O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

ONG NA UPP





ZERO HORA 06 de dezembro de 2012 | N° 17275

SOLIDARIEDADE GAÚCHA

ONG treinará voluntários para atuar em UPPs no Rio


A organização não governamental gaúcha Parceiros Voluntários irá treinar voluntários para trabalhar em favelas pacificadas do Rio de Janeiro. O projeto, que deve ser concluído em abril do ano que vem, irá capacitar 110 líderes comunitários de 55 ONGs cariocas em gestão administrativa e gestão para o voluntariado, o que beneficiará cerca de 1,4 mil pessoas em vulnerabilidade social.

Com uma metodologia própria e desenvolvida ao longo dos anos, a ONG gaúcha habilitará os líderes cariocas a utilizar uma ferramenta para criação de site na internet, onde eles poderão prestar contas, mobilizar e cadastrar voluntários, parceiros e financiadores.

O processo de desarticulação de quadrilhas que controlavam morros cariocas se inicia com uma ação do governo estadual – em novembro de 2008, foi instalada a primeira Unidade de Polícia Pacificadora do Rio, no morro Santa Marta. Com o território livre do poder paralelo, o município mapeia as reais necessidades das favelas, identificando os serviços mais carentes, como educação e saúde. Por último, o Instituto Pereira Passos aponta as organizações não-governamentais que mais necessitam de capacitação nas favelas. Com esta identificação em mãos, começou o projeto Rede Comunidade Integrada, capitaneado pela Parceiros Voluntários.

Na capital fluminense, o trabalho será realizado por meio de um contrato com a ONU-Habitat, um segmento da Organização das Nações Unidas que financia a pacificação das favelas.

– O governo e o município querem que as lideranças locais estejam fortalecidas. Precisamos trabalhar os líderes para que eles reivindiquem os seus direitos – afirmou gerente de mobilização da Parceiros Voluntários, Cláudia Remião Franciosi.


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