O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

segunda-feira, 8 de março de 2010

UPPs - Policiais mulheres exercem o papel principal no comando


NOSSA HOMENAGEM ÀS MULHERES POLICIAIS NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

Policiais mulheres exercem o papel principal na pacificação de favelas do Rio. Comandantes assumiram a frente das UPPs do morro Dona Marta e da ladeira dos Tabajaras - Carolina Farias, do R7 no Rio

Duas mulheres carregam nas costas a responsabilidade de fazer dar certo o principal projeto do governo do Estado do Rio de Janeiro para combater a violência em favelas da capital. Priscilla de Oliveira Azevedo, de 32 anos, e Rosana Alves, de 30 anos, comandam, respectivamente, as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas comunidades do morro Dona Marta e da ladeira dos Tabajaras/morro dos Cabritos, na zona sul. As duas viram a vida mudar depois de assumirem os comandos desses postos.

Outras quatro comunidades cariocas têm UPPs, porém, estão sob o comando de oficiais homens da Polícia Militar. O projeto começou há um ano e três meses no morro Dona Marta, já com Priscilla no comando. Quando foi convidada para ficar à frente da primeira UPP, ela diz ter ficado um pouco apreensiva com a novidade. Já Rosana ficou ansiosa, conhecia a empreitada pela colega - de farda e de curso de oficiais - e adorou o convite.

O desafio dessas mulheres é grande. Além de acabarem com a presença de traficantes armados nas favela, elas têm de introduzir nas comunidades os preceitos de polícia comunitária, com a participação ativa na vida dos moradores.

Para Priscilla, o primeiro desafio foi o fato de a experiência ser pioneira no Rio. Com 12 anos na PM, a capitão nunca havia trabalhado em policiamento comunitário, que têm preceitos diferentes do trabalho de polícia convencional. Na UPP, ela tem sob seu comando 120 policiais, todos homens, responsáveis por uma favela de 8.000 moradores.

- Na hora [em que fui chamada] pensei: meu Deus, isso aí não dá não! Porque era a primeira, eu ia buscar referência onde? Não era medo do morro não, era medo da missão. Aqui o medo que eu tinha era de a comunidade não me aceitar. Mas, medo de vagabundo eu não tenho não.

Com sensibilidade, Priscilla, que nunca sentiu preconceito dos moradores por ser mulher, vem conquistando espaço na comunidade. Para ela, a visão que a população tinha da polícia está mudando a partir da instalação da UPP.

Para se manter presente e conhecer a rotina do morro, ela “está em todas”. Nunca fica em sua sala, na sede da UPP, no alto do morro. Sempre está fazendo rondas e, a partir disso, passa a conhecer os moradores. No início do trabalho, dormiu muitas noites em um batalhão que fica no meio da comunidade para saber como é o morro à noite.

O mais difícil para a capitão é mostrar aos moradores que a favela é um lugar deles, onde podem exercer seus direitos, sem temer a violência.

- Nosso objetivo maior aqui era retomar o terreno, tirar da facção. O cidadão tem de ter vida normal. Sair na hora que quiser, entrar na hora que quiser. Ficar no portão de casa se quiser. Temos de mostrar assim: 'Olha, a comunidade é de vocês. A gente está aqui como força policial para garantir isso, mas a gente tem de trabalhar junto'.

Com tanto trabalho na UPP, não sobra muito tempo livre. O namoro, quase acabou e, só agora, mais de um ano depois, ela conseguiu marcar uma consulta médica. O curso de direito, no último ano, foi trancado e as aulas de inglês, abandonadas.

Ensinar a pescar

Rosana está há pouco mais de um mês à frente do comando da UPP da ladeira dos Tabajaras/morro dos Cabritos. É nova no projeto, mas fala com propriedade sobre o trabalho. Ela foi chamada para assumir o posto após fazer pós-graduação em segurança e cidadania. Seu desafio é um pouco maior que o de Priscilla. Nas duas comunidades, moram 20 mil pessoas e ela comanda 142 policiais militares. Ainda não há uma sede para a UPP, que está abrigada em dois contêineres no meio da comunidade Tabajaras.

Apesar da euforia com o novo posto, Rosana diz que temeu resistência por parte dos moradores pelo fato de ser mulher. O medo foi em vão - ela também não enfrentou preconceito.

- Uma amiga me disse para eu abrir meu sorriso largo. Agora foi a comunidade que me conquistou.

Para entender as comunidades, além de rodar pelas vielas e falar com seus habitantes, Rosana estudou todo o passado da Tabajaras e do morro dos Cabritos. A capitão quer aplicar o conhecimento adquirido no curso de pós-graduação, principalmente, noções de cidadania, para que os moradores das duas comunidades saibam fazer valer seus direitos.

- Em vez de trazer soluções, eu ouço e acolho para que eles caminhem por eles mesmos. Porque isso [recuperação da cidadania] não pode ficar atrelado à minha pessoa (...) Ao invés de eu estar trazendo o peixe, eles vão saber pescar.

Um exemplo de que o trabalho já dá resultado são as denúncias de violência doméstica que Rosana recebe das próprias vítimas. Segundo ela, antes as mulheres temiam denunciar maridos e companheiros, porque eles diziam que eram aliados a traficantes. Agora, as mulheres tomam coragem e procuram a comandante.

- Quero marcar uma reunião com essas mulheres e uma juíza que vai explicar o que elas têm de fazer.

Vida do avesso

Rosana também viu sua vida mudar bastante após o início do trabalho na UPP. Apesar do dia adia corrido, não abre mão de se cuidar. Quando não há tempo de ir à manicure, ela mesma faz as unhas. No rosto, uma base com protetor solar mantém a pele protegida e bonita. No lugar do batom, carrega um gloss na bolsa e não sai sem brincos - tem três furos em cada orelha. Quando chegou para a entrevista, a capitão exalava o cheiro de um hidratante da marca Victoria's Secret.

- É importante para não perder a ternura.

Para combater o estresse, Rosana corre e surfa na praia da Barra, na zona oeste do Rio.

- Ninguém merece uma policial de TPM [tensão pré-menstrual]. Correr é bom para organizar as ideias. É um momento só seu.

Um comentário:

MOTO LIBERDADE disse...

COM CERTEZA AS MULHERES TAO DE PARABENS GOSTARIA DE APROVEITAR A OPORTUNIDADE E PERGUNTAR OS CAPITOES DAS UPPS SAO DONOS DO MOTO TAXI TANBÉM PORQUE EU TRABALHAVA COMO MOTO TAXI NA LADEIRA DOS TABAJARAS ONDE QUEM COMANDA AGORA É O CAPITAO SENA E APOS UMA DISCURÇAO COM 2 SOLDADOS ELES ME OBRIGARAM A DELETAR QUEM CARREGAVA DROGAS ONDE ESTAVA A BOCA DE FUMO COMO NAO SEI NADA E ME NEQUEI ELES ENTAO ME EXPULSARAM DO MOTO TAXI ESSE É O RESPEITO AO CIDADAO? SO QUERIA DIZER QUE MOTO TAXI FOI REGULAMENTADO PODE VER NU SEBRAE E EU JA ESTOU EM DIA TENHO MEU CNPJ TENHO ALVARA DA PREFEITURA E ATE AGORA ELES NAO TAO DEIXANDO EU TRABALHAR O UNICO MOTO TAXI DA LADEIRA ENTRE OS 50 MOTO TAXI QUE ESTA DENTRO DA LEI E NAO PODE TRABALHAR SIMPLISMENTE PORQUE ESTA SENDO FORÇADO A DELETAR ALGO QUE ELE NAO SABE