Uma nova realidade com as UPPs - Editorial O Globo, 14/12/2010 às 19h30m
A reação positiva dos moradores de favelas beneficiadas pelas Unidades de Polícia Pacificadora é a maior evidência do acerto da política de aquartelamento de efetivos da Polícia Militar para resgatar áreas da cidade subjugadas pelo crime organizado. A extensão de tal apoio, perceptível na relação das comunidades com a PM desde o início dos movimentos de ocupação, pode ser também medida pelos números que saltam de um levantamento do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, cujos indicadores são mostrados na série de reportagens que O GLOBO começou a publicar domingo. Além da esperada adesão da população às UPPs nas áreas já beneficiadas, o estudo revela que também nas favelas onde tais unidades ainda não foram implantadas elas são inquestionavelmente aprovadas.
De acordo com a pesquisa, 92% dos moradores das favelas com UPPs as aprovam; nas comunidades que ainda não foram beneficiadas o percentual chega a 77% - ou seja, nestas áreas é inegável que a população local reclama a chegada da PM. Destes números resulta a constatação de que o estado dispõe inequivocamente de um programa capaz de mudar o perfil da segurança pública não só nas favelas, mas, pelo estrangulamento do crime organizado, em praticamente todo o Rio de Janeiro.
O levantamento do IBPS contém outros números, dos quais se pode inferir que as UPPs também ajudam a mudar a percepção da polícia. Isso se deve a fatores como a melhora nos indicadores de segurança da população beneficiada, e a própria convivência dos policiais nas comunidades. Segundo a pesquisa, em favelas resgatadas pela força pública a confiança na PM é mais que o dobro da registrada em áreas ainda não pacificadas (60% contra 28%).
Essas evidências de acerto estimulam uma especulação: é viável implantar UPPs em todas as favelas do Rio? Uma avaliação dos gastos estimados com as unidades de ocupação, que o jornal publicou ontem, mostra que se trata de ideia factível. Tomando por base o custo e o emprego de efetivos nas 13 UPPs já implantadas, estima-se que seriam necessários menos de 11 mil homens para ocupar as 107 favelas do Rio, com um investimento de R$ 321 milhões por ano - o equivalente a um milésimo do Produto Interno Bruto do estado. Obviamente, o governo não precisa trabalhar com a expectativa de ocupar todas as comunidades. Pela própria dinâmica da retomada de áreas subjugadas, aliada a ações de inserção do poder público nessas regiões, com serviços de inclusão na cidadania, haverá nas favelas um natural refluxo do crime organizado a níveis compatíveis com os de uma sociedade que mantém o banditismo sob controle.
A criação das UPPs, num primeiro momento de reação do Estado em defesa da sociedade contra as quadrilhas de traficantes ou de milicianos, e a ocupação do bunker do tráfico no Complexo do Alemão mostram que o governo estadual está no caminho certo. E abrem espaço para novas relações do poder público com regiões em que há históricas demandas de inversões urbanísticas. Neste sentido, por exemplo, o prefeito Eduardo Paes já anunciou que pretende recuperar bairros vizinhos aos complexos da Penha e do Alemão. O Rio tem pela frente, portanto, a oportunidade de mudar radicalmente seu perfil de segurança, social e urbanístico. Que não se perca tal momento.
O Policiamento Comunitário ou de Proximidade é um tipo de policiamento ostensivo que emprega efetivos e estratégias de aproximação, ação de presença, permanência, envolvimento com as questões locais, comprometimento com o local de trabalho e relações com as comunidades, objetivando a garantia da lei, o exercício da função essencial à justiça e a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do do patrimônio. A Confiança Mútua é o elo entre cidadão e policial, entre a comunidade e a força policial, entre a população e o Estado.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
PROJETO FAVELA LIVRE DÁ VOZ AOS MORADORES.

Governador, prefeito e especialistas elogiam projeto do GLOBO para dar voz a moradores das favelas do Rio - O GLOBO, 12/12/2010 às 22h59m; Flávia Milhorance
RIO - O lançamento do projeto Favela Livre, iniciativa do GLOBO para que moradores de favelas contem suas histórias via blog, Twitter ou Orkut, foi recebido com otimismo ontem pelo governador Sérgio Cabral. Para ele, trata-se de um projeto voltado para a cidadania.
"O novo blog do GLOBO é uma dessas boas iniciativas que se somam às ações cidadãs no Rio de Janeiro" disse Cabral. O nosso governo manterá o compromisso de levar a pacificação às comunidades ainda sob domínio do poder paralelo, sempre com um trabalho de inteligência, planejamento e parcerias necessárias. Seguiremos em frente, sem recuo no caminho da pacificação.
Para o prefeito Eduardo Paes, o projeto é um espaço "importante de liberdade de expressão do cidadão", além de ajudar no processo de levar serviços às comunidades:
"Mais do que publicar histórias de uma triste realidade, ele pode e deve ser um aliado deste momento de transformação e esperança que o carioca está vivendo."
Durante a retomada da Vila Cruzeiro e do Alemão, o Disque-Denúncia bateu recordes de telefonemas. Em apenas um dia (26 de novembro), o serviço recebeu mais de duas mil ligações. Mesmo sem ter o objetivo de denunciar crimes - esse tipo de informação será encaminhado à polícia -, o Favela Livre será importante para intensificar a participação popular, segundo o coordenador do serviço, Zeca Borges:
"As pessoas vão se acostumando a usar o direito de denunciar, é um exercício de cidadania. Nossa experiência mostra que, quando há uma sintonia entre população, imprensa e polícia, a situação fica pior para o criminoso."
Para o diretor-executivo do movimento Viva Rio, Rubem César Fernandes, o Favela Livre vai se somar a veículos que já mostram a rotina das favelas:
"O GLOBO tem um impacto grande e a capacidade de falar com a opinião pública, portanto será um canal muito importante no difícil processo de integração das favelas, que foi prejudicado pela violência do tráfico ao longo dos anos."
Renato Lima, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, frisou que o Favela Livre aproxima "o que há de mais atual em termos de tendência de comunicação e redes sociais de um universo antes dominado pelo medo".
"Como sabemos, a informação tem o poder de transformar mentes e corações. Oxalá estejamos inaugurando um momento virtuoso nas favelas cariocas, no qual a liberdade e a paz sejam conquistas da democracia brasileira."
domingo, 12 de dezembro de 2010
UPPs - É ALTO O NÍVEL DE APROVAÇÃO

COMBATE AO CRIME. Pesquisa mostra alta aprovação das UPPs em favelas do Rio - Por Fábio Vasconcellos, do GLOBO - Jorge Antônio Barros, Reporter de Crime.
A instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas até então controladas por traficantes e milicianos melhora a segurança da população e também a própria relação dos moradores com a Polícia Militar. Um estudo encomendado pelo GLOBO ao Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) mostra que as UPPs são amplamente aprovadas em favelas com e sem as unidades de pacificação(92% e 77%, respectivamente). Por outro lado, em locais com UPPs, a confiança na PM é mais que o dobro da registrada em favelas ainda não pacificadas (60% contra 28%).
O percentual de pessoas que afirmam não confiar na PM é maior, por outro lado, nas comunidades que não foram beneficiadas pelas UPPs (28% contra 13% das que contam com as unidades de polícia). A pesquisa do IBPS foi realizada por telefone na semana passada, com 800 moradores de favelas (400 onde há UPPs e 400 onde não há UPPs). A intenção foi obter a avaliação dos moradores sobre questões da área da segurança pública.
Com relação ao impacto das ações de retomada dos complexos do Alemão e da Penha, a pesquisa revela que a maioria dos moradores de comunidades com ou sem UPPs aprovou a operação: 93% e 89%. Os entrevistados também são favoráveis à participação das Forças Armadas no combate ao tráfico (92% com UPP e 90% sem UPP). Mas o apoio à permanência dos militares nas favelas muda um pouco.
Para 70% daqueles de vivem em áreas sem UPPs, o Exército deveria ficar permanentemente no local. Já os que moram em favelas com UPPs, somente 47% têm esta opinião. A diferença, segundo o IBPS, demonstra que os entrevistados beneficiados pelas UPPs sabem que é possível fazer a pacificação sem a presença de outras forças de segurança. Nessas comunidades, 45% disseram que são favoráveis à permanência dos militares até que a polícia controle a situação.
Reivindicação pelo estado de direito
O instituto perguntou também se os moradores de áreas sem UPPs aprovariam a instalação dessas unidades na sua comunidade: 79% disseram que são amplamente favoráveis ou favoráveis. Apenas 4% afirmaram ser contrários.
— A pesquisa derruba de vez o mito de que as comunidades são contra as forças de segurança. Há claramente um apoio maciço à presença do Estado. É uma reivindicação silenciosa pelo estado de direito. Mostra também que as comunidades tinham uma relação muito difícil com a polícia. A população sofria duplamente tanto com a presença dos traficantes, quanto pelas ações esporádicas da PM — ressalta o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, diretor do IBPS.
Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, a maior aprovação da Polícia Militar onde existem UPPs indica a importância de um policiamento que tenha como foco a aproximação com os moradores e o estabelecimento de laços de confiança. O governo já instalou 13 UPPs, que beneficiam diretamente cerca de 231 mil pessoas.
Pelos cálculos da secretaria, o número chega a cerca de 500 mil se considerado o entorno das comunidades agora pacificadas.
— Os policiais de UPPs são os mesmos e estão todos os dias numa mesma localidade.
Isso é bem diferente de um modelo no qual o cidadão vê um policial num dia e, no outro, ele já não sabe quem é. Num ambiente relativamente de paz, como no caso das comunidades com UPPs, a relação do policial com os moradores se desenvolve melhor. Daí esta confiança — observa Beltrame.
Na opinião de William Silva, presidente da Associação de Moradores da Favela da Fazenda, que integra o Complexo do Alemão, a retomada da área pelo estado foi aprovada pela comunidade. Ele acrescenta que a população local espera a instalação da UPP, mas que a medida não será suficiente se outras ações complementares não forem feitas:
— Os moradores aprovaram a ação das forças de segurança e também são a favor das UPPs. Afinal, quem é contra a paz? Mas tudo isso precisa ocorrer juntamente com programas e ações sociais, caso contrário toda a parte de segurança será vista com desconfiança pelos moradores.
O secretário de Segurança acredita que os números da pesquisa indicam também que está em curso um processo de retomada da esperança, que tem afetado as expectativas dos moradores ainda não beneficiados pelas UPPs. Isto se revela, segundo ele, no desejo da população em não somente apoiar as unidades de pacificação, como querer que seja instalada uma na sua comunidade.
— Desde que fizemos a primeira UPP, no Santa Marta, passamos a mexer com uma coisa muito importante, que é o sentimento de esperança dos moradores. As pessoas que vivem em áreas ocupadas por traficantes viram nas comunidades que agora têm UPP ser possível mudar a realidade. Por isso temos feito esse programa no seu devido tempo, para que ele não desmorone — ressalta Beltrame.
Outra resposta da pesquisa indica que os moradores ainda têm receio de expressar livremente suas opiniões. A diferença entre favelas com e sem UPP não foi tão expressiva: (46% com UPP, contra 36% sem UPP). A diferença na percepção da liberdade de opinião, na avaliação de Beltrame, mostra que ainda é preciso tempo para que os moradores sintam que não enfrentarão qualquer resistência dentro das comunidades:
— Este é um processo que leva tempo. Não será mudado do dia para a noite, até porque, nas comunidades com UPPs, ainda vivem parentes e pessoas ligadas a traficantes. É claro que o morador está atento a isto. Com o tempo, este sentimento quanto à liberdade de opinião tende a crescer.
Morador há um ano da Favela da Grota, no Alemão, Carlos Lopes da Silva acredita que sua vida pode melhorar com a instalação da UPP.
— Fui ao Santa Marta e ao Pavão-Pavãozinho e vi que as coisas realmente mudaram. Aprovamos as medidas tomadas recentemente no Alemão, mas alguns policiais desrespeitaram os moradores. Queremos liberdade de opinião, mas também respeito na nossa comunidade.
Acho que o policial de uma UPP é mais preparado — diz Silva.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
PMS MIRINS - ALVORADA FORMA MAIS UMA TURMA.
24 BPM DE ALVORADA FORMA 57 PMS MIRINS
NA SEXTA FEIRA, DIA 10 DE DEZEMBRO, AS 17HORAS, NO GINASIO DO PEDRA BRANCA FC, O 24 BPM REALIZA A FORMATURA DO PM MIRIM DE ALVORADA, QUANDO 57 PM MIRINS RECEBERAO O CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DO CURSO PM MIRIM.
O CURSO FUNCIONOU NA SEDE DO BATLHÃO DESDE AGOSTO DE 2010, QUANDO OS ALUNOS TIVERAM AULAS DE CIDADANIA, EDUCAÇÃO FISICA,ESPORTES, ALÉM DE RECEBEREM NOÇÕES HIERARQUIA, DISCIPLINA, ORDEM UNIDA, TENDO APRENDIDO A CANTAR DIVERSOS HINOS E CANÇÕES, ALEM DE TEREM PARTICIPADO DE DIVERSOS PASSEIOS E VISITAS AO LONGO DO 2º SEMESTRE DESTE ANO.
O PROJETO - INVESTINDO NO FUTURO - Major Paulo Cesar Franquilin Pereira
Se quisermos adultos educados, livres de vícios e não violentos devemos investir nas nossas crianças, começando pela educação familiar, passando pela formação escolar e encerrando na motivação para prática de atitudes sadias e obediência ao regramento legal.
A Brigada Militar faz sua parte investindo na formação dos cidadãos do futuro, aqueles que terão a responsabilidade de conduzir os destinos de nossa sociedade quando atingirem a idade adulta, nos próximos anos.
Realizamos no dia 30 de novembro, no Ginásio Municipal de Alvorada a solenidade de Formatura do PROERD, nosso Programa de Erradicação das Drogas, onde 2072 alunos da rede escolar, com representantes de dezoito escolas municipais, estaduais e particulares, receberam seus Certificados de Conclusão do Curso, que funcionou no 2º semestre de 2010.
Estes alunos receberam aulas de policiais militares do 24º BPM com a finalidade de orientá-los quando aos efeitos e malefícios do uso de drogas, tanto as lícitas, como álcool e ilícitas, como o crack, orientando para uma vida saudável e segura, longe das drogas, como já havia ocorrido com outros 2 mil alunos no primeiro semestre.
Desta forma, concluímos o ano de 2010 com mais de quatro mil crianças e adolescente, com idades entre 8 e 16 anos, devidamente orientadas e preparadas para influenciar positivamente suas respectivas famílias e amigos, numa rede de cidadania dentro da comunidade de Alvorada.
Encerraremos no dia 08 de dezembro, o Quartel Legal 2010, quando mais de cinco mil crianças visitaram nosso Batalhão, tendo oportunidade de conhecer a realidade do policial dentro de seu ambiente de trabalho, com passagem pelos diversos setores, podendo ter contato com viaturas e rádios, numa forma lúdica de aproximação e confiança entre comunidade e policiais militares.
Foram realizadas, ainda, palestras Anti-Bullying nas escolas, como forma de prevenir os atos de discriminação e violência física e psicológica entre os alunos destas escolas, tivemos ainda a preocupação em participar de dezenas de reuniões comunitárias, com os mais diversos segmentos da comunidade.
Temos ainda a primazia de formar no dia 10 de dezembro, no Ginásio do Pedras Brancas os PM Mirins do 24º BPM, com uma turma de 57 alunos, com idades entre 06 e 12 anos que tiveram ao longo do 2º semestre aulas com policiais militares sobre cidadania, hierarquia, disciplina, aprendendo a marchar, cantar hinos, recebendo aulas de educação física e tendo noções de defesa pessoal.
Assim investimos no futuro da comunidade de Alvorada, fazendo nossa parte na formação da cidadania e melhoria da segurança pública de nosso município, sabendo das diversas atividades culturais e sociais que são praticadas por diversas entidades e instituições públicas e privadas, as quais deixo de citar pela preocupação em esquecer de alguma, mas a comunidade sabe quem são aqueles que dentro de nosso município preocupam-se em investir no futuro.
NA SEXTA FEIRA, DIA 10 DE DEZEMBRO, AS 17HORAS, NO GINASIO DO PEDRA BRANCA FC, O 24 BPM REALIZA A FORMATURA DO PM MIRIM DE ALVORADA, QUANDO 57 PM MIRINS RECEBERAO O CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DO CURSO PM MIRIM.
O CURSO FUNCIONOU NA SEDE DO BATLHÃO DESDE AGOSTO DE 2010, QUANDO OS ALUNOS TIVERAM AULAS DE CIDADANIA, EDUCAÇÃO FISICA,ESPORTES, ALÉM DE RECEBEREM NOÇÕES HIERARQUIA, DISCIPLINA, ORDEM UNIDA, TENDO APRENDIDO A CANTAR DIVERSOS HINOS E CANÇÕES, ALEM DE TEREM PARTICIPADO DE DIVERSOS PASSEIOS E VISITAS AO LONGO DO 2º SEMESTRE DESTE ANO.
O PROJETO - INVESTINDO NO FUTURO - Major Paulo Cesar Franquilin Pereira
Se quisermos adultos educados, livres de vícios e não violentos devemos investir nas nossas crianças, começando pela educação familiar, passando pela formação escolar e encerrando na motivação para prática de atitudes sadias e obediência ao regramento legal.
A Brigada Militar faz sua parte investindo na formação dos cidadãos do futuro, aqueles que terão a responsabilidade de conduzir os destinos de nossa sociedade quando atingirem a idade adulta, nos próximos anos.
Realizamos no dia 30 de novembro, no Ginásio Municipal de Alvorada a solenidade de Formatura do PROERD, nosso Programa de Erradicação das Drogas, onde 2072 alunos da rede escolar, com representantes de dezoito escolas municipais, estaduais e particulares, receberam seus Certificados de Conclusão do Curso, que funcionou no 2º semestre de 2010.
Estes alunos receberam aulas de policiais militares do 24º BPM com a finalidade de orientá-los quando aos efeitos e malefícios do uso de drogas, tanto as lícitas, como álcool e ilícitas, como o crack, orientando para uma vida saudável e segura, longe das drogas, como já havia ocorrido com outros 2 mil alunos no primeiro semestre.
Desta forma, concluímos o ano de 2010 com mais de quatro mil crianças e adolescente, com idades entre 8 e 16 anos, devidamente orientadas e preparadas para influenciar positivamente suas respectivas famílias e amigos, numa rede de cidadania dentro da comunidade de Alvorada.
Encerraremos no dia 08 de dezembro, o Quartel Legal 2010, quando mais de cinco mil crianças visitaram nosso Batalhão, tendo oportunidade de conhecer a realidade do policial dentro de seu ambiente de trabalho, com passagem pelos diversos setores, podendo ter contato com viaturas e rádios, numa forma lúdica de aproximação e confiança entre comunidade e policiais militares.
Foram realizadas, ainda, palestras Anti-Bullying nas escolas, como forma de prevenir os atos de discriminação e violência física e psicológica entre os alunos destas escolas, tivemos ainda a preocupação em participar de dezenas de reuniões comunitárias, com os mais diversos segmentos da comunidade.
Temos ainda a primazia de formar no dia 10 de dezembro, no Ginásio do Pedras Brancas os PM Mirins do 24º BPM, com uma turma de 57 alunos, com idades entre 06 e 12 anos que tiveram ao longo do 2º semestre aulas com policiais militares sobre cidadania, hierarquia, disciplina, aprendendo a marchar, cantar hinos, recebendo aulas de educação física e tendo noções de defesa pessoal.
Assim investimos no futuro da comunidade de Alvorada, fazendo nossa parte na formação da cidadania e melhoria da segurança pública de nosso município, sabendo das diversas atividades culturais e sociais que são praticadas por diversas entidades e instituições públicas e privadas, as quais deixo de citar pela preocupação em esquecer de alguma, mas a comunidade sabe quem são aqueles que dentro de nosso município preocupam-se em investir no futuro.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
PACIFICAÇÃO - RIO INAUGURA UPP NO MORRO DOS MACACOS, VILA ISABEL, RJ.
Inaugurada a UPP do Morro dos Macacos, em Vila Isabel - 30/11/2010 às 11h37m; Renata Leite e O Globo - 30/11/2010
RIO - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, estão no Morro dos Macacos inaugurando a 13ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A unidade atenderá também as comunidades Pau da Bandeira e Parque Vila Isabel, beneficiando 27 mil pessoas da comunidade e entorno. Segundo a secretaria de Segurança, 228 policiais trabalharão na unidade, que será comandada pelo capitão Felipe Barreto.
No dia 17 de outubro completou um ano do intenso tiroteio no Morro dos Macacos, que culminou com a queda de um helicóptero da polícia . Com a explosão da aeronave, três policiais morreram.
Em seguida, o projeto de pacificação será levado para o Morro São João, no Engenho Novo, com bases avançadas nas comunidades da Matriz (ao lado) e do Quieto (em frente) , anunciou segunda-feira o governador Sergio Cabral. Para cobrir toda a região, numa terceira etapa - cujo cronograma ainda não foi divulgado -, serão beneficiados morros como o do Encontro e da Cachoeirinha, já mais perto do Lins de Vasconcelos.
UPP da Mangueira estava prevista para novembro
A ordem das comunidades que receberão UPPs deverá ser alterada por causa da operação no Complexo do Alemão . Em outubro, o governador anunciara que a Mangueira seria ocupada um mês depois do Macacos. Ou seja, a comunidade do Maracanã seria pacificada até o fim de novembro. A Secretaria estadual de Segurança não comenta sobre prazos ou a ordem das comunidades que receberão UPPs. Já o coronel Robson Rodrigues da Silva, comandante do Comando de Polícia Pacificadora, explicou que o planejamento de implantação das unidades tem uma certa flexibilidade. Ele lembrou que a operação no do Alemão não estava prevista para acontecer em novembro.
RIO - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, estão no Morro dos Macacos inaugurando a 13ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A unidade atenderá também as comunidades Pau da Bandeira e Parque Vila Isabel, beneficiando 27 mil pessoas da comunidade e entorno. Segundo a secretaria de Segurança, 228 policiais trabalharão na unidade, que será comandada pelo capitão Felipe Barreto.
No dia 17 de outubro completou um ano do intenso tiroteio no Morro dos Macacos, que culminou com a queda de um helicóptero da polícia . Com a explosão da aeronave, três policiais morreram.
Em seguida, o projeto de pacificação será levado para o Morro São João, no Engenho Novo, com bases avançadas nas comunidades da Matriz (ao lado) e do Quieto (em frente) , anunciou segunda-feira o governador Sergio Cabral. Para cobrir toda a região, numa terceira etapa - cujo cronograma ainda não foi divulgado -, serão beneficiados morros como o do Encontro e da Cachoeirinha, já mais perto do Lins de Vasconcelos.
UPP da Mangueira estava prevista para novembro
A ordem das comunidades que receberão UPPs deverá ser alterada por causa da operação no Complexo do Alemão . Em outubro, o governador anunciara que a Mangueira seria ocupada um mês depois do Macacos. Ou seja, a comunidade do Maracanã seria pacificada até o fim de novembro. A Secretaria estadual de Segurança não comenta sobre prazos ou a ordem das comunidades que receberão UPPs. Já o coronel Robson Rodrigues da Silva, comandante do Comando de Polícia Pacificadora, explicou que o planejamento de implantação das unidades tem uma certa flexibilidade. Ele lembrou que a operação no do Alemão não estava prevista para acontecer em novembro.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
QUANDO O ESTADO QUER, O ESTADO FAZ!
QUANDO O ESTADO QUER, O ESTADO FAZ! - Por Dagberto Reis, Blog do Dag, 29/11/2010
O Estado que arrecada , e arrecada muito,deve,ou deveria, devolver estes impostos em forma de politicas públicas para melhorar a vida das pessoas. Trata-se de um principio democrático do verdadeiro Estado.
Nem sempre ocorre assim. No entanto, quando o Estado realmente quer o Estado faz, porque o Estado pode. A prova esta na ação desencadeada no Rio de Janeiro na Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão,onde o poder paralelo dos chefões do trafico de drogas, há muito tempo desempenhava o papel do Estado a sua maneira na base do terror explorando as deficiências do Poder Público que não cumpre o seu verdadeiro compromisso de cuidar da vida das pessoas. Bastou uma reação forte do Estado ao criar as Unidades de Policia Pacificadoras-UPPs- para que o trafico nervoso desse sinais de que estava acuado.Iniciava ali uma verdadeira guerra civil e o Estado organizado com todos os seus entes mostrava então a sua força vencendo duras batalhas onde contou com o apoio da população, sedenta por paz.
A guerra contra o trafico esta longe de ser vencida. Agora o Estado além da segurança e da reconquista da confiança da população com o policiamento comunitário, precisará investir em infra-estrutura urbana, saúde, educação, cultura e lazer nestas comunidades para que então possa ganhar a guerra.
Certamente não será uma tarefa fácil, mas o caminho foi aberto, comprovando que quando existe a vontade politica para a transformação não existe mudança impossivel e o verdadeiro Estado democrático e de direito pode ser restabelecido.
Para que tudo de certo, tanto no Rio de Janeiro, quanto em qualquer lugar deste Brasil, é preciso que o Estado seja muito mais do que um mero arrecadador de impostos.
A implantação de politicas sociais que dialoguem com aquilo que deseja a população,beneficiando aqueles que mais precisam, permitindo o equilíbrio social e econômico, podem ajudar a realmente mudar este quadro.Do contrário teremos apenas uma trégua com retorno anunciado.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Realmente. Quando o Estado quer, o Estado faz! Só que para muitos "especialistas" o "Estado" é apenas o Executivo. Esquecem que o "ESTADO" é uno e indivisível e funciona através dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Um complementando o outro e cada um com uma função precípua. Existem muitas mazelas que impedem o funcionamento da justiça, aumentam a desconfiança no Congresso e nos políticos e estimulam cobranças abusivas de impostos sem contrapartida em serviços públicos.
ENTRETANTO, QUANDO ESTE TRÊS PODERES SE UNEM, ENTRAM EM HARMONIA E ATUAM INTEGRADOS, UNS COMPLEMENTANDO OS OUTROS, NÃO HÁ RESISTÊNCIA.
SEGURANÇA PÚBLICA É UM CONJUNTO DE AÇÕES E PROCESSOS ADMINISTRATIVOS, JURÍDICOS E JUDICIAIS VISANDO A PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA (PAZ SOCIAL), DA VIDA E DO PATRIMÔNIO DAS PESSOAS.
O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO É UM TIPO DE POLICIAMENTO QUE FACILITA A INTEGRAÇÃO POLÍCIA-COMUNIDADE NA PREVENÇÃO E CONTRA O CRIME. AS UPPS RECEBEM ESTE NOME SUGESTIVO PORQUE REPRESENTA A PACIFICAÇÃO DO RIO.
EM LIVRAMENTO, FOI FÁCIL IMPLEMENTAR A FILOSOFIA DE POLICIAMENTO COMUNITÁRIO, POIS ENCONTREI ÓTIMOS POLICIAIS E LÍDERES COMUNITÁRIOS COM ESTE ESPÍRITO E DEDICAÇÃO ÀS COMUNIDADES. POR ISTO, ATINGIMOS UM SUCESSO EM POUCO TEMPO. PENA QUE NÃO TEVE CONTINUIDADE.
O Estado que arrecada , e arrecada muito,deve,ou deveria, devolver estes impostos em forma de politicas públicas para melhorar a vida das pessoas. Trata-se de um principio democrático do verdadeiro Estado.
Nem sempre ocorre assim. No entanto, quando o Estado realmente quer o Estado faz, porque o Estado pode. A prova esta na ação desencadeada no Rio de Janeiro na Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão,onde o poder paralelo dos chefões do trafico de drogas, há muito tempo desempenhava o papel do Estado a sua maneira na base do terror explorando as deficiências do Poder Público que não cumpre o seu verdadeiro compromisso de cuidar da vida das pessoas. Bastou uma reação forte do Estado ao criar as Unidades de Policia Pacificadoras-UPPs- para que o trafico nervoso desse sinais de que estava acuado.Iniciava ali uma verdadeira guerra civil e o Estado organizado com todos os seus entes mostrava então a sua força vencendo duras batalhas onde contou com o apoio da população, sedenta por paz.
A guerra contra o trafico esta longe de ser vencida. Agora o Estado além da segurança e da reconquista da confiança da população com o policiamento comunitário, precisará investir em infra-estrutura urbana, saúde, educação, cultura e lazer nestas comunidades para que então possa ganhar a guerra.
Certamente não será uma tarefa fácil, mas o caminho foi aberto, comprovando que quando existe a vontade politica para a transformação não existe mudança impossivel e o verdadeiro Estado democrático e de direito pode ser restabelecido.
Para que tudo de certo, tanto no Rio de Janeiro, quanto em qualquer lugar deste Brasil, é preciso que o Estado seja muito mais do que um mero arrecadador de impostos.
A implantação de politicas sociais que dialoguem com aquilo que deseja a população,beneficiando aqueles que mais precisam, permitindo o equilíbrio social e econômico, podem ajudar a realmente mudar este quadro.Do contrário teremos apenas uma trégua com retorno anunciado.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Realmente. Quando o Estado quer, o Estado faz! Só que para muitos "especialistas" o "Estado" é apenas o Executivo. Esquecem que o "ESTADO" é uno e indivisível e funciona através dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Um complementando o outro e cada um com uma função precípua. Existem muitas mazelas que impedem o funcionamento da justiça, aumentam a desconfiança no Congresso e nos políticos e estimulam cobranças abusivas de impostos sem contrapartida em serviços públicos.
ENTRETANTO, QUANDO ESTE TRÊS PODERES SE UNEM, ENTRAM EM HARMONIA E ATUAM INTEGRADOS, UNS COMPLEMENTANDO OS OUTROS, NÃO HÁ RESISTÊNCIA.
SEGURANÇA PÚBLICA É UM CONJUNTO DE AÇÕES E PROCESSOS ADMINISTRATIVOS, JURÍDICOS E JUDICIAIS VISANDO A PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA (PAZ SOCIAL), DA VIDA E DO PATRIMÔNIO DAS PESSOAS.
O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO É UM TIPO DE POLICIAMENTO QUE FACILITA A INTEGRAÇÃO POLÍCIA-COMUNIDADE NA PREVENÇÃO E CONTRA O CRIME. AS UPPS RECEBEM ESTE NOME SUGESTIVO PORQUE REPRESENTA A PACIFICAÇÃO DO RIO.
EM LIVRAMENTO, FOI FÁCIL IMPLEMENTAR A FILOSOFIA DE POLICIAMENTO COMUNITÁRIO, POIS ENCONTREI ÓTIMOS POLICIAIS E LÍDERES COMUNITÁRIOS COM ESTE ESPÍRITO E DEDICAÇÃO ÀS COMUNIDADES. POR ISTO, ATINGIMOS UM SUCESSO EM POUCO TEMPO. PENA QUE NÃO TEVE CONTINUIDADE.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
POLICIAMENTO DE PROXIMIDADE - A BM JÁ APLICAVA ESTA IDÉIA EM 1960
ESTA NOTA É PARTE DA INFORMAÇÃO QUE FOI ENCAMINHADA PARA O JORNALISTA MARCOS ROLIM, AUTOR DO ARTIGO "POLÍCIA DE PROXIMIDADE". GENTILMENTE, ELE RESPONDEU QUE IRÁ AS IRÁ UTILIZAR. Jorge Bengochea
SÓ PARA TE DAR UMA IDÉIA SOBRE ESTA FILOSOFIA DE POLICIAMENTO NA BRIGADA MILITAR, INFORMO QUE:
EM 1960, ANTES DA DITADURA, O ENTÃO TENENTE LUIZ IPONEMA (UM OFICIAL AFRODESCENDENTE) JÁ PRESCREVIA A FILOSOFIA DE POLICIAMENTO COMUNITÁRIO NO SEU MANUAL DE INSTRUÇÃO POLICIAL PARA DESTACAMENTOS.
http://policiamentocomunitario.blogspot.com/2007/11/os-pioneiros-da-bm-policiamento.html
NA DITADURA, QUANDO A BM RECEBEU A INCUMBÊNCIA DO POLICIAMENTO OSTENSIVO, OFICIAIS DA BM FORAM ATÉ OS EUA DE ONDE TROUXERAM AS CARACTERÍSTICAS, PRINCÍPIOS E VARIÁVEIS DO POLICIAMENTO OSTENSIVO, CUJO CONTEÚDO ÉRA MINISTRADO EM TODAS AS ESCOLAS DA BRIGADA MILITAR.
http://policiamentocomunitario.blogspot.com/2007/10/policiamento-ostensivo-caractersticas.html
SÃO FUNDAMENTAIS PARA O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO (OU DE PROXIMIDADE) A CARACTERÍSTICA "AÇÃO DE PRESENÇA", OS PRINCÍPIOS "RESPONSABILIDADE TERRITORIAL" E "CONTINUIDADE", E A VARIÁVEL MODALIDADE "PERMANÊNCIA".
POIS É, PARECE QUE ESQUECERAM TUDO DISTO. SUMIU O POSTO DE POLICIAMENTO, O PONTO BASE, A RESPONSABILIDADE TERRITORIAL DO GPM, O CONTROLE DAS OPMS PELAS SALAS DE OPERAÇÕES E O CONTROLE DA BRIGADA MILITAR PELO CENTRO DE OPERAÇÕES POLICIAL MILITAR. RESTARAM INICIATIVAS ISOLADAS QUE QUE TENTAM RESGATAR ESTA APROXIMAÇÃO PELO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO, MAS FALTAM EFETIVOS, DESTACAMENTOS DE BAIRRO E POLÍTICAS DE DESCENTRALIZAÇÃO, PREJUDICADAS AINDA MAIS PELA RESISTÊNCIA DE ALGUNS, TRANSFERÊNCIAS E REMANEJOS QUE IMPEDEM A CONTINUIDADE DA FILOSOFIA.
O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO É UM TIPO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO QUE PREGA A APROXIMAÇÃO E O COMPROMETIMENTO COM O LOCAL DE TRABALHO E TEM SUA ORIGEM NOS KOOBANS.
FOI ADAPTADO PELOS AMERICANOS COMO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO E PELOS FRANCESES E ESPANHOIS COMO POLÍCIA DE PROXIMIDADE, DESCENTRALIZANDO E ATRIBUINDO RESPONSABILIDADE AOS CHEFES DE DESTACAMENTOS NOS BAIRROS.
NO BRASIL E NO RS, A PRIMEIRA IDÉIA QUE CHEGOU FOI O POLICIAMENTO DE QUARTEIRÃO. COMO OUTROS QUE ADERIRAM, EU COMECEI AÍ, EM 1985, EM SÃO LUIZ GONZAGA, APLICANDO ESTE TIPO DE POLICIAMENTO.
SÓ MAIS TARDE A IDÉIA FOI SUBSTITUÍDA PELO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO POR INFLUÊNCIA DOS AMERICANOS QUE APORTARAM NO RIO E SÃO PAULO. LEE BROW FOI ESQUECIDO E A ESTRATÉGIA DA TOLERÂNCIA ZERO COMEÇOU A DOMINAR. EU APLIQUEI O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO EM CRUZ ALTA, PASSO FUNDO E SANTANA DO LIVRAMENTO.
O PROGRAMA "TOLERÂNCIA ZERO" NÃO FUNCIONA NUM PAÍS QUE TEM A SOCIEDADE DO JEITINHO, UMA CONSTITUIÇÃO ESDRÚXULA E BENEVOLENTE, LEIS FRACAS E JUSTIÇA MOROSA, BUROCRATA E TOLERANTE. SERIA FAZER DA POLÍCIA O JOÃOZINHO DO PASSO CERTO.
O RELATÓRIO LEE BROWN DE 1990 (TRADUZIDO POR MIM E DISPONÍVEL EM PDF) NO SITE BENGOCHEA.COM, MOSTRA UMA QUESTÃO IMPORTANTE DE ESTRATÉGIA OPERACIONAL DA POLÍCIA OSTENSIVA. LEE BROW, ENTÃO COMISSÁRIO CHEFE DO NYPD, OBSERVOU QUE, AO PRIORIZAR O POLICIAMENTO MOTORIZADO INVESTINDO EM VIATURAS, OCORREU UM FENÔMENO EM NOVA IORQUE - A POLÍCIA SUMIU DAS RUAS.
http://blogdainseguranca.blogspot.com/2010/11/ausencia-noturna-do-policiamento-nas.html
NÃO É MUITA COINCIDÊNCIA!?!?
POIS, É. AS GUARNIÇÕES MOTORIZADAS FICARAM LIVRES E SUMIRAM DAS RUAS. LEE BROWN ENTÃO LIMITOU O ESPAÇO DE RESPONSABILIDADE DAS GUARNIÇÕES VOLTADAS AO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO DE BAIRRO E IMPLEMENTOU A ESTRATÉGIA DE PATRULHAS DE RESPOSTA RÁPIDA COLOCADAS EM PONTOS ESTRATÉGICOS PARA APOIO E REFORÇO. ESTA MEDIDA FEZ RETORNAR A VISIBILIDADE DO POLICIAMENTO OSTENSIVO.
QUANTOS ÀS UPPS. ESTAS SÃO BOAS IDÉIAS, MAS ESTÃO SE TRANSFORMANDO EM ILHAS DA FANTASIA POR TERMOS NO BRASIL UM JUDICIÁRIO LENTO, BUROCRATA, DISTANTE, AUSENTE E DESCOMPROMISSADO NAS QUESTÕES DE ORDEM PÚBLICA, E POR SER SER UMA ESTRATÉGIA ISOLADA SEM SISTEMA E SEM AMPARO DE LEIS FORTES E EMERGÊNCIAIS PARA COMBATER A GUERRA DO RIO. NÃO SE PODE PENSAR EM SEGURANÇA PÚBLICA DESPREZANDO SEU CONCEITO E FINALIDADE.
- OU ALGUÉM É CAPAZ DE AFIRMAR QUE, NUMA DEMOCRACIA, OS POLICIAIS SOZINHOS, SEM A FORÇA DA LEI E COATIVDADE DA JUSTIÇA, PODEM GARANTIR A PAZ SOCIAL, A VIDA E O PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS? INFELIZMENTE, HÁ GOVERNANTES NOS TRÊS PODERES QUE ACREDITAM NESTA HIPÓTESE.
CONCEITO - SEGURANÇA PÚBLICA É O CONJUNTO DE PROCESSOS ADMINISTRATIVOS, JUDICIAIS E JURÍDICOS UTILIZADO PELO ESTADO PARA PRESERVAR A ORDEM PÚBLICA (PAZ SOCIAL), A VIDA E O PATRIMÔNIO DAS PESSOAS.
SEGURANÇA PÚBLICA FOCADA APENAS NA POLÍCIA E NOS PRESÍDIOS É PRÓPRIO DE REGIMES TOTALITÁRIOS. A DEMOCRACIA EXIGE O ENVOLVIMENTO DIRETO DA JUSTIÇA NA APLICAÇÃO COATIVA DAS LEIS, DO EXERCÍCIO ACUSATÓRIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, DA PRESENÇA DA DEFENSORIA E DA PARTICIPAÇÃO EFETIVA DOS INSTRUMENTOS SOCIAIS, EDUCACIONAIS, PROFISSIONALIZANTES, DE SAÚDE PÚBLICA E DE CIDADANIA.
SÓ PARA TE DAR UMA IDÉIA SOBRE ESTA FILOSOFIA DE POLICIAMENTO NA BRIGADA MILITAR, INFORMO QUE:
EM 1960, ANTES DA DITADURA, O ENTÃO TENENTE LUIZ IPONEMA (UM OFICIAL AFRODESCENDENTE) JÁ PRESCREVIA A FILOSOFIA DE POLICIAMENTO COMUNITÁRIO NO SEU MANUAL DE INSTRUÇÃO POLICIAL PARA DESTACAMENTOS.
http://policiamentocomunitario.blogspot.com/2007/11/os-pioneiros-da-bm-policiamento.html
NA DITADURA, QUANDO A BM RECEBEU A INCUMBÊNCIA DO POLICIAMENTO OSTENSIVO, OFICIAIS DA BM FORAM ATÉ OS EUA DE ONDE TROUXERAM AS CARACTERÍSTICAS, PRINCÍPIOS E VARIÁVEIS DO POLICIAMENTO OSTENSIVO, CUJO CONTEÚDO ÉRA MINISTRADO EM TODAS AS ESCOLAS DA BRIGADA MILITAR.
http://policiamentocomunitario.blogspot.com/2007/10/policiamento-ostensivo-caractersticas.html
SÃO FUNDAMENTAIS PARA O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO (OU DE PROXIMIDADE) A CARACTERÍSTICA "AÇÃO DE PRESENÇA", OS PRINCÍPIOS "RESPONSABILIDADE TERRITORIAL" E "CONTINUIDADE", E A VARIÁVEL MODALIDADE "PERMANÊNCIA".
POIS É, PARECE QUE ESQUECERAM TUDO DISTO. SUMIU O POSTO DE POLICIAMENTO, O PONTO BASE, A RESPONSABILIDADE TERRITORIAL DO GPM, O CONTROLE DAS OPMS PELAS SALAS DE OPERAÇÕES E O CONTROLE DA BRIGADA MILITAR PELO CENTRO DE OPERAÇÕES POLICIAL MILITAR. RESTARAM INICIATIVAS ISOLADAS QUE QUE TENTAM RESGATAR ESTA APROXIMAÇÃO PELO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO, MAS FALTAM EFETIVOS, DESTACAMENTOS DE BAIRRO E POLÍTICAS DE DESCENTRALIZAÇÃO, PREJUDICADAS AINDA MAIS PELA RESISTÊNCIA DE ALGUNS, TRANSFERÊNCIAS E REMANEJOS QUE IMPEDEM A CONTINUIDADE DA FILOSOFIA.
O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO É UM TIPO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO QUE PREGA A APROXIMAÇÃO E O COMPROMETIMENTO COM O LOCAL DE TRABALHO E TEM SUA ORIGEM NOS KOOBANS.
FOI ADAPTADO PELOS AMERICANOS COMO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO E PELOS FRANCESES E ESPANHOIS COMO POLÍCIA DE PROXIMIDADE, DESCENTRALIZANDO E ATRIBUINDO RESPONSABILIDADE AOS CHEFES DE DESTACAMENTOS NOS BAIRROS.
NO BRASIL E NO RS, A PRIMEIRA IDÉIA QUE CHEGOU FOI O POLICIAMENTO DE QUARTEIRÃO. COMO OUTROS QUE ADERIRAM, EU COMECEI AÍ, EM 1985, EM SÃO LUIZ GONZAGA, APLICANDO ESTE TIPO DE POLICIAMENTO.
SÓ MAIS TARDE A IDÉIA FOI SUBSTITUÍDA PELO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO POR INFLUÊNCIA DOS AMERICANOS QUE APORTARAM NO RIO E SÃO PAULO. LEE BROW FOI ESQUECIDO E A ESTRATÉGIA DA TOLERÂNCIA ZERO COMEÇOU A DOMINAR. EU APLIQUEI O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO EM CRUZ ALTA, PASSO FUNDO E SANTANA DO LIVRAMENTO.
O PROGRAMA "TOLERÂNCIA ZERO" NÃO FUNCIONA NUM PAÍS QUE TEM A SOCIEDADE DO JEITINHO, UMA CONSTITUIÇÃO ESDRÚXULA E BENEVOLENTE, LEIS FRACAS E JUSTIÇA MOROSA, BUROCRATA E TOLERANTE. SERIA FAZER DA POLÍCIA O JOÃOZINHO DO PASSO CERTO.
O RELATÓRIO LEE BROWN DE 1990 (TRADUZIDO POR MIM E DISPONÍVEL EM PDF) NO SITE BENGOCHEA.COM, MOSTRA UMA QUESTÃO IMPORTANTE DE ESTRATÉGIA OPERACIONAL DA POLÍCIA OSTENSIVA. LEE BROW, ENTÃO COMISSÁRIO CHEFE DO NYPD, OBSERVOU QUE, AO PRIORIZAR O POLICIAMENTO MOTORIZADO INVESTINDO EM VIATURAS, OCORREU UM FENÔMENO EM NOVA IORQUE - A POLÍCIA SUMIU DAS RUAS.
http://blogdainseguranca.blogspot.com/2010/11/ausencia-noturna-do-policiamento-nas.html
NÃO É MUITA COINCIDÊNCIA!?!?
POIS, É. AS GUARNIÇÕES MOTORIZADAS FICARAM LIVRES E SUMIRAM DAS RUAS. LEE BROWN ENTÃO LIMITOU O ESPAÇO DE RESPONSABILIDADE DAS GUARNIÇÕES VOLTADAS AO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO DE BAIRRO E IMPLEMENTOU A ESTRATÉGIA DE PATRULHAS DE RESPOSTA RÁPIDA COLOCADAS EM PONTOS ESTRATÉGICOS PARA APOIO E REFORÇO. ESTA MEDIDA FEZ RETORNAR A VISIBILIDADE DO POLICIAMENTO OSTENSIVO.
QUANTOS ÀS UPPS. ESTAS SÃO BOAS IDÉIAS, MAS ESTÃO SE TRANSFORMANDO EM ILHAS DA FANTASIA POR TERMOS NO BRASIL UM JUDICIÁRIO LENTO, BUROCRATA, DISTANTE, AUSENTE E DESCOMPROMISSADO NAS QUESTÕES DE ORDEM PÚBLICA, E POR SER SER UMA ESTRATÉGIA ISOLADA SEM SISTEMA E SEM AMPARO DE LEIS FORTES E EMERGÊNCIAIS PARA COMBATER A GUERRA DO RIO. NÃO SE PODE PENSAR EM SEGURANÇA PÚBLICA DESPREZANDO SEU CONCEITO E FINALIDADE.
- OU ALGUÉM É CAPAZ DE AFIRMAR QUE, NUMA DEMOCRACIA, OS POLICIAIS SOZINHOS, SEM A FORÇA DA LEI E COATIVDADE DA JUSTIÇA, PODEM GARANTIR A PAZ SOCIAL, A VIDA E O PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS? INFELIZMENTE, HÁ GOVERNANTES NOS TRÊS PODERES QUE ACREDITAM NESTA HIPÓTESE.
CONCEITO - SEGURANÇA PÚBLICA É O CONJUNTO DE PROCESSOS ADMINISTRATIVOS, JUDICIAIS E JURÍDICOS UTILIZADO PELO ESTADO PARA PRESERVAR A ORDEM PÚBLICA (PAZ SOCIAL), A VIDA E O PATRIMÔNIO DAS PESSOAS.
SEGURANÇA PÚBLICA FOCADA APENAS NA POLÍCIA E NOS PRESÍDIOS É PRÓPRIO DE REGIMES TOTALITÁRIOS. A DEMOCRACIA EXIGE O ENVOLVIMENTO DIRETO DA JUSTIÇA NA APLICAÇÃO COATIVA DAS LEIS, DO EXERCÍCIO ACUSATÓRIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, DA PRESENÇA DA DEFENSORIA E DA PARTICIPAÇÃO EFETIVA DOS INSTRUMENTOS SOCIAIS, EDUCACIONAIS, PROFISSIONALIZANTES, DE SAÚDE PÚBLICA E DE CIDADANIA.
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