Abdon Barretto Filho, Diretor da Rede Plaza de Hotéis - JORNAL DO COMERCIO, 12/04/2012
A globalização, os avanços tecnológicos, as desregulamentações de mercados e a sustentabilidade do Planeta estão influenciando todas as organizações. Podem–se destacar as organizações prestadoras de serviços, que sofrem mais rapidamente com as mudanças nos comportamentos dos consumidores e a agressividade dos concorrentes.
Logo, a melhor defesa para manter-se no mercado é o “Pensar grande, agir pequeno”. Convém salientar que o “Pensar grande” deve ser compreendido como estar em sintonia com os eventos e tendências globais, porque o efeito do fluxo de ideias, dos bens e serviços sobre as preferências dos consumidores é real e considerável.
Na realidade, o consumidor quer o melhor, aqui e agora, de preferência bom, bonito e barato levando algumas organizações ao declínio. A perda de mercados de uma organização começa quando não consegue adequar-se à evolução da preferência da demanda. Os clientes, ao receberem novas informações, realizam comparações inevitáveis.
Algumas vezes, as organizações nem sempre possuem recursos financeiros, materiais e humanos capazes de atender as preferências globalizadas dos seus clientes. A economia de escala é um grande fator, porque elimina os pequenos ofertantes. Porém, é salutar imaginar que ainda existem as possibilidades para as pequenas organizações realizarem atendimentos aos novos segmentos e/ou nichos de mercados.
Além disso, se não for líder ou participar da liderança do mercado, poderá, através da inovação, criar novos mercados. Será? Além de “Pensar grande”, as organizações econômicas – empresas e entidades – deverão “Agir pequeno”, isto é, serem ágeis e flexíveis diante das preferências reveladas e as expectativas dos clientes e consumidores.
As estruturas hierárquicas rígidas e impositivas devem ceder aos comprometimentos e profissionalismos de todos os envolvidos para o sucesso da organização.
Tudo que puder ser substituído pela máquina será. Porém, a inteligência e a experiência humana serão os grandes delimitadores dos avanços tecnológicos. Nada substitui o contato e o talento humano.
O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento ostensivo que emprega efetivos e estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento com as questões locais, comprometimento com o local de trabalho e relações com as comunidades, objetivando a garantia da lei, o exercício da função essencial à justiça e a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do do patrimônio. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
PATRULHAMENTO A PÉ CONTRA O TRÁFICO

Patrulhamento a pé contra o tráfico na Rocinha. Favela terá até sexta-feira 700 policiais militares, o mesmo efetivo do batalhão do Leblon - Ana Cláudia Costa e Vera Araújo - O GLOBO 3/04/12 - 23h23
RIO - Os oito assassinatos registrados na Rocinha desde a sua ocupação, em novembro passado, fizeram com que a Polícia Militar colocasse em prática um plano B: implementar o policiamento a pé na comunidade, principalmente em becos e vielas, em vez de ficar apenas nos principais acessos ao morro. A novidade foi anunciada ontem pelo coordenador de Policiamento da Rocinha, major Edson Raimundo dos Santos, que pretende dividir a região em 12 pontos ou sub-bairros para tentar impedir a disputa territorial entre duas facções criminosas.
A partir de sexta-feira, o oficial vai comandar 700 homens — do Batalhão de Choque e recrutas do Comando de Polícia Pacificadora, praticamente o mesmo efetivo do 23º BPM (Leblon).
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Sobre a denúncia publicada na revista "Veja" de que policiais militares estariam recebendo suborno para favorecer uma das facções, facilitando a venda de drogas, o Centro de Inteligência da PM já identificou os maus policiais. Segundo uma fonte da corporação, a Corregedoria Interna da PM instaurou inquérito policial militar em 14 de março a fim de apurar a informação e, no momento, busca provas contra os envolvidos.
Com experiência de quem atuou nas operações da Lei Seca, o major Edson buscou misturar os grupos que farão as patrulhas:
— Da Lei Seca, tiro a prática de pôr vários órgãos para trabalhar em conjunto. No caso da Rocinha, irei mesclar policiais experientes de outras UPPs com os recrutas, além de incluir mulheres, principalmente para fazer as revistas de mulheres e crianças.
Antes de assumir o papel de coordenador do policiamento da Rocinha, major Edson Santos abriu mão das férias de janeiro para estudar a geografia da comunidade. Ele conta que tem cerca de 90% de becos e vielas, o que dificulta a ação policial.
— Se a Rocinha fosse um município, ela ocuparia o 22º lugar em número de habitantes, com 104 mil moradores, de acordo com o levantamento do PAC. É uma cidade. Por isso, é necessário um pessoal bem treinado, uma supervisão rígida para evitar desvios de conduta e muito diálogo com os moradores. Não estou inventando nada. É como comandar um batalhão com seus setores e sub-setores — explicou o coordenador, que não abre o jogo se será ou não o comandante da UPP da Rocinha.
Cada patrulha ficará responsável por uma área
Cada patrulha ficará responsável por áreas como Roupa Suja, Ruas 1, 2 e 3, Dionéia, Cachopa, Vila Verde, Terreirão, 199, Laboriaux, Capado e Barcelos. Cada grupo de quatro policias patrulhará uma área de cerca de 400 metros quadrados em plantões de 12 horas.
— Há regiões na Rocinha onde as motocicletas não chegam. Esses locais ficaram sem um patrulhamento, mas agora, com mais homens, faremos o policiamento a pé. Não ficarão áreas descobertas — argumentou o major Edson Santos.
Para o coordenador de policiamento da Rocinha, a disputa econômica pela região fez com que as disputas entre facções rivais se intensificassem nos últimos três meses, quando 12 armas foram apreendidas. Com a prisão do chefe do tráfico local, Antônio Bonfim Lopes, a quadrilha rival imaginou que o caminho estivesse livre para pegar sua fatia nos lucros com a venda de drogas.
— A Polícia Civil está apurando as mortes. Espero que a investigação seja conclusiva. Da minha parte, eu irei cobrar dos meus policiais. Quem me conhece sabe disso — afirmou o major Edson Santos.
terça-feira, 3 de abril de 2012
GUARDAS MUNICIPAIS QUEREM ATUAR COMO POLÍCIA PREVENTIVA

DEFESA NET - 29 de Março, 2012 - 08:00 ( Brasília )
Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público e Frente Parlamentar Pró-Guardas Municipais Foto - Agência Câmara
Agência Câmara
Comandantes de guardas municipais, sindicalistas e parlamentares defenderam nesta quarta-feira (28) a regulamentação do trabalho da categoria na prevenção da violência. O tema foi discutido em audiência publica da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.
Atualmente, as guardas civis municipais podem atuar somente no resguardo de bens, serviços e instalações locais.
Segundo o presidente do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo, Carlos Augusto de Souza, é preciso acabar com a “ilusão” de que os guardas municipais devem ter funções iguais às de outras forças de segurança. “Hoje, temos polícia de pronto atendimento que atua depois do ato de violência. Queremos desenvolver o papel de uma polícia preventiva, próxima do cidadão, dando a ele a sensação de segurança”, sustentou.
O deputado Vicentinho (PT-SP) também defendeu a ação preventiva desses profissionais. “A guarda municipal tem de ter uma atuação pacífica, pacificadora e comunitária. Ela deve atuar sobre a causa, não a consequência”, disse o parlamentar, autor do requerimento para a realização da audiência pública e ex-presidente da Frente Parlamentar das Guardas Civis Municipais, relançada hoje.
Proposta
Carlos Augusto de Souza faz parte de um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Justiça em 2011 para regularizar a situação de mais de 86 mil guardas municipais de todo o País. O colegiado é formado por representantes do ministério, de secretarias municipais de segurança, além de comandantes de guardas municipais e sindicalistas.
O assessor da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça Guilherme Leonardi afirmou que ainda não foi definido quando a proposta de reforma da regulamentação da categoria será enviada ao Congresso.
Discriminação
Para o comandante da Guarda Municipal de Osasco (SP), Gilson Menezes, os profissionais são discriminados no âmbito da segurança pública. “Muitas pessoas dizem que é loucura reforçar a guarda municipal. Mas quem sabe não possamos ajudar a trazer mais paz social ao Brasil?”, questionou.
Na opinião do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), a categoria não teve ainda suas atribuições ampliadas por pressão de setores da Polícia Militar e falta de mobilização das próprias guardas municipais. “Erramos porque não soubemos mobilizar regionalmente os deputados para pressionar a votação da PEC [534/02, do Senado] que aumenta as competências das guardas municipais”, afirmou. Faria de Sá é o relator da PEC, que está pronta para ser votada em Plenário.
Íntegra da proposta: PEC-534/2002
NOTA: matéria apontada pelo Cel RR Alberto Afonso Landa Camargo
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Nada mais natural. Revela uma tendência no Brasil pela ausência do policiamento preventivo estadual nas ruas, os bairros e nas periferias das cidades, já que as polícias militares em todo o Brasil vêm priorizando as blitzes e a contenção dos delitos. O abandono do caráter preventivo se nota pela insuficiência de efetivos ostensivos, pela falta de responsabilidade territorial, pela não permanência do policiamento em locais fixos e definidos, pelo distanciamento dos policiais em relação às comunidades, pelo reduzido contato com o cidadão, pela pintura discreta das viaturas de policiamento ostensivo e pelos uniformes de combate usados pelos policiais militares. Diante disto, existe um espaço a ser ocupado pelas futuras "polícias municipais" com a tolerância e incentivo dos Governos Estaduais.
quarta-feira, 28 de março de 2012
UPP E TRANSIÇÃO MILITAR
Começa no Rio nova etapa de pacificação de favelas. Bope ocupou áreas do Complexo do Alemão, numa ação que prepara a saída do Exército do local - ZERO HORA 28/03/2012
A Polícia Militar do Rio de Janeiro iniciou ontem uma varredura em duas comunidades do Complexo do Alemão, na Zona Norte, para a instalação das primeiras Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no local. A operação representa a preparação para a retirada do Exército da comunidade. Os militares estão na região desde novembro de 2010, mas até junho os cerca de 2 mil homens serão substituídos por PMs, numa transição gradual.
Os 750 homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque vão permanecer nas favelas Nova Brasília e Fazendinha por 10 dias. Nesse intervalo serão instaladas as duas primeiras UPPs no complexo, que compreende 13 favelas. Os PMs não encontraram resistências ao entrar na área. Três homens foram presos, um deles suspeito de ser o atual líder do tráfico na região. Foram apreendidas armas e drogas, além de produtos falsificados.
A transição no Alemão ocorre no momento em que se tenta administrar uma crise na Rocinha, com a volta da disputa pelo tráfico. Ontem, a PM anunciou novo aumento do efetivo responsável pelo policiamento na comunidade, na zona sul da cidade, ocupada desde novembro passado. Mais 40 policiais foram enviados para a favela, que já havia recebido 130 na última sexta-feira. Agora já são 350 os PMs em ação na Rocinha, que ainda não tem data para receber UPP.
A comunidade foi palco de crimes e confrontos nos últimos dias, quando nove pessoas foram assassinadas, entre elas um líder comunitário suspeito de envolvimento com o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem.
O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, defendeu a ocupação:
– Não podemos dizer que em quatro meses vamos trazer a paz total para essa comunidade nem para o Rio de Janeiro. Se tiver que colocar mais policiais, nós vamos colocar. A população pode acreditar que nessas comunidades onde já estamos não vai haver nenhum tipo de recuo, porque a ocupação é absolutamente necessária.
Segundo Beltrame, os crimes na Rocinha foram praticados por criminosos prejudicados pela ocupação policial.
O governador Sérgio Cabral (PMDB) emitiu nota. Segundo ele, a polícia está enfrentando um “tumor que estava matando o Rio de Janeiro”.
SUA SEGURANÇA | Humberto Trezzi. Mais do que na hora
A PM do Rio começou ontem a fazer a varredura final nas favelas Nova Brasília e Fazendinha para implantar as primeiras Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no chamado Complexo do Alemão, composto de 13 comunidades. Já era mais do que hora disso acontecer.
O Alemão, como é chamado pelos moradores, era o maior QG do crime organizado no Rio. As comunidades do complexo eram as que reuniam mais bandidos armados. E isso ficou escancarado após a fuga de centenas de criminosos com fuzis nas mãos, mostrada ao vivo pelas TVs, em novembro de 2010. Tomados aqueles morros, o Exército permaneceu lá, inclusive com tropas gaúchas. Até certa forma, uma decisão controversa, porque as Forças Armadas não conhecem bem os criminosos. É até possível que tenham conseguido se reorganizar, como está acontecendo na Rocinha, que já tem uma UPP e, apesar disso, enfrenta uma guerra de quadrilhas pelo controle do tráfico.
terça-feira, 27 de março de 2012
GOVERNO IMPLANTA PROJETO DE POLÍCIA COMUNITÁRIA EM BENTO GONÇALVES
Secretário Michels e o prefeito Roberto Lunelli celebram integração entre Estado e Município - Texto e foto: Antônio Candido. GOVERNO RS.http://www.rs.gov.br/26/03/12, às 13:59.
Bento Gonçalves, na Serra, também vai receber o projeto de Polícia Comunitária, desenvolvido pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), em parceria com o município. O anúncio foi feito pelo secretário Airton Michels, na manhã desta segunda-feira (26), em solenidade na prefeitura de Bento. O projeto segue o mesmo modelo do já instalado em Caxias do Sul, em que o município é o responsável pelo pagamento do aluguel das casas dos policiais, que passarão a morar nos bairros onde atuarão.
Airton Michels afirmou que a implantação do Polícia Comunitária é mais uma parceria que a Prefeitura de Bento Gonçalves está construindo com o Governo do Estado, por intermédio da SSP. Michels valorizou a participação dos municípios na iniciativa, como Caxias do Sul, Passo Fundo, Vacaria e Canoas, além de Bento Gonçalves. Acrescentou que, além da ação policial, o importante é a intermediação de conflitos pelos policiais, evitando que eles se transformem em crimes maiores. O secretário ressaltou ainda a participação da Polícia Civil no Polícia Comunitária em Bento Gonçalves, algo inédito nos demais projetos já implantados no Rio Grande do Sul.
O prefeito, Roberto Lunelli, assinalou a necessidade de integração nas atividades de segurança pública. "O município, sozinho, não faz nada. Da mesma forma o Estado, sozinho, não faz nada também. É preciso que todos trabalhem em conjunto". Durante a solenidade, Lunelli também apresentou o Plano Integrado de Segurança Pública integrada do Município e entregou uma cópia ao secretário Michels. O prefeito destacou a necessidade da implantação de políticas alternativas para a segurança pública, "pois o sistema tradicional já está esgotado".
Polícia Comunitária em Bento Gonçalves
O Polícia Comunitária contará com seis núcleos e 18 policiais militares, além de oito policiais civis. A SSP está finalizando um estudo para definir os bairros que serão contemplados, tendo como base dados técnicos, especialmente os índices de violência, como roubo e furto. Para o reforço no policiamento em Bento Gonçalves, a Secretaria está investindo R$ 350 mil para a aquisição de viaturas e equipamentos, como coletes e pistolas. Os policiais selecionados participarão do curso de capacitação que terá 40 horas/aula.
Esse projeto, a exemplo do de Caxias do Sul, tem como base o conceito de policiamento comunitário denominado de "Chuzaishoo" (originário do Japão) e traz para o perímetro urbano o conceito japonês que coloca o policial a morar em pequenas comunidades da zona rural.
COMENTÁRIO DO CEL ALBERTO AFONSO LANDA CAMARGO - Parece que o "inédito" projeto de polícia comunitária se está alastrando. Agora tem a té nome: é o "chuzaishoo", que deve ser como os japoneses pronunciam "churrasco", o que se aplica perfeitamente aos gaúchos.
A primeira novidade é que a polícia civil vai participar do projeto de Bento Gonçalves, embora a notícia não informe se a prefeitura vai alugar casas para os policiais civis morarem também na comunidade. O pagamento de aluguéis deve ser para que os policiais não reivindiquem melhores salários, pois até casas de graça para morarem eles vão ter. Desta forma, o governo se livra de reivindicações, pois vai sempre alegar que até casa de graça os policiais têm.
A segunda novidade é que o prefeito da cidade entregou para a secretaria de segurança o "PLANO INTEGRADO DE SEGURANÇA PÚBLICA", o que pode indicar que nem planejamento para a área fazemos mais, ficando isto sob a batuta da prefeitura.
A terceira novidade é que o prefeito acabou de descobrir e ensinar às autoridades estaduais que "há necessidade de integração nas atividades de segurança pública", coisa que, aliás, ninguém desconfiava e os técnicos na área nunca disseram, nem discutiram.
A quarta novidade é que o prefeito acabou, também, de descobrir que "há necessidade de implantação de políticas alternativas para a segurança", coisa, da mesma forma, que ninguém desconfiava que devesse ser feito, assim como nunca foi isto estudado nos nossos cursos de formação e de aperfeiçoamento.
Pode ser que, daqui a pouco, o prefeito descubra, também, que segurança pública é um sistema e, como tal, precisa da integração de outros órgãos, como MP e poder judiciário, e pague aluguel de casas para promotores e juízes também morarem nas comunidades e, assim, nos ensine que segurança pública depende também destes órgãos dentre outros.
INSTALAÇÃO DE UPP NO COMPLEXO DO ALEMÃO
Bope apreende grande quantidade de drogas no Complexo do Alemão. Cerca de 750 PMs participam da implantação de UPPs em Nova Brasília e Fazendinha. Ana Claudia Costa E Athos Moura - O GLOBO, 27/03/12 - 12h11
RIO - Policiais do Bope que participam da operação de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Complexo do Alemão, apreenderam, na manhã desta terça-feira, grande quantidade de cocaína, maconha e crack, na localidade conhecida como Aurora, na Favela Nova Brasília. O volume ainda não foi divulgado pela polícia. Cerca de 750 agentes participam da operação, que ocorre também na comunidade Fazendinha. Além do Bope, estão presentes o Batalhão de Choque, a Companhia de Cães e o Grupamento Aéreo Marítmo (GAM), além de 300 policiais recém-formados que já vão compor as novas UPPS. Os policiais substituem os militares do Exército nessas localidades.
Mais cedo, durante a ação de varredura em Nova Brasília e Fazendinha, equipes do Bope prenderam um homem foragido da Justiça. Simultaneamente, policiais do 12º BPM prenderam em Niterói um homem com uma metralhadora, uma pistola e quantidade de maconha. Segundo informações da PM, ele atuava no Alemão e fugiu para o Morro do Palácio, no Centro de Niterói. O comandante geral da PM, o coronel Erir Costa Filho, disse que as equipes dos outros batalhões da PM estão de prontidão para atuar em favelas cujos bandidos são da mesma facção dos traficantes do Alemão.
Segundo Costa Filho, assim que houver informação de movimentação de bandidos, esses batalhões atuarão em suas áreas. As bases das UPPs já estão sendo construídas ao lado das estações Fazendinha e Itararé, em Nova Brasília. Enquanto não ficam prontas, elas vão funcionar temporariamente em contêineres nesses locais.
Dois centros de controle instalados
A PM já instalou dois centros de controle nas duas comunidades. As novas unidades vão funcionar provisoriamente dentro de contêineres posicionados ao lado das estações dos teleférico e já foram vistoriadas pelo comandante da PM. As unidades fazem parte do processo de instalação da UPP. As sedes permanentes ainda estão em obra. O coronel apresentou também o comandante da UPP da Nova Brasília, o major Edson Raimundo dos Santos. Falta ainda nomear o capitão da UPP da Fazendinha.
Desde as 4h, o Bope está na favela Nova Brasília, enquanto o Choque ocupa o Morro da Fazendinha. A ação policial, segundo a PM, é o protocolo a ser cumprido conforme o decreto para implantação da UPP. Simultaneamente, os policiais que farão parte destas UPPs participam também desde as 4h do patrulhamento no entorno dessas comunidades. A ação do Bope na região deve durar uma semana. Em seguida, os policiais vão ocupar aos poucos as outras favelas do Complexo do Alemão para implantação de novas UPPs.
Rumores nas comunidades dão conta que as escolas estão fechadas, mas os professores estão nas salas de aulas aguardando os alunos. O comércio funciona normalmente, e os moradores saem para trabalhar com tranquilidade. Os moradores são revistados, e a documentação de motoqueiros é cobrada. Três helicópteros da Polícia Militar fazem uma ronda. A PM divulgou uma nota informando que a ouvidoria das polícias e a corregedoria da corporação acompanham a operação. A Defensoria Pública também está na comunidade.
A Polícia Militar pede que moradores façam denúncias através do Disque Denúncia para que traficantes e armas sejam localizados. A intenção é encontrar os que que ainda estejam atuando na área. Segundo o serviço de inteligência da PM, traficantes do segundo e terceiro escalões que ficaram nas duas comunidades são hoje os responsáveis pela venda de drogas na região.
Clima de expectativa ontem
Na segunda-feira já era possível notar a retirada gradativa dos militares da Força de Pacificação do Alemão. No interior das favelas, só eram vistos homens do Exército perto das estações do teleférico. Nas ruas, o clima era de expectativa entre moradores. Muitos temem a saída do Exército.
— Tenho medo de que isso aqui fique como era antes. Hoje existe tráfico, sim, mas de forma mais velada, sem armas nas ruas — disse uma comerciante.
Segundo dados levantados pelo serviço de inteligência da PM, até armas grandes já entraram na região, principalmente no Complexo da Penha. No Alemão, há pistolas, e o tráfico atende basicamente ao consumo interno.
Segundo o relações-públicas da Força de Pacificação, tenente-coronel Fernando Fantazzini, toda a tropa que está ocupando o Complexo do Alemão sairá para dar lugar aos homens do Bope. Ele informou que os 900 militares do Exército, que ocupam a região em sistema de escala, serão distribuídos entre a Serra da Misericórdia e favelas do Complexo da Penha, principalmente a Vila Cruzeiro.
RIO - Policiais do Bope que participam da operação de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Complexo do Alemão, apreenderam, na manhã desta terça-feira, grande quantidade de cocaína, maconha e crack, na localidade conhecida como Aurora, na Favela Nova Brasília. O volume ainda não foi divulgado pela polícia. Cerca de 750 agentes participam da operação, que ocorre também na comunidade Fazendinha. Além do Bope, estão presentes o Batalhão de Choque, a Companhia de Cães e o Grupamento Aéreo Marítmo (GAM), além de 300 policiais recém-formados que já vão compor as novas UPPS. Os policiais substituem os militares do Exército nessas localidades.
Mais cedo, durante a ação de varredura em Nova Brasília e Fazendinha, equipes do Bope prenderam um homem foragido da Justiça. Simultaneamente, policiais do 12º BPM prenderam em Niterói um homem com uma metralhadora, uma pistola e quantidade de maconha. Segundo informações da PM, ele atuava no Alemão e fugiu para o Morro do Palácio, no Centro de Niterói. O comandante geral da PM, o coronel Erir Costa Filho, disse que as equipes dos outros batalhões da PM estão de prontidão para atuar em favelas cujos bandidos são da mesma facção dos traficantes do Alemão.
Segundo Costa Filho, assim que houver informação de movimentação de bandidos, esses batalhões atuarão em suas áreas. As bases das UPPs já estão sendo construídas ao lado das estações Fazendinha e Itararé, em Nova Brasília. Enquanto não ficam prontas, elas vão funcionar temporariamente em contêineres nesses locais.
Dois centros de controle instalados
A PM já instalou dois centros de controle nas duas comunidades. As novas unidades vão funcionar provisoriamente dentro de contêineres posicionados ao lado das estações dos teleférico e já foram vistoriadas pelo comandante da PM. As unidades fazem parte do processo de instalação da UPP. As sedes permanentes ainda estão em obra. O coronel apresentou também o comandante da UPP da Nova Brasília, o major Edson Raimundo dos Santos. Falta ainda nomear o capitão da UPP da Fazendinha.
Desde as 4h, o Bope está na favela Nova Brasília, enquanto o Choque ocupa o Morro da Fazendinha. A ação policial, segundo a PM, é o protocolo a ser cumprido conforme o decreto para implantação da UPP. Simultaneamente, os policiais que farão parte destas UPPs participam também desde as 4h do patrulhamento no entorno dessas comunidades. A ação do Bope na região deve durar uma semana. Em seguida, os policiais vão ocupar aos poucos as outras favelas do Complexo do Alemão para implantação de novas UPPs.
Rumores nas comunidades dão conta que as escolas estão fechadas, mas os professores estão nas salas de aulas aguardando os alunos. O comércio funciona normalmente, e os moradores saem para trabalhar com tranquilidade. Os moradores são revistados, e a documentação de motoqueiros é cobrada. Três helicópteros da Polícia Militar fazem uma ronda. A PM divulgou uma nota informando que a ouvidoria das polícias e a corregedoria da corporação acompanham a operação. A Defensoria Pública também está na comunidade.
A Polícia Militar pede que moradores façam denúncias através do Disque Denúncia para que traficantes e armas sejam localizados. A intenção é encontrar os que que ainda estejam atuando na área. Segundo o serviço de inteligência da PM, traficantes do segundo e terceiro escalões que ficaram nas duas comunidades são hoje os responsáveis pela venda de drogas na região.
Clima de expectativa ontem
Na segunda-feira já era possível notar a retirada gradativa dos militares da Força de Pacificação do Alemão. No interior das favelas, só eram vistos homens do Exército perto das estações do teleférico. Nas ruas, o clima era de expectativa entre moradores. Muitos temem a saída do Exército.
— Tenho medo de que isso aqui fique como era antes. Hoje existe tráfico, sim, mas de forma mais velada, sem armas nas ruas — disse uma comerciante.
Segundo dados levantados pelo serviço de inteligência da PM, até armas grandes já entraram na região, principalmente no Complexo da Penha. No Alemão, há pistolas, e o tráfico atende basicamente ao consumo interno.
Segundo o relações-públicas da Força de Pacificação, tenente-coronel Fernando Fantazzini, toda a tropa que está ocupando o Complexo do Alemão sairá para dar lugar aos homens do Bope. Ele informou que os 900 militares do Exército, que ocupam a região em sistema de escala, serão distribuídos entre a Serra da Misericórdia e favelas do Complexo da Penha, principalmente a Vila Cruzeiro.
quinta-feira, 22 de março de 2012
POLICIAMENTO COMUNITÁRIO EM CRUZ ALTA
HISTÓRICO DO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO EM CRUZ ALTA/RS
1.DATA DO INÍCIO:
01 de outubro de 1997
2.LOCAL :
Cruz Alta/RSPopulação : 71.132 habitantesÁrea : 2.436 km2Efetivo existente para o policiamento : 279 policiais militares
3. RECURSOS UTILIZADOS :
a. Para o policiamento comunitário : Um Oficial, dois (02) Sargentos específicos, mais efetivos fixos em postos comunitários de bairros e vilas;
b. Para o policiamento escolar: Uma patrulha motorizada, onze (11) Policiais Militares residentes, e seis (06) do policiais militares da patrulha escolar pertencentes ao CVMI (Corpo de Voluntários Militares Inativos)
c. Para o policiamento motorizado (resposta rápida) : três (03) viaturas com guarnições.
d. Para o Tático (contenção): um pelotão (Pel Chq do 16 BPM).
e. Para a Ouvidoria: um oficial e um sargento específicos.
f. Para ensino: Um grupo de apresentações educacionais e artísticas.
4. INTRODUÇÃO
Acompanhando a evolução da sociedade, o 16º Batalhão de Policia Militar, sediado em Cruz Alta - RS, apostou numa estratégia de policiamento que busca um melhor entrosamento entre o policial militar e o cidadão: o Policiamento Comunitário. Esta forma de policiamento prioriza a atuação integrada da Brigada Militar e da comunidade possibilitou a participação da comunidade e do público interno no planejamento das atividades de polícia com a finalidade de solucionar os problemas de segurança existentes nos bairros da cidade na busca de uma melhor qualidade de vida para todos.Outro ponto fundamental a ser destacado foi a preocupação em mudar a mentalidade do próprio policial transformando-o em um homem preparado para solucionar os problemas com os quais se depara na execução do serviço de policiamento ostensivo.Não se admite mais, no atual estágio de evolução da sociedade, um policial militar que somente cumpra ordens. Este deve desenvolver sua capacidade de decidir e de tomar atitudes. Deve ser um mediador de conflitos na comunidade onde trabalha.
5. APRESENTAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS
A estratégia do Policiamento Comunitário implantada em Cruz Alta foram baseada nas idéias de Lee P. Brow da Polícia de Nova Iorque, emitidas no seu relatório em 1991 e traduzidas pelo Major Bengochea em 1997, sendo adaptadas à realidade brasileira e aos recursos disponíveis pela Unidade.No dia 01 de outubro de 1997 em uma reunião na Câmara de Vereadores de Cruz Alta foi lançado o policiamento comunitário na cidade. A cerimônia contou com a presença de Vereadores e da presidência da União de Bairros e dos líderes dos 58 bairros do município. Na oportunidade o Comandante do 16º BPM expôs aos presentes o projeto deste novo modelo de policiamento, explicando as distintas fases de sua implantação. Após esta apresentação inicial o Comandante do 16° BPM proferiu as seguintes palestras para divulgar as estratégias para o policiamento comunitário que seriam adotas pela Unidade:
- 03 de outubro os líderes das Associação Comercial e Industrial (ACICA), o Clube dos Diretores Lojistas (CDL) e o Sindilojas, todos de Cruz Alta
- 08 e 14 de outubro para os policiais militares integrantes da 1° Cia do 16° BPM com sede em Cruz Alta;
- Dia 20 de outubro foi realiza palestra para a 2° Cia do 16° BPM com sede em Ibirubá
- Dia 21 de outubro, para os associados do CDL, Sindilojas e ACICA
- Dia 22 de outubro, para os integrantes da 3° Cia com sede em Panambi
- Dia 30 de outubro , divulgada pela RBS-TV Cruz Alta.
6. TREINAMENTO
Com relação ao treinamento do efetivo realizou-se, em 1997, o Programa de Avaliação Profissional o qual atingiu a totalidade do efetivo da sede do Batalhão e 80% do efetivo destacado, já com conteúdo sobre a doutrina do policiamento comunitário. No período que o Tenente Marco era Ouvidor, foi realizada uma pesquisa com o público interno que constatou que ainda havia muita desinformação a cerca da implantação do policiamento comunitária, nascendo a idéia de uma instrução mais detalhada aos Oficiais e Sargentos do 16º BPM, a qual ocorreu em 16 de Abril de 1998, sendo debatido aspectos do Relatório Lee Brow e a estratégia do policiamento comunitário em Cruz Alta. Sendo, ainda, constatado a necessidade de um estágio para os Cabos e Soldados, o que foi providenciado um Estágio de Policiamento Comunitário . Este estágio foi estruturado em 90 horas/aula com 10 matérias fundamentais para o treinamento do efetivo empregado. Estas matérias são: Policiamento Comunitário, Direito Penal, Direito Ambiental, Higiene e Socorros de Urgência, Técnica de Policiamento Ostensivo, Ética, Criminologia, Prevenção e Segurança Domiciliar, Direitos Humanos e Relações Públicas. A primeira turma, que contou com 21 alunos, realizou o estágio no período de 18 à 29 de maio e a segunda turma, composta por 18 alunos, realizou o estágio no período de 15 à 26 de junho e sua formatura foi realizada na Escola Estadual Maria Bandarra Westphalen no Bairro de Fátima. A solenidade de formatura desta turma ocorreu na Escola Estadual Eliza Brum de Lima, no bairro Abegai, e contou com a presença de autoridades municipais, imprensa e todos os comandantes de fração destacada do 16º BPM. Esta formatura dos policiais em um bairro também faz parte da estratégia de implantação do policiamento comunitário pois retira a tropa de dentro do quartel e a leva para o bairro, aproximando o policial cada vez mais da comunidade.
7. CRIAÇÃO DA OUVIDORIA
Em 07 de Outubro de 1997, foi criada a Ouvidoria Militar. Esta surgiu com objetivos bem definidos, sendo estes o preparo do policial militar e do cidadão para o diálogo constante; incentivar a interação da Brigada Militar com a comunidade; valorizar a atuação do PM e da comunidade visando a melhor qualidade de vida; incentivar a prestação de informações dos cidadãos para melhorar a atuação da Brigada Militar e, por fim, conscientizar a todos de que a segurança é responsabilidade de todos. Dentro do planejamento do Ouvidor Militar estavam previstas reuniões periódicas com as associações de Bairro e vilas da cidade. O Ouvidor também participou de encontros com a Associação Comercial e Industrial e a Câmara dos Dirigentes Lojistas. Nestes encontros o Ouvidor recebeu as reclamações e sugestões da comunidade quanto aos problemas de segurança daquele bairro, bem como orientou as pessoas da comunidade quanto as melhores formas de participar e colaborar com o trabalho dos policiais militares que trabalham no bairro e quais os procedimentos de segurança para se proteger dos delinqüentes. Vários assuntos foram tratados nestas reuniões, até mesmo os que não dizem respeito imediato a ação de delinqüentes, tais como iluminação e telefonia pública. Estes problemas são catalogados e remetidos aos órgãos competentes. O Capitão Sérgio Omar Chisté Colvero, juntamente com o Sargento Adelmo Nene Caetano na função de secretário, foi o primeiro oficial a desempenhar a função de ouvidor.No dia 7 de Outubro de 1997 realizou-se a primeira reunião comunitária do Ouvidor, sendo esta com moradores da Vila Brás Caino, onde compareceram 28 pessoas da comunidade. A esta seguiram-se mais 10 reuniões no último trimestre de 1997. Em Novembro do mesmo ano o 1º Tenente João José Correa assumiu a função de Ouvidor, desempenhando-a até o mês de dezembro. Nestas reuniões foram abrangidas 12 comunidades, com o presença de 195 pessoas e, em muitas delas compareceu da imprensa Cruzaltense. No mês de janeiro de 1998 assumiu a função de Ouvidor o 2º Tenente Marco Antonio dos Santos Morais, desempenhando-a até o início de março.A partir do mês de março a figura do Ouvidor Militar passou a ser desempenhada pelos comandantes de pelotão em seus respectivos setores de responsabilidade territorial. De janeiro à junho de 1998 foram realizadas 15 reuniões comunitárias, sendo 11 do Ouvidor e 04 do Policiamento Escolar.
8. INSTALAÇÃO DA POLICIA COMUNITÁRIA DE BAIRROS
A cidade de Cruz Alta possuía 08 módulos policiais distribuídos na área central e pontos estratégicos da cidade. Este fator foi de fundamental importância para a implantação do policiamento comunitário pois os policiais possuem um ponto base para a execução de seu serviço que passou a ser de 24 horas no bairro. No início apenas três módulos apresentavam o modelo de policiamento comunitário, sendo estes localizados no bairro Boa Parada, Vila Abegai e no Bairro Petrópolis, pois apenas policiais voluntários poderiam executar este tipo de policiamento. Em novembro de 1997 realizou-se uma reunião no gabinete do comando do 16º BPM onde o Comandante, Major Bengochea, falou a um grupo de voluntários, composto por um Cabo e oito soldados, sobre a importância do policiamento comunitário e sobre o trabalho que passariam a desenvolver a partir de então em seus bairros. Os resultados começaram a aparecer de imediato pois reduziu-se o número de ocorrências bem como aumentou-se a sensação de segurança da comunidade, sendo estes dados confirmados em reuniões realizadas nestes bairros após o início do projeto. Já no primeiro mês, a própria comunidade, participando da fiscalização, flagrou dois policiais militares em conduta inconveniente e informou ao comando, que após apurar os fatos, imediatamente substituiu os estes policiais. Desta forma o comando demonstrou à comunidade que esta está participante do planejamento e implantação do policiamento comunitário. No mês de maio o comando ameaçou fechar os módulos que não estavam sendo valorizados e nem obtendo o apoio das comunidades onde prestam serviços, possibilitando que o comando reunisse as lideranças e mostrasse a elas a importância deste apoio e da participação da comunidade na solução de problemas. Nesta reunião também constatou-se a satisfação das comunidades abrangidas pelo policial de bairro.O sucesso deste modelo de policiamento aos poucos foi contagiando o efetivo, seja pela escala de serviço ou pelo fato de poder trabalhar próximo à sua residência e ganhar autonomia para gerenciar aos problemas do seu bairro. A partir de março todos os módulos policiais da cidade passaram a trabalhar com equipes fixas em escalas de 24 horas e em determinados módulos com um reforço noturno. Com o efetivo já nos bairros, participando de reuniões com a comunidade, obtendo informações sobre a ação de delinquentes e atuando sempre em um mesmo bairro idealizou-se, então, o estágio de Policiamento Comunitário. Logo em vista à instalação do policial nos bairros, instalou-se o policial de quarteirão, no centro de Cruz Alta, também com policiais selecionados e voluntários, aos moldes do policial empregados nos bairro. Este policial percorre a pé o calçadão, onde está instalada a maioria dos Estabelecimentos Comerciais promovendo o relacionamento com lojistas e clientes. No dia 29 de maio de 1998, a Câmara Municipal de Cruz Alta homenageou os policiais destaques comunitários na Segurança Pública, sendo agraciados 4 policiais militares do 16º BPM os quais foram escolhidos pelos representantes dos bairros onde trabalham no modelo de policiamento comunitário.
9. IMPLEMENTAÇÃO DA POLICIA ESCOLAR
Nos meses de janeiro e fevereiro foram preparadas as doutrinas que disciplinaram o policiamento escolar, sendo instituído o Programa de Segurança Escolar. O início do policiamento escolar propriamente dito, deu-se no mês de março através da realização de um questionário aplicado aos estabelecimentos de ensino público e particular da cidade de Cruz Alta. Após a análise dos dados coletados foram realizadas reuniões com os diretores das escolas municipais e estaduais onde foram apresentados os projetos para o policiamento escolar propostas pelo 16º BPM para o ano de 1998. Houve um compromisso firmado pelo Cmt do 16º BPM no qual os policiais militares residentes que não estavam prestando seu serviço na escola onde moravam passariam a fazei-lo. Foi encaminhado, no mês de abril, ao legislativo municipal, através do Senhor Prefeito Municipal, o projeto de lei que institui o Conselho Municipal de Segurança Escolar, sendo votado e aprovado no mês de maio e atualmente aguarda a sanção do Prefeito Municipal de Cruz Alta, bem como sua regulamentação. Nos meses de abril e maio foram desenvolvidos junto as escolas Maria Bandarra Westphalen e Margarida Pardelhas o Projeto Brigadinha Estudantil de Trânsito a qual atingiu repercussão estadual em reportagem exibida no jornal Correio do Povo do dia 29 de junho de 1998. Até o final de junho de 1998, o policiamento escolar contava com 11 policiais militares residentes atuando diretamente nos estabelecimentos escolares onde residiam, bem como 06 policiais militares na guarda escolar, sendo estes militares da reserva que através de convênio firmado com a Secretaria Estadual de Educação e Secretaria da Justiça e da segurança do Estado, o qual possibilita o retorno destes servidores militares para prestarem serviços junto aos estabelecimentos escolares previamente a eles destinados. No dia 26 de junho de 1998 foi lançado o Projeto “Escola para a Vida – Um Mundo sem Drogas”, o qual tem a finalidade de desenvolver atividades voltadas para a conscientização das crianças e adolescentes da necessidade de uma vida saudável longe das drogas, levando ao público jovem uma mensagem de paz, amor, fraternidade e camaradagem, através da arte( teatro, dança e música) mostrando-lhes que isso é possível sem o uso de drogas. O projeto se desenvolverá com Shows em estabelecimentos escolares Estaduais, Municipais e particulares, em auditórios ou ao ar livre, conforme o número de participantes e disponibilidade do local, agendados pela Delegacia de Educação, Secretaria municipal de Educação e Coordenadores do Programa. A meta proposta pelos organizadores é atingir até o final do ano de 1998, o total de 90% dos alunos da rede do 1º e 2º grau de Cruz Alta, e de 50% na região de circunscrição do 16º BPM.
10. CONSTITUIÇÃO DAS PATRULHA DE RESPOSTA RÁPIDA (PRR)
As patrulhas de resposta rápida são patrulhas destinadas a atividade de policia ostensiva no processo motorizado que visam o atendimento rápido e eficiente de ocorrências que necessitem de atuação enérgica com tropa mais especializada. No mês de abril o 2º Tenente Rogério Araújo de Souza foi nomeado para fazer um estudo no relatório Lee Brow e apresentar uma proposta para este tipo de patrulhamento na cidade de Cruz Alta. Na época Cruz Alta contava apenas com três viaturas, o que prejudicou as estratégias constantes nesta fase , que inclusive teve a viatura de Comando, a qual ficava a disposição do Comandante da Unidade, de ser deslocada para a utilização no policiamento, justamente pela falta destes meios. Estas viaturas foram empregadas com efetivo reforçado e atuando nos setores dos 4 pelotões existentes na cidade. A jornada de trabalho foi estabelecida de 12 horas por 36 de folga , atuando cada Guarnição num mesmo ritmo , à noite ou durante o dia, de modo a habituar-se biológicamente ao horário e circunstâncias do período. A refeição é efetuada no local do posto em restaurante escolhido pela GU e comunicado à Sala de Operações.
11. ORGANIZAÇÃO DA COMUNIDADE
Não foi atingida esta fase
12. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO (FEEDBACK)
Não foi atingida esta fase
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