O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento ostensivo que emprega efetivos e estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento com as questões locais, comprometimento com o local de trabalho e relações com as comunidades, objetivando a garantia da lei, o exercício da função essencial à justiça e a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do do patrimônio. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

UMA CENTRAL "CLASSE A"




Uma Central de Polícia classe A

DP EXEMPLAR. Canoas inaugura moderna delegacia, que servirá de modelo para instalações da corporação em outras seis cidades gaúchas - HUMBERTO TREZZI, ZERO HORA, 22/06/2012


Começou a funcionar esta semana em Canoas, na Região Metropolitana, uma delegacia com padrão de primeiro mundo. O modelo canoense deve ser copiado em seis cidades gaúchas.

Quem chega à Central de Polícia do município recebe uma senha eletrônica para atendimento personalizado, em guichês. Cadeiras anatômicas estão espalhadas no local para quem precisa aguardar a vez.

Caso consiga descrever quem cometeu um crime, a vítima é encaminhada a uma sala para reconhecimento de criminosos, com vidros escuros. A pessoa agredida consegue visualizar o suspeito, mas o contrário não ocorre. A maioria das delegacias gaúchas não conta com um dispositivo assim.

O prédio, com 2,4 mil metros quadrados, foi desenhado por dois policiais-arquitetos e custou R$ 5 milhões. Há salas exclusivas para representantes da BM, do Ministério Público e da Defensoria Pública, além de advogados, com computadores e telefones.

Vítimas com traumas são atendidas por psicólogos

Não param aí os avanços, que deixam no passado as acanhadas e precárias repartições da Polícia Civil. A vítima de crime não precisa se preocupar em ficar no mesmo ambiente que o suspeito preso, já que criminidos ingressam na delegacia por outra entrada. Caso exiba sinais de trauma, a vítima é encaminhada para psicólogos e assistentes sociais.

O novo modelo de delegacia não esqueceu dos criminosos. Quando presos em flagrante, eles ficam em quatro celas amplas. Em frente, estão gabinetes destinados à Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e promotores públicos. É proposital, para que os advogados possam conferir se o detido está em boas condições e não foi pressionado.

A Central de Polícia, no bairro Moinhos de Vento, abrange uma Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Canoas (DPPA, para lavrar prisões em flagrante), a 3ª DP (orientada a atender casos envolvendo idosos) e a Delegacia Regional, que coordena policiais da Região Metropolitana.

– Temos aqui o oposto dos prédios alugados, muitas vezes em péssimas condições, que caracterizam grande parte das repartições policiais no Estado. Faz justiça a uma cidade com a terceira maior população do Estado e problemas bem conhecidos – exalta o delegado regional, Edilson Paim.


Caxias do Sul é o próximo município beneficiado

O município de Taquara já conta com uma Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (que atende flagrantes de todo o Vale do Paranhana) e Novo Hamburgo, também. Mas o modelo ainda não chega à excelência buscada com o prédio agora inaugurado em Canoas.

O próximo passo é investir em um município fora da Região Metropolitana. Segunda cidade mais populosa do Estado, com 435 mil habitantes, Caxias do Sul será a nova beneficiada com uma moderna Central de Polícia. O prédio, já em construção, está avaliado em R$ 5 milhões e contará, além da DPPA, com uma DP e a Delegacia Regional (aos moldes das instalações de Canoas).

Deve estar pronto no início de 2013, acredita o delegado Jorge Luís Soares, da Divisão de Serviços Gerais da Polícia Civil.

As demais cidades

- Passo Fundo – O prédio da Central de Polícia já está licitado. Será adaptação de uma DPPA já existente. Para complementá-lo, incluindo a Delegacia Regional e uma DP de bairro, estão reservados R$ 1,3 milhão. A conclusão está prevista para 2013.

- São Leopoldo – O terreno será o mesmo da atual Delegacia Regional, mas o prédio será novo. Deve começar em breve a licitação.

- Gravataí, Rio Grande e Erechim – Já existe decisão de construir Centrais de Polícia nesses municípios, com base no número de ocorrências e na importância regional. Ainda não começaram os trâmites.

OUTRAS POSSIBILIDADES

- Viamão e Porto Alegre (bairro Restinga ) – Em Viamão a ideia é construir uma central com DPPA e uma delegacia de bairro. Na Restinga (extremo sul da Capital), o plano é ter uma unidade do Instituto-geral de Perícias e uma Delegacia da Mulher, além da DP do bairro. Ainda não começaram os trâmites.




sábado, 9 de junho de 2012

PATRULHA MARIA DA PENHA



Patrulha protegerá mulheres


PAZ EM CASA - A RECEITA DO VALE DO TAQUARI

Iniciativa que deve entrar em vigor em outubro tentará evitar as “mortes anunciadas” causadas por conflitos domésticos no RS


KAMILA ALMEIDA - ZERO HORA 09/06/2012

Uma ronda disposta a colocar ordem nos lares gaúchos vem sendo idealizada e deve entrar em vigor até outubro. Batizada de Patrulha Maria da Penha, em referência à lei que trata dos direitos de mulheres vítimas de violência, a ação pretende atuar em áreas mais críticas do Rio Grande do Sul para evitar as mortes anunciadas. A iniciativa partiu da Secretaria da Segurança Pública, que tem por meta alterar o atual quadro, em que 91% das mulheres assassinadas no Rio Grande do Sul já haviam procurado a polícia.

– Queremos nos antecipar para que conflitos mais leves não evoluam para lesões corporais graves até o homicídio. Para isso, programamos uma política forte de governo que vai atacar o crime antes que ele ocorra. O Judiciário será nosso forte aliado em uma atitude pioneira no país – destacou o secretário Airton Michels.

Funcionará assim: toda a vez que uma medida protetiva, que impede o homem de se aproximar da mulher, for concedida, o Tribunal de Justiça (TJ) informará automaticamente ao sistema de consultas integradas da segurança pública. Assim, quando uma vítima ligar para solicitar apoio da Brigada Militar no atendimento de uma ocorrência, aquele que atender a ligação poderá ter uma noção do risco que a pessoa está correndo.

Além disso, visitas sistemáticas à casa das vítimas serão programadas para que elas se sintam efetivamente protegidas.

Uma experiência bem próximo do que quer o governo do Estado já está funcionando no Vale do Taquari. O desafio foi aceito pela major Nádia Rodrigues Silveira Gerhard, comandante do 40° BPM, com sede em Estrela. Lá, o projeto se chama Operação Família em Paz (leia no quadro ao lado). A iniciativa foi implementada há um mês, mas Nádia já comemora os resultados: oito homens foram presos por desobediência à Lei Maria da Penha.

– Não adianta o juizado especial oferecer a medida se ela não é fiscalizada por alguém. O juiz diz que o agressor não pode se aproximar da vítima, mas quem vai garantir isso? Nossas mulheres agora têm uma cara, um história. A coragem em denunciar aumentou. – destaca Nádia.

A ação implantada em Estrela deu tão certo que será ampliada para 24 municípios do Vale do Taquari.

– A Brigada Militar é quem, geralmente, presta o primeiro atendimento a essas vítimas. Os policiais precisam estar preparados – diz a coordenadora das delegacias da mulher, Nadine Anflor.

Verba é aguardada para a formação de pessoal

Para auxiliar no projeto Patrulha Maria da Penha, é esperado um repasse de R$ 200 mil do governo federal a ser aplicado em formação de pessoal para atuar com mais sensibilidade na questão da mulher agredida, principalmente nos Territórios da Paz, áreas conflagradas em que há uma atuação especial da polícia.

O juiz-corregedor Marcelo Mairon Rodrigues destacou que o trabalho está sendo tratado como prioridade:

– Uma nova ferramenta está sendo criada para que o sistema onde tramitam os processos do Judiciário possa ser integrado ao consultas integradas. Não tem data para ocorrer, mas deve ser em breve.

Outras ações no Estado

Delegacia da Mulher itinerante – Equipe da Polícia Civil composta por uma delegada, duas escrivãs e dois inspetores visitam os bairros mais distantes e com índices elevados de violência em municípios onde há Delegacia da Mulher. Uma advogada, uma psicóloga e uma assistente social acompanham o atendimento dispensado à vítima.

Orientar para prevenir – São palestras em escolas, universidades e ambientes de trabalho realizadas pelas delegacias da Mulher. Em Porto Alegre, este ano, o foco das orientações voltou-se para empresas, dando preferência para estabelecimentos que empreguem uma quantidade expressiva de homens, como obras.

Pena aos agressores – O Judiciário de Bento Gonçalves obriga os agressores de mulheres a ouvirem essas palestras como parte da pena.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É a mesma história. Onde os outros órgãos públicos falham, lá está a Brigada Militar, preenchendo o espaço graças a gestores visionários e executores abnegados.



sábado, 2 de junho de 2012

TERRITÓRIO DA PAZ GAÚCHO: VIATURAS PARA PASSO FUNDO

sexta-feira, 30 de março de 2012 - Passo Fundo

Viaturas são entregues para Polícia Comunitária do Território de Paz



O Governo do Estado, por intermédio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), entregou duas viaturas e oito motocicletas para Passo Fundo nesta sexta-feira (30). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os veículos serão utilizados pelos Núcleos de Polícia Comunitária do Território de Paz instalado no município, e as motos irão para o policiamento ostensivo. Foram aplicados R$ 300 mil pelo Estado na aquisição dos veículos. 
 
Durante a solenidade, o secretário da Segurança Pública, Airton Michels, anunciou, ainda, investimentos de R$ 2 milhões para a retomada das obras da Central de Polícia Civil. Durante a cerimônia, na sede do 3º Regimento da Polícia Montada, o secretário e o prefeito, Airton Dipp, também inauguraram a ampliação do sistema de vídeomonitoramento da cidade, que recebeu um reforço de 20 câmeras, totalizando, agora, 28. 
 
O investimento é fruto de parceria entre a SSP, por intermédio da BM, Prefeitura Municipal e Ministério da Justiça, com recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Airton Michels destacou que o Governo do Estado, em parceria com os municípios, entre eles Passo Fundo, está implantando um novo modelo para a segurança pública: "políticas que são perenes, pensadas, refletidas, e que, a médio e longo prazo, trarão resultados efetivos na preservação da vida da nossa população". 
 
Michels enfatizou, ainda, que o RS na Paz, a versão gaúcha do Pronasci, vai muito além do combate à criminalidade, pois abre novos horizontes para os jovens com a oferta de ações nas áreas de educação, lazer e esporte, evitando o ingresso no crime. Já o prefeito de Passo Fundo, Airton Dipp, ressaltou a importância da presença do Estado nos municípios, com investimentos em policiamento e em ações sociais e atuando na prevenção da violência. "E isso é o resultado da integração das três esferas de governo: União, Estado e Município". 
 
Território de Paz de Passo Fundo 
 
O Território de Paz de Passo Fundo, que abrange os bairros Zacchia e Integração, foi inaugurado pelo governador Tarso Genro em novembro de 2011 e beneficia cerca de 20 mil moradores. Na cidade, está sendo aplicado um modelo de policiamento comunitário pioneiro no país, em que PMs residem nos bairros onde trabalham. Através de uma parceria com o Estado, a Prefeitura de Passo Fundo é a responsável pelo pagamento do aluguel das casas dos policiais militares. 
 
Cruz Alta 
 
Após a solenidade em Passo Fundo, o secretário Airton Michels deslocou-se a Cruz Alta, onde, junto com o prefeito, Vilson Roberto Bastos dos Santos, assinou o Termo de Cessão de Uso e Cooperação de uma área da Brigada Militar para o município. Com investimentos de R$ 3 milhões do Governo Federal, no local serão construídos um ginásio poliesportivo, uma área externa com campo de futebol, pista de caminhada e academia ao ar livre. A estrutura, que permitirá a qualificação e aperfeiçoamento do treinamento de policiais militares, poderá ser usada também pela comunidade, em uso compartilhado.


FONTES: http://sofusquetas.blogspot.com.br/2012/03/viaturas-sao-entregues-para-policia.html
e Governo do Estado

POLICIAMENTO COMUNITÁRIO RETORNA À CRUZ ALTA

ZERO HORA, 02 de junho de 2012 | N° 17088

À MODA UPP - ROBERTO WITTER | Cruz Alta/Correspondente

 

Cruz Alta adota polícia comunitária


A prisão de cinco pessoas por porte de armas, munição ou entorpecentes inaugurou ontem o módulo de polícia comunitária do Núcleo Habitacional Santa Bárbara, em Cruz Alta.

Eles foram encontrados durante a operação Retomada, que marcou o retorno da polícia a um dos bairros de maior criminalidade na Região Noroeste.

Construídos no início da década de 80, alguns dos apartamentos passarão por uma reforma geral, e a reativação do módulo policial virou ponto chave no projeto. O local tem um dos maiores índices de criminalidade da região. De janeiro a abril deste ano, somente a Brigada Militar registrou 61 ocorrências no bairro, que tem cerca de 1,3 mil habitantes. O número em grande parte se deve à desativação do posto, que ocorreu há oito anos por causa da falta de efetivo.


Cruz Alta deve receber investimento de mais de um milhão de reais com a Polícia Comunitária - 28/06/2011


 Fonte: http://grupopilau.com.br/noticias/vis/?v=1676


Projeto de Polícia Comunitária deve ser implantado em Cruz Alta. A partir da verba cinda do PAC II, o Rio Grande do Sul vai beneficiar 95 cidades, entre as localizadas na região metropolitana e as que possuem mais de 50 mil habitantes.





A reunião realizada ontem no Quartel da Brigada militar reuniu autoridades do poder executivo, legislativo e militar de Cruz Alta e comandantes das cidades de Ijuí, Santa Rosa, Santa Maria e Santo Ângelo. O Prefeito Vilson Roberto explica que existem os programas de segurança nacional e estadual. A Região de abrangência do posto envolve 6 bairros. O Presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Marino Marangon também estava presente. O Vereador garante articulação e cobrança, pois são 60 dias para apresentar o projeto ao Estado. O Comandante do Comando Regional de Polícia Extensiva do alto Jacui, Tenente Coronel Duarte comenta que esta ação só vai beneficiar a comunidade, até com o aumento de efetivo na patrulha. O Coronel Marobim, interlocutor do projeto comentou que o investimento no posto em Cruz Alta, vai ser de aproximadamente 1 milhão e 500 mil reais. O Prefeito Vilson Roberto afirma que de 8 a 10 mil pessoas vão ser beneficiados.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Parabenizo o Governo do Estado, a Brigada Militar e a comunidade de Cruz Alta pela iniciativa de implementarem o policiamento comunitário em Cruz Alta a partir de um local onde o clamor popular pedia uma intervenção mais permanente e compromissada. Saúdo o Comandante Regional e o Comandante do 16 BPM, oficiais proativos e dedicados, bem como o policiais militares das frações e as lideranças envolvidas.



PARA LEMBRAR:

 


http://policiamentocomunitario.blogspot.com.br/2012/03/policiamento-comunitario-em-cruz-alta.html

domingo, 27 de maio de 2012

PRÁTICAS DE POLICIAMENTO COMUNITÁRIO





JORGE BENGOCHEA



Nos dias 09 e 10 de maio, estivemos em Santa Maria assistindo o SEMINÁRIO DO CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA PÚBLICA 2012, voltado às práticas de polícia comunitária, promovido pela ESCOLA DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS, em comemoração aos seus 42 anos, com apoio do Departamento de Ensino da Brigada Militar. O evento envolveu gestores da Secretaria de Segurança, Comandantes Regionais, Comandantes, Oficiais e Praças de OPM e Alunos do Curso Técnico de Segurança Pública (os futuros Sargentos da Brigada Militar) sendo realizado no confortável Salão de Eventos Park Hotel Morotin – RS 287, Km 6,2 – Camobi – Santa Maria.

Foi um evento grandioso pelo brilhantismo dos trabalhos apresentados pelos futuros Sargentos da Brigada Militar que demonstravam extrema qualidade e de aplicação imediata nas estratégias de aproximação do policiamento nas relações e confiança da população na Brigada Militar.

A abertura contou com a apresentação do Cel Júlio César Marobin que delineou sobre a visão, o apoio governamental e as estratégias desenvolvidas, hoje contando com investimentos da União e do Governo Tarso, apontando como referências positivas os projetos pilotos desenvolvidas em Caxias do Sul e nos Territórios da Paz gaúchos.

Assistimos esta explanação com muito otimismo e alegria já que, pela primeira vez, temos a oportunidade de ter apoio direto e explícito do Governo do Estado às práticas de policiamento comunitário em todo o RS que deverão ser estendidas como filosofia de atuação da Brigada Militar.

Depois, ocorreu a apresentação do Projeto de Mediação Policial pela Al Sgt  Jaqueline Ferreira e Al Sgt Jobim. Ambos mostraram a importância de mediação em condomínios e atritos pessoais na solução de conflitos muitas vezes agravados pela falta de diálogo e entendimento.

Após um apetitoso coffee-breack, foi a vez da apresentação dos Alunos Sargentos Dalla Costa e Juliano com o Projeto Pequeno Cidadão onde os protagonistas são os alunos de escolas na melhoria da ambientação e das relações pessoais.

Em seguida, o Al Sgt Buss e o Al Sgt Lairton apresentaram o Projeto “A Praça é Nossa” em que destacaram um dos locais mais importantes de promover relações pessoais, sentimentos de solidariedade e consciência ambiental, com os cuidados que devemos ter com as praças para que estas se transformem num local de convivência em sociedade, apresentação de novos amigos e de referência comunitária.

Em seguida a platéia foi convidada para extravasar o ambiente de estudos e dar um pouco de alegria a todos, apesar do tema ser muito sério, pois a peça de teatro pelo Grupo Brigada em Cena intitulada  “Ser Polícia não é Fácil” trata de procedimentos policiais errados, da violência e das violações de direitos humanos. Representado por artista brigadianos levantaram o público tanto nas emoções como nas reflexões sobre a conduta policial.

No dia seguinte, foi a vez da apresentação do Projeto de Polícia Ambiental desenvolvido pelos Alunos Sargentos Dorzelaine, Cassol e Freitas. Neste trabalho foi evidenciado a necessidade de conscientizar os moradores ribeirinhos para o cuidados e preservação de fontes d`água, rios e riachos, sendo comum o desmatamento e o depósito de lixo e material tóxico. 

Ainda pela manhã, o Ten Cel Antonio Scussel expôs o plano estratégico de policiamento em desenvolvimento no Comando Regional do Vale do Taquari, muito bem concebido nos conceitos preventivos, de reação e de contenção dos delitos com apoio da população e práticas e resultados eficazes. Será tema de um artigo neste mesmo blog. Parabenizo os brigadianos do Vale do Taquari e as comunidades envolvidas pela aproximação, comprometimento e construção de idéias valiosas para a segurança pública.

Depois, o Al Sgt Márcia Ruchel e Elisete apresentaram o Projeto “Vizinho Vigilante” onde os vizinhos se organizam numa rede de vigilância solidária em torno do quarteirão e do bairro para prevenir os ilícitos e socorrer os vizinhos, com apoio do policiamento ostensivo.

À tarde foi a vez do Ten Cel RR Pedro Joel Silva da Silva apresentar suas experiências de policiamento comunitário, dos Alunos Sargentos Montag e Dias em mostrar o projeto “Cão Amigo”, e dos Alunos Sargentos Toazza e Gonçalves com o Projeto “Bike Patrulha” .

O Grupo Teatral Brigada em Cena do 4º BPAF de Santa Rosa encerrou o seminário com a peça “Em briga de marido e mulher se der penha a BM mete a colher”.

Honrado com o convite do Ten Cel WORNEY DELLANI MENDONÇA, tive em Santa Maria a grata satisfação de conhecer projetos aplicáveis e objetivos para a construção de estratégias de policiamento comunitário que foram propostos pelos futuros Sargentos da Brigada Militar, além das políticas de governo na área e de um projeto consolidado no Vale do Taquari. O aprendizado recebido valeu o custo de viagem. Estão de parabéns a ESFAS, o comando, instrutores e alunos pelos trabalhos apresentados e não apresentados, e pela demonstração de uma visão de proximidade, relações e confiança mútua entre policiais e cidadãos em prol da paz social, da vida e do patrimônio das pessoas.  Quem, como eu, seguiu uma carreira contaminada pela filosofia do policiamento comunitário, que estudou e escreveu sobre esta estratégia e que até hoje na reserva mantém sua atenção e estudo para este tema, só pode agradecer o tempo ganho com apresentações de alto nível e de conteúdo prático, Valeu! 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

IMAGEM E APROXIMAÇÃO DA POLÍCIA

EDITORIAL ZERO HORA 17/05/2012

A IMAGEM DA POLÍCIA

É preocupante e precisa sensibilizar as autoridades de segurança pública o resultado de pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em seis Estados, entre os quais o Rio Grande do Sul, indicando um elevado índice de desconfiança por parte da população gaúcha em relação à polícia. Como a falta de confiança está ligada diretamente à insatisfação com os serviços prestados por organismos policiais, é importante que as providências sejam definidas em conjunto com as comunidades. Uma situação como a atual, que se repete de maneira geral no restante do país, só pode interessar aos próprios criminosos.

Entre as conclusões do estudo, destaca-se o fato de 53,9% dos que se manifestaram em nome dos gaúchos considerarem a polícia nada ou pouco confiável. Não por acaso, a maioria dos descrentes na corporação tem pouca renda, mora mal e percebe a violência como uma deformação incorporada ao seu cotidiano. Nesse ambiente, no qual muitas vezes o próprio crime organizado passa a assumir papéis típicos do Estado, agentes da lei e criminosos tendem a se confundir nas suas ações. Em consequência, os policiais costumam ser encarados como uma ameaça, não como proteção.

O primeiro movimento que precisa ser feito para atenuar esse quadro é o de aproximação entre a autoridade policial e líderes das comunidades, pois é possível potencializar os avanços nessa área com uma atuação em conjunto. Mas é imprescindível que os organismos de segurança também façam sua parte nesse processo. Isso implica a necessidade de maior qualidade nos serviços e o reconhecimento de que é possível, sim, melhorar alguns indicadores, como o tempo de atendimento às vítimas e a taxa de esclarecimento de homicídios.

Polícia e sociedade precisam se encarar mutuamente como aliados, não como adversários. Quando esse estágio for alcançado, o Estado estará finalmente mais próximo de melhorar as estatísticas relacionadas à segurança pública.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Sim, é extremamente preocupante o crescimento da desconfiança nas forças policiais brasileiras, em especial as estaduais que vêm sendo sucateadas, desvalorizadas, discriminadas nas políticas salariais, fragmentadas no ciclo policial, alijadas do Sistema de Justiça Criminal e enfraquecidas pela burocracia, pelas leis benevolentes, pela falência prisional, por ingerências políticas, pela concorrência do MP e por uma justiça morosa e indiferente às questões de ordem pública. Todas estas mazelas contribuem para o insucesso dos planos dos gestores, para a desmotivação dos agentes e para a inutilidade dos esforços policiais, já que estes esforços não têm continuidade na justiça e soluções na execução penal.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

FIM DOS POSTOS COMUNITÁRIOS?

COMBATENTE DA CASERNA PAPA MIKE
http://www.casernapapamike.com.br/?p=983 - 06/04/2012


Os Postos Comunitários de Segurança instalados em Samambaia amanheceram lacrados com cadeados nesta sexta-feira (6). A cidade conta com 10 unidades que tem o objetivo de manter um canal direto com as lideranças comunitárias, os comerciantes e os moradores para assim poderem atender com mais rapidez as ocorrências locais.

O comando da Polícia Militar na cidade confirmou o incidente e se justificou informando que a iniciativa foi necessária para que os policiais pudessem atender ocorrências repassadas pelo 190.

Algo que há muito tempo já deveria ter sido feito começa agora a ocorrer: O FECHAMENTO DESTES POSTOS COMUNITÁRIOS DE SEGURANÇA. Policiais totalmente subutilizados em suas funções, amarrados a postos policiais, impedidos de realizar o que realmente importa, o radio patrulhamento.

A ideia pode até ser boa, mas devido às condições do efetivo da PMDF é inoperável. Os postos que quando inaugurados começam com três e as vezes quatro policiais, acabam com um policial somente. E a pergunta: um policial resolve o quê com segurança?

Desde os primórdios da PMDF temos pensantes que defendem este tipo de policiamento, com postos policiais, e desde sempre nós da tropa sabemos que nunca funcionou e não irá funcionar. Retira-se um efetivo enorme das ruas para deixá-los enfurnados em posto. E aí o que o combatente faz? Começa a se desvencilhar do serviço de rua, e se adapta a sua nova realidade, policial de expediente. Uma pena que a própria policia consiga atrapalhar a efetividade do policiamento combativo de rua.

Mas quem sabe essa iniciativa do 11º BPM seja o início do fim deste tosco plano de segurança implantado pelo governador passado. Tomara.


NOTA: matéria indicada pelo Cel Afonso.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Não concordo com o fechamento dos postos. O posto policial é uma referência física da presença policial na área. Não é necessário manter um policial de permanencia, fixo dentro do posto para cuidar do prédio. O posto serve de base e de contato com os moradores locais. Por isto sou defensor dos postos comunitários e busquei manter todos eles abertos na minha gestão. As relações com a comunidade e a presença real e potencial do policiamento partia dos postos, e mesmo estando a guarnição em patrulhamento, a comunidade sabia que a BM estava por perto, bastando telefonar para o 190. Quando o cmt do grupo ou o oficial se fazia presente era ali os encontros com os pms e com moradores. Sem um ponto de referência, não há comprometimento com o local de trabalho. Sei que muitos foram construídos em locais inadequados, mas as intenções dos comandantes foram relevantes e obedeciam princípios, características e variáveis do policiamento ostensivo preventivo, já esquecido por muitos. O grande erro é construir prédios e instalar policiais preventivos para fazer guarda do prédio, instalando equipamentos e outros petrechos. O posto deve ser simples com banheiro, local para armário, mesa e cadeiras. A guarnição não precisa ficar amarrada ao posto mantendo a guarda do prédio. É uma referência física e simbolo do comprometimento da polícia preventiva com o local, o que não ocorre com as viaturas móveis.