O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

TECNOLOGIA CAPACITANDO A POLÍCIA

O lado bom da polícia - Opinião do Estado de São Paulo, 06 de setembro de 2010

Depois de dar prioridade às atividades de inteligência, de planejamento e de melhoria de relacionamento com entidades comunitárias, o que levou o Estado de São Paulo a bater recordes de queda dos níveis de criminalidade nos últimos anos, a Polícia Militar (PM) paulista agora vai investir em tecnologia com o objetivo de aumentar a eficiência do patrulhamento feito por viaturas nos grandes centros urbanos.

A experiência, que vai começar na capital, prevê a aquisição de material eletrônico de última geração, no valor de R$ 32 milhões, entre 2010 e 2011. Os testes começaram na semana passada, com quatro veículos operando nas áreas centrais, e, no próximo ano, a experiência será estendida ao patrulhamento dos bairros.

O plano da PM é dotar as 4 mil viaturas que atuam na cidade de São Paulo com câmeras, GPS e computador de bordo, o que dará a cerca de 20 mil policiais condições de gravar as abordagens e as perseguições e de obter informações em tempo real. Com isso, eles poderão chegar mais rapidamente aos locais para onde são chamados e contarão com um sensor que avisará o Centro de Operações da PM (Copom) quando estiverem em situações de perigo. Desse modo, se, por exemplo, um bombeiro acidentar-se ou um policial levar um tiro, o Copom saberá imediatamente da ocorrência, mesmo que eles não tenham condição de pedir socorro.

As imagens das câmeras também permitirão ao Copom acompanhar as operações e decidir, com rapidez, quando é caso de mandar reforço. E, como tudo ficará gravado, haverá um controle mais eficiente do desempenho de cada policial no exercício de suas funções. As câmeras também ajudarão a coibir eventuais desvios de conduta, como extorsões e abusos da força física. E permitirão ao Copom saber o tempo e os locais em que cada viatura ficou parada durante todo o dia.

Graças a essa tecnologia, por exemplo, ao se aproximar de um estabelecimento comercial ou de um cruzamento de ruas, atendendo a chamado ou para investigar uma ocorrência, as viaturas policiais receberão online do sistema de informações da PM os nomes dos assaltantes e traficantes que costumam agir na região, as fotos dos suspeitos e as indicações das viaturas policiais mais próximas, caso haja necessidade de serem chamadas.

Além disso, as autoridades estaduais de segurança pública pretendem fazer um convênio com a Prefeitura Municipal de São Paulo, equipando com câmeras, GPS e computadores de bordo cerca de 240 viaturas da Companhia de Engenharia de Tráfego e do serviço de fiscalização. Com isso, tanto as viaturas policiais quanto as municipais poderão trocar informações sobre bares clandestinos, terrenos baldios, buracos e perturbação de sossego. A ideia é que a PM "compartilhe soluções", municiando as subprefeituras paulistanas com dados que permitam fazer obras públicas em áreas problemáticas.

Ao enviar informações sobre um terreno baldio em uma rua sem iluminação pública, por exemplo, a PM informará as autoridades municipais se ali houve uma ocorrência policial grave e qual é a probabilidade - baixa, média ou alta - de novas ocorrências no local. Com as obras das subprefeituras, as autoridades estaduais de segurança pública esperam melhorar a prevenção de crimes, reduzindo o número de ambientes que facilitam a ação de delinquentes. Se a experiência der certo, o comando da PM quer firmar convênios semelhantes com outras cidades de porte médio do Estado de São Paulo, cuja expansão econômica está atraindo criminosos de outras regiões.

Ao propiciar mais agilidade no patrulhamento, a experiência que a PM está iniciando vai exigir esquemas mais sofisticados de treinamento dos soldados, cabos e sargentos. As novas tecnologias audiovisuais exigem profissionais mais preparados, capazes de tomar decisões rápidas.

Nos países onde esse programa foi adotado, os resultados têm sido excelentes. Inteligência e tecnologia são decisivas para a melhoria da segurança pública e, neste aspecto, São Paulo caminha na direção certa.


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