O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento ostensivo que emprega efetivos e estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento com as questões locais, comprometimento com o local de trabalho e relações com as comunidades, objetivando a garantia da lei, o exercício da função essencial à justiça e a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do do patrimônio. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado.

segunda-feira, 12 de março de 2012

RELATÓRIO LEE BROWN


POLICIANDO NOVA YORK NOS ANOS 90 - Relatório Lee Brown. Tradução Jorge Bengochea.

O policial de patrulha está voltando para a Cidade de Nova Iorque. É sobre isto que este relatório explica . Esboça como ela será policiada durante a década de 90, que passos o Departamento adotará para o policiamento e que estilo de policia dominará para manter a ordem ao longo dos bairros da cidade. É uma mudança radical.

Depois de sofrer uma revisão completa, inclusive histórica, o Departamento fez um compromisso organizacional para, de forma radical, alterar seu modo tradicional de policiar a cidade e administrar suas operações. Esta nova estratégia é o policiamento comunitário que é mais duro com crime e integrará a rica história do Departamento, de criatividade e experimentação.

A estratégia de policiamento comunitário, através de trabalho policial em cada distrito da cidade, é a prioridade mais alta do Departamento. Com o policiamento comunitário , todo bairro terá um ou mais policiais nomeados e responsável para ajudar os residentes da comunidade na prevenção ao crime, desenvolver sua própria capacidade na manutenção de ordem e melhorar a qualidade de vida.

Deste modo, o Departamento pode aumentar sua significativa contribuição para controlar crime e melhorar a qualidade de vida ao longo da cidade. Esta nova orientação assume a missão seguinte para o Departamento:

• O Departamento Policial da Cidade de Nova Iorque existe para proteger a vida e a propriedade dentro da lei, manter a ordem na comunidade, reduzir o crime e o medo de crime nos bairros, com grande respeito à dignidade humana e de acordo com os padrões mais altos de habilidade profissional, integridade e responsabilidade.

Os componentes chaves da transformação para o policiamento comunitário são:

• A presença do policiamento comunitário será providenciada para todos os bairros da cidade.

• A solução de problemas se tornará o caminho padrão em qual os integrantes do Departamento respondem a situações atendidas, quando em patrulha ou administrativo, nas investigações ou em tarefas de apoio. O Departamento administrará suas operações até certo ponto e estimula os policiais baseado em compromisso a um jogo escrito de valores que guiam suas ações.

• Para policiar os bairros da cidade, a patrulha ostensiva terá a estrutura, o apoio e recompensas necessárias para fazer disto uma atividade desejável para próprio policial fazer carreira como em qualquer outra tarefa no Departamento.

• A criatividade policial será reconhecida formalmente e será usada para resolver o problema. Igualmente, haverá policiais responsáveis pelas suas ações, dentro do contexto da missão do Departamento, valores, objetivos, políticas e procedimentos.

• Novas medidas de desempenho departamental serão desenvolvidas para manter os integrantes do Departamento em constante feeedback com pesquisas na comunidade e no Departamento para verificar se ele está alcançando seu objetivos.

• Serão controladas as demandas de trabalho do fone 911. O sistema será aprimorado para classificar e identificar a chamada e projetar procedimentos. Todos os policiais serão nomeados para um determinado bairro no qual ajudarão na respostas a chamadas de ocorrências que vem do seu bairro.

• O Sistema de Despacho de Patrulha, que mandava o pessoal para o atendimento das várias ocorrências, será revisto para refletir a integração de todo o pessoal na estratégia do policiamento comunitário.

• A base do serviço para o qual são recrutados será alargado. As pessoas aceitarão o compromisso do departamento como uma organização policial que representa a comunidade, a qual vê o trabalho policial como um serviço para comunidade, em lugar de buscar o indivíduo será identificado e será procurado.

• O processo de seleção será modernizado. A seleção desenvolverá investigações profundas e a prova psicológica será revisada para um recrutamento orientado ao policiamento comunitário.

• Os policiais a civis e pessoal de uniforme se tornarão membros iguais na transição para o policiamento comunitário.

• O Departamento de treinamento terá aumentada as suas responsabilidades e, em algumas instâncias, totalmente, revisada. Eles ensinarão as novas habilidades requeridas para o policiamento comunitário, ensinando como resolver problemas, prevenir o crime e organizar a comunidade.

• Os mecanismos de avaliação de desempenho serão revisados e desenvolvidos para proporcionar aos policiais o feedback no seu desempenho e lhes ajudar fortalecer a sua efetividade.

• Novos sistemas de recompensa serão desenvolvidas para reforçar à comunidade que a policia tem valores e assegurar que este reconhecimento é para os que se superarem na atividade policial levando a cabo a filosofia do policiamento comunitário.

• Os mecanismos de controle de integridade serão completamente revistos para assegurar a manutenção do nível mais alto de integridade ao longo do Departamento, encorajando e apoiando o exercício da discrição por pessoas de princípios que trabalham para rechaçar os problemas

Estas ações constituem a estratégia do policiamento para os anos 90. Este relatório explica: 1) de onde somos; 2) onde vamos e 3) o que deve ser feito para chegar lá.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Esta introdução mostra que o então Comissário de polícia de NYPD, Lee Brown estava indignado com a forma de atuação impessoal da polícia e precisava resgatar estratégias antigas de aproximação dos policiais junto às comunidades, juntando a novas estratégias de ocupação, permanência, metas e recompensas. Este relatório tem valor e importância para os gestores, pois as mazelas enfrentadas por Lee Brown naquela época são bem semelhantes às atuais dificuldades das polícias estaduais no Brasil, em especial a polícia militar que exerce o policiamento ostensivo preventivo.

VALORES DO NYPD

VALORES DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA DA CIDADE DE NEW YORK

Em sociedade com a comunidade nós nos empenharemos a:

- Proteger as vidas e a propriedade de nossos concidadãos e com imparcialidade fazer cumprir a lei;

- Combater o crime prevenindo o crime e impedindo a ação dos violadores da lei;

- Manter um alto padrão de integridade que geralmente é esperado dos outros, tanto quanto é esperado de nós;

- Valorizar a vida humana, respeitar a dignidade de cada indivíduo e fazer os nossos serviços com cortesia e civilidade.

Fonte: Relatório Lee Brown, 1990

sábado, 10 de março de 2012

PENSAMENTO ESTRATÉGICO DO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO


POLICIAMENTO COMUNITÁRIO, CONQUISTANDO A CONFIANÇA DA COMUNIDADE - JORGE BENGOCHEA, CEL RR BRIGADA MILITAR


Uma conduta estratégica bem definida dentro do tempo possibilita aos líderes conduzir pessoas, empregar meios adequados e econômicos e controlar situações para obter resultados determinados e esta tem sido parte de uma busca do homem desde a Antigüidade.

Planejar é construir um trilho para seguir uma direção determinada na busca de uma meta julgada possível de ser atingida. Focar para frente e para trás coletando as informações necessárias para determinar as ações que serão realizadas para atingir as metas propostas. Nenhuma organização sobreviverá se conduzir suas ações sem planejamento. Na doutrina militar os planos e as ordens bem definidas possibilitam coordenar esforços, empregar os recursos da forma certa e tomar as melhores decisões para alcançar as vitórias.

Sun Tzú, Napoleão, Clausewitz, Cardeal de Richelieu, Zhou Yu, Zhuge Liang, Sima Yi, Lü Meng, Lu Xun, Jiang Wei, Sima Yan, Vo Nguyen Giape outros grandes políticos, generais, chefes, articuladores e manipuladores escreveram seus nomes na história, graças a estratégias, ações continuadas e estratagemas bem formulados. Foram com planos bem elaborados que as decisões se mostraram corretas e as ações bem executadas, atingindo os objetivos, dominando territórios e conquistando corações e lealdade de pessoas e povos. O pensamento destes estrategistas ultrapassaram o tempo e hoje são utilizados no mundo contemporâneo para conquistar objetivos, dominar e ampliar espaços, atingir o desenvolvimento organizacional, firmar uma imagem de confiança e garantir a sobrevivência.

Não se pode adotar medidas ou ações sem que se tenha bom um estudo da situação, pleno conhecimento do cenário, evolução e perspectivas, para elaborar um plano de trabalho, adequado e dentro da realidade em que se insere esta organização ou empresa, para então se estruturar, capacitar e iniciar as ações na direção dos objetivos pretendidos.

Um dos grandes erros é aplicar políticas e executar as funções pertinentes sem conhecer a sí próprio (pontos fortes e fracos), conhecer o inimigo (ameaças) e conhecer o ambiente (terreno, local, oportunidades), que são conhecimentos utilizados na construção do plano que servirá de referência e alicerce para apontar os melhores caminhos para trilhar dentre as inúmeras variáveis encontradas, aliada à inteligência e perspicácia do estrategista.

Pesquisa e Estatística Policial

Pesquisas científicas são importantes para desenvolver o conhecimento da situação existente ou possível, dando base à uma análise que fundamentará a construção do planejamento da gestão policial. A pesquisa é uma ferramenta de apoio para a identificação dos problemas que serão tratados, com técnicas apuradas e métodos padronizados.

Uma das técnicas que deve ser implementada é a da entrevista pessoal que, além de possibilitar a aproximação e um melhor relacionamento entre superiores e subordinados ou com as lideranças e pessoas da comunidade, avalia as emoções e os sentimentos que envolvem o ambiente de trabalho, o estado de segurança pública e a solidez das informações, críticas e sugestões recebidas. Lembre da "anamnese" realizada pelo médicos no tratamento de seus pacientes. Com ela, eles podem verificar o local onde existe a dor, o estado do paciente e determinar os exemplos complementares (pesquisa) para detectar a doença e assim proceder o tratamento para a cura. É uma postura que se assemelha ao do gestor do policiamento comunitário onde os pacientes são a comunidade (insegurança pública) e a doença é o crime a ser debelado.

A outra é a pesquisa de campo (diagnóstico, exames complementares), através de questionários previamente elaborados, para levantar, baseado nas questões norteadoras, a opinião sobre ponto relevantes tal como a satisfação da comunidade em relação ao crime e às atividades policiais desenvolvidas.

O levantamento pode levar às seguintes informações:

- a situação e o movimento dos indicadores de ocorrências;
- a capacidade da presença policial e o tempo de resposta nos atendimentos;
- o grau de motivação e treinamento dos gestores e executores policiais;
- Os níveis de satisfação da comunidade para com a atividade policial;
- O nível de confiança do cidadão na Instituição policial;
- Os problemas que causam a insegurança da comunidade;
- As causas de violência na comunidade;
- Os níveis das relações e do clima organizacional da Instituição.

NÍVEIS DE PLANEJAMENTO

ESTRATÉGICO

Ambientado em cenários, compete o nível estratégico à Instituição como um todo, estabelecendo a visão de futuro, os objetivos e a vida da Instituição. É o mais importante, pois estabelece as aspirações de querer coisas ou pessoas para satisfazer necessidades condicionadas pela filosofia que será implementada. A Instituição levanta as preocupações e as suas necessidades, verifica as questões internas que ameaçam a sua estrutura e estabelece para todos os seus órgãos e departamentos subordinados as coordenadas que serão implementadas, com metas específicas. O plano estratégico determina etapas a curto, médio e longo prazo para a realização das ações devendo no decurso de cada prazo, sofrer as alterações necessárias de acordo com a situação do momento.

É o planejamento mais amplo e abrangente cujas principais características são:

- é projetado a longo prazo;
- é baseado em prospectivas futuras, tendo seus efeitos e conseqüências estendidos a vários anos pela frente;
- envolve a Instituição como um todo, preocupando-se em atingir os objetivos a nível institucional.

TÁTICO

Relaciona-se a objetivos de médio prazo e com métodos e ações que influenciam somente uma parte da Instituição. São estabelecidos em nível regional ou departamental, e compatibilizados com os objetivos estratégicos fornecem o rumo a ser tomado pelos planos operacionais. Suas principais características são:

- projetado para o médio prazo, geralmente para o exercício anual;
- envolve cada departamento;
- preocupa-se em atingir objetivos departamentais.

OPERACIONAL

Compete o planejamento operacional à linha de execução das atividades de prestação de serviços (órgãos de execução), feito para cada tarefa ou atividade. Os planos operacionais definem as ações a serem realizadas nas diversas situações enfrentadas pela organização na sua rotina normal e nas especiais. Suas principais características são:

- é projetado para o curto prazo e para o imediato;
- envolve cada tarefa ou atividade isoladamente.






Arte Bengochea/Odiomar

quarta-feira, 7 de março de 2012

PRIMEIRA MULHER A COMANDAR UPP GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL


Primeira mulher a comandar uma UPP é uma das dez a ganhar prêmio internacional nos EUA. Pricilla de Oliveira Azevedo contou a Beltrame que foi uma das vencedoras do Prêmio Internacional Mulheres de Coragem 2012. CARLA ROCHA, O GLOBO, 6/03/12 - 23h21

RIO - Ela é negra, corpo seco e musculoso, cabelos sempre presos num coque bem apertado e, de enfeites, apenas gloss e discretos brincos nas orelhas. Tem 1,65 metro e não deve pesar muito mais do que 60 quilos. Não fosse por uma certa dureza, logo notada, a major da Polícia Militar Pricilla, de 34 anos, poderia até ser descrita como uma mulher de aparência frágil. Engano. Depois de expulsar o tráfico do Morro Dona Marta, em Botafogo, como primeira comandante de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Rio, ela ligou na terça-feira dos EUA, na hora do almoço, para contar ao secretário de Segurança, José Beltrame, outro feito. Meio sem jeito, disse que era uma das dez vencedoras do Prêmio Internacional Mulheres de Coragem 2012.
— Você é uma guerreira! — explodiu Beltrame ao telefone.

Não era para menos. Em 2008, ele colocara nas mãos de uma oficial da PM, ignorando resquícios machistas, o mais importante programa de segurança do governo.

Beltrame não esconde de ninguém a admiração que tem pela história de Pricilla de Oliveira Azevedo, de origem humilde, parecida com a dos moradores da comunidade que protegeu por três anos. No início, chegou a andar de fuzil pelas vielas. Depois da pacificação, adotou a pistola. Mas a arma da major sempre foi mesmo a conversa. Junto com a repreensão no olhar, era imbatível. Pode parecer politicamente correta, mas, dizem, que se transformava em operações policiais. Com a adrenalina, sobravam até palavrões.

Mulher coragem. O título faz sentido. Em 2007, ela sofreu um sequestro-relâmpago. Foi levada com uma arma enfiada na boca até uma favela em Niterói. Quando a identificaram como policial, ela apanhou. Na cara. E muito. Ficou cheia de hematomas. Mas conseguiu fugir. Catou um por um seus detratores; só falta um. Um dia chega o dia dele.

Estudante de direito, a major — que deixou até afilhados na favela; e quantas Pricillas sem S não nasceram depois de sua passagem por lá? — só saiu do Dona Marta para assumir o desafio de cuidar de todos os projetos estratégicos da pasta. Claro que o foco principal são as UPPs.

O prêmio é um luxo para Pricilla, evangélica da Assembleia de Deus, criada no subúrbio. Será entregue na quinta-feira, Dia Internacional da Mulher, pela secretária de estado americana, Hillary Clinton, em Washington. E terá como convidada especial ninguém menos que a primeira-dama Michelle Obama. Pricilla também deverá ser cumprimentada por Leymah Gbowee e Tawakkol Karman, que ganharam o Prêmio Nobel da Paz de 2011. O evento será no Auditório Dean Acheson do Departamento de Estado dos EUA. Em comum entre as premiadas, ações na área de direitos humanos, caso de Samar Badawi, ativista política da Arábia Saudita, ou de Hawa Abdallah Mohammed Salih, do Sudão.

Prova que Pricilla entrou na vida do Dona Marta definitivamente foi a reação do presidente da associação de moradores, José Mário, ao saber na terça-feira que ela ganhara o prêmio.

— Vou mandar um e-mail para ela agora mesmo — adiantou-se. — A Pricilla era durona, mas ganhou a gente se interessando de verdade pelos problemas das pessoas, conversando com pais para resgatar jovens do crime. Quando foi homenageada na quadra da favela, ela não segurou as lágrimas. Guardo até hoje, e acho que todo mundo do morro também, a imagem das crianças secando o rosto dela.

sexta-feira, 2 de março de 2012

AGENTES DE JUSTIÇA COMUNITÁRIA PARA TERRITÓRIO DA PAZ GAÚCHO


Abertas inscrições para agentes de justiça comunitária no Território de Paz - http://www.esteio.rs.gov.br, 29/02/2012

Começou nesta quarta-feira (29) o prazo para inscrições para seleção de Agentes de Justiça Comunitária no Território de Paz, em Esteio (RS). Vinte vagas foram abertas para o projeto, que tem como objetivo capacitar lideranças da comunidade para buscar alternativas na solução de conflitos na sua região. A ação integra o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, e é realizado pela Prefeitura Municipal.

Os selecionados receberão capacitação sobre como atender à comunidade e uma bolsa auxílio mensal no valor de R$ 190,00 como ajuda de custo para transporte e alimentação. O Núcleo de Justiça Comunitária será formado na escola Maria Sirley Vargas Ferraz (CAIC), localizada na Rua Orestes Pianta, 207, e abrangerá as comunidades do Parque Primavera, Parque Votorantim, Jardim das Figueiras, Hípica, Barreira, Nazareno, São Jorge e Três Marias.

Para concorrer a uma das vagas, é preciso ter mais de 18 anos, ensino fundamental completo, residir no bairro há pelo menos um ano, entre outros requisitos que podem ser conferidos no edital de abertura das inscrições. É necessário ter um dia na semana disponível para atendimento à população e avaliação dos trabalhos e atendimentos pessoais. A seleção será feita com análise do formulário de inscrição, dinâmica de grupo e entrevista.

As inscrições serão realizadas até as 19h o dia 15 de março, no Centro de Convivência do Território de Paz (Rua Orestes Pianta, 210). O resultado está previsto para ser divulgado no dia 30 de março. Outras informações pelo telefone 3459-2323.

EDITAL: http://www.esteio.rs.gov.br/images/files/edital_justica_comunitaria2012.pdf


CRAS e Núcleo de Justiça Comunitária promovem oficinas sobre cidadania - Jesiel B. Saldanha, PREFEITURA MUNICIPAL DE CANOAS, 30/01/2012, 14:45

O Núcleo de Justiça Comunitária do Território de Paz bairro Guajuviras em parceria como CRAS da região, realizará oficinas sobre o trabalho do NJC junto aos participantes das Frentes Emergenciais de Trabalho, programa operado pela Secretaria de Desenvolvimento Social. Serão quatro capacitações, que acontecerão entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro, na sede do CRAS, bairro Guajuviras, pela manhã e tarde.

Conforme Cristiane Pires, do NJC, o objetivo das oficinas é contribuir para a democratização do acesso à justiça, por meio de mobilização e capacitação não apenas dos agentes comunitários, mas também da comunidade que reside no Guajuviras. "Com isso, a atuação em mediações de conflitos também poderá ser fortalecida com divulgação e sensibilização comunitária sobre o trabalho do Núcleo. Assim, temos o estabelecimento de parcerias com as instituições diversas para efetivar a construção de soluções para os conflitos de forma colaborativa", avaliou.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Como o projeto pertence ao Poder Executivo, a denominação "agente de justiça" só serve para confundir o cidadão e as comunidades, levando a crer que estão recebendo serviços de "agentes de justiça" pertencentes ao Poder Judiciário. O melhor deveria ser "AGENTES COMUNITÁRIOS".

quinta-feira, 1 de março de 2012

CURITIBA - POLÍCIA COMUNITÁRIA EM ÁREA DE RISCO

Polícia comunitária será implantada em área de risco de Curitiba. Agência Brasil - CORREIO BRAZILIENSE, 01/03/2012 10:15


Curitiba – Cerca de 450 policiais civis, militares e da Guarda Municipal de Curitiba ocuparam na madrugada desta quinta-feira (1º/3) uma das áreas consideradas vulneráveis ao tráfico de drogas na capital. Às 6h, toda a região do bairro Uberaba já estava ocupada. O objetivo é encontrar pontos do tráfico. Não há prazo para o fim da operação, que terá prosseguimento com a implantação, no local, da polícia comunitária. Nesta quinta-feira estão sendo cumpridos 34 mandados de busca e apreensão.

A operação ocorre na área escolhida para a implantação da primeira Unidade do Paraná Seguro (UPS), que além de reforço policial, vai contar com outros serviços públicos, em parceria com as prefeituras. As unidades, que deverão ser implantadas em todo o estado, são semelhantes às de Polícia Pacificadora (UPPs), instaladas nas favelas do Rio de Janeiro, a diferença é que não terão a participação do Exército.

Segundo o secretário de Segurança Pública do estado, Reinaldo de Almeida César, o critério utilizado para a escolha da região onde está sendo implantada a primeira unidade da UPS foi técnico. Ele disse que o Paraná vai devolver uma vida comunitária regular aos moradores dessas regiões.

O conceito da unidade, conforme o secretário, não é o de intervenção, de constrangimento aos moradores. Serão identificados os pontos de tráfico e, em um segundo momento, realizadas ações saneadoras, com a prisão dos envolvidos. “Vamos continuar o que foi iniciado hoje, que pode ser chamado de congelamento da área. O governador Beto Richa quer um trabalho forte da polícia comunitária, próxima e amiga do cidadão. Ao lado disso, a implantação de políticas públicas pelo governo e prefeituras, com ações fortes para mudar a realidade local”, acrescentou Almeida César.

De acordo com o secretário, as unidades marcam nova época para a segurança pública no estado, com investimentos em torno de R$ 500 milhões. A meta para este ano é a implantação de dez unidades do Paraná Seguro em Curitiba, e o governo já está mapeando áreas de risco nos maiores municípios do estado, que também passarão a contar com o serviço.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

POLICIAMENTO PREDICTIVO - FORTALECENDO A CIDADANIA


PREVISÃO ANALÍTICA AJUDA POLÍCIA NO CRIME - ANTES QUE ACONTEÇA. Duas cidades da Califórnia são pioneiras no “policiamento predictivo”. A análise de dados históricos do crime produz mapas digitais que mostram onde patrulhar para evitar assaltos e roubos de veículos. (artigo em inglês) - COMPUTERWORLD, 17 de Novembro de 2011 às 09:37:57

Capt. Sean Malinowski of the Los Angeles Police Department (LAPD) has just done something once unimaginable for a commanding officer: He’s given up control of deploying his beat officers to a computer.

Malinowski, commanding officer of the LAPD’s Foothill Community Police Station, is a pioneer in the field of “predictive policing.” That means using predictive analytics to analyze data, such as the times and locations of past crimes, to forecast where and when certain crimes are likely to happen in the future so police can stop them before they occur.

“We’re doing a rigorous examination, an experiment, for the next three months of predictive analytics and for the first time we’re going to rely 100% on the computer to forecast property crimes, which are the lion’s share of our crime,” he says. The experiment began Nov. 6.

Malinowski says he’s willing to make some sacrifices in terms of control if it means reducing crime in his jurisdiction.

“That’s unusual for me to do because, as a [commanding officer], I like to be in control of things, especially the mission,” he says. “But I’m going to give that up and I’m going to let the computer generate the geographic assignment of the missions.”

Across the country, police departments must fight crimes in the face of decreasing budgets and manpower. But in Los Angeles and Santa Cruz, Calif., the police departments are turning to new technologies like predictive analytics to help them save time and money by enabling them to prevent crime by more effectively deploying patrol officers.

The LAPD and the Santa Cruz Police Department are using a crime-fighting tool developed by researchers–social scientists and mathematicians–at the University of California Los Angeles (UCLA) to target property crimes such as home and business burglaries, as well as vehicle thefts and break-ins.

Like Predicting Earthquakes

The tool, which identifies criminal hotspots, is modeled on a mathematical algorithm used to predict earthquakes and their aftershocks because the researchers discovered that, just as aftershocks are in close proximity to the initial earthquake, criminals tend to commit crimes in close proximity to past crimes.

The technology grew out of a long-standing UCLA-based project looking at the mathematics of crime, says P. Jeffrey Brantingham, one of the UCLA researchers and an associate professor of anthropology at the school. For the first six years of the seven-year project, researchers focused on trying to figure out what models do a good job determining how and why crime patterns form in the way they do. Now that they’ve developed those models, the researchers are putting them into practice.

“We’re now testing these predictive analytics in the field and we launched a controlled, randomized trial in LA earlier this month,” Brantingham says.
The theory is that predictive analytics might work better on property crimes because the targets are stationary and the nature of the targets doesn’t change that much over time, he says, unlike crimes where the victims are mobile and change their behaviors.

Criminologists find it’s easier to predict these types of crimes because there are patterns regarding where and when they occur. For example, burglaries tend to be clustered in terms of time and location and the individuals committing these crimes tend to have predictable patterns–usually they commit them somewhere near their homes or near familiar locations.

Additionally, property crimes are not displaceable crimes, which means if police departments target these crimes in particular areas, the criminals won’t simply move two miles to another location.

Zach Friend, a crime analyst at the Santa Cruz Police Department, says his department is the “operational test case agency” for the system, although Santa Cruz didn’t set its program up as a controlled experiment, as did the LAPD.

“What [the researchers] did before was just test crime data, but we were actually willing to test it in the field,” he says.

Friend says data from the department’s records management system is fed into the computer program on a daily basis, and then transferred to Microsoft Excel software where it’s cleaned, ordered and geocoded. Next, the data is combined with a master Excel database of all pertinent crimes for the past seven years and run through the UCLA algorithm.

Hotspots on Google Maps

“We recalibrate on a daily basis and the algorithm produces 10 Google hotspot maps every day of approximately 500 feet by 500 feet where burglary or vehicle theft is likely to occur in our city on that day,” he says.

Officers are given the hotspot maps at roll call. The officers check those areas during their “free” patrol times, when they’re not obligated on other calls, and they document their activities for tracking purposes. Because the city of Santa Cruz is only 13 square miles, the hotspot maps significantly reduce the area that officers need to patrol.

“Law enforcement in the past has taken a reactive approach to enforcement–if crime occurs in one place you need to go to that place,” Friend says. “This is breaking that mold. You don’t necessarily have to go there. Maybe it will send you to a separate location to prevent the next crime from occurring.”

The point of predictive policing is not to make arrests but rather to reduce the numbers of the targeted crimes from happening in the first place. And it seems to be working in Santa Cruz.

“In the first month, July 2011, the only variable we introduced was the application of this model and there was a 27 percent reduction year-over- year of the targeted crime types, because there was a police presence in the area where maybe there wouldn’t have been a police presence at all,” Friend says.

The SCPD just finished it’s three-month analysis of the algorithm and the department learned a couple things: There isn’t enough crime in Santa Cruz to make a definitive statement about causality, but there was a correlation between the number of extra checks the officers ran in the hotspot areas and a reduction in the crime types the department was targeting.

Accurate Predictions

“So for every extra 50 checks we ran in the city per week we found a two percentage-point decrease in the targeted crime types,” Friend says. “The predictions [based on the algorithm] where crimes will occur are 10 times more accurate than if you let an officer go where he wants to go.”

Malinowski isn’t impressed with the Santa Cruz department’s methodology.

“Santa Cruz will have a difficult time making a scientific claim that the [computer] forecast contributed to a reduction in crime, because I think they had very little in the way of crime analysis before,” he says. “And they didn’t set it up as an experiment. It takes a little more time and effort to do it the way we’re going to do it.”

Malinowski, who explains that his station is the only one in the LAPD currently engaged in the experiment, wants to be able to tell his counterparts at other LAPD stations that he went strictly by the computer forecast and realized, say, an additional 2 percent, 3 percent or 4 percent reduction in property crimes.

“We’re experimenting and we’ll see how it goes and if it will answer the questions: ‘Does the forecast add value to the process of assigning missions for patrol?’ and ‘Will it give us some information on how many officers we need in a certain part of our jurisdiction and for how long?’ and ‘Will it make an impact on property crime in a certain very small geographic space like a block?’ We’re going to be collecting data as well so we’ll be able to track that,” he says.

Malinowski says LAPD Chief Charlie Beck as well as former LAPD Chief William Bratton both support using predictive analytics to inform the department’s decision-making in fighting crime because they know that it’s getting harder and harder to slash crime rates.

Crime is down so dramatically in the Foothills “that we’re victims of our own success in some way,” he says. “Take burglary of a motor vehicle: [We're] down 25 percent year-to-date, so what else can I do? I’ve pretty much exhausted my arsenal, so if I want to eek out a couple more percentage points, then it looks like I have to use the data to do that.”

Malinowski says at some point he may think about using a commercial product, but for now the easiest thing to do is work with the UCLA researchers because they come with their own government funding–and unlike the vendors he’s talked to who are in it for the profit, the researchers’ motives are “more pure.”

It’s a win-win, he says. “We give the researchers the data and we’re a real-world laboratory for the researchers [and it doesn't cost us anything].”
But there may be a small downside. Malinowski acknowledges that the patrol officers who are assigned to do crime analysis worry that they’ll be replaced by the new system.

“It’s difficult for people to get their heads around the fact that the computer could generate these specific geographic locations where crimes are most likely to occur,” he says. “And it’s hard because they feel there’s a lot of special knowledge that they can bring to the forecast that the computer can’t.”

But the bottom line for Malinowski is to deny the criminal the opportunity to commit the crime he intended to commit. “He doesn’t get arrested and we don’t spend time booking him,” the commanding officer says, “and someone doesn’t get his laptop stolen out of his car.”

NOTA: Matéria indicada por José Andersen
Fontes:
http://www.computerworld.com.pt/2011/11/17/previsao-analitica-ajuda-policia-no-crime-antes-que-aconteca/
http://policialdofuturobsb.wordpress.com/2011/02/20/policiamento-preditivo/la-me-predict/