O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

sábado, 18 de junho de 2011

UPP - ESPERANÇA VERDE-E-ROSA


UPP da Mangueira traz esperança Verde-e-Rosa. Ocupação da favela, amanhã, alimenta sonhos de paz no morro e em nove bairros - Reportagem de Flávio Araújo e Vania Cunha - O DIA, 18/06/2011

Rio - Um clima de expectativa paira sobre o Morro da Mangueira e os nove bairros vizinhos, às vésperas da ocupação da comunidade para a instalação da 18ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Nas primeiras horas de amanhã, 400 homens das forças de segurança estadual e federal vão iniciar a libertação da favela do domínio do tráfico. Ontem, como uma prévia da ação, o Batalhão de Choque fez um cerco ao morro, enquanto um helicóptero da polícia realizava mapeamento da área.

Apesar da tensão antes da entrada da polícia, moradores já sonham com melhorias, principalmente em relação à segurança. Esperança para uma região onde vivem mais de 100 mil pessoas — abrangendo São Cristóvão, Benfica, Tijuca, Maracanã, Vila Isabel, Rocha, São Francisco Xavier, Sampaio e Riachuelo.

“A Mangueira já é uma referência internacional e atrai turistas. Com a pacificação, a expectativa é de crescimento econômico na região. Além disso, 70% da minha clientela são da Uerj, e a segurança na área precisa melhorar”, avaliou José Manuel Gonçalves, de 58 anos, dono de um restaurante em Vila Isabel.

O segurança Thiago Reis, 26 anos, crê que poderá frequentar a quadra da Estação Primeira sem riscos. “Também espero a diminuição de usuários de crack, que cometem roubos nas ruas próximas”, torce. A coordenadora do projeto social Um Dia Feliz, Dulce Santos, 43, resume o sentimento de quem vive no morro: “Não basta usar a força policial para entrar, é preciso atender às demandas da população. Aqui os benefícios sempre ficaram às margens”.

Mês passado, O DIA noticiou que a ocupação da Mangueira será a primeira contar com o aparato do Comando de Operações Especiais da PM.

Helicópteros, blindados e ‘Transformers’

Os veículos blindados da Marinha — usados na retomada dos complexos da Penha e do Alemão, ano passado, e das favelas de Santa Teresa, Estácio, Catumbi e Rio Comprido, este ano — serão acionados para apoiar os ‘caveirões’ da PM e da Polícia Civil.

O planejamento para a ocupação da Mangueira contará ainda com equipamentos da Unidade de Intervenção Tática do Bope: as retroescavadeiras ‘Transformers’, caminhões-prancha e baú, muncks e helicópteros blindados. Cães farejadores também vão entrar em ação.




A nova UPP, que deve ter duas bases e cerca de 250 policiais, vai beneficiar também as comunidades vizinhas do Morro dos Telégrafos e Parque Candelária. A unidade fecha o cinturão de segurança no Maciço da Tijuca e no entorno do Maracanã, onde haverá jogos da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.

Ações preparatórias para minar resistência começaram há 2 meses

A preparação para a retomada do Morro da Mangueira começou há dois meses, com várias operações da polícia. Mês passado, a PM fechou um túnel de 200 metros, que servia como rota de fuga de bandidos. Na ocasião, policiais civis fizeram varredura para localizar criminosos.

Ontem, 50 policiais do Batalhão de Choque, com o apoio de um blindado, cercaram os acessos à comunidade pelo lado do Largo do Pedregulho e fizeram uma incursão no Morro do Tuiuti, em São Cristóvão. Segundo a PM, o objetivo era evitar que bandidos retirassem armas, munição e drogas da Mangueira.

Dois homens foram presos — um deles havia saído da Mangueira. Os PMs apreenderam dois adolescentes, além de um revólveres, material para embalar drogas, touca ninja e cinco camisas com inscrição de empresa de telefonia.

Na ação de amanhã, um centro de triagem será montado na comunidade, onde os policiais vão dispor de computadores com banco de dados para identificar suspeitos. Uma equipe da Corregedoria da PM vai acompanhar toda a operação, para ouvir as reclamações de moradores e evitar abusos.

PM monta base em favelas de Caxias para prender foragidos de comunidades do Rio

O Complexo da Mangueirinha, no Corte Oito, Duque de Caxias, receberá uma base fixa da Polícia Militar. Segundo o comandante do 15º BPM (Caxias), coronel Álvaro Moura, há indícios de que criminosos da Mangueira se refugiaram no conjunto de favelas após o anúncio da ação para implantar a UPP na comunidade do Rio.

Ontem, em operação que mobilizou quatro batalhões, PMs trocaram tiros com traficantes. Um homem morreu. Com ele, havia uma pistola e três quilos de maconha.

Pichação com a inscrição ‘saudades do Alemão’, num muro da comunidade, era mais um indício da presença de bandidos do Rio.

“Há muitos traficantes de outras regiões que se uniram à quadrilha daqui. Vamos continuar com as ações por tempo indeterminado”, afirmou o coronel Moura. (Isabel Boechat)

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