O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento que utiliza estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento e comprometimento com o local de trabalho e com as comunidades na preservação da ordem pública, da vida e do patrimônio das pessoas. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado. O Comprometimento é a energia.

Esta estratégia de policiamento visa garantir o direito da população à segurança pública, mas, tendo em vista que confiança é essencial, o sucesso depende de policiais preparados, do apoio da sociedade organizada, das comunidades, de leis respeitadas e da interação entre poderes, instituições e órgãos envolvidos num Sistema de Justiça Criminal que exige finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, valor à vida das pessoas, comprometimento, objetivo, coatividade, instrumentos de justiça ágeis, execução penal responsável e forças policiais bem formadas, respeitadas, valorizadas, especializadas, atuando no ciclo completo e capacitadas em efetivos para exercer função essencial à justiça na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

sábado, 26 de setembro de 2015

TERRITÓRIO DA PAZ NAUFRAGOU NO RS




ZERO HORA 26 de setembro de 2015 | N° 18306


LEANDRO RODRIGUES

TENTATIVA DE CHACINA NA CAPITAL. Guerra do tráfico chega a posto de saúde

HOMEM MORREU E SETE PESSOAS ficaram feridas após ataque no bairro Santa Tereza, em imediações de local que atende pelo SUS


Os tiros foram ouvidos no Pronto-Atendimento da Vila Cruzeiro (Postão) no começo da tarde de ontem. O som era de rajadas de submetralhadora. A torcida dos servidores para que fossem disparos para o alto terminou em minutos: uma multidão com feridos ensanguentados nos braços invadiu o local clamando por socorro.

O tumulto foi a sequência de uma tentativa de chacina na zona sul da Capital. As rajadas, por volta das 14h, deixaram um morto e sete feridos na Rua Nossa Senhora do Brasil, via atrás do Postão, no bairro Santa Tereza. Ademir Rodrigo Carpes, 34 anos, conhecido como Biquinha, não resistiu. Segundo a BM, quatro homens em um carro usavam uma submetralhadora contra o grupo. O setor de emergência foi invadido por uma horda de familiares e vizinhos exigindo, aos gritos, atendimento para todos.

– Trabalho há 25 anos aqui. Nunca tinha visto nada parecido. Ficamos todos apavorados. Demos conta o melhor possível – disse o médico Eduardo Osório, chefe do Serviço de Pediatria.

Conforme os funcionários, era para Carpes que mais exigiam atenção. O pavor foi tanto, que ele acabou atendido mesmo morto. Chegou a ser levado de ambulância para o HPS.

– Eles diziam que ele estava respirando. O que podíamos dizer? Tratamos como vivo – afirmou uma atendente.

Os sobreviventes foram encaminhados para o HPS e para o Hospital Cristo Redentor. Até a noite de ontem, recebiam atendimento.

TERRITÓRIO DA PAZ NAUFRAGOU

O tiroteio que deixou um morto e sete feridos no bairro Santa Tereza reacende uma discussão sobre a desativação da base dos Territórios da Paz no local. A unidade funcionava na Rua Nossa Senhora do Brasil, justamente onde começou a confusão, com uma tentativa de chacina na tarde de ontem.

O programa foi implantado pela Secretaria da Segurança Pública, em 2011, para conter o avanço da criminalidade em bairros violentos da Capital. Entre outras medidas, o projeto estabelecia a instalação de bases policiais e a realização de ações sociais nas áreas atendidas.

No Santa Tereza, em junho, o programa foi praticamente desativado. Móveis foram recolhidos, e a partir de então, apenas um policial militar passou a ficar no local.

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