O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

POL COM AMPLIADO EM CAXIAS DO SUL

PORTAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
01.08.12-17:36

Policiamento comunitário será ampliado em Caxias do Sul



Mais sete bairros de Caxias do Sul terão policiamento comunitário ainda neste semestre. Universitário, Jardim América, Madureira, Cruzeiro, Cinquentenário I, Cinquentenário II e Marechal Floriano serão divididos em quatro núcleos (confira o mapa), e cada um desses núcleos receberá três policiais militares. O anúncio da ampliação foi feito nesta quarta-feira (1) pelo secretário da Segurança Pública, Airton Michels, durante o seminário de avaliação dos quatro meses de implantação do projeto em Caxias do Sul.

Mesmo em sua fase inicial, o programa já apresenta resultados positivos. Os indicadores que apresentaram maior redução foram furto de veículo (24%), arrombamento à residência (36%), roubo a posto de gasolina (57%), roubo a pedestre (18%).

Na avaliação de Michels, a redução nos indicadores de criminalidade é satisfatória, mas não é a única meta do programa. "Um dos pontos mais importantes do policiamento comunitário é a mudança de conceito de policiamento que o programa traz. Uma das principais conquistas é a construção de uma relação de respeito e parceria entre os policiais e a comunidade".

Essa mudança no conceito de policiamento já teve reflexos. Segundo o presidente da União das Associações de Bairro de Caxias do Sul, Valdir Walter, a comunidade aprovou o projeto e está satisfeita com os resultados. O coordenador de Polícia Comunitária, coronel Júlio César Marobin, afirmou que na primeira etapa foi "priorizada a área central da cidade, onde estão localizados os maiores indicadores de furto e roubo. A presença dos policiais inibe esse tipo de crime".

Os policiais moram nos bairros onde atuam e o aluguel das casas é pago pela prefeitura por meio de uma bolsa-auxílio no valor de R$ 600. Todos frequentaram o curso de Promotor de Polícia Comunitária, desenvolvido pelo Departamento de Ensino e Treinamento (DET), da SSP.

Michels entregou coletes a prova de balas para os policiais militares que irão atuar no policiamento comunitário. O Estado investiu R$ 200 mil para aquisição de equipamentos que serão utilizados pelos policiais. Estão sendo adquiridos armamentos, viaturas, rádios comunicadores portáteis, bicicletas, uma viatura, material de proteção para ciclismo e coletes a prova de balas. Também devem receber o programa de policiamento comunitário as cidades de Bento Gonçalves, Canoas, Sapucaia, Campo Bom e Cruz Alta.

Texto: Alexandra Saraiva
Foto: Camila Domingues
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305

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