O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

UMA CENTRAL "CLASSE A"




Uma Central de Polícia classe A

DP EXEMPLAR. Canoas inaugura moderna delegacia, que servirá de modelo para instalações da corporação em outras seis cidades gaúchas - HUMBERTO TREZZI, ZERO HORA, 22/06/2012


Começou a funcionar esta semana em Canoas, na Região Metropolitana, uma delegacia com padrão de primeiro mundo. O modelo canoense deve ser copiado em seis cidades gaúchas.

Quem chega à Central de Polícia do município recebe uma senha eletrônica para atendimento personalizado, em guichês. Cadeiras anatômicas estão espalhadas no local para quem precisa aguardar a vez.

Caso consiga descrever quem cometeu um crime, a vítima é encaminhada a uma sala para reconhecimento de criminosos, com vidros escuros. A pessoa agredida consegue visualizar o suspeito, mas o contrário não ocorre. A maioria das delegacias gaúchas não conta com um dispositivo assim.

O prédio, com 2,4 mil metros quadrados, foi desenhado por dois policiais-arquitetos e custou R$ 5 milhões. Há salas exclusivas para representantes da BM, do Ministério Público e da Defensoria Pública, além de advogados, com computadores e telefones.

Vítimas com traumas são atendidas por psicólogos

Não param aí os avanços, que deixam no passado as acanhadas e precárias repartições da Polícia Civil. A vítima de crime não precisa se preocupar em ficar no mesmo ambiente que o suspeito preso, já que criminidos ingressam na delegacia por outra entrada. Caso exiba sinais de trauma, a vítima é encaminhada para psicólogos e assistentes sociais.

O novo modelo de delegacia não esqueceu dos criminosos. Quando presos em flagrante, eles ficam em quatro celas amplas. Em frente, estão gabinetes destinados à Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e promotores públicos. É proposital, para que os advogados possam conferir se o detido está em boas condições e não foi pressionado.

A Central de Polícia, no bairro Moinhos de Vento, abrange uma Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Canoas (DPPA, para lavrar prisões em flagrante), a 3ª DP (orientada a atender casos envolvendo idosos) e a Delegacia Regional, que coordena policiais da Região Metropolitana.

– Temos aqui o oposto dos prédios alugados, muitas vezes em péssimas condições, que caracterizam grande parte das repartições policiais no Estado. Faz justiça a uma cidade com a terceira maior população do Estado e problemas bem conhecidos – exalta o delegado regional, Edilson Paim.


Caxias do Sul é o próximo município beneficiado

O município de Taquara já conta com uma Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (que atende flagrantes de todo o Vale do Paranhana) e Novo Hamburgo, também. Mas o modelo ainda não chega à excelência buscada com o prédio agora inaugurado em Canoas.

O próximo passo é investir em um município fora da Região Metropolitana. Segunda cidade mais populosa do Estado, com 435 mil habitantes, Caxias do Sul será a nova beneficiada com uma moderna Central de Polícia. O prédio, já em construção, está avaliado em R$ 5 milhões e contará, além da DPPA, com uma DP e a Delegacia Regional (aos moldes das instalações de Canoas).

Deve estar pronto no início de 2013, acredita o delegado Jorge Luís Soares, da Divisão de Serviços Gerais da Polícia Civil.

As demais cidades

- Passo Fundo – O prédio da Central de Polícia já está licitado. Será adaptação de uma DPPA já existente. Para complementá-lo, incluindo a Delegacia Regional e uma DP de bairro, estão reservados R$ 1,3 milhão. A conclusão está prevista para 2013.

- São Leopoldo – O terreno será o mesmo da atual Delegacia Regional, mas o prédio será novo. Deve começar em breve a licitação.

- Gravataí, Rio Grande e Erechim – Já existe decisão de construir Centrais de Polícia nesses municípios, com base no número de ocorrências e na importância regional. Ainda não começaram os trâmites.

OUTRAS POSSIBILIDADES

- Viamão e Porto Alegre (bairro Restinga ) – Em Viamão a ideia é construir uma central com DPPA e uma delegacia de bairro. Na Restinga (extremo sul da Capital), o plano é ter uma unidade do Instituto-geral de Perícias e uma Delegacia da Mulher, além da DP do bairro. Ainda não começaram os trâmites.




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