O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

DELEGACIA ESPECIALIZADA EM SEQUESTROS RELÂMPAGOS

SP terá delegacia especializada em sequestros relâmpagos. Plano de reforma dos departamentos prevê um ''super DHPP'', que cuidará também de homicídios e chacinas - 30 de junho de 2011 | 0h 00 - Marcelo Godoy - O Estado de S.Paulo

Criar uma delegacia para investigar sequestros relâmpagos e outras duas contra lavagem de dinheiro, além de padronizar as estruturas dos departamentos. Essas são algumas das medidas preparadas pela Polícia Civil nesta segunda fase da reforma de sua estrutura, que vai afetar os departamentos especializados.

O plano de reforma dos departamentos deve ficar pronto agora em julho. A primeira parte da reforma da Polícia Civil começou em abril, com o reagrupamento de delegacias em cidades do interior - foram fechadas unidades consideradas desnecessárias para tirar policiais de funções burocráticas e passá-los para a investigação de delitos.

O plano da Delegacia-geral e da Secretaria da Segurança Pública é transformar o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em um superdepartamento. Além de apurar os assassinatos, roubos seguidos de morte e chacinas na capital, passará a contar com a Divisão Antissequestro (DAS).

A divisão terá uma delegacia contra os sequestros clássicos, outra contra extorsões e uma nova unidade que centralizará pela primeira vez o combate aos sequestros relâmpagos no Estado. A divisão contará ainda com a atual delegacia de pessoas desaparecidas. Segundo o delegado-geral, Marcos Carneiro Lima, o desaparecimento é muitas vezes o começo de um sequestro.

Hoje, a DAS é parte do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). Carneiro espera que a passagem dela para o DHPP deixe claro que "o mais importante no crime de sequestro são os efeitos que ele causa na vítima". O DHPP terá ainda sob sua ordem o Grupo Especial de Resgate (GER), que atua em crises com reféns.

Lavagem. Outra aposta será a ampliação do combate à lavagem de dinheiro. Hoje, o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) conta com esse tipo de unidade - voltada contra a lavagem de dinheiro de sonegação fiscal, fraudes e crimes contra a economia e o consumidor. Além do DPPC, o Deic e o Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) vão contar com delegacias iguais contra a lavagem do dinheiro de traficantes e de organizações criminosas ligadas ao roubo de cargas, de veículos e de banco, além de golpistas.

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