O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

KOBANS - Polícia do Brasil e Japão dão curso em São Paulo


Polícia do Brasil e Japão dão curso em São Paulo - Assessoria de Imprensa do Ministério da Justiça.

Teve início nesta segunda-feira (16/8) um curso sobre policiamento comunitário com a participação de policiais de onze estados. Eles participarão das aulas ministradas por profissionais do Japão e da Polícia Militar de São Paulo.

Até o próximo dia 27, os 40 participantes do Curso Internacional de Polícia Comunitária irão conhecer o sistema de bases comunitárias Koban (Japão) e o trabalho já desenvolvido pela polícia paulista — pioneira no intercâmbio de conhecimento com os japoneses.

Participam das aulas policiais do Acre, Pará, Alagoas, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Este será a última edição do curso em 2010. Outras três edições já estão previstas para o próximo ano.

Com essa iniciativa, a Senasp espera capacitar agentes de segurança (oficiais, tenentes e capitães) de 11 estados para difundir e replicar essa filosofia de trabalho, principalmente nas regiões atendidas pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

A indução dessa política já apresenta os primeiros resultados. Há oficiais treinados nesse curso que comandam Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) no Rio de Janeiro, Bases Comunitárias no Pará, coordenam trabalhos em Minas Gerais e reestruturam a Polícia Interativa no Espírito Santo. No Distrito Federal, também estão implementando o que aprenderam nos Postos Comunitários de Segurança.

O treinamento é organizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), pelo Ministério da Justiça, pela Agência Internacional de Cooperação do Japão (Jiica), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e pela PM.
O curso funcionará na Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB), na zona norte de São Paulo, e tem programado várias visitas às bases comunitárias de segurança do estado.

Os estados, ao acordarem com a Senasp para participarem do projeto, se comprometeram a criar coordenações de Polícia Comunitária nas estruturas da SSP ou da Polícia Militar com o objetivo de implementar ou ampliar suas ações de Polícia Comunitária, ou seja, aquelas de prevenção primária da violência. Esse mesmo curso já capacitou cerca de 280 oficiais em sete edições.

Também pelo acordo, já receberam treinamento no Japão dois oficiais de cada estado envolvido no projeto. “A complementação do curso é muito importante para o aprimoramento dos conhecimentos e futura difusão desses nos estados de origem. Com essa parceria houve grande aproximação dos policiais dos diversos estados envolvidos que trocam experiências”, explicou o coordenador de Polícia Comunitária da Senasp, Cristiano Guedes.

O Japão acumula experiência de 130 anos em policiamento comunitário. As atividades são colocadas em prática por meio de postos policiais menores (Kobans) e maiores (Chuzaisho). Em 2002, existiam 6,5 mil kobans e 8,1 mil chuzaishos com 8,4 mil policiais (40% da força policial do país atuando principalmente, na prevenção).





Com informações do Cel Mamedes por email. obrigado!

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