O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

DNA DO CRIME - INVESTIGAÇÃO GANHA BANCO GENÉTICO


Sistema com dados de 16 Estados e da PF começa a funcionar em novembro - FRANCISCO AMORIM, ZERO HORA, 28/10/2011

Criado para reunir informações genéticas coletadas em locais de crimes e com suspeitos, um banco de dados nacional começa em meados do próximo mês a cruzar dados já inseridos por peritos em 16 Estados e pela Polícia Federal. Enquanto não é votado na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que prevê que todos os apenados forneçam amostra de seu DNA, o banco de dados será usado para verificar conexões entre casos já investigados isoladamente ou que estejam em andamento.

Idealizado para ajudar nas investigações feitas pelo FBI, a polícia federal norte-americana, o software que analisa códigos genéticos foi testado ao longo do ano passado no Rio Grande do Sul. Desde maio, os códigos de DNA extraídos de amostras – como sangues, saliva e fios de cabelos – coletadas por peritos gaúchos em locais onde ocorreram crimes, no corpo de vítimas ou ainda cedidas voluntariamente por suspeitos estão sendo inseridos no Programa Codis 5 (Combined DNA Index System).

Algumas informações datam do início dos trabalhos no laboratório de genética forense – projetado em 1998 e que entrou em atividade em 2000. Essas informações serão compartilhadas com outros Estados, que também estão alimentando o sistema. Com isso, os rastros de um bandido que age em diferentes locais poderão ser identificados.

– Além dos casos antigos, casos novos estão sendo inseridos – conta Cecília Helena Fricke Matte, a chefe do setor de genética forense do Instituto-geral de Perícias.

Se o projeto de lei que tramita no Congresso for aprovado, a expectativa é que casos insolúveis do passado possam ser resolvidos. Isso porque amostras de DNA coletados em locais de crimes e no corpo de vítimas de casos sem autoria poderão ser comparados com os códigos genéticos de apenados.

Programa auxiliará no reconhecimento de corpos

A perito químico-forense Trícia Albuquerque explica ainda que começam também na próxima semana os testes com o Codis 6, que será usado na identificação de desaparecidos. A Exemplo do Codis 5, utilizado para informações criminais, o segundo programa auxiliará no reconhecimento de corpos e ossadas a partir de informações genéticas reunidas em diferentes Estados.

– Essas informações serão cruzadas com o DNA de familiares de pessoas desaparecidas em todo o Brasil – revela.

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