O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento ostensivo que emprega efetivos e estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento com as questões locais, comprometimento com o local de trabalho e relações com as comunidades, objetivando a garantia da lei, o exercício da função essencial à justiça e a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do do patrimônio. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado.

domingo, 9 de setembro de 2012

CURSO SENASP DE POLICIAMENTO COMUNITÁRIO ESCOLAR

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, SENASP - CURSO EAD


45. Policiamento Comunitário Escolar - PCE

Modalidade: Curso a distância
Carga horária: 60 horas

Apresentação - Este curso tem por finalidade contribuir para que a promoção de uma cultura de segurança, bem-estar e paz, se constitua como uma estratégia prioritária nas escolas, por meio de ações inerentes ao policiamento comunitário escolar. Por isso, julgamos ser de extrema importância para a formação dos profissionais que atuam na área de segurança pública. Contém os procedimentos a serem adotados pelos principais órgãos governamentais que compõem o sistema de proteção das escolas, bem como a tipificação de crimes, contravenções e atos infracionais que possam ocorrer no ambiente escolar.

Público de Interesse - O curso se destina aos profissionais da área de segurança pública e aos profissionais administrativos que atuam nessas instituições.

Requisitos - Este curso não exige que tenham sido realizados cursos anteriores na REDE EAD.

Recomendações - Recomenda-se que você tenha disponibilidade de 5 a 7 horas por semana para leitura dos módulos e materiais complementares, pesquisas, realização de exercícios e interação com tutor e demais estudantes.

Conteúdo Programático

Módulo 1 – O Ambiente Escolar
Módulo 2 - Características do Policiamento nas Escolas
Módulo 3 - Composição e Competências dos Órgãos do Sistema de Segurança Escolar
Módulo 4 - Eventos que influenciam na Segurança do Ambiente Escolar
Módulo 5 - Atribuições das Escolas e dos Órgãos de Segurança nas Ações de enfrentamento da Violência no Ambiente Escolar

Referências Bibliográficas

ABRAMOVAY, M. e RUA, M. das G. Violências nas Escolas. Brasília: Unesco,2002.
GOMES, C. Dos Valores Proclamados aos Valores Vividos. Brasília: UNESCO, 2001.
LAZZARINI, Álvaro. Estudos de Direito Administrativo. 2ª Ed. – SP: Ed Revista dos Tribunais, 1999. São Paulo. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Manual de proteção escolar e promoção da cidadania, 2009
DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Educação. Regimento Es¬colar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. Brasília: Subsecretaria de Educação Pública, 2006.

FONTE: http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJE9CFF814ITEMIDE56556EEF7C446938DEA49DCBB154FA7PTBRIE.htm


CURSO SENASP DE POLICIAMENTO COMUNITÁRIO






MINISTÉRIO DA JUSTIÇA - CURSOS EAD

44. Polícia Comunitária - PCO

Modalidade: Curso a distância
Carga Horária: 60h/aula

Apresentação - O policiamento comunitário difere do tradicional com relação à forma como a comunidade é percebida e com relação às suas metas de expansão do policiamento. Embora o controle e a prevenção do crime permaneçam sendo as prioridades centrais, as estratégias de policiamento comunitário utilizam uma ampla variedade de métodos para alcançar essas metas. O material que compõe este curso tem como base o material desenvolvido pela SENASP para dar suporte a formação do Promotor e do Multiplicador dos Cursos presenciais de Polícia Comunitária. O curso tem por objetivo criar condições para que o aluno possa: identificar estratégias utilizadas na implantação da polícia comunitária; apontar estratégias de mobilização da comunidade por meio de ações que possibilitem a participação da comunidade; utilizar ferramentas da gestão da qualidade no processo de resolução de problemas e na melhoria dos processos realizados; aplicar técnicas de resolução de conflitos de forma pacifica.

Público de Interesse - O curso se destina aos profissionais da área de segurança pública e aos profissionais administrativos que atuam nessas instituições.

Requisitos - Este curso não exige que tenham sido realizados cursos anteriores na REDE EAD.

Recomendações - Recomenda-se que você tenha disponibilidade de 5 a 7 horas por semana para leitura dos módulos e materiais complementares, pesquisas, realização de exercícios e interação com tutor e demais estudantes.

Conteúdo Programático

Módulo 1- Polícia Comunitária: Discutindo o conceito
Módulo 2- Mobilização Social e Estruturação dos Conselhos Comunitários de Segurança
Módulo 3- Gestão pela Qualidade na Segurança Pública
Módulo 4- Relações Interpessoais, Conflitos e Formas de Intervenção
Módulo 5 – Meios de Resolução Pacífica de Conflitos – Ênfase em Mediação Comunitária

Referência Bibliográfica

ANDRADE, Sebastião Carlos de Oliveira. Mudanças e oportunidade na Gestão Pública: “ O Novo Cidadão”. Rio de Janeiro, 2001
ARRUDA, Luiz Eduardo Pesce de. O Líder Policial e suas Relações com os Conselhos Comunitários de Segurança em São Paulo. São Paulo: A Força Policial, nº 16, out/dez, 1997.
BAYLEY, David H. Padrões de Policiamento. Uma análise Internacional Comparativa. Tradução de René Alexandre Belmont. São Paulo. Ed. Da Universidade de São Paulo. 2001. Série Polícia e Sociedade, nº 1.
BONONI, José Carlos. Conselhos Comunitários de Segurança e o Policiamento Comunitário. São Paulo: Direito Militar, nº 15, Jan/Fev//,1999.
BRAGHIROLLI, Elaine Maria & RIZZON, Luiz Antônio. Temas de Psicologia Social. Rio de Janeio: Editora Vozes, 1994.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Recomendo o meu livro "Policiamento Comunitário, Como conquistar a confiança da comunidade" com estratégias de gestão e de execução no desenvolvimento da cultura comunitária, treinamento e aproximação policial e das relações interpessoais entre polícia e comunidade. A propósito, não comungo com o termo "polícia comunitária" para designar um tipo de policiamento, já que diverge da doutrina e deforma o ensinamento policial.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

NOVA FASE DE POLICIAMENTO COMUNITÁRIO NO RS

ZERO HORA 22 de agosto de 2012 | N° 17169


TERRITÓRIO DA PAZ

Nova fase de policiamento comunitário na Zona Norte. Com abertura de posto da BM no Rubem Berta, projeto focará ações sociais

CAROLINA ROCHA 


O bairro Rubem Berta, na zona norte de Porto Alegre, foi escolhido para inaugurar uma nova fase do projeto RS na Paz. Ontem, após uma reforma, foi reinaugurado o posto da Brigada Militar do bairro, um dos quatro que integram o programa do governo estadual.

Oposto é a sede da 3ª Companhia do 20º Batalhão de Polícia Militar, a Companhia do Território de Paz.

– Os atendimentos que eram feitos no ônibus da Praça México passarão a ser feitos aqui. E no lugar do ônibus receberemos um micro-ônibus, que vai nos possibilitar levar o RS na Paz para dentro das comunidades – explicou o comandante do 20º BPM, tenente-coronel Jefferson de Barros Jacques.

Nessa nova etapa, os PMs que trabalhavam no ônibus agora passam a atuar no posto com o mesmo tipo de atendimento e registros de ocorrências. A mudança deve chegar em setembro ao Santa Tereza e em outubro à Restinga, bairros onde o serviço ainda é feito nos ônibus. Na Lomba do Pinheiro, no entanto, ainda não está definido local e data para que os PMs passem do ônibus para uma sede. Em setembro de 2011, quando o projeto foi instituído, esses quatro bairros eram responsáveis por 37% dos homicídios da Capital.

Com a implementação da 3ª Cia, o 20º BPM recebeu coletes à prova de balas, radiocomunicadores e dois tablets, que possibilitarão às equipes a consulta de placas e antecedentes policiais de suspeitos. Para o governador Tarso Genro, o trabalho desenvolvido pela BM foi mais difícil do que o feito pela polícia nos morros cariocas:

– Lá foi preciso ocupar militarmente os território antes. Então o nosso trabalho é ao mesmo tempo mais fácil e mais difícil. Mais fácil porque podemos entrar no território e ocupar. Com policiamento comunitário, com os programas sociais e esportivos. E é mais difícil porque ele começa num patamar superior, de nova relação das nossas polícias com a comunidade e uma nova cultura da comunidade em relação à segurança pública.

Com a nova fase do RS na Paz, devem enfim entrar em funcionamento os programas sociais. A ideia é que nos próximos meses seja possível fazer carteira de identidade e de trabalho, entre outros serviços.

Meta é reduzir pela metade homicídios

Presente ao anúncio do projeto na manhã de ontem, o secretário-adjunto da Segurança Pública, Juarez Pinheiro, afirmou que a meta do governo é reduzir os índices de homicídios em 50% nos quatro bairros.

Pinheiro promete uma ação prática para terminar com a sensação de impunidade: a criação de quatro novas Delegacias de Homicídios na Capital. O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) passaria a contar com seis delegacias especializadas em assassinatos.

– Nossa intenção é transformar delegacias distritais em delegacias de homicídios, sob coordenação do Deic – explicou Pinheiro.


O programa - O RS na Paz foi implantado em 2011 nos bairros Restinga, Lomba do Pinheiro, Santa Tereza e Rubem Berta, em Porto Alegre. Depois, chegou ao Guajuviras e Mathias Velho, em Canoas, e a Passo Fundo e Vacaria. Foram definidas as áreas para mapear os Territórios da Paz e instalados os postos móveis da BM. Além dos ônibus, a Polícia Civil fez operações para capturar foragidos e identificar criminosos.

Próximos passos:
- Instalação de dois novos Territórios da Paz este ano: Caxias do Sul (inauguração prevista para novembro), Santa Cruz do Sul (deve ser implantado em outubro)
- Mais sete Territórios de Paz, ainda sem data definida: Alvorada, Cachoeirinha, Esteio, Guaíba, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul
- Instalação em outras quatro cidades estão em estudo

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Pela primeira vez no RS, o policiamento comunitário é política de governo tendo apoio pessoal do Governador do Estado. Só não entendi por que a BM ainda não adotou a estratégia como institucional. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

VISÃO SISTÊMICA DE SEGURANÇA PÚBLICA

RP - Polícia Comunitária - Visão Sistêmica de Segurança Pública.




 GELSON VINADÉ

Aborda questão da SEGURANÇA PÚBLICA de forma sistêmica onde, além da polícia, existem outros atores co-responsáveis.

POR QUE SOMENTE A POLÍCIA é cobrada pela sociedade? Porque no imaginário popular é somente ela a responsável pela busca de uma solução para os problemas enfrentados? Qual o caminho a ser trilhado? Por que os servidores da área da segurança ao invés de incentivos são cada vez mais desvalorizados e com condições de trabalho muito aquém do mínimo necessário? Por que os que estão afastados da atividade-fim recebem melhores salários e são os primeiros a serem promovidos, além de outros benefícios? Por que os efetivos policiais estão cada vez mais reduzidos? Seus funcionários desmotivados? Seus equipamentos obsoletos e sucateados? Por que as autoridades não buscam soluções efetivas e duradouras ao invés de paliativos e ações de marketing? Até que ponto os escândalos de corrupção e falcatruas (que normalmente viram "pizza") envolvendo pessoas e autoridades que deveriam dar o exemplo incentivam para o mal?

São vários os pontos de reflexão para as lideranças comunitárias trabalharem junto às sua bases e, com o tempo, atuarem como co-gestores desse processo, seja contribuindo para a busca de soluções mesmo que locais, cobrança junto às autoridades, exigindo o que lhes é de direito, etc.

O vídeo apresenta reportagens e pesquisas de uma triste realidade para reflexão.

Os questionamentos e os fatos apresentados são antigos, mas parecem recentes, mudando os personagens. Os erros são os mesmos. As desculpas idem. E as promessas....

ASSISTA o vídeo. CONHEÇA ESSA REALIDADE que vem à tona sempre que algo comove a opinião pública mas, infelizmente, LOGO É ESQUECIDA.

COMPARTILHE! Dê sua opinião! Participe da busca de soluções para sua comunidade! EXIJA das autoridades atitude! .....


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

POL COM AMPLIADO EM CAXIAS DO SUL

PORTAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
01.08.12-17:36

Policiamento comunitário será ampliado em Caxias do Sul



Mais sete bairros de Caxias do Sul terão policiamento comunitário ainda neste semestre. Universitário, Jardim América, Madureira, Cruzeiro, Cinquentenário I, Cinquentenário II e Marechal Floriano serão divididos em quatro núcleos (confira o mapa), e cada um desses núcleos receberá três policiais militares. O anúncio da ampliação foi feito nesta quarta-feira (1) pelo secretário da Segurança Pública, Airton Michels, durante o seminário de avaliação dos quatro meses de implantação do projeto em Caxias do Sul.

Mesmo em sua fase inicial, o programa já apresenta resultados positivos. Os indicadores que apresentaram maior redução foram furto de veículo (24%), arrombamento à residência (36%), roubo a posto de gasolina (57%), roubo a pedestre (18%).

Na avaliação de Michels, a redução nos indicadores de criminalidade é satisfatória, mas não é a única meta do programa. "Um dos pontos mais importantes do policiamento comunitário é a mudança de conceito de policiamento que o programa traz. Uma das principais conquistas é a construção de uma relação de respeito e parceria entre os policiais e a comunidade".

Essa mudança no conceito de policiamento já teve reflexos. Segundo o presidente da União das Associações de Bairro de Caxias do Sul, Valdir Walter, a comunidade aprovou o projeto e está satisfeita com os resultados. O coordenador de Polícia Comunitária, coronel Júlio César Marobin, afirmou que na primeira etapa foi "priorizada a área central da cidade, onde estão localizados os maiores indicadores de furto e roubo. A presença dos policiais inibe esse tipo de crime".

Os policiais moram nos bairros onde atuam e o aluguel das casas é pago pela prefeitura por meio de uma bolsa-auxílio no valor de R$ 600. Todos frequentaram o curso de Promotor de Polícia Comunitária, desenvolvido pelo Departamento de Ensino e Treinamento (DET), da SSP.

Michels entregou coletes a prova de balas para os policiais militares que irão atuar no policiamento comunitário. O Estado investiu R$ 200 mil para aquisição de equipamentos que serão utilizados pelos policiais. Estão sendo adquiridos armamentos, viaturas, rádios comunicadores portáteis, bicicletas, uma viatura, material de proteção para ciclismo e coletes a prova de balas. Também devem receber o programa de policiamento comunitário as cidades de Bento Gonçalves, Canoas, Sapucaia, Campo Bom e Cruz Alta.

Texto: Alexandra Saraiva
Foto: Camila Domingues
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305

quinta-feira, 26 de julho de 2012

BM CONTRA TRÁFICO PERTO DE ESCOLAS

ZERO HORA 26 de julho de 2012 | N° 17142

PLANOS DA SEGURANÇA. Brigada Militar atacará tráfico perto de escolas. Combate ao crime receberá atenção especial do novo comandante de policiamento da Capital

CARLOS WAGNER 


O novo comandante do Policiamento da Capital (CPC), coronel Alfeu Freitas Moreira, 47 anos, reuniu-se com os seus comandados, ontem, no 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM). Em poucas palavras, definiu a linha de atuação da sua gestão. O combate aos homicídios, ao tráfico de drogas, ao roubo em postos de combustíveis e àqueles pequenos delitos que incomodam a população, como a atuação dos flanelinhas, está entre os objetivos.

Um crime em especial vai merecer atenção do coronel Freitas: os traficantes que agem ao redor das escolas. Segundo o novo comandante, muito mais do que reforçar o policiamento ostensivo é necessário entrar na escola para contar aos alunos que os heróis são os policiais militares e não os bandidos. Alerta que as carências da corporação não podem ser desculpa para não prestar um bom serviço à população.

Freitas, nascido em família de PMs, afirma que é preciso trabalhar com os recursos à disposição de maneira eficiente. Uma das medidas será orientar a ação do policiamento ostensivo com informações conseguidas na análise das ocorrências policiais.

No currículo do coronel, consta o comando do 9º BPM e o Serviço de Inteligência da BM, conhecido como P2. Na unidade, cultivou o trabalho em conjunto com a Polícia Civil e a Polícia Federal (PF), um prática que pretende manter no novo posto.


ENTREVISTA.

 “Somos pagos para desconfiar”. Coronel Alfeu Freitas Moreira comandante do CPC


Zero Hora – Como será sua gestão?

Alfeu Freitas Moreira – Todos os brigadianos envolvidos no patrulhamento, a pé ou motorizado, têm de trabalhar visando a obter resultado. O bandido não muda de profissão. Muda de área de atuação sempre que é acossado pela polícia. O comandante da unidade precisa acompanhar essa movimentação pelas ocorrências e direcionar o policial militar para o foco do problema.

ZH – No passado, os PMs andavam em duplas. Eram conhecidos como Pedro & Paulo. O senhor vai ressuscitá-los?

Freitas – Eles não precisam andar em duplas, como antigamente. Há locais na cidade em que a presença do policial a pé é fundamental, como nas grandes avenidas onde há comércio e aglomeração de pessoas. Mas o brigadiano não pode estar ali por estar. Mas estar atento ao que acontece ao seu redor e agir nas situações que considera suspeitas. Sempre digo uma coisa: nós somos pagos para desconfiar. E sempre que desconfiamos, nós devemos fazer abordagem, dentro da técnica. Não podemos esperar que algo de ruim aconteça para agir.

ZH – Qual é o maior problema de segurança na cidade?

Freitas – É o homicídio. Há pessoas equivocadas que falam que é bandido matando bandido. Para nós não interessa. Trata-se de um crime violento que espalha ao seu redor uma sensação de insegurança muito grande.Grande parte das mortes é de dívida de drogas. Somos policiais ostensivos e devemos agir preventivamente, desarmando os bandidos e estando presente nos locais conflituados.

ZH – Esta ação contra os traficantes vai ser em parceria com a Polícia Civil?

Freitas – A parceria com a Civil é fundamental. Todos os subsídios que nós recolhemos nesses locais conflituados são passados para eles.

ZH – Entre os grandes problemas da cidade estão os roubos de veículos, a postos de combustíveis e pequenos mercados. Como vocês vão agir?

Freitas – Esses crimes estão sendo monitorados. Todos os dias, a ação dos nossos policiais deverá estar focada naquele crime que está em alta. Agora, por exemplo, temos o roubo a posto de combustível (os ataques cresceram 76% nos cinco primeiros meses de 2012 no Estado). Já temos uma estratégia em prática para resolver o problema. Resolvido o problema, os bandidos vão migrar para outro tipo de ação. Eles vão nos encontrar lá.

ZH – São de conhecimento público as carências da corporação. Elas podem comprometer o seu plano?

Freitas – Ouço isso há anos. Temos que nos organizar com os recursos que temos à disposição e usá-los de maneira eficiente a serviço da população. A eficiência tem como coluna mestre o comandante da unidade, que deve orientar os seus homens. E não deixá-los sair do quartel sem rumo.

ZH – Como será feita a repressão aos traficantes que ficam nas portas das escolas?

Freitas – É um problema complexo, para o qual a nossa abordagem não será apenas no policiamento ostensivo. Nós precisamos ir à escola contar aos jovens que nós somos os heróis. Não podemos deixar que a cabeça do estudante seja ocupada pela conversa do traficante.

ZH – E os flanelinhas?

Freitas – Os flanelinhas abusados viraram um incômodo. Vamos agir.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

POLICIANDO DE BICICLETA A ORLA DE COPACABANA, FLAMENGO E LAPA


PMs começam a patrulhar de bicicleta orla de Copacabana, Parque do Flamengo e Lapa. Modelo foi planejado pelo Estado-Maior da PM para que os policiais tenham acesso a lugares aonde carros e motos não chegam


O Globo 17/07/12 - 23h08



Um policial faz o reconhecimento de onde vai trabalhar, em Copacabana Pedro Kirilos / O Globo


RIO - Três pontos turísticos da cidade ganham, a partir desta quarta-feira, um novo modelo de policiamento. De blusas verdes fluorescentes e capacetes com as cores da bandeira do Brasil, PMs vão patrulhar, de bicicleta, a orla de Copacabana, a Lapa e o Parque do Flamengo. O novo modelo de policiamento, segundo o comandante do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), tenente-coronel Joseli Cândido da Silva, foi planejado pelo Estado-Maior da PM para que os policiais tenham acesso a lugares aonde carros e motos não chegam.

Ao todo participam do projeto-piloto 20 policiais (15 homens e cinco mulheres) que vão trabalhar sempre em duplas. Todos são bilíngues, têm entre 24 e 30 anos e praticam esportes. Eles estarão armados de pistola e Taser (arma de eletrochoque, não letal, usada para imobilizar pessoas), além de usarem radiotrasmissores. O novo patrulhamento vai ser feito todos os dias, das 9h às 17h.

Para treinar a equipe, três oficiais foram a Minas Gerais conhecer esse modelo de policiamento, que já é feito naquele estado. O tenente Isaac Ferreira, de 27 anos, que esteve em Minas, viaja ainda este ano para Miami, nos EUA, onde também já existe o patrulhamento de bicicleta.

— Vou trazer uma boa experiência, porque Miami se assemelha um pouco com o Rio. Lá, como aqui, há muitos turistas e uma grande orla — disse Ferreira.

O tenente-coronel Joseli disse que o projeto poderá ser levado a outros pontos da cidade:

— Temos a intenção de ampliar o projeto e até mesmo que fazer com que ele funcione à noite. Até o verão, teremos tempo para avaliar a eficácia dessa nova modalidade de patrulhamento, que tem tudo para dar certo.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Há muitos anos, a Polícia Metropolitana de Miami realiza o policiamento de bicicleta na orla da praia com muito sucesso e eficácia, empregando um bom número de policiais neste processo.