O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

FACEBOOK, FERRAMENTA CONTRA O CRIME

PERFIL DEDO-DURO. Facebook, ferramenta contra o crime - ZERO HORA 11/07/2011

Uma nova estratégia de investigação criminal, utilizando-se do espaço virtual e da febre das redes sociais, está obtendo bons resultados. Há pelo menos três casos bem-sucedidos. Policiais criam perfis e se relacionam com suspeitos, para obter informações e provas.

O Facebook se converteu nessa ferramenta contra o crime. A polícia se aproveita de que milhões de pessoas se relacionam pelas redes sociais e trata de usá-la contra criminosos. Em Buenos Aires, a divisão de investigações da capital argentina adotou a estratégia digital.

– Mergulhando nas redes sociais, vimos que uma pessoa tinha um perfil no Facebook. Então, decidimos criar uma jovem virtual, com todas as características de uma pessoa verdadeira: fotos, informações. Levamos tempo. Em um primeiro momento, o investigado era reticente. Mas, com o passar das semanas, começou um relacionamento. Foram quatro meses. O vínculo se tornou muito estreito, o procurado se apaixonou pela jovem virtual – explicou ao jornal argentino La Nación o responsável por essa investigação, Fabián Viscaino.

Até que ocorreu o encontro. Um encontro frustrante, é claro.

– Dissemos para o procurado que a jovem tinha uma viagem até Pergamino para dar aulas. Marcamos um encontro nas imediações de um hotel. Antes de se encontraram, mantiveram uma comunicação que durou 40 minutos. Quando ele foi ao encontro dela, o detivemos – conta o policial.

O curioso foi a reação do procurado no instante da prisão. Ele estava, segundo Viscaino, mais preocupado porque não iria se encontrar com a jovem do que com a detenção em si, tal era sua ilusão.

Outro caso, também na Argentina, é o de um detetive particular que foi contratado para investigar uma relação extramatrimonial. Uma mulher foi investigada pelo Facebook, com a criação de um falso perfil, e flagrada em sua infidelidade conjugal. O casamento, então, chegou ao fim.

– Cada vez mais, as redes sociais é usada em investigações, com o uso de perfis falsos. Muitas informações são conseguidas assim – afirmou Jack, da empresa Detetives Argentinos.

Outro caso ocorreu nos Estados Unidos. Angela Voelkert, 29 anos, seria assassinada pelo marido. Então, a polícia criou um perfil falso para ter informações. Uma jovem virtual atraiu o marido. Para surpresa de Angela, seu agora ex-marido confidenciou para a amiga falsa: ele planejava matá-la e fugir com os filhos.

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