamento de aproximação empregada nas UPPs é a integração entre policial e morador, polícia e comunidade, para fortalecer a confiança entre eles e no sistema. E o sucesso do programa depende da relação pessoal e da confiança. Fazendo rodízio, esta relação se perde causando graves prejuízos à confiança na polícia. Deve-se sim identificar os corruptos e tirá-los do grupo policial que foi treinado para este tipo de policiamento, e não, por causa de um ou dois corruptos, sacrificar toda a equipe.

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