O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO (DA ANAMNESE)





JORGE BENGOCHEA


De nada adianta ter inteligência e armamento, se não conhecer e tratar as mazelas e os pontos fortes e pontos fracos do sistema público que deve preservar a ordem pública e garantir o respeito às leis e os direitos de todos à justiça e segurança pública. De nada adianta ter capacidade de inteligência e armamento, se não conhecer os porquês deste cenário de violência e criminalidade que vem aterrorizando o povo brasileiro e fazendo as polícias enxugarem gelo. De nada adianta ter um setor de inteligência capacitado e ter a força das armas se não conhecer o mundo do crime fortalecido pelo tráfico de armas de guerra e drogas que passam pelas fronteiras porosas e sem policiamento permanente, por soldados aliciados na dependência de drogas e nos presídios dominados pelas facções e na certeza da impunidade lavrada na máxima de que “pode fazer que não dá nada e se der é pouco”. 

Deve-se observar o que ocorre na saúde, em que o médico antes de começar qualquer tratamento, faz uma anamnese para conhecer a história do paciente, suas queixas e o relato do que está sentindo; depois manda fazer vários exames para detectar a possível doença; recebidos os exames vai analisar as possíveis doenças que orientarão o diagnóstico diferencial e a requisição de exames complementares; e só depois é que vai prescrever a medicação e o tratamento; ainda irá fazer o acompanhamento com o retorno do paciente ao consultório para verificar se o tratamento deu certo ou terá que prescrever outro tipo de tratamento, ou encaminhar para outros profissionais ou prescrições específicas.

Por isto é importante primeiro reunir num gabinete os comandantes das unidades competentes para buscar uma harmonia e integração de esforços para realizar o diagnóstico (a anamnese dos médicos) e então tomar as providências cabíveis’. Pois se não conhecer a si mesmo, nem ao cenário de criminalidade e violência, e tampouco ao potencial do crime que deve prevenir e coibir para garantir a ordem pública, a segurança pública e a tranquilidade pública, a força policial não será capaz de vencer o crime.

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